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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
INVENTADO NOVO CRISTAL QUE ABSORVE QUANTIDADES ENORMES DE OXIGÊNIO
O material cristalino muda de cor quando absorve ou libera oxigênio. O cristal fica preto quando ele está saturado com oxigênio e rosa quando o oxigênio foi liberado novamente.
Cientistas dinamarqueses inventaram um material cristalino revolucionário que é capaz de absorver e armazenar o oxigênio em altas concentrações. Um balde de tal material pode sugar o oxigênio de um quarto, o que poderia dar adeus aos tanques pesados de oxigênio.
Imagine se você pudesse se livrar do enorme tanque de oxigênio ao fazer um mergulho? Agora é possível com o novo cristal desenvolvido em uma Universidade do Sul da Dinamarca, com a ajuda da Universidade de Sydney, na Austrália.
Alguns grãos microscópicos desse cristal são o suficiente para um gole de ar, mas um balde – ou 10 litros – pode sugar completamente o oxigênio de um quarto.
“No laboratório, vimos como esse material consumiu o oxigênio do ar em torno de nós”.Professor Christine McKenzie, que liderou o estudo, disse.
Quando coisas diferentes são expostas ao oxigênio, elas reagem de forma diferente – do vinho aos alimentos ou até os seres vivos, os fatores (pressão, temperatura, etc.), o tempo de exposição, estas variações podem alterar radicalmente as coisas. No entanto, o que você ganha com esta nova descoberta é uma forma de controlar o oxigênio sem reagir com ele.
O material também é capaz de absorver e liberar oxigênio muitas vezes sem perder a capacidade. É como mergulhar uma esponja na água, espremendo a água de fora e repetir o processo várias vezes.”
Para liberar o oxigênio armazenado, tudo que precisa é aquecer o material, ou pressioná-lo. E essas são apenas as formas naturais ainda conhecidas. McKenzie e sua equipe estão procurando novas formas de liberar o oxigênio.
“Estamos agora nos perguntando se a luz também pode ser usado como um gatilho para o material liberar oxigênio – isso abre perspectivas no crescente campo da fotossíntese artificial”, diz ela.
O que é mais surpreendente é o quão natural o processo de armazenar o oxigênio realmente é. O componente chave no novo material é o cobalto metálico. Possui uma qualidade natural de absorção e “dá ao novo material a estrutura molecular que lhe permite absorver o oxigênio ao seu redor.”
Isso pode ser útil para pacientes com problemas pulmonares que hoje precisam levar tanques de oxigênio pesados com eles. Como também para os mergulhadores poderem um dia deixar os tanques de oxigênio em casa.
FONTE: curioso.blog.br/post/cristal-absorve-quantidade-enorme-oxigenio/
quarta-feira, 21 de maio de 2014
A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS PODE ACABAR COM NOSSO OXIGÊNIO?
O dióxido de carbono tem um sério impacto no clima global, mas também gera um efeito terrível nos oceanos. Quando o gás se dissolve na água, forma ácido carbônico, que resulta em acidificação. Alguns experimentos já demonstraram que organismos calcificados, como os corais, e também o fitoplâncton, são afetados por esse processo.
Cientistas demonstraram agora, pela primeira vez, o potencial da alga unicelular Emiliania huxleyi de se adaptar às mudanças de pH oceânico.
Essa espécie foi isolada nas águas costeiras da Noruega e cultivada com condições de CO2 previstas para o futuro oceânico. Após um ano e 500 gerações (já que se reproduzem muito rápido), as populações se adaptaram e se desenvolveram melhor do que as não adaptadas.
“Da perspectiva biogeoquímica, a descoberta mais interessante foi provavelmente o restauro parcial nos níveis de calcificação”, afirma o cientista Ulf Riebesell.
O que foi revelado nesse estudo foram os diferentes genótipos e a acumulação de mutações benéficas. Esse tipo de mudança não havia sido descoberta antes. “Com esse estudo mostramos pela primeira vez que os processos evolucionários têm o poder de agir nas mudanças climáticas e na acidificação dos oceanos”, afirma o biólogo Thorsten Reusch. “Precisamos agora levar em consideração a evolução nos próximos estudos das consequências das mudanças globais”.
Mas isso não significa que a evolução vai parar a acidificação dos oceanos. Essa espécie de alga foi escolhida para o estudo exatamente pela rapidez reprodutiva. Espécies de vida mais longa e menos reprodução possuem um potencial de adaptação muito menor. “A história da Terra mostra as limitações da adaptação. Mudanças ambientais comparáveis as que estão acontecendo agora nos oceanos já levaram à extinções em massa rapidamente, mesmo que essas mudanças tenham sido 10 a 100 vezes mais lentas do que as que observamos hoje”.
Fonte: hypescience
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