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domingo, 6 de julho de 2014

CIENTISTAS DESCOBREM QUE PROTEÍNA DE CORAL BLOQUEIA HIV

Uma proteína encontrada em corais da Austrália impede que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) penetre nas células do sistema de imunidade do corpo, segundo um novo estudo. A pesquisa liderada por Barry O’Keefe, do Instituto Nacional do Câncer, foi apresentada na reunião anual de Biologia Experimental em San Diego (Califórnia). As proteínas, chamadas cnidarinas, foram encontradas em corais recolhidos nas águas do litoral norte australiano, e os pesquisadores se focaram nelas após examinarem milhares de extratos naturais no acervo biológico do Instituto Nacional do Câncer. O’Keefe disse que a proteína bloqueia a infecção do HIV em concentrações de uma mil milionésima grama, suficiente para impedir que ocorra a primeira passagem da transmissão do vírus: a penetração do vírus na célula do sistema de imunidade, conhecida como célula T. As cnidarinas se enlaçam com o vírus e impedem que ele se funda com a membrana da célula T, o que é muito diferente do que se viu com outras proteínas, motivo pelo qual os cientistas acreditam que as cnidarinas têm um mecanismo de ação único. A descoberta abre a possibilidade de adaptar essas proteínas para usá-las em géis e lubrificantes sexuais que brindem uma barreira contra a infecção do HIV. Koreen Ramesssar, membro da equipe de pesquisa, destacou que as cnidarinas poderiam adequar-se a esses produtos, que bloqueiam a infecção sem depender da disposição do homem a usar preservativo, e ao mesmo tempo não tornam o vírus resistente a outros remédios. O passo seguinte neste estudo é o aprimoramento dos métodos para produzir proteínas cnidarinas em grandes quantidades que possam ser usadas a fim de identificar efeitos secundários ou sua atividade contra outros tipos de vírus. FONTE:revistaGalileu

A NAVE MAIS RÁPIDA QUE A LUZ, INSPIRADA NA ENTERPRISE, DE STAR TREK

Alguns cientistas, engenheiros e artistas parecem estar decididos a representar o mundo real em uma batalha sem fim com a ficção. Agora, um investigador da NASA revelou o desenho de um protótipo de uma nave capaz de viajar a uma velocidade maior que a da luz, cuja forma e ideia lembram muito as da nave Enterprise, de Star Trek. Sem nem tentar esconder a similaridade, o projeto foi batizado de IXS Enterprise, em homenagem à saga de ficção científica espacial. O seu funcionamento se baseia na propulsão por curvatura (também conhecida como warp drive ou impulso de distorção), uma tecnologia teórica que, de acordo com os cientistas, permitiria distorcer o espaço-tempo ao redor da nave, permitindo que ela se desloque a uma velocidade maior que a da luz. Graças a esse tipo de propulsão, a nave poderia, por exemplo, chegar até a estrela próxima Centauri, localizada a 4,3 anos-luz da Terra, em apenas duas semanas. O criador da IXS Enterprise, o pesquisador da NASA Harold White, trabalha para desenvolver o propulsor de curva desde 2010. Seu projeto tem chamado a atenção do mundo desde a revelação das imagens criadas pelo artista Mark Rademaker, em parceria com White. Para criar essas imagens detalhadas, Rademaker precisou de mais de 1.600 horas de trabalho. O sucesso da iniciativa, ao menos do ponto de vista estético, é evidente. Contudo, somente o tempo irá mostrar se o seu desempenho e suas aplicações abrirão um novo caminho para a exploração espacial. FONTE: HISTORY

