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quinta-feira, 2 de outubro de 2014
O QUE SÃO ESTABILIZANTES, CONSERVANTES E CORANTES
Muitos rótulos de alimentos trazem, em letrinhas miúdas, um monte de nomes que a maior parte de nós não sabe o que significa. São aditivos químicos que estão presentes em todos os alimentos processados pela indústria (entenda o que são alimentos ultraprocessados) e que têm as mais diversas finalidades: desde conservar por mais tempo até alterar a cor.
O emprego de alguns aditivos nos alimentos, no entanto, é polêmica. O que é realmente necessário? Qual a medida? O que faz mal à saúde? De acordo com a Anvisa, “embora sob o ponto de vista tecnológico haja benefícios alcançados com a utilização de aditivos alimentares, existe a preocupação constante quanto aos riscos toxicológicos potenciais decorrentes da ingestão diária dessas substâncias químicas”.
Saiba mais sobre alguns dos principais aditivos:
VEJA 3 DICAS PARA ENTENDER MELHOR OS RÓTULOS DOS ALIMENTOS
Você costuma ler rótulos? Este é um dos melhores hábitos para consumir melhor. É na embalagem que o produto se apresenta e oferece informações importantes para guiar o consumidor na hora de decidir a compra. Segundo a Anvisa, cerca de 70% das pessoas consultam os rótulos dos alimentos, mas metade não entende adequadamente o significado do que está neles.
Por isso, não desanime com as letrinhas pequenas, nem se deixe levar somente por figuras, frases chamativas e cores bonitas. O Ideias Verdes separou três dicas para ajudar você a desvendar as prateleiras do supermercado. E não esqueça: é questão de treino. Com o tempo, vira hábito!
1. Do que é feito?
Por lei, a lista de ingredientes descrita na embalagem deve estar em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é aquele que está em maior quantidade no produto e o último, em menor quantidade. Com essa informação em mãos, é possível avaliar melhor o que você está comprando. Por exemplo: alguns bolinhos prontos, desses que servem de “lanchinho” da tarde (e tem bastante apelo ao consumo infantil), tem mais açúcar do que farinha – ingrediente que deveria ser a base da massa. Melhor fazer o bolo em casa, não?2. Dá no mesmo?
Os rótulos não devem apresentar palavras ou qualquer representação gráfica que possa tornar a informação falsa ou que induza o consumidor ao erro. No Manual do Consumidor, a Anvisa cita como exemplos embalagens de chocolates que demonstram que o consumo de determinada quantidade equivale ao consumo de um copo de leite. “Mesmo que o consumo de chocolate possa equivaler em determinado nutriente (como o cálcio) ao consumo de leite, os dois alimentos não são comparáveis. Essa comparação pode levar o consumidor ao erro”. Um caso que chamou a atenção da mídia no ano passado foi a do Ketchup Hellmann’s, que exaltava a presença de dez tomates na composição do produto. A partir de queixas de consumidores, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), pediu a alteração do comercial. Uma das frases da propaganda dizia: “Minha filha comia arroz com ketchup, agora come arroz com tomate”. – Leia uma crítica sobre o caso neste link. Na decisão final, a relatora do Conar disse que, em seu contexto criativo, o anúncio não induz à substituição de um alimento por outro, mas reconheceu que uma das frases pode ser mal interpretada (a frase acima). A sugestão de alteração do texto da frase foi voto aceito por unanimidade no Conselho.3. Símbolo “T”
