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sábado, 27 de setembro de 2014

CIENTISTAS IDENTIFICAM NOVOS MARCADORES PARA O RISCO DE CÂNCER DE MAMA, OVÁRIO E PRÓSTATA

Um enorme esforço internacional, envolvendo mais de 100 instituições e testes genéticos em 200.000 pessoas, descobriu dezenas de marcadores no DNA que podem ajudar a revelar ainda mais o risco de uma pessoa para desenvolver câncer de ovário , mama ou próstata . Trata-se da mais recente megaoperação conjunta entre cientistas para aprender mais sobre os intrincados mecanismos que levam ao câncer. Enquanto o progresso parece significativo em muitos aspectos, a recompensa potencial para as pessoas comuns é principalmente esta: no futuro, testes genéticos poderão ajudar a identificar quais mulheres se beneficiam mais fazendo a mamografia periódica e quais homens poderiam se beneficiar mais dos testes de PSA e das biópsias da próstata. Talvez, num futuro ainda distante, essas pistas genéticas também possam levar a novos tratamentos contra a doença. “Isso acrescenta mais peças ao quebra-cabeça”, afirmou Harpal Kumar, presidente-executivo da Cancer Research UK, o fundo que financiou grande parte da pesquisa. Entre os homens cuja história familiar lhes dá cerca de 20% de risco de ter câncer de próstata, os novos marcadores genéticos poderiam identificar aqueles cujo verdadeiro risco de ter a doença é de 60%. Os novos marcadores também podem fazer a diferença para as mulheres com mutações do gene BRCA – tê-los, coloca a mulher em risco elevado para câncer de mama. Nestes casos, os pesquisadores podem, no futuro, ser capazes de separar aquelas cujo risco excede 80% das mulheres com risco mais baixo, entre 20% e 50%. Com essa precisão, algumas mulheres podem escolher monitorar a própria saúde com exames periódicos em vez de tomar a medida drástica de ter os seios saudáveis removidos para evitar o surgimento da doença. Especialistas que não participaram do estudo afirmam que os resultados são encorajadores, mas que são necessárias mais pesquisas para ver como toda essa informação seria útil para orientar o atendimento ao paciente. O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres em todo o mundo, com mais de 1 milhão de novos casos por ano. O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens, depois do câncer de pulmão, com cerca de 900 mil novos casos a cada ano. O câncer de ovário é responsável por cerca de 4% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres, causando cerca de 225.000 casos em todo o mundo. Os novos resultados foram divulgados em 13 trabalhos publicados nas revistas científicas Nature Genetics e Genetics PLOS, entre outras. Eles vêm de uma colaboração que envolve mais de 130 instituições nos Estados Unidos, Europa e outros lugares do globo. A pesquisa foi financiada pela Cancer Research UK, pela União Europeia e pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. Os cientistas usaram exames de DNA de mais de 200.000 pessoas para procurar os marcadores, pequenas variações nas 3 bilhões de “letras” do código do DNA que estão associados com risco de doença. Foram descobertos 49 novos marcadores de risco para câncer de mama, mais um par de outros que modificam o risco de câncer de mama a partir de raros genes mutados, 26 marcadores de câncer de próstata e oito para o câncer de ovário. Individualmente, cada marcador tem apenas um impacto pequeno na estimativa de risco, muito pequeno para ser útil por si só, disse Douglas Easton, da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, um dos autores do estudo. “Eles seriam combinados e adicionados a marcadores previamente conhecidos para ajudar a revelar risco de uma pessoa”, explicou ele. Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-03-28/cientistas-identificam-novos-marcadores-para-o-risco-de-cancer.html

sexta-feira, 11 de abril de 2014

DIETAS RICAS EM GORDURA SATURADA AUMENTAM RISCO DE CÂNCER DE MAMA

Mulheres que consomem uma dieta rica em gordura saturada podem correr risco maior de vários tipos de câncer de mama, segundo um novo estudo. Dietas ricas em gorduras saturadas aumentam risco de câncer de mama As mulheres participantes do novo estudo, cujas dietas incluíam uma grande quantidade de gordura – em particular, gordura saturada a partir de produtos de origem animal – tinham mais chances de desenvolver certos tipos de câncer de mama, em comparação com as mulheres que consumiam menos gordura. O estudo incluiu dados de 337 mil mulheres com idades entre 20 a 70 anos em 10 países da Europa. As mulheres foram acompanhadas por uma média de 11,5 anos. “Este estudo indica que uma dieta rica em gordura saturada aumenta o risco de câncer de mama, e mais visivelmente, sugere que a ingestão de gordura saturada está ligada a três subtipos de câncer de mama”, disse a pesquisadora Sabina Sieri, do Instituto Nacional do Câncer em Milão. O estudo não aponta para um específico nível ‘limiar’ de ingestão de gordura para o aumento do risco de câncer. No entanto, Sieri recomenda que as gorduras saturadas não excedam 10% da dieta diária de uma pessoa. Para uma mulher que consome 2000 calorias por dia, isso significa que não mais do que 200 calorias devem ser provenientes de gorduras saturadas encontradas em carnes, queijo, manteiga ou alimentos processados. As mulheres participantes do estudo preencheram questionários alimentares e de estilo de vida no início do estudo. Os pesquisadores descobriram que, após 11,5 anos, 10062 mulheres do estudo (cerca de 3%) tiveram câncer de mama. O consumo elevado de gordura foi associado a um maior risco no desenvolvimento da doença. O novo estudo foi publicado on-line no dia 9 de abril de 2014, na publicação do Instituto de Câncer Nacional dos Estados Unidos. FONTE:LiveScience