CIENTISTAS FAZEM NERVOS ROMPIDOS VOLTAREM A FUNCIONAR USANDO METAL LÍQUIDO

Prepare suas piadas de T-1000, porque estamos mais próximos de criar pessoas movidas a metal líquido. Uma equipe de engenheiros biomédicos chineses usaram uma liga metálica para fechar a lacuna entre nervos ciáticos rompidos em sapos. Na verdade, isto transformou os nervos em circuitos eletrônicos – e funcionou. Surpreendentemente, esta solução sci-fi é tão simples quanto parece. Pesquisadores da Universidade Tsinghua (China) procuraram uma maneira de manter os músculos ativos enquanto os nervos se curavam, e notaram que o metal líquido – um material altamente condutor de eletricidade – seria seguro para preencher a lacuna. Eles escolheram a combinação gálio-índio-selênio, um material benigno que é líquido à temperatura ambiente. A liga de metal é também altamente condutora.
Para testá-la, os engenheiros aplicaram um pulso elétrico nos nervos de uma perna de sapo, para que o músculo da panturrilha se contraísse. Então, eles cortaram o nervo ciático e o conectaram novamente com a liga de metal líquido, que transmitiu os sinais elétricos tão bem quanto o nervo antes de ter sido cortado. Os cientistas testaram ainda o soluto de Ringer, uma mistura de eletrólitos que imita os fluidos corporais. No entanto, ele só levou a carga até certo ponto, mostrando que o metal líquido é melhor nessa tarefa. Isto significa que o metal poderia ser usado para proteger músculos e nervos após uma lesão; e por sua composição, ele pode ser facilmente removido com a ajuda de um raio-X. Este é, obviamente, o estágio inicial do que poderia ser um novo tratamento para lesões de nervos. Criaturas com metal líquido também poderiam ser mais um passo em direção a ciborgues, não? fonte:Gizmodo

quarta-feira, 2 de julho de 2014

VOCÊ PODE RECUPERAR ALGO QUE CAIU EM UM BURACO NEGRO?