Você já viu um triângulo amarelo em produtos como estes? Desde 2003, um decreto federal regulamentou o direito à informação quanto aos alimentos transgênicos nas embalagens dos produtos alimentícios. Além do símbolo, que deve ser impresso na parte da frente da embalagem (que fica voltada para o consumidor quando o produto está na prateleira), o rótulo deve conter expressões como “(nome do produto) transgênico”, “contém (nome do ingrediente ou ingredientes) transgênico(s)” ou “produto produzido a partir de (nome do produto) transgênico”. O decreto determina ainda que o consumidor seja informado sobre a espécie doadora do gene e se os ingredientes são produzidos a partir de animais alimentados com ração transgênica. O “T” nas embalagens, porém, não é unanimidade. O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) apresentou um projeto de lei que propõe o fim desse tipo de rotulagem. No seu site, o deputado argumenta que o símbolo amarelo provoca medo nos consumidores. “Ora, sabe-se muito bem que uma legislação que obriga a identificação de ingredientes transgênicos por meio de um triângulo amarelo — normalmente utilizado para placas de existência de risco, conforme a norma ISO nº 3864/02 —, em vez de garantir ao consumidor o direito à plena informação, afasta-o de qualquer avaliação racional, uma vez que provoca medo no consumo e induz ao repúdio desses produtos”. Heinze diz ainda que a rotulagem atual é contraditória diante das constatações científicas e das políticas de desenvolvimento do governo brasileiro. “A norma de rotulagem também não pode impedir o desenvolvimento de uma área extremamente estratégica para o país, a biotecnologia — setor para o qual o governo brasileiro possui uma política de fomento que prevê investimentos da ordem de R$ 10 bilhões até 2017, entre recursos públicos e privados.” Para o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), o projeto é um retrocesso e “contraria o direito básico do consumidor à adequada informação sobre produtos lançados no mercado assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor, além de inconstitucional por ofender o princípio da precaução e da defesa do consumidor”. O projeto foi retirado da pauta da Câmara dos Deputados em novembro de 2012, mas pode voltar a qualquer momento. fonte:http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/tres-dicas-para-entender-melhor-os-rotulos-dos-alimentos/CONHEÇA OS 10 POLUENTES QUE MAIS MATAM NO MUNDO
Pelo menos 125 milhões de pessoas no mundo têm a saúde comprometida pela poluição tóxica. E a culpa é da atividade industrial. Chumbo, cromo, mercúrio, amianto, cádmio e compostos orgânicos voláteis – os poluentes mais comuns e mais mortais do planeta – já diminuíram 17 milhões de anos de vida nos países em desenvolvimento*. Isso só em 2012.
Os dados são do World’s Worst Pollution Problems Report (“Relatório de piores problemas do mundo relacionados à poluição”, em português), documento elaborado com base nas informações coletadas por um programa de identificação de locais tóxicos implementado pelo Instituto Blacksmith em parceria com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). Este indicador estima, simultaneamente, o impacto da mortalidade e dos problemas que afetam a qualidade de vida. Por isso, é um importante instrumento para avaliar o estado de saúde da população.
O relatório mede o impacto da exposição a poluentes tóxicos em Disability Adjusted Life Years (DALYs), ou seja, Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade. Se já é assustador imaginar que a poluição tira tanto tempo de vida, fica ainda comparar com outras doenças: o número é superior aos 14 milhões de DALYs causados pela malária e não está muito atrás dos 34 milhões de anos perdidos devido à tuberculose e 29 milhões provocados pelo HIV/AIDS.
