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domingo, 27 de novembro de 2016

CRIADO O 1° CRISTAL DO TEMPO

O cristal do tempo é formado por uma fileira de átomos de itérbio, que começam a oscilar por conta própria.[Imagem: J. Zhang et al. (2016)]

Cristal espaço-temporal

Os cristais do tempo, capazes de sobreviver até ao fim do Universo, causaram uma celeuma entre os físicos desde que sua existência foi prevista por Frank Wilczek, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 2004. Embora vários artigos tenham sido publicados desde então tentando demonstrar a "impossibilidade" desses cristais do tempo, a equipe do professor Chris Monroe, da Universidade de Maryland, nos EUA, não se importou com o ceticismo e anunciou agora ter criado o primeiro cristal do tempo na prática. A ideia básica do cristal espaço-temporal é que o cristal gire de forma persistente, em um nível muito baixo de energia - sem precisar de energia externa -, permitindo quebrar tanto a simetria espacial quanto a simetria temporal. Mesmo se não houver muita gente interessada em deixar mensagens para quem possa surgir depois do fim do Universo, esses cristais podem ser usados como memórias quânticas muito robustas e confiáveis.

Cristal quântico

Ao contrário de um bonito cristal brilhante, os pesquisadores trabalharam com sistemas quânticos que não estão em equilíbrio, mais especificamente com uma fileira de íons do elemento químico itérbio, com spins que interagem uns com os outros. O spin dos íons pode ser ajustado para cima ou para baixo com a ajuda de um laser. Como eles estão acoplados, quando o spin do primeiro íon é invertido o próximo íon o acompanha, e assim por diante, até o final da fileira.
O grande interesse prático nos cristais do tempo está na criação de memórias quânticas robustas, que sobrevivam à decoerência. [Imagem: Stef Simmons/CC BY] Estes spins derivados oscilam a uma velocidade que depende da regularidade com que o laser inverte o spin do primeiro íon, o que significa que a frequência original determina a taxa de oscilação do conjunto. Contudo, quando se permite que o sistema "evolua", as interações passam a ocorrer a uma taxa que é o dobro da frequência original, o que somente pode ser explicado pela quebra da simetria do tempo, permitindo assim estes períodos mais longos.

Memória do Universo

Para checar tudo, a equipe mediu as propriedades do cristal do tempo, confirmando que alterações na frequência original - a frequência do laser que altera o primeiro spin - não conseguem mais alterar a frequência do cristal do tempo. Ele passa a funcionar de forma estável em seu próprio ritmo. Embora todo o aparato para o funcionamento do cristal do tempo não permita devaneios quando a começar a escrever a história do Universo para uma posteridade pós-Universo, o esquema pode funcionar como uma memória quântica extremamente robusta, que exigirá a injeção externa de energia para que o registro inicial seja apagado - ao contrário das memórias quânticas atuais, que sofrem com a perda de dados devido ao fenômeno quântico da decoerência. Bibliografia: Observation of a Discrete Time Crystal J. Zhang, P. W. Hess, A. Kyprianidis, P. Becker, A. Lee, J. Smith, G. Pagano, I.-D. Potirniche, A. C. Potter, A. Vishwanath, N. Y. Yao, C. Monroe arXiv http://arxiv.org/abs/1609.08684 FONTE: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=criado-primeiro-cristal-do-tempo&id=010130161018

ESTRELA É O OBJETO MAIS REDONDO JÁ OBSERVADO NA NATUREZA

A estrela Kepler 11145123 é o objeto natural mais redondo já encontrado no Universo.[Imagem: Mark A. Garlick]

Estrela mais redonda

Astrônomos do Instituto Max Planck e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, identificaram o corpo celeste mais redondo que se conhece. Eles mediram o achatamento polar de uma estrela com uma precisão sem precedentes usando uma técnica chamado asterossismologia, que estuda as oscilações das estrelas. A diferença entre os raios equatorial e polar da estrela é de apenas 3 quilômetros - um número surpreendentemente pequeno em relação ao raio médio da estrela, de 1,5 milhão de quilômetros. Ou seja, a estrela é surpreendentemente redonda. Ao girar, as estrelas são achatadas pela força centrífuga. Quanto mais rápida a rotação, mais oblata - achatada nos polos - a estrela se torna. Nosso Sol, por exemplo, gira com um período de 27 dias e tem um raio equatorial 10 km maior do que seu raio polar; para a Terra, essa diferença é de 21 km. A Kepler 11145123 é uma estrela quente e luminosa, a 5.000 anos-luz de distância da Terra. Ela tem mais de duas vezes o tamanho do Sol, mas gira três vezes mais lentamente que nossa estrela.

