Cientistas descobriram que a crosta de estrelas de nêutrons é 10 bilhões de vezes mais resistente do que aço ou qualquer outro metal encontrado na Terra.
As estrelas de nêutrons são enormes, giram 700 vezes por segundo e sua força gravitacional é enorme. São estrelas normais que sofreram colapso, depois que seus centros pararam de realizar fusões nucleares e não produziram mais energia.
As únicas coisas mais densas do que estrelas de nêutrons são buracos negros – e estima-se que uma colher de chá do material de uma estrela de nêutrons pesaria cerca de 100 milhões de toneladas. Uma colher de chá um tanto pesada.
Os cientistas pretendem entender a estrutura de estrelas de nêutron porque suas irregularidades (ou montanhas) podem irradiar ondas gravitacionais e, sendo assim, criar fendas no tempo-espaço.
Tudo isso ocorre por causa da pressão. O espaço é formado de vazios, a distância normal entre átomos é enorme – no entanto as estrelas de nêutrons compactam todo esse material, apresentando uma densidade enorme e uma resistência maior ainda.
De acordo com simulações, a crosta dessas estrelas poderia suportar até 10 bilhões de vezes a pressão que o aço suporta.
FONTE: Science Daily
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quarta-feira, 27 de março de 2013
CROSTA ESTELAR É 10 BILHÕES DE VEZES MAIS FORTE QUE O AÇO
Cientistas descobriram que a crosta de estrelas de nêutrons é 10 bilhões de vezes mais resistente do que aço ou qualquer outro metal encontrado na Terra.
As estrelas de nêutrons são enormes, giram 700 vezes por segundo e sua força gravitacional é enorme. São estrelas normais que sofreram colapso, depois que seus centros pararam de realizar fusões nucleares e não produziram mais energia.
As únicas coisas mais densas do que estrelas de nêutrons são buracos negros – e estima-se que uma colher de chá do material de uma estrela de nêutrons pesaria cerca de 100 milhões de toneladas. Uma colher de chá um tanto pesada.
Os cientistas pretendem entender a estrutura de estrelas de nêutron porque suas irregularidades (ou montanhas) podem irradiar ondas gravitacionais e, sendo assim, criar fendas no tempo-espaço.
Tudo isso ocorre por causa da pressão. O espaço é formado de vazios, a distância normal entre átomos é enorme – no entanto as estrelas de nêutrons compactam todo esse material, apresentando uma densidade enorme e uma resistência maior ainda.
De acordo com simulações, a crosta dessas estrelas poderia suportar até 10 bilhões de vezes a pressão que o aço suporta.
FONTE: Science Daily
quarta-feira, 13 de março de 2013
COMPUTADORES QUÂNTICOS JÁ SÃO CAPAZES DE REALIZAR CÁLCULOS
Vistos como o futuro da computação, os computadores quânticos prometem revolucionar a forma no qual os dados são processados. Eles poderão realizar tarefas em um período de tempo muito pequeno, enquanto um equipamento comum levaria meses ou até anos para fazer.
E aos poucos esses monstros tecnológicos vêm evoluindo. Seu funcionamento tem sido testado através de cálculos matemáticos, como a fatoração.
Em 2009, a equipe de pesquisadores liderada por Seth Loyd criou um algoritmo quântico capaz de resolver equações lineares, como determinar variáveis desconhecidas, nada muito diferente do que você deve ter aprendido na sala de aula.
A computação quântica promete resolver problemas de forma exponencialmente mais rápida do que os computadores clássicos.
Em um algoritmo convencional, o número de passos aumenta conforme o número de equações. Já no algoritmo quântico, ele cresce conforme o logaritmo do número. Em outras palavras, um computador quântico pode processar trilhões de equações em poucos segundos.
Agora, uma equipe de cientistas liderada por Stefanie Barz, da Universidade de Viena, na Áustria, rodou e testou o algoritmo de Loyd pela primeira vez em um simples computador quântico, através de dois fótons (qubits, ou bits quânticos).
Apesar da tarefa ser simples, está sendo considerada promissora pelos pesquisadores. Aos poucos, os computadores quânticos vão ficando cada vez mais próximos da realidade.
FONTE: Cornell University
PESQUISADORES CONSEGUEM TELETRANSPORTAR MAGNETISMO
Um trio de pesquisadores da Universidade de Barcelona conseguiu desacoplar o magnetismo de sua origem (o ímã), o transferindo para outro local, e o mais interessante é que ele funciona do mesmo modo, independente de estar acoplado ao ímã ou não.
Através de um dispositivo circular, os pesquisadores podem concentrar ou transferir o campo magnético do ímã para outro local.
