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domingo, 6 de julho de 2014

CIENTISTAS DESCOBREM QUE PROTEÍNA DE CORAL BLOQUEIA HIV

Uma proteína encontrada em corais da Austrália impede que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) penetre nas células do sistema de imunidade do corpo, segundo um novo estudo. A pesquisa liderada por Barry O’Keefe, do Instituto Nacional do Câncer, foi apresentada na reunião anual de Biologia Experimental em San Diego (Califórnia). As proteínas, chamadas cnidarinas, foram encontradas em corais recolhidos nas águas do litoral norte australiano, e os pesquisadores se focaram nelas após examinarem milhares de extratos naturais no acervo biológico do Instituto Nacional do Câncer. O’Keefe disse que a proteína bloqueia a infecção do HIV em concentrações de uma mil milionésima grama, suficiente para impedir que ocorra a primeira passagem da transmissão do vírus: a penetração do vírus na célula do sistema de imunidade, conhecida como célula T. As cnidarinas se enlaçam com o vírus e impedem que ele se funda com a membrana da célula T, o que é muito diferente do que se viu com outras proteínas, motivo pelo qual os cientistas acreditam que as cnidarinas têm um mecanismo de ação único. A descoberta abre a possibilidade de adaptar essas proteínas para usá-las em géis e lubrificantes sexuais que brindem uma barreira contra a infecção do HIV. Koreen Ramesssar, membro da equipe de pesquisa, destacou que as cnidarinas poderiam adequar-se a esses produtos, que bloqueiam a infecção sem depender da disposição do homem a usar preservativo, e ao mesmo tempo não tornam o vírus resistente a outros remédios. O passo seguinte neste estudo é o aprimoramento dos métodos para produzir proteínas cnidarinas em grandes quantidades que possam ser usadas a fim de identificar efeitos secundários ou sua atividade contra outros tipos de vírus. FONTE:revistaGalileu

segunda-feira, 30 de junho de 2014

PESQUISADORES DESCOBREM PROTEÍNA CAPAZ DE BARRAR CÂNCER DE PÂNCREAS

Pesquisadores do Instituto Hospital do Mar de Pesquisas Médicas (IMIM) de Barcelona identificaram uma nova proteína, galectina-1, que poderia barrar o crescimento do câncer de pâncreas e aumentar a sobrevivência dos pacientes em 20%. Esta proteína poderá ser adotada como um possível remédio para o tratamento deste tipo de câncer, sem efeitos adversos, sugere o trabalho, que será publicado no próximo número das revistas Câncer Research e Oncoimmunology. Segundo o IMIM, os pesquisadores comprovaram pela primeira vez os efeitos da inibição desta proteína em ratos com este tipo de câncer e os resultados mostraram um aumento da sobrevivência de 20%. Até agora, as estratégias para tratar este tumor focavam em atacar as células tumorais e tinham pouco sucesso. Os últimos estudos mostraram que tentar destruir o que rodeia o tumor é possivelmente uma estratégia melhor. "Nossa contribuição vai nesta direção, já que reduzir a galectina-1 afeta principalmente o sistema imunológico e as células da estrutura que rodeiam as células tumorais, denominadas estroma, o que faz com que a Galectina-1 tenha um grande potencial", disse a doutora Pilar Navarro, coordenadora do grupo de pesquisa em mecanismos moleculares de tumores do IMIM. "Vimos também que a eliminação da galectina-1 em ratos não tem efeitos colaterais, por isso pode se tratar de uma abordagem terapêutica segura e sem efeitos adversos", explicou a pesquisadora Neus Martínez. Em parceria com o Serviço de Anatomia Patológica do Hospital do Mar, que se encarregou de analisar algumas amostras, foram estudados os tumores pancreáticos de ratos com altos níveis de galectina-1 e após eliminá-la. Os pesquisadores perceberam que os tumores sem a proteína mostravam menos proliferação, menos vasos sanguíneos, menos inflamação e ainda tinham um aumento do componente imunológico, sobretudo em tumores menos agressivos. O câncer de pâncreas é um dos tumores com pior previsão que existe, com uma sobrevivência aos cinco anos do diagnóstico inferior a 2%. Embora não seja um tumor muito frequente, é a quarta causa de morte por câncer nos países desenvolvidos porque por ser assintomático é diagnosticado tarde demais, quando ele já desenvolveu metástases e pela ineficácia dos tratamentos atuais. FONTE: http://zip.net/bqnVcn

sexta-feira, 23 de maio de 2014

DESCOBERTA PROTEÍNA PARA POTENCIAL VACINA CONTRA MALÁRIA

Cientistas americanos descobriram uma proteína que gera anticorpos e pode ajudar a prevenir a multiplicação de parasitas da malária, abrindo caminho para uma vacina em potencial, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (23). Essa proteína pode ajudar os cientistas em suas pesquisas na luta contra as formas mais severas da malária, uma doença que mata mais de 600.000 pessoas todos os anos, particularmente crianças pequenas na África subsaariana. Denominada de PfSEA-1, a proteína, cuja presença semeia a formação de anticorpos, foi associada à diminuição no número de parasitas em algumas crianças e adultos da África, onde a malária é endêmica, segundo estudo publicado na revista científica americana Science. Camundongos expostos à proteína em uma vacina demonstraram redução nos níveis de parasitas em seu sangue. A descoberta da proteína pode se somar a um grupo limitado de antígenos utilizados em vacinas potenciais contra a malária, afirmaram cientistas que conduziram o estudo no Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. Os anticorpos gerados pela proteína detêm o parasita da malária, pois vão abandonando um glóbulo vermelho para invadir outro, prevenindo que se multiplique. As populações que vivem em áreas onde a malária é comum costumam desenvolver respostas imunológicas naturais que limitam o número de parasitas no sangue e previnem febre alta e sintomas severos. Os cientistas basearam seu estudo em amostras de sangue de crianças de dois anos, provenientes da Tanzânia, e que eram resistentes ou suscetíveis à malária. FONTE: http://zip.net/bjnsZM