Asterossismologia

Assim como a heliossismologia é usada para estudar o campo magnético do Sol, a asterossismologia - ou sismologia estelar, ou astrossismologia - pode ser usada para estudar o magnetismo de estrelas distantes. Mas campos magnéticos estelares, especialmente campos magnéticos fracos, são notoriamente difíceis de observar diretamente em estrelas distantes. O telescópio Kepler observou essa estrela super redonda durante mais de quatro anos. Ocorre que, embora em intensidade menor do que a rotação, o campo magnético também influi no formato da estrela. E os astrônomos levantam a hipótese de que o seu campo magnético extremamente fraco pode ser responsável pela incrível esfericidade da estrela. E a Kepler 11145123 não é a única estrela com medições disponíveis com a precisão adequada a estudos desse tipo. "Pretendemos aplicar este método a outras estrelas observadas pelo Kepler e pelas próximas missões espaciais TESS e PLATO. Será particularmente interessante ver como uma rotação mais rápida e um campo magnético mais forte podem mudar a forma de uma estrela. Um importante campo teórico da astrofísica está se tornando observacional," disse Laurent Gizon, principal autor do trabalho. Bibliografia: Shape of a slowly rotating star measured by asteroseismology. Laurent Gizon, Takashi Sekii, Masao Takata, Donald W. Kurtz, Hiromoto Shibahashi, Michael Bazot, Othman Benomar, Aaron C. Birch, Katepalli R. Sreenivasan. Science Advances. Vol.: 2, no. 11, e1601777. DOI: 10.1126/sciadv.1601777. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=estrela-objeto-mais-redondo-ja-observado-natureza&id=020130161118

ÍMÃS DE ALTO DESEMPENHO SÃO FABRICADOS POR IMPRESSÃO 3D

Uma das grandes vantagens da impressão 3D é que os ímãs de neodímio podem ser fabricados em qualquer formato. [Imagem: ORNL]

Ímãs permanentes impressos

Se faltava alguma coisa para a impressão 3D provar o seu valor, agora não falta mais.Além de fabricarem ímãs permanentes pela técnica de fabricação aditiva, duas equipes trabalhando independentemente, uma na Áustria e outra nos EUA, mostraram que os ímãs impressos podem superar o desempenho dos ímãs fabricados pelas técnicas tradicionais, além de evitar o desperdício de matérias-primas críticas. As duas equipes fabricaram nada menos do que ímãs permanentes de neodímio-ferro-boro (NdFeB), similares aos usados nas aplicações mais avançadas, como motores para carros elétricos, discos rígidos e turbinas eólicas. O processo de fabricação aditiva parte de compostos com quantidades variáveis de material magnético e de polímeros. A equipe norte-americana trabalhou com 65% de NdFeB isotrópico e 35% de poliamida, um polímero disponível comercialmente, enquanto a equipe austríaca chegou aos 90% de material magnético e 10% de polímero. Os grânulos são fundidos, misturados e extrudados camada por camada já nas formas desejadas.

Ímãs de formatos especiais

Os ímãs impressos pelas duas equipes apresentaram propriedades magnéticas, mecânicas e microestruturais comparáveis ou até melhores do que os ímãs com a mesma composição fabricados por moldagem por injeção, sem contar a possibilidade de fazer peças de qualquer formato. "A força do campo magnético não é o único fator envolvido. Muitas vezes precisamos de campos magnéticos especiais, com linhas de campo dispostas de forma muito específica - como um campo magnético que é relativamente constante em uma direção, mas que varia em força em outra direção," exemplificou Dieter Suss, coordenador da equipe da Universidade de Viena.
Fios magnéticos intermediários, usados pela equipe da Universidade de Viena, que chegou a 90% de material magnético nos ímãs impressos. [Imagem: TU Wien]