O magnetismo possui uma infinidade de utilidades, sobretudo para produzir energia elétrica, operar motores e armazenar dados em dispositivos digitais, além de ser usado em vários exames médicos.
Contudo, os campos magnéticos isolados possuem um curto alcance, decaindo rapidamente à medida que são colocados distantes de sua fonte. Por sua vez, os campos electromagnéticos tem a capacidade de serem transmitidos por longas distâncias.
Agora, o trio está conseguindo contornar esses obstáculos, manipulando as ondas magnéticas e as fazendo seguir um caminho específico. Para isso, eles desenvolveram um concentrador magnético, cuja é função é concentrar o magnetismo em um determinado ponto, o que permite o reforço de sensores utilizados nas funções citadas anteriormente.
Mas além de concentrar o magnetismo, o equipamento é capaz de expulsá-lo de sua fonte, permitindo o teletransporte para outro local distante, através do espaço livre.
O funcionamento do dispositivo consiste em um concentrador circular feito de ferromagnetos e supercondutores que envolve o ímã e captura seu campo magnético, o arremessando para fora. Ali, existe mais concentradores iguais que são responsáveis por capturar o magnetismo e concentrá-lo em seu interior. O magnetismo capturado passa a funcionar como se um ímã estivesse ali.
Embora a eletricidade ainda esteja longe de ser transmitida sem fio, como sonhava Nikola Tesla, essa é a primeira vez que pesquisadores demonstram a possibilidade de transmissão de magnetismo à distância.
A técnica desenvolvida pelos pesquisadores por enquanto só é válida para campos magnéticos estáticos. Para se transmitir energia através de grandes distâncias, é preciso um campo magnético que se alterna com o tempo. Os pesquisadores afirmam que estão trabalhando nessa ideia.
FONTE: Phys.org
COMO ALCANÇAREMOS AS ESTRELAS?
Quando a questão a ser discutida sobre o espaço é a de como ultrapassaremos a fronteira final – como o apelidava o Capitão Kirk na série Jornada nas Estrelas -, a resposta talvez esteja em uma mistura de matemática, astronomia e física moderna. As três, juntas, em uníssono, talvez sejam as responsáveis pelo que no futuro será semelhante ao que a ficção científica tem previsto há muito para as viagens interestelares: O hiperespaço. Mas será que isto é realmente possível? Vamos quebrar as leis da física? A questão, não é se conseguiremos ultrapassar a velocidade da luz para atingir outras regiões da galáxia, muito menos como, mas sim, quando é que vamos dar definitivamente o próximo passo em direção às estrelas.
Há décadas que os cientistas de todo o mundo procuram por uma brecha na relatividade geral, mas a existência de modelos alternativos tem sido deixada um pouco de lado, principalmente nos últimos anos, por conta dos grandes saltos da física quântica. Mas ainda assim, existem entusiastas de tais projetos. No entanto, eles literalmente têm custos astronômicos. A opinião que consta é a de que a mecânica subatômica tem muito a progredir, e que ela contribuirá tanto para a superação das leis atuais da física quanto para cosmologia em geral, mas, o que realmente importa, é o fato de que nos próximos anos estaremos cada vez mais próximos de colocar os pés em outro planeta. Em que poderemos nos apoiar, até então?
O fato é que o espaço é realmente grande. Na verdade, é bem maior do que esperávamos. Há anos, quando Edwin Hubble ainda não havia proposto o redshift - fenômeno semelhante ao efeito doppler que indica a distância das galáxias através de sua coloração -, grande parte da comunidade científica acreditava que o universo era estático e não se expandia. O modelo que proporcionalmente poderia ser comparado ao do sistema geocêntrico – deposto por Nicolau Copérnico -, era de todos, o mais limitador, e nós acreditávamos estar no centro do universo. Mas a verdade era outra, e nossos horizontes se expandiram. Foi com a descoberta de que estamos em constante aceleração, que o espaço se transformou em algo semelhante a uma bolha de escuridão misteriosa. Um dia, no futuro, nós olharemos para o céu e tudo o que veremos será como uma janela para a solidão – as estrelas terão desaparecido. Será que estamos sós no Universo? Pode ser reconfortante acreditar que sim. Mas a busca pela resposta que tem se expandido tal qual os nossos horizontes só será finalizada quando sairmos daqui, deste planeta. Neste mesmo dia, em que talvez as estrelas já tenham nos abandonado há muito tempo, o nosso Sol também será uma gigante vermelha, uma estrela antiga, cada vez mais próxima da morte – o inevitável fim -, e nós, seres humanos, estaremos caminhando pelos astros. Teremos sanado todas as nossas dúvidas a respeito do que existe além da Terra? “A verdade está lá fora”, é uma frase de Arquivo-X. Colonizar outros planetas é mais do que uma necessidade. É uma realidade, um futuro necessário. Como o físico britânico Stephen Hawking costuma dizer em suas palestras: “A única esperança para a humanidade reside em espalhar-se pela galáxia [...]“. Caso o contrário aconteça, estaremos fadados, sem sombra de dúvida, a uma certeira extinção.