Conheça os 10 maiores focos de poluição do mundo e seus impactos na expectativa de vida e saúde da população:
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1. Reciclagem de baterias
Anos de vida perdidos: 4,8 milhões. Apesar de serem recarregáveis, o desgaste de baterias chumbo-ácidas (usadas em automóveis para partida, iluminação e ignição) diminui sua capacidade de acumular energia elétrica. O problema é que, quando estas baterias são recicladas, os metais são separados dos plásticos para a reutilização dos materiais na cadeia produtiva. Em países de baixa e média renda, o crescimento da indústria automobilística aumenta a demanda por chumbo e a reciclagem dessas baterias se torna, por sua vez, também uma grande indústria. Quando a fiscalização ambiental é ineficaz, esta demanda é suprida por usinas de reciclagem informais, onde é comum que as baterias chumbo-ácidas sejam quebradas usando machados ou martelos e a fundição dos componentes metálicos ocorre em locais abertos. Aí, já viu: sem regulamentação, este tipo de atividade libera chumbo no meio ambiente e contamina os trabalhadores e a população, podendo causar problemas neurológicos e de desenvolvimento. .2. Fundição de chumbo
Anos de vida perdidos: 2,6 milhões A fundição é um processo industrial que trata os minérios de chumbo para remover as impurezas para a produção do chumbo metálico. Mas esse processo não é tão limpinho e pode liberar poluentes pesos-pesados. Os maiores focos de contaminação relacionados a esta atividade estão na China, Europa Oriental, América do Sul e no Sudeste Asiático. Nestes locais, a legislação ambiental frouxa permite que elementos liberados na fundição do chumbo sejam soltos no ambiente. Emissões atmosféricas podem conter vapores de chumbo e pó, enxofre e dióxido de carbono, além de finas partículas de poeira com arsênio, antimônio, cádmio, cobre e mercúrio. Nos processos de fundição sem controle da poluição, emissões atmosféricas podem chegar a conter até 30 kg de chumbo por tonelada métrica de chumbo produzido. É poluente que não acaba mais. Como se não bastasse, substâncias tóxicas podem ser encontradas na água perto das fábricas de fundição – o controle ambiental inadequado faz com que líquidos residuais provenientes de processos de fundição sejam misturadas à água consumida pela população, sem a descontaminação necessária.3. Mineração e processamento de minérios
Anos de vida perdidos: 2.521.600. O processo de remoção de minérios, minerais, metais e pedras preciosas da terra é importante para produção dos mais variados produtos e materiais, mas pode trazer também grandes impactos à saúde humana. Normalmente, o minério extraído é transportado para instalações onde é processado, lavado e separado para obtenção de minerais. A etapa seguinte inclui o refino de fundição ou algum outro tipo de acabamento, processo que requer uma diversificada quantidade de produtos químicos. O produto dessa operação é um rejeito contaminado. O problema está anunciado: em locais em que os processos de mineração não seguem a legislação ambiental, os resíduos (cheios de produtos químicos tóxicos) são liberados no meio ambiente.4. Operações de curtume
Anos de vida perdidos: 1,93 milhões. Quando você compra um cinto de couro provavelmente não imagina o processo de produção por trás do acessório. Muito antes de chegar às lojas (ou às suas calças), o material que constitui esse e outros produtos similares passou por um conjunto de procedimentos que recebe o nome de curtimento. É através deste processo que as peles de animais são tratadas e transformadas em couro. E, como você pode imaginar, transformar a pele dos bichinhos em matéria prima para produção de sapatos requer o uso de uma quantidade grande de produtos químicos. Enquanto em fábricas regulamentadas o impacto ambiental é controlado, em operações informais o risco de contaminação cresce. Na Índia, por exemplo, 75% dos curtumes foram produzidos em operações de pequena escala em 2011, em locais onde geralmente faltam recursos para investir em mecanismos de controle eficiente da grande quantidade de resíduos produzidos.5. Lixões industriais e municipais
Anos de vida perdidos: 1,234 milhões. Lixo doméstico, pilhas, sucata e resíduos agrícolas, hospitalares e de processos industriais. Em aterros sanitários regularizados há controle e separação dos resíduos – encaminhando materiais cancerígenos, corrosivos, tóxicos ou inflamáveis para tratamento. Mas nos lixões e locais de despejo irregulares tudo está junto e misturado. O resultado não poderia ser outro se não a ampla contaminação do solo, dos lençóis freáticos e da população. A maior parte destes lixões está localizada na África, no Leste Europeu e nos países do norte da Ásia e os impactos na saúde causados por estes poluentes incluem câncer pulmonar, problemas neurológicos e doenças cardiovasculares.6. Parques industriais