Ímãs de terras raras

Enquanto a fabricação convencional de ímãs sinterizados pode resultar em desperdícios de material entre 30 e 50% do volume inicial da matéria-prima, a fabricação por impressão 3D pode reutilizar integralmente esses materiais, com um desperdício quase zero. Um processo industrial que conserve material é especialmente importante na fabricação de ímãs permanentes feitos com neodímio e disprósio, elementos de terras raras que vêm sofrendo com preços cada vez mais elevados. Os ímãs de NdFeB estão entre os mais poderosos que se conhece, sendo usados em aplicações que vão dos discos rígidos de computador e fones de ouvido até tecnologias de energia limpa, como veículos elétricos e geradores para turbinas eólicas. A equipe pretende agora tentar imprimir ímãs anisotrópicos - ou direcionais - que são mais fortes do que os ímãs isotrópicos fabricados até agora, que não têm uma direção preferencial de magnetização. "A capacidade de imprimir ímãs super fortes em formatos complexos vira o jogo no projeto de motores elétricos e geradores eficientes. Isto remove muitas das restrições impostas pelos métodos de fabricação atuais," disse o professor Alex King, do Laboratório Nacional Oak Ridge. Bibliografia: Big Area Additive Manufacturing of High Performance Bonded NdFeB Magnets. Ling Li, Angelica Tirado, I. C. Nlebedim, Orlando Rios, Brian Post, Vlastimil Kunc, R. R. Lowden, Edgar Lara-Curzio, Robert Fredette, John Ormerod, Thomas A. Lograsso, M. Parans. Nature Scientific Reports. Vol.: 6, Article number: 36212. DOI: 10.1038/srep36212 // 3D print of polymer bonded rare-earth magnets, and 3D magnetic field scanning with an end-user 3D printer C. Huber, C. Abert, F. Bruckner, M. Groenefeld, O. Muthsam, S. Schuschnigg, K. Sirak, R. Thanhoffer, I. Teliban, C. Vogler, R. Windl, D. Suess. Applied Physics Letters. Vol.: 109, 162401. DOI: 10.1063/1.4964856. FONTE: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=imas-alto-desempenho-fabricados-impressao-3d&id=010170161121

TÉCNICA SUPERSÔNICA GERA FILME DE METAL TRANSPARENTE

A técnica de fabricação supersônica é incrivelmente barata e simples.[Imagem: S.K. Yoon, Korea University]

Metálico e esticável

Esse filme ultrafino - tão transparente que mal dá para vê-lo na foto - pode até parecer com os filmes plásticos tão comuns em nosso dia a dia. De fato, ele possui várias semelhanças com os filmes poliméricos, como poder ser esticado como uma borracha, ou dobrado e enrolado sem perder suas características estruturais. Contudo, ele possui uma diferença substancial: é um filme metálico, feito por nanofios de prata fundidos por meio de um processo produtivo surpreendentemente simples e barato. Sendo metálico, esse filme condutor de eletricidade promete fazer a diferença na fabricação de células solares flexíveis, redes multissensoriais, mais conhecidas como peles eletrônicas, tecidos inteligentes e aparelhos de vestir e até telas que possam ser enroladas.

Fabricação supersônica

O filme metálico foi fabricado aspergindo nanofios de prata dispersos em água através de um bocal muito fino, de onde as partículas saem em velocidade supersônica. "O nanofio de prata é uma partícula, mas muito longa e fina. Os nanofios medem cerca de 20 micrômetros de comprimento, de forma que quatro deles postos enfileirados terão a largura de um fio de cabelo humano. Mas seu diâmetro é mil vezes menor - e significativamente menor do que o comprimento de onda da luz visível," explica o professor Alexander Yarin, da Universidade de Illinois, nos EUA. Ao sair em velocidade supersônica do bocal - a cerca de 400 metros por segundo - a solução é atomizada, de forma que a água evapora durante o voo. Quando os nanofios atingem a superfície sobre a qual estão sendo aplicados, eles se fundem conforme sua energia cinética é convertida em calor. Então, basta puxar o filme da superfície de apoio e ele está pronto para ser usado. A equipe espera que a alta flexibilidade - ele pode ser esticada até sete vezes seu tamanho original sem se romper - e a facilidade de fabricação tornem a película de metal transparente e ultrafina uma alternativa para a eletrônica flexível, sobretudo para as telas de enrolar, que possam justificar o custo um tanto elevado da prata. A equipe planeja agora testar a fabricação de filmes de metais mais baratos e testar suas características e funcionalidades. Bibliografia: Production of Flexible Transparent Conducting Films of Self-Fused Nanowires via One-Step Supersonic Spraying Jong-Gun Lee, Do-Yeon Kim, Jong-Hyuk Lee, Suman Sinha-Ray, Alexander L. Yarin, Mark T. Swihart, Donghwan Kim, Sam S. Yoon. Advanced Functional Materials. DOI: 10.1002/adfm.201602548. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tecnica-supersonica-filme-metal-transparente&id=010160161124