Para colonizar o espaço existem diversas possibilidades, e dentre as tantas que foram discutidas no meio científico, houve no final da década de 50 uma tentativa nos EUA de construir uma nave espacial que utilizaria como modelo de propulsão a explosão de milhares de bombas atômicas. O projeto, que era financiado pela NASA e pelos membros do alto escalão da USAF, consistia em uma engenharia de voo desenvolvida pelo físico e matemático inglês Freeman Dyson. Ele teve a ideia de levar grandes expedições a Marte, Júpiter e à Lua, com explosões de 0,1 Kilontons atreladas às de 20, e também concebeu modelos posteriores, com explosões de cerca de dez milhões de bombas atômicas a mais. Estas naves poderiam atingir 12% a mais de velocidade sem precisar quebrar a ultrapassar a da luz, e por isto mesmo eram tão ambicionadas. Dyson afirma que desta forma poderia ter levado homens a destinos ainda maiores com cerca de metade do tempo necessário – décadas, ao invés dos séculos -, mas, foi impedido por uma resolução da ONU que foi assinada pelo presidente dos EUA, na época. Ela proibiu a detonação de armas termonucleares na atmosfera, e desta forma, o projeto foi cancelado e deixado de lado.
Apesar de Dyson ter garantido que era seguro, sua ideia inicial foi arruinada pelo exemplo de detonação da bomba Tzar na União Soviética, em 1961, mas o professor continuou. Teve ideias como a da aplicação de biologia ao lado de engenharia neurocomputacional no desenvolvimento de naves autoreplicantes – ver o conceito mais a diante – e desenhou naves que viajariam a galáxia em poucos milhões de anos. Um dos projetos, foi inicialmente chamado de “A Esfera de Dyson”, e ele baseia-se na conjectura de uma megaestrutura espacial, que orbitaria estrelas sem precisar de um lugar estacionário, podendo assim, deslocar-se por meio dos sistemas estelares ao longo dos anos em busca de combustíveis e recursos naturais escassos – tal como astronautas nômades. A construção do maquinário, que era de deixar qualquer fã de Star Wars boquiaberto, não deixou dúvidas de que seria algo que atualmente levaria centenas de anos para ser concluído, e suas proporções que lembram vagamente à da Estrela da Morte, foram deixadas para um futuro distante.
Dyson também firma que o modelo é um dos mais lógicos e prováveis para um provável futuro da humanidade, onde, considerando os ideais de Thomas Malthus, diz que corpo seria moldável em paralelo ao crescimento da população – mesmo já sendo grande o suficiente para tal. A nave abrigaria estufas e estruturas de transformadores de energia, com captores de radiação e comunicação, além de garantir uma estação espacial e científica extremamente mais eficiente do que qualquer outra já construída. O conceito – que facilmente nos lembra da obra de Arthur C. Clarke -, ainda contaria com supostas “naves borboletas”, organismos que copiariam o DNA de seres vivos extraindo-os de um banco de dados digital, um acervo que se adaptaria às condições e às perspectivas do voo por meio de uma IA que controlaria o cockpit. O nome “borboleta”, evidentemente, trata-se das asas que gerariam a energia mecânica necessária para a propulsão. Estas naves também cavariam os asteroides para extrair elementos químicos, e desta forma, poderiam se automultiplicar como seres vivos conscientes e inteligentes. Quanto aos asteroides, eles também tem parte no ideário de Freeman Dyson. Seriam cultivados como hipotéticas “segundas casas”. O ideal do professor é o da “Árvore de Dyson”, uma planta geneticamente modificada que cresce em solo extraterrestre, como um cometa, ou qualquer tipo de corpo celeste. Esta transformaria seu interior em um ambiente oco repleto de uma atmosfera respirável, aumentando assim, as possibilidades de cultivo e colonização da espécie humana.