domingo, 30 de março de 2014

CISTO NA MAMA: SABIA O QUE É

O cisto na mama é um pequeno caroço que não caracteriza o câncer de mama, nem aumenta o risco do seu aparecimento no futuro. Ele é uma alteração mamária benigna, comum na maior parte das mulheres em idade reprodutiva, e, geralmente, não apresenta sintomas, não sendo necessário nenhum tipo de tratamento específico. É normal que durante o período pré-menstrual os cistos aumentem de tamanho, bem como durante a menstruação, se tornando mais aparentes. A tendência é que eles voltem ao seu tamanho normal ao fim da menstruação. Os cistos mamários não caracterizam um câncer e não são uma situação grave, mas podem causar dor e desconforto, levando a mulher a suspeitar de algo mais grave. COMO IDENTIFICAR: O cisto na mama pode ser apalpado através do autoexame da mama e corretamente diagnosticado através do ultrassom mamário ou da mamografia. TRATAMENTO: Para tratar um cisto na mama, pode-se realizar uma punção mamária, caso a mulher relate dor e desconforto. O uso de medicamentos não tem comprovação científica e é desnecessário. CISTO NA MAMA PODE VIRAR CÂNCER? Não existe comprovação científica de que um cisto na mama possa virar um câncer. O cisto na mama, também conhecido por cisto mamário, é uma alteração benigna que aparece em quase todas as mulheres, entre os 15 e os 50 anos de idade. Ele é caracterizado pela presença de líquido em seu interior, e não representa nenhum tipo de perigo para a saúde. O cisto na mama pode aumentar durante a menstruação e diminuir ao fim da mesma, por vários meses seguidos, e é uma alteração normal. Na maioria das vezes, o cisto não dói e dificilmente é percebido pela mulher. Em geral, só se percebe um cisto na mama quando ele é muito grande e a mama fica mais inchada e mais pesada. O cisto na mama pode ainda ser diagnosticado através do ultrassom mamário ou da mamografia, e não requer tratamento específico. As mulheres que possuem um cisto muito grande que causam dor e desconforto podem beneficiar-se de uma punção para a retirada do líquido que forma o cisto, dando um fim ao problema. Não se sabe o porquê, mas mulheres que apresentam vários cistos mamários, mesmo que os retire por meio da punção, tendem a desenvolver novos cistos na mama. FONTE: TUASAUDE

quarta-feira, 27 de março de 2013

OS 5 FATORES QUE AUMENTAM O RISCO DE CÂNCER DE MAMA

Um Instituto de Medicina analisou estudos publicados sobre a ligação de fatores ambientas e risco de câncer de mama, e pesou os resultados pela força do estudo. Grandes estudos populacionais foram considerados fortes evidências de uma ligação entre um determinado comportamento ou fator ambiental e um risco reduzido de câncer de mama. Alguns fatores mostraram evidências consistentes de uma ligação com câncer de mama. Certos riscos para câncer de mama são inevitáveis, como uma predisposição genética para a doença. Mas há várias coisas que as mulheres podem fazer para reduzir seu risco da doença. Essas ações incluem evitar radiação médica desnecessária, certos tipos de terapia de reposição hormonal, tabagismo, limitar o consumo de álcool, manter um peso saudável e fazer exercícios regularmente. Confira fatores que podem aumentar seu risco de câncer de mama: 1 – Radiação ionizante Um fator de risco foi a radiação ionizante, que é usada em exames médicos, tais como tomografia computadorizada, raios-X dentais e mamografias. Os pacientes devem seguir o conselho de seus médicos sobre o quanto precisam desses exames, e evitar se puderem. 2 – Terapia hormonal Outro fator de risco foi o uso de terapia hormonal que combina estrogênio e progesterona. Essa terapia reduz os sintomas da menopausa. Porém, seguindo o mesmo caso da radiação, os pacientes só devem recorrer a terapia se realmente precisarem. 3 – Ganho de peso Ganho de peso foi associado a um risco aumentado de câncer de mama, principalmente para as mulheres na pós-menopausa. O certo é se exercitar para diminuir as chances do câncer. 4 – Substâncias químicas Algumas pesquisas sugerem que certas substâncias químicas em fumaças de escape dos veículos a gasolina aumentam o risco de câncer de mama, mas a evidência não é tão persuasiva. O uso de tintura de cabelo e celulares, por outro lado, não deve aumentar o risco de câncer de mama. Para outros produtos químicos, não há provas suficientes para dizer se contribuem ou não para o câncer de mama, como pesticidas, ingredientes em cosméticos e suplementos alimentares. 5 – Consumo de álcool Enquanto o consumo de álcool foi associado com um risco aumentado de câncer de mama, pequenas quantidades também podem reduzir o risco de doenças cardíacas. A recomendação é que as mulheres pesem os riscos e benefícios do consumo de álcool. Segundo os pesquisadores da aérea, muito mais estudos são necessários para entender como nosso meio ambiente influencia o risco de câncer de mama durante a vida de uma mulher. FONTE:LiveScience