Os buracos negros têm uma reputação justificadamente aterrorizante. Se você deixar cair suas chaves lá dentro, as esqueça, porque elas sumiram. Mas um buraco negro pode se "lembrar" do que ele comeu? Será que podemos reconstruir um objeto que nele caiu? Em outras palavras, a informação de um objeto é totalmente perdida quando ele é engolido por um buraco negro? Só entender a questão em si exigirá um pouco de abstração, e uma boa quantidade de contexto. Mas vamos começar com alguns lembretes úteis sobre buracos negros. Buracos negros e a entropia Os buracos negros - ou pelo menos os não-rotativos - são objetos extremamente simples. Eles têm um ponto de não retorno, chamado horizonte de eventos, uma singularidade incompreensível no centro, e estruturalmente, é só. Qualquer coisa, até mesmo a luz, se ultrapassar o horizonte de eventos, mesmo que por um instante, não terá mais volta. Mas você é o que você come. O mesmo pode ser dito de um buraco negro? De acordo com a relatividade geral, existem apenas 3 parâmetros para sabermos tudo sobre um buraco negro: sua massa, sua carga elétrica, e seu momento angular e, na maioria das vezes, apenas o primeiro número realmente importa. Você coloca um objeto lá, e poof! Não importa o quão complicado ou o quão simples o objeto seja, ele foi embora. Isto parece violar uma das ideias mais fundamentais da física: a 2 ª da lei da termodinâmica. A essência da segunda lei termodinâmica é que a entropia - uma medida da desordem do universo - irá aumentar ao longo do tempo perpetuamente. Mas parece que despejar toda a entropia de um objeto em um buraco negro permite violar a segunda lei inteiramente. Felizmente (pelo menos para o nosso relacionamento contínuo hipotético com nosso objeto que a gente jogou dentro do buraco negro), os buracos negros são um pouco mais complexos. A aleatoriedade do universo faz dos horizontes de eventos lugares espantosamente interessantes. Mas, para entender o porquê, precisamos mergulhar no mundo da informação. Entropia e Informação Em 1948, o cientista Claude Shannon fundou um ramo de pesquisa conhecido como teoria da informação. Assim como a mecânica quântica fez da computação moderna fisicamente possível, a teoria da informação revolucionou a criptografia e comunicação, e ajudou a tornar inovações como a Internet possíveis. Um dos princípios da teoria de informação é que a informação e a entropia estão intimamente relacionadas. Assim como a entropia de um gás descreve o número de maneiras diferentes que os átomos podem ser trocados uns com os outros, a informação de um sinal descreve o número de diferentes mensagens que podem ser transmitidas. Mas a informação e a entropia não são a mesma coisa, embora matematicamente sejam muito parecidas. Em muitos aspectos, elas são opostas. Um sistema com alta entropia contém muito pouca informação, porque não sabemos quase nada sobre ele. Mas, por outro lado, um sistema que parece ter entropia muito alta também pode ser pensado como um dispositivo com potencial para armazenar uma grande quantidade de informações, se você estiver disposto a olhar de perto o suficiente. Buracos Negros e Informação Isso nos leva de volta aos buracos negros, e de volta à pergunta original. Se os buracos negros contêm quase nenhuma informação, como eles podem lembrar o que caiu neles? Em 1974, Stephen Hawking percebeu que os buracos negros devem, finalmente, liberar radiação. Por quê? Porque o vácuo do espaço é constantemente inundado com a criação de partículas e antipartículas, e algumas são engolidas pelo buraco negro, e algumas escapam dele. Há algumas grandes diferenças entre os buracos negros "clássicos" (como foram entendidos por Einstein), e buracos negros "quânticos" (estendidos por Hawking). Por um lado, os buracos negros clássicos duram para sempre, então a informação do que está dentro não é realmente um problema (o que cai lá dentro, fica lá dentro). Da mesma forma, os buracos negros clássicos (como vimos) tem apenas 3 parâmetros de informação. Mas uma vez que você introduz a mecânica quântica, as coisas tornam-se muito mais interessantes. Por um lado, buracos negros quânticos irradiam radiação (e, em última instância, evaporam) e liberam calor. O calor é o pão com manteiga da termodinâmica e, com isso, surge a possibilidade de codificar a informação. Os buracos negros têm uma enorme quantidade de entropia. Para colocar as coisas em perspectiva, há tanta entropia na superfície de um único buraco negro supermassivo (como no centro da nossa galáxia), como havia em todo o universo observável no início do tempo. Todas esses possíveis "microestados" carregam com eles a possibilidade de armazenar grandes quantidades de informação. Devemos observar, porém, que no momento, não é totalmente claro como a informação pode ser codificada sobre a superfície de um buraco negro. Além do mais, uma vez que os buracos negros evaporarão completamente (daqui a alguns quatrilhões de anos), a radiação que ele envia para o espaço contém informações suficientes para reconstruirmos o nosso objeto? Não temos certeza. Dizemos isso porque a compreensão de como a mecânica quântica e os buracos negros interagem de uma maneira fundamental precisa de uma teoria da gravidade quântica que, infelizmente, ainda não temos. Mas isso não nos impede de especular. O próprio Stephen Hawking disse: "Se você pular em um buraco negro, sua energia e massa será devolvida ao nosso universo, de uma forma mutilada que contém as informações sobre como você era, mas em um estado onde você não pode ser facilmente reconhecido. É como queimar um livro. A informação não se perde, se mantém na fumaça e nas cinzas. Mas é difícil de ler. Na prática, seria muito difícil voltar a construir um objeto macroscópico como um livro que caiu dentro de um buraco negro." O que isto significa é que, quando os buracos negros evaporam, a radiação que eles emitem não é perfeitamente aleatória. Em vez disso, as informações são criptografadas, de modo que é possível reconstruir o que caiu lá dentro, embora não seja fácil. FONTE: scienceblux.com.br/2014/05/voce-pode-recuperar-algo-que-caiu-em-um.html

FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO PODE COMEÇAR A DECLINAR AOS 45 ANOS

As capacidades cerebrais podem começar a se deteriorar mais cedo do que se poderia se imaginar: aos 45 anos de idade. Isso é o que aponta um novo estudo da Universidade de Londres, que analisou funções cognitivas de 5.198 homens e 2.192 mulheres com idades entre 45 e 70 anos. Pesquisadores descobriram um declínio de 3,6% no raciocínio mental de pessoas de ambos os sexos com idades entre 45 e 49 anos de idade. O estudo constatou uma queda de 9,6% no raciocínio mental de homens com idade entre 65 e 70 anos e um declínio de 7,4% para as mulheres da mesma idade. Pesquisas anteriores haviam sugerido que o declínio cognitivo não começa muito antes dos 60 anos. Mas os resultados desse estudo mostram que isso pode realmente começar a acontecer durante a meia idade. A Alzheimer’s Society disse que a pesquisa foi necessária para entender como as mudanças no cérebro podem ajudar nos diagnósticos de demência. O estudo também é importante porque os tratamentos de demência são mais propensos a serem eficazes quando acontecem logo no início do desenvolvimento da deficiência mental. FONTE: bbc.co.uk/news/health-16425522

COMO FUNCIONAM OS PAINÉIS SOLARES?