Tais modelos podem parecer fantásticos, mas são baseados em cálculos e estimativas de probabilidade do avanço da atual tecnologia. Tomemos, como exemplo, o matemático John von Neumann – famoso húngaro naturalizado americano que já esteve ao lado de personalidades como Albert Einstein, Oppenheimer e Alan Turing. Além de ter designado um papel imprescindível na construção da primeira bomba atômica, em Los Alamos, foi ele um dos primeiros a propor uma resposta ao Paradoxo de Fermi, que questionava a existência de vida extraterrestre baseado no momento em que vivíamos. Argumentando aos pés da Guerra Fria, Fermi, o físico italiano, fez a inevitável questão sobre a autodestruição das espécies avançadas, como a nossa. Neumann edificou o modelo das naves autoreplicantes – semelhantes às já citadas anteriormente, “naves borboletas”-, que desconsideram a necessidade de um operador ou organismo vivo para realizar a exploração espacial. O sustentáculo da astronáutica atual, no entanto, foi predecessor do miraculoso futuro predito por Freeman. Em tese, ele finca raízes na periodicidade reprodutiva e na longevidade dos seres humanos, que sem dúvida alguma são alguns dos obstáculos mais levados em conta na hora de repensar a exploração interplanetária. Sem desgastar as leis da física, a IA de tais modelos se autorreproduziria com os escassos recursos que encontraria no espaço. Sem objetivo, ou estimativa final de progresso, elas poderiam viajar pelo espaço todo sem a necessidade de recarga ou o risco da destruição, pois deixando cópias de si por onde quer que passassem elas se integrariam ao ambiente sideral sem segundos pormenores.
É assim que a exploração espacial poderia concluir o distante sonho de visitar as 200 bilhões de estrelas da Via Láctea. Em meio milhão de anos, já teríamos passado por todas elas. É claro, isto também possibilitaria o encontro de replicantes alienígenas no curso de viagem, o que provocaria a inevitável questão da existência de vida extraterrestre. Em um cenário provável, como o defendido pelo professor Michio Kaku, a Equação de Drake formula maiores probabilidades, fazendo com que exista uma pequena mas distinta alternativa onde alguns destes objetos talvez tenham se chocado há muito tempo e ficado encravados em planetas – como a Lua– , deixando provas e evidências inegáveis da vida alienígena para qualquer civilização. Como a nossa, por exemplo.
O futuro é nebuloso, e as possibilidades são diversas. Mas é somente nas fantasias da ficção que a ciência encontra algum lugar para respirar. Tal qual os nossos horizontes que se expandiram através da descoberta ridicularizada de Edwin Hubble, em seu tempo, hoje, o desdobramento da existência tem aumentado com uma velocidade impressionante. Conforme a Ciência como um todo for crescendo, as possibilidades irão se entrelaçar em uma rede de provocações à humanidade – Será que estamos prontos? Quando é que iremos finalmente dar o próximo grande passo para a humanidade? Talvez, seja nas minúcias de uma verdade inconcebível deixada pelos fantasmas da relatividade que encontraremos uma resposta para tudo, mas por enquanto, é na tecnologia e na criatividade que reside o futuro de toda a humanidade. E você? Já comprou a sua passagem para Marte?
FONTE: Mistérios do mundo
CIENTISTAS DESCOBREM PRECURSOR QUÍMICO PARA VIDA EM NUVENS DE GÁS
Astrônomos descobriram vestígios preliminares de um produto químico precursor para os blocos de construção da vida perto de uma região de formação de estrelas a cerca de 1.000 anos-luz da Terra.
O sinal da molécula hidroxilamina, que é feita de átomos de azoto, hidrogênio e oxigênio, ainda tem de ser verificado. Mas, se confirmado, significaria que os cientistas descobriram uma substância química que poderia semear vida em outros mundos, e pode ter desempenhado um papel na origem da vida em nosso planeta há 3,7 bilhões ano atrás.
Alguns astrônomos acreditam que os ingredientes para a vida são formados em frias nuvens de gás e poeira interestelar. Cometas, asteroides e meteoros que se formam nessas nuvens podem ter depositado os produtos químicos na Terra ou em outros mundos.
Assim, enquanto a vida pode ter surgido a partir de fontes hidrotermais na Terra – uma teoria que muitos cientistas acreditam – as moléculas que se transformaram nas primeiras formas de vida tiveram que vir de algum lugar, que pode ter sido o espaço.
Para testar esta teoria, os astrônomos procuram as impressões digitais químicas de compostos inorgânicos simples, que se formam em nuvens interestelares. Estes compostos não são de vida ou mesmo à base de carbono, mas podem reagir com outras moléculas para formar alguns dos blocos de construção da vida, tais como aminoácidos ou os nucleótidos que formam o DNA. Nos últimos anos, os cientistas têm encontrado diversas moléculas prebióticas no espaço.
Na busca por essas moléculas, os pesquisadores estudaram uma região de formação de estrelas da Via Láctea denominada L1157 B1.