Anos de vida perdidos: 1,06 milhões. Os parques industriais são locais com infraestrutura geralmente construída pelos governos para atrair e apoiar a atividade. É bonito no papel, mas nem sempre na prática. A contaminação em parques industriais geralmente é causada pela falta de tecnologia e infraestrutura adequadas para o tratamento de resíduos ou controle da poluição. Emissões de poluentes no ar, contaminação das águas superficiais e dos aquíferos são os principais problemas encontrados em propriedades mal geridas e controladas.7. Mineração artesanal(garimpo)
Anos de vida perdidos: 1,021 milhões. A mineração artesanal é uma atividade informal em pequena escala, mas libera mais mercúrio no ambiente que qualquer outro setor em todo o mundo. Utilizando métodos rudimentares e baixa tecnologia, essas estruturas geralmente não possuem nenhum controle de poluição. O minério, triturado e lavado para obtenção do ouro, ganha adição de mercúrio durante o processo – um método bastante ineficiente, que captura apenas cerca de 30% do ouro disponível. Porém, o mercúrio continua a ser usado por ser barato e por estar amplamente disponível. Segundo o Instituto Blacksmith, mais de 4,2 milhões de pessoas estão expostas ao risco de contaminação, a maioria na África e Sudeste Asiático, mas com uma alta concentração de garimpeiros também na América Latina.8. Fabricação de manufaturas
Anos de vida perdidos: 786 mil. Essencial para a prosperidade de um país e importante para os consumidores individuais, a fabricação de produtos manufaturados é um dos principais contribuintes para o PIB e para a economia global – segundo relatórios do World Economic Forum, a quantidade de produtos manufaturados exportados influencia em 70% das variações do PIB. No caso de países de baixa e média renda, enquanto a demanda por produtos cresce, a rápida expansão da sua fabricação é estimulada, mas nem sempre isso significa melhorias na infraestrutura – 3,5 milhões de pessoas encontram-se potencialmente expostas a poluentes tóxicos. Com mais da metade dos problemas localizados no Sul e Sudeste Asiático, onde a regulamentação da fabricação de produtos (você já sabe) é frequentemente negligente, o problema também está presente em outras regiões como a África e a China, responsável por 15% dos produtos fabricados no mundo.9. Fabricação de produtos químicos
Anos de vida perdidos: 765 mil. Produtos químicos de base, como pigmentos, corantes, gases e petroquímicos; materiais sintéticos, como plásticos, produtos de pintura, produtos de limpeza. A fabricação de produtos químicos é uma fonte de poluição tão grande que o Instituto Blacksmith elabora relatórios individuais para itens como os produtos farmacêuticos, solventes, corantes e os pesticidas. Com a maioria dos focos dos problemas na China, Europa Oriental e Sul da Ásia, a indústria de produtos químicos coloca cerca de 5,3 milhões de pessoas em risco de exposição. O caso da Europa Oriental é ainda mais grave, com um número desproporcional da população de risco – cerca de 3 milhões de pessoas.10. Indústria de corantes
Anos de vida perdidos: 430 mil. Corantes são utilizados desde 3.500 a.C. para tingir tecidos e outros materiais. O que mudou de lá para cá é a quantidade de produtos químicos envolvidos no processo. E é aí que está o perigo: ácido sulfúrico, crômio, cobre e outros elementos metálicos estão entre os químicos mais encontrados nos corantes. E ao longo do processo de fabricação muitos outros aditivos, como solventes e compostos químicos, também são utilizados. Para se ter uma noção de como esses produtos podem ser altamente poluentes, é só pensar apenas no caso das indústrias têxteis: com uma produção anual de 60 bilhões de toneladas de tecidos, as fábricas utilizam 34 trilhões de litros de água para resfriamento, limpeza de equipamentos e lavagem e processamento de corantes e produtos. Quando todo esse processo não é fiscalizado, quem paga a conta é a população: segundo dados do Instituto Blacksmith, a indústria de corantes põe em risco mais de 1 milhão de pessoas em todo mundo, com o foco do problema se concentrando principalmente no Sul Asiático e na Índia. . * A base de dados do Instituto Blacksmith inclui mais de 1.600 focos de poluição localizados na África, Ásia, Europa, América Central e América do Sul. Segundo os pesquisadores que assinam o relatório, o impacto dos poluentes tóxicos identificados é mais alto nos países em desenvolvimento. Isso se deve a fatores como má regulamentação industrial, menor controle dos resíduos nocivos, proximidade de indústrias perigosas aos centros urbanos, falta de conhecimento relativo aos impactos dos dejetos na saúde e a falta de recursos dos pequenos produtores para contenção de resíduos. Estes problemas levantam questões para o futuro: a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) estima que, em 2020, a produção global de produtos químicos seja 85% mais alta que em 1995 e um terço dessa produção acontecerá em países em desenvolvimento. O aumento é significativo: na década de 1990, correspondia a apenas um quinto da produção. Fontes: Instituto Blacksmith.org // worstpolluted.org/files/FileUpload/files/2012%20WorstPolluted.pdfANGÚSTIA SOFRIDA POR MULHERES GRÁVIDAS PROVOCA MUDANÇAS GENÉTICAS NOS FILHOS
Um estudo realizado por pesquisadores canadenses aponta que o sofrimento e a angústia que afetam mulheres durante a gravidez se traduz em mudanças genéticas em seus filhos.
Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após estudar 36 indivíduos que nasceram após a gigantesca tempestade de gelo que afetou o Québec no inverno de 1998 e que provocou a destruição do sistema de transmissão elétrica de grande parte da província canadense.
Cinco meses depois da tempestade, os pesquisadores do Instituto Universitário Douglas de Saúde Mental e da Universidade McGill de Montreal selecionaram mulheres que estavam em período de gestação durante a crise e avaliaram seu nível de sofrimento e angústia.
Passados 13 anos, o DNA nas células T, que fazem parte do sistema imunológico, de 36 indivíduos nascidos dessas mães mostraram "patrões distintivos" na metilação (o principal mecanismo de modificação da atividade do DNA), disseram os pesquisadores em comunicado.
Os pesquisadores chegaram a determinar que "o número de dias que uma mulher grávida esteve sem eletricidade durante a tempestade de gelo do Québec prediz o perfil epigenético de seu filho".
Embora o estudo não tenha determinado as consequências da modificação genética produzida pelo sofrimento maternal, os pesquisadores assinalaram que as mudanças detectadas nos genes relacionados à imunidade e ao metabolismo do açúcar dos 36 indivíduos podem produzir asma, diabetes e obesidade.
FONTE:http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/efe/2014/10/01/angustia-sofrida-por-mulheres-gravidas-provoca-mudancas-geneticas-nos-filhos.htm
VARREDURA ENCONTRA PINTURAS "ESCONDIDAS" EM QUADRO DE DA VINCI
Descoberta de cientista francês mostra método de trabalho de Leonardo Da Vinci.
Um cientista francês descobriu traços e desenhos escondidos em uma das pinturas mais famosas de Leonardo Da Vinci, a "Dama com Arminho". O engenheiro Pascal Cotte passou três anos usando uma tecnologia de reflexão da luz para analisar a obra e revelar mais sobre a técnica do artista renascentista italiano. Agora, as descobertas foram divulgadas no livro "Lumiere on the Lady with an Ermine" ("Lumiere sobre a Dama com Arminho", em tradução livre).
Até o momento, acreditava-se que a pintura de 500 anos de idade tinha o animal nos braços da mulher retratada. Mas a técnica de Cotte mostrou que o artista pintou um retrato sem o arminho e duas versões diferentes para a pele do animal.
"Dama com Arminho" é o retrato de Cecilia Gallerani, uma jovem da corte de Milão que era amante de Ludovico Sforza, o Duque de Milão. Acredita-se que Da Vinci pintou a obra entre 1489 e 1490.
Sforza foi o principal patrono de Da Vinci durante os 18 anos que o artista viveu na cidade. Especialistas na obra de Da Vinci descreveram essa nova descoberta como "emocionante" e acrescentaram que ela levanta mais questionamentos sobre a história do quadro.