PREPARE-SE PARA O AVANÇO DA MEDICINA NOS PRÓXIMOS 10 ANOS

A convergência de tecnologias – como a computação, a inteligência artificial, a impressão 3D e o sequenciamento genômico – fará com que na próxima década, tenhamos avanços médicos surpreendentes. Isso significa que você poderá se prevenir de inúmeras doenças e ter a cura de muitas outras. Veja apenas algumas iniciativas, para ter uma dimensão dos esforços… Mark Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, prometeram esse ano investir mais de 3 bilhões de dólares em um plano (inspirados na filhinha deles) para “curar, prevenir ou tratar todas as doenças dentro do tempo de vida de nossos filhos“… Os investimentos do casal incluirão um centro de pesquisas de biociências, chamado Biohub, e um chip para diagnosticar doenças. No início deste ano, Sean Parker, fundador do Napster, doou US$ 250 milhões para potencializar o trabalho colaborativo entre pesquisadores no desenvolvimento de terapias imunológicas contra o câncer… O Google está desenvolvendo lentes de contato para diabéticos que monitoram os níveis de açúcar no sangue… E, por falar em monitores, já temos dispositivos como o Fitbit e o Apple Watch que monitoram as atividades físicas, os ciclos do sono, os níveis de estresse e de energia, e enviam esses dados para servidores via smartphones. Os próprios smartphones já possuem inúmeras aplicações para o controle de sinais vitais e avaliação de estados emocionais e psicológicos.
Cientistas da Washington State University anunciaram semana passada (23/10/16), que criaram um laboratório móvel com o iPhone, o qual pode diagnosticar o câncer com uma precisão de 99%. (Fonte: ExtremeTech) Outro grande passo foi o sequenciamento do genoma humano, concluído em 2001, a um custo aproximado de US$ 3 bilhões. Hoje, é possível sequenciar por cerca de US$ 1.000, e com os custos caindo rapidamente, em 2022, poderá ser mais barato do que um exame de sangue… Quando finalmente o sequenciamento do genoma estiver disponível para a maioria das pessoas, todo o conceito de prescrição de medicamentos mudará. E há também a inteligência artificial. Computadores cognitivos como o Watson, da IBM, têm sido usados para a análise de grandes dados (big data), não só na pesquisa genômica, mas também na biotecnologia. Esses super computadores possibilitam que cientistas compreendam melhor como os genes afetam a nossa saúde, e de como o meio ambiente, os alimentos e os remédios afetam a complexa interação entre os nossos genes e os nossos organismos.

A Próxima Fronteira Médica

O microbioma, ou seja, as populações bacterianas que vivem dentro de nós, representam a próxima grande fronteira médica. O nosso corpo tem 10 vezes mais micróbios do que células. Por isso, as pesquisas nesta área abrangem possibilidades surpreendentes de tratamento para doenças modernas como diabetes, câncer e obesidade. O microbioma é um campo tão cobiçado justamente porque pode ser o elo perdido entre meio ambiente, a genômica e a nossa saúde.
Por exemplo, algumas crianças nascem com uma predisposição genética ao diabetes tipo 1. Pesquisadores acompanharam o que acontece com as bactérias estomacais de crianças desde o nascimento até o terceiro ano de vida e descobriram que aquelas que tornaram-se diabéticas tiveram uma redução de 25% na diversidade das bactérias intestinais (possivelmente causada por antibióticos). Os cientistas também estão encontrando uma correlação entre o microbioma e a obesidade. Ou seja, bactérias podem causar muito mais a obesidade do que os alimentos. Em relação à alimentação, os microbiologistas das maiores empresas de alimentos do mundo estão trabalhando em pesquisas e desenvolvimentos de alimentos especiais… Como diz Jeff Leach, fundador do Human Food Project, “nos próximos anos, você irá encontrar quilômetros de prateleiras de supermercados com produtos que promovem nosso microbioma.”