Eles descobriram um sinal muito fraco de hidroxilamina, o que faz sentido uma vez que, dentro de L1157 B1, um jato de gás violento é emitido no meio interestelar, e o choque desse gás teria força suficiente para provocar essas reações químicas nas profundezas geladas na nuvem interestelar. O resultado: hidroxilamina. Por sua vez, a hidroxilamina pode reagir com outros compostos, tais como ácido acético, para formar aminoácidos que podem ser despejados para outros mundos durante o espaço por meio de impactos de asteroides ou cometas.
Para confirmar a descoberta, os pesquisadores continuarão analisando a região de formação de estrelas em busca de mais sinais que podem confirmar o que eles estão vendo.
FONTE: LiveScience
ASTRÔNOMOS SE SURPREENDEM COM BURACO NEGRO GISTANTE
Astrônomos descobriram o maior e mais massivo buraco negro já visto em uma pequena galáxia localizada à 250 milhões de anos-luz da Terra.
O buracoO buraco negro supermassivo possui uma massa equivalente à 17 bilhões de vezes à massa do Sol e está localizado no centro da galáxia NGC 1277, na constelação de Perseus. Ele constitui cerca de 14% da massa de sua galáxia. Em comparação um buraco negro “normal”, ele representaria 0,1% da massa de uma galáxia de tamanho médio. O buraco negro localizado no centro da Via Láctea, o Sagittarius A, possui “apenas” 4 bilhões de vezes a massa do Sol.
Buracos negros são corpos exóticos que possuem uma força gravitacional muito forte, fazendo qualquer tipo de matéria, até mesmo a luz, ser engolida para uma singularidade que existe ali dentro.
Segundo os pesquisadores, essa descoberta contradiz as teorias atuais sobre o crescimento e evolução dos buracos negros. Ele simplesmente não deveria existir em uma galáxia tão pequena – 1/4 do tamanho da Via Láctea.
O buraco negro gigante é aproximadamente 11 vezes maior que a largura da órbita ao redor do Sol, segundo os pesquisadores. A massa é tão acima do normal que os cientistas demoraram um ano para divulgarem seus resultados, de acordo com o autor do estudo - Remco van den Bosch.
“A primeira vez que eu fiz os cálculos, imaginei que tivesse feito algo errado. Nós tentamos novamente com o mesmo instrumento, e depois com vários outros, mas o resultado era sempre o mesmo”, explicou o astrônomo.
Até então, acreditava-se que o tamanho do buraco negro supermassivo localizado no centro de cada galáxia estava relacionado com o tamanho dela. Mas as proporções totalmente foram do comum vistas na galáxia NGC 1277 parecem violar essa teoria.
Os pesquisadores estão tentando entender por que e como o buraco negro supermassivo cresceu tanto em um período de tempo relativamente curto. Novas observações da galáxia deverão trazer mais respostas para os cientistas.
FONTE: Space
NGC 6872: UMA GALÁXIA MONSTRUOSA
Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos, Brasil e Chile descobriu o que é até agora a maior galáxia espiral barrada conhecida, através de dados do satélite GALEX, da NASA.
Medindo-a de ponta-a-ponta, a monstruosa galáxia denominada NGC 6872 abrange mais de 522 mil anos-luz, sendo 5 vezes maior que a nossa Via Láctea.
“Sem a capacidade do Galex em detectar a luz ultravioleta das estrelas mais jovens e quentes, nós nunca teríamos reconhecido a extensão dessa intrigante galáxia”, disse o assistente brasileiro de pesquisas da NASA e estudante de doutorado na Universidade Católica de Washington, Rafael Eufrásio.
A galáxia de tamanho incomum está interligada com uma galáxia de disco muito menor chamada IC 4970, que possui somente 1/5 da massa de sua companheira. O estranho casal está localizado à 212 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação Pavo.
Astrônomos acreditam que grandes galáxias, incluindo a nossa, cresceram por causa de fusões com outras ao longo dos bilhões de anos. Nossa galáxia deve crescer ainda mais, quando se colidir com Andrômeda daqui a alguns bilhões de anos. Veja a simulação abaixo:
Analisando a galáxia maior, a equipe notou um padrão distinto de idade estelar ao longo de seu comprimento. As estrelas mais jovens estão localizadas nos extremos dos braços da galáxia, enquanto as mais velhas se localizam nas regiões centrais.
Como em todas as espirais barradas, NGC 6872 possui uma barra estelar que une os braços espirais à região central da galáxia. Essa barra possui 26 mil anos-luz de raio, valor duas vezes maior do que os encontrados em galáxias comuns.
FONTE: NASA
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