Luzes intensas
Pascal Cotte é um dos fundadores da empresa Lumiere Technology e pioneiro de uma nova técnica chamada Método de Amplificação de Camada (LAM, na sigla em inglês). Com essa técnica, uma série de luzes intensas são projetadas na pintura. Uma câmera, então, tira as medidas dos reflexos das luzes e, a partir destas medidas, Cotte consegue analisar e reconstruir o que aconteceu entre as camadas de tinta. "A técnica LAM nos dá a capacidade de descascar a pintura como uma cebola, removendo a superfície para ver o que está acontecendo dentro e atrás das diferentes camadas de tinta", disse Cotte. "Descobrimos que Leonardo está sempre mudando de ideia. É alguém que hesita - ele apaga coisas, adiciona coisas, muda de ideia de novo e de novo." Para o professor emérito de história da Arte na Universidade de Oxford Martin Kemp, a descoberta de Pascal Cotte é "extraordinária". "Nos mostra muito mais sobre a maneira como a mente de Leonardo funcionava quando ele estava pintando um quadro. Sabemos que ele mexia muito (nas pinturas) no começo (da carreira), mas agora sabemos que ele continuava mexendo, todo o tempo, e isto ajuda a explicar a razão de ele ter tido tanta dificuldade em terminar as obras." "Leonardo é infinitamente fascinante, então chegar a este nível de intimidade com a mente dele é emocionante", acrescentou. O quadro pertence á Fundação Czartoryski e geralmente fica exposto no Museu Nacional de Cracóvia, na Polônia. fonte: http://zip.net/btpK4wTESTE DO OLFATO AJUDA A PREVER EXPECTATIVA DE VIDA
Medir o olfato das pessoas na velhice pode ajudar médicos a prever qual é a expectativa de vida dos pacientes, sugere um estudo da Universidade de Chicago.
A pesquisa publicada na revista científica online PLOS One descobriu que 39% dos 3 mil adultos que apresentaram o sentido do olfato menos eficiente morreram nos cinco anos anos seguintes.
Em comparação, o mesmo ocorreo com apenas 10% daqueles capazes de identificar odores corretamente.
Os cientistas dizem, porém, que a perda de olfato não causa a morte.
Mas este pode ser um sinal de alerta para que qualquer pessoa com problemas neste sentido por muito tempo procure um médico.
5 odores
No estudo, pesquisadores pediram a uma amostra representativa de adultos com idades entre 57 e 85 anos para participar de um rápido teste de cheiro. A avaliação envolveu a identificação de odores distintos, disponíveis em canetas hidrográficas impregnadas por diferentes cheiros, como hortelã, peixe, laranja, rosa e couro. Cinco anos mais tarde, cerca de 39% dos adultos que tiveram as notas mais baixas (4 a 5 erros) havia morrido, em comparação a 19% dos que tiveram uma perda de olfato moderada e com apenas 10% daqueles com um senso de cheiro saudável (um ou nenhum erro). E, apesar de considerar idade, nutrição, tabagismo, pobreza e saúde, os pesquisadores descobriram que aqueles com o sentido do olfato mais pobre ainda permaneciam no grupo de maior risco.'Prenúncio'
"Achamos que a perda do sentido do olfato não causa diretamente a morte, mas é um prenúncio, um sistema de alerta que mostra que o dano pode ter sido feito", disse o cientista-chefe da pesquisa, Jayant Pinto. "Nossas descobertas podem fornecer um teste clínico útil, uma maneira rápida de baixo custo capaz de identificar pacientes de maior risco". Ainda não está claro como a perda de olfato contribui exatamente para a expectativa de vida , mas os pesquisadores apresentaram uma série de possíveis razões. Eles dizem que uma capacidade reduzida de detectar odores pode sinalizar menos regeneração ou reparação de células do corpo em geral. Isso poeque um senso de olfato saudável depende em parte de um volume de troca contínua das células que revestem o nariz. Assim, uma sensação de piora no olfato pode servir como um espelho para a exposição de toda uma vida à poluição e a bactérias. Os pesquisadores agora fazem investigações adicionais para entender as razões por trás desta ligação entre olfato e expectativa de vida.'Interface'