Os painéis solares são tidos como uma promissora fonte de energia para as próximas décadas, e já estão presentes em muitos telhados. Mas como será que eles funcionam? Simplificando, um painel solar funciona permitindo que os fótons, ou partículas de luz, se choquem com elétrons livres dos átomos, gerando um fluxo de eletricidade. Os painéis solares são formados por unidades bem pequenas, chamadas de células fotovoltaicas. Cada célula fotovoltaica é basicamente um sanduíche constituído por duas tiras de material semicondutor, geralmente silício. Para funcionar, as células fotovoltaicas precisam estabelecer um campo elétrico. Muito semelhante a um campo magnético, que ocorre em razão de polos opostos, um campo elétrico ocorre quando cargas opostas são separadas. Para gerar este campo, os fabricantes adicionam alguns materiais ao silício, dando a cada ‘fatia do sanduíche’ uma carga elétrica positiva ou negativa. Especificamente, eles adicionam fósforo à camada superior de silício, que agrega mais elétrons, ocasionando uma carga negativa à camada. Já na camada inferior, é adicionada uma dose de boro, que resulta em menor número de elétrons, gerando uma carga positiva. Então, quando um fóton de luz solar bate em um elétron livre, o campo elétrico empurra esse elétron para fora do sanduíche de silício. Um par de componentes presentes nas células fotovoltaicas permite que estes elétrons sejam transformados em energia utilizável. Placas de metal condutor nas laterais das células coletam os elétrons e os conduzem por fios. Nesse ponto, os elétrons já podem fluir como qualquer outra fonte de eletricidade. Apesar de este método ser considerado um gerador de energia sustentável, quando em grandes escalas pode trazer alguns efeitos negativos para o meio ambiente. FONTE:livescience.com/41995-how-do-solar-panels-work.html

QUANTO MENOS VOCÊ DORME, MAIS SEU CÉREBRO ENVELHECE

Pesquisadores da Duke-NUS (Escola de Graduação Médica de Singapura) concluíram que quanto menos adultos mais velhos dormem, mais rápido seus cérebros envelhecem. Eles queriam estudar o alargamento do ventrículo cerebral. O alargamento rápido do ventrículo é um marcador de declínio cognitivo e do desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer, mas os efeitos do sono sobre este marcador nunca tinham sido medidos. O estudo analisou os dados de 66 adultos mais velhos chineses. Os participantes passaram por exames cerebrais de ressonância magnética estrutural para medir o volume do seu cérebro e por avaliações neuropsicológicas para testar sua função cognitiva a cada dois anos. Além disso, a duração do sono de cada um foi registrada através de um questionário. Aqueles que dormiam menos horas mostraram evidências de rápido aumento do ventrículo, e consequentemente declínio no desempenho cognitivo. “Nossos resultados relacionam sono curto como um marcador do envelhecimento do cérebro”, disse a Dra. June Lo, principal autora da pesquisa. Dormir mal definitivamente não é um bom negócio. Outros estudos já mostraram que falta de sono na infância pode atrasar a puberdade, e que o sono é essencial para fixar nossa memória (e com isso consolidar aprendizados). Além disso, más noites de sono nos levam a comer mais e pioram nosso humor. Agora, sabemos também que dormir bem pode ajudar a manter o cérebro saudável. “O trabalho realizado sugere que cerca de sete horas [de sono] por dia para os adultos parece ser o ideal para um ótimo desempenho em testes cognitivos. Nos próximos anos, esperamos determinar o que é bom para saúde cardiometabólica a longo prazo também”, acrescentou o professor Michael Chee, que também participou do estudo. fonte: MedicalXpress.com/news/2014-06-short-aging-brain.html