"O sentido do olfato é um pouco subestimado, embora desempenhe um papel muito importante na vida cotidiana", disse Pinto. "Mas não queremos que as pessoas entrem em pânico. Um forte resfriado, alergias e problemas de sinusite também podem afetar o olfato." A redução do olfato nestes casos só devem ser motivo de preocupação, explica o cientista, se o problema persistir. "Talvez, este estudo mostre que precisamos começar a prestar mais atenção à saúde sensorial." O professor Tim Jacob, da Universidade de Cardiff, que não esteve envolvido na pesquisa, afirma: "Este estudo foi bem conduzido e sugere que o sentido do olfato está intimamente ligado à saúde e ao bem-estar. O cheiro está na interface entre fisiologia e psicologia, que é um campo de batalha de interações recíprocas." "Por exemplo, a perda de olfato pode resultar em depressão, e a depressão pode resultar em alterações na capacidade de sentir cheiros." FONTE: http://zip.net/bbpKxxINTERNET 3G: VEJA O QUE ATRAPALHA E O QUE AJUDA APTAR O SINAL
Usar internet móvel no Brasil é um grande teste de paciência com as constantes quedas de sinal e instabilidade no serviço. Para tentar contornar o problema, alguns usuários fazem ""gambiarras"" para aumentar o sinal do 3G em seus smartphones e modems. Há também quem use até antenas externas e repetidores de sinal na tentativa de conseguir conexão. Veja a seguir o que realmente funciona e o que não passa de mito:
1-Capas de smartphone com partes metálicas atrapalham o sinal?
VERDADE:Materiais metálicos, explica o professor de Engenharia Elétrica Marcelo Zanateli, podem atrapalhar a recepção do sinal eletromagnético nos smartphones porque são condutores. É bom dar preferência a capas de feitas de plástico e sem nenhum acabamento em metal.2-O modo como seguramos o smartphone atrapalha o sinal?
PARCIALMENTE VERDADE: Dependendo da posição da Estação Rádio Base (que emite o sinal para o celular), é possível que o sinal já esteja fraco e a mão vire um obstáculo à antena interna do celular. ''Mas é um interferência muito sutil'', afirma Bottesi. Outra hipótese, diz Zanateli, é o usuário tapar a antena interna totalmente com a mão. Mas como a posição dela varia muito de acordo com cada modelo de smartphone, não é possível afirmar que isso vá ocorrer sempre.3-É possível aumentar o sinal do 3G dos modems?
MITO: No caso de modems, soluções caseiras nem sempre funcionam. Mudar a posição do aparelho -- em relação ao cômodo onde está ou em relação à porta USB usada para conectá-lo -- pode ajudar um pouco a melhorar o sinal de internet captado, mas não há aumento drástico. ''O que atrapalha mesmo é usar modems de terceira linha, que não dispõem de uma antena boa'', diz Ruy Bottesi, presidente da AET (Associação de Engenheiros de Telecomunicações).4-Carregar o smartphone enquanto usa o aparelho melhora o sinal?
PARCIALMENTE VERDADE: Em situações específicas, conectar o aparelho a uma fonte de energia pode ajudar. Celulares usados, que apresentam redução no tempo da bateria, podem aumentar um pouco a recepção de sinal quando conectados em uma tomada. Isso porque carregar o aparelho garante energia constante à antena, o que pode ocasionar alguma melhora no sinal, diz Zanateli. No caso de smartphones novos, com bateria ainda boa, isso não fará muita diferença. ""A energia constante para o transmissor do celular durante a carga pode dar a sensação que há melhora, mas é pouca"".5-Usar antenas externas que captam sinal 3G pode melhorar a conexão?
VERDADE: Sim, esses aparelhos são usados, em geral, em áreas afastadas das Estações Rádio Base de operadoras, como zonas rurais. A antena é instalada na área externa da casa e apontada para o local onde há uma estação. Ela vem com um cabo, que pode ser ligado ao celular (se ele tiver a entrada para o conector). Alguns modelos vêm com uma base para prender o modem 3G ou celular. No caso do smartphone, a desvantagem é que ele vira um ''telefone fixo''. Antes de comprar essas antenas, a Anatel alerta que o consumidor confirme se há o selo de homologação (que atesta que o produto passou por testes e não apresenta riscos à saúde).6-Usar aparelhos repetidores de sinal pode melhorar o acesso à internet 3G
VERDADE - Sim, esses aparelhos são em geral utilizados pelas próprias operadoras e amplificam o sinal para retransmiti-lo a uma determinada área. Eles são úteis, por exemplo, para locais onde só há sinal (fraco) em áreas externas às construções, pela grande distância existente da Estação Rádio Base mais próxima. Antes de comprar equipamentos como esse, a Anatel alerta que o consumidor confirme se há o selo de homologação da agência (que atesta que o produto passou por testes e não apresenta riscos à saúde).7-Colocar o smartphone dentro de um copo de vidro ajuda melhorar o sinal?
PARCIAlMENTE VERDADE: Usar um copo de vidro pode ajudar, mas nem sempre funciona. ''O vidro altera a direção de um feixe de luz. A onda eletromagnética do sinal tem um comportamento como se fosse luz, apesar de não ser visível. Quando você coloca o celular dentro do copo, como no efeito da 'lupa', pode haver leve aumento de sinal'', explica Zanateli. Mas também pode acontecer de o vidro desviar as ondas eletromagnéticas. Por isso, não é algo que funciona em todos os casos. ''O ideal é não ter nenhum tipo de obstáculo à onda. O melhor meio de propagação é o ar'', diz Bottesi.8-Prender o chip da operadora com fita adesiva ao smartphone pode melhorar o sinal?
MITO: Prender o chip com fita adesiva não ajuda a melhorar o sinal. Em geral, o encaixe dos chips das operadoras nos aparelhos é feito de forma exata. Outro problema é que a adição da fita pode, dependendo do aparelho, invalidar sua garantia de fábrica.9-Colocar o modem dentro de uma panela de metal ajuda melhorar o sinal?
PARCIAMENTE VERDADE: O caso da panela lembra outra gambiarra, aquela que usa um pote vazio de batatas Pringles em volta da antena do roteador Wi-Fi. ''Dependendo da situação, a panela pode funcionar como antena adicional, concentrando os feixes radioelétricos e dando a impressão de sinal melhor'', explica Zanateli. Mas a solução caseira pode não dar certo, principalmente se no local houver barreiras ao sinal, frisa Bottesi. ''O sinal que o celular tem de enviar à antena pode ser prejudicado também. Só testes em laboratório comprovariam a eficácia disso''.10-Usar um cabo extensor USB pode ajudar aumentar o sinal em modems?
VERDADE: O cabo extensor ajuda um pouco porque permite que o modem fique posicionado longe do computador (em uma área com mais sinal, por exemplo). ''Em vez de movimentar todo o conjunto [computador e modem], o cabo pode dar flexibilidade para o usuário movimentar só o aparelho'', diz Marcelo Zanateli, professor de Engenharia Elétrica. Apesar de ajudar, o cabo não é mágico: se o sinal no local é inexistente ou muito fraco, não vai adiantar.11-É possível aumentar o sinal do 3G dos smartphones
MITO: Não é possível aumentar o sinal com soluções ''caseiras''. Essas ''gambiarras'' remetem àquela velha técnica de colocar palha de aço na antena da TV, lembra o professor de Engenharia Elétrica Marcelo Zanateli. Mas os smartphones não contam mais com aquela antena que podia ser puxada para atender uma ligação. ''As antenas são internas, então há muito pouco a ser feito para melhorar a recepção do sinal'', diz.12-Existem áreas onde o sinal do 3G é melhor?
VERDADE: Segundo o professor Marcelo Zanateli, do departamento de Engenharia Elétrica do Centro Universitário da FEI, o sinal radioelétrico pode ser imaginado como se fosse uma luz. ''Uma área mais 'iluminada' tem sinal melhor, mas há obstáculos físicos. Se a pessoa se deslocar para lugares onde essa 'iluminação' é maior, como para um lugar mais alto, pode pegar um sinal melhor'', afirma. fonte: tecnologia.uol.com.br/album/2013/04/03/internet-3g-veja-o-que-atrapalha-e-o-que-ajuda-a-captar-o-sinal.htm
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