Design de Super Humanos

A mais surpreendente tecnologia genética de todas – que também é assustadora – é o CRISPR. Graças à ela, editar o DNA tornou-se tão fácil para os geneticistas quanto editar um texto no Word. Essa técnica permite que cientistas modifiquem genomas com uma imensa precisão. Isso tem o potencial de eliminar algumas doenças debilitantes e criar super humanos.
Mas, o CRISPR/Cas9 tem um lado preocupante… Em abril de 2015, cientistas chineses anunciaram que aplicaram a CRISPR em embriões humanos. Eles editaram um gene específico para neutralizar – antes do nascimento – a ameaça de uma doença fatal. Só que, dos 86 embriões utilizados no experimento, apenas 28 tiveram seu DNA editado com sucesso, e somente 7 deles perderam o gene nocivo. Em alguns embriões, a técnica errou o alvo e atingiu o DNA em outras partes – o que poderia causar novas doenças, em vez de evitá-las. Mesmo que haja riscos, a CRISPR é tão acessível e fácil de usar que centenas de laboratórios em todo o mundo estão experimentando essa técnica.

Imprimindo qualquer coisa em 3D

Hoje, com a impressão 3D, é possível fabricar próteses médicas, equipamentos e produtos farmacêuticos. Um grupo escocês vem trabalhado na impressão 3D de medicamentos. O primeiro já foi aprovada pela FDA em 2015… Agora, imagine você ter um medicamento personalizado em uma dose personalizada de acordo com a sua genômica e que uma farmácia local pudesse imprimi-lo para você, isso tudo sem envolver as grandes indústrias farmacêuticas.
A impressão 3D terá uma influência muito forte sobre a indústria de cuidados da saúde. (Cortesia da imagem: Star Infranet) Há também avanços em próteses impressas em 3D. A empresa UNYQ, por exemplo, está “imprimindo” membros para pessoas com deficiência… A Ekso Bionics desenvolve exoesqueletos robóticos para ajudar pessoas com paralisia a caminhar novamente… A Second Sight criou uma prótese de retina artificial, aprovada pela FDA, a Argus II, que possibilita uma visão limitada, porém funcional, para aquelas pessoas que perderam a visão devido à retinite pigmentosa. Até 2030, é esperado que tenhamos tecnologias que nos deem uma perfeita visão, audição e força, como naquela série “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, exibida nos anos 1970.

A Democratização das Tecnologias

Levará algum tempo para que novas tecnologias e técnicas estejam acessíveis para pessoas comuns… Mas, não haverá de demorar tanto: como diz Vivek Wadhwa, a forma como a indústria tecnológica constrói valor é democratizando a tecnologia e reduzindo custos para permitir o acesso a bilhões de pessoas. Dentro de alguns anos, o nosso genoma, o nosso microbioma, o nosso comportamento e o meio ambiente serão mapeados e medidos… É por isso, que pra nós seja muito bom que empresas como a IBM, o Facebook e o Google estejam investindo pesado nos cuidados de saúde… é claro que essas empresas têm uma motivação para nos manter saudáveis: para que baixemos mais aplicativos em vez de ficarmos limitados aos medicamentos prescritos. FONTE: http://ofuturodascoisas.com/prepare-se-para-o-avanco-da-medicina-nos-proximos-10-anos/

CONHEÇA OS MELHORES REMÉDIOS PARA DIFERENTES TIPOS DE DOR

A dor é um sintoma tão comum, que é a principal queixa que leva os pacientes a procurar atendimento médico, sendo também uma frequente causa de debilitação ou até mesmo incapacitação, dependendo da sua intensidade e frequência. Existem dezenas de situações no nosso organismo que podem causar dor, entre elas, podemos citar: lesões traumáticas, inflamações, infecções, distensão de órgãos ocos, lesão de nervos e até mesmo dor de origem psicogênica. Cada dor tem suas próprias características, o que faz com que o tratamento não seja necessariamente o mesmo para todo o tipo de dor. Uma dor de cabeça não é tratada da mesma forma que uma dor garganta, assim como uma dor por neuropatia diabética tem tratamento distinto ao de uma dor de cólica menstrual.

O que é dor

A dor é um sintoma que nos acompanha desde os primeiros momentos da nossa existência. Ela está tão presente nas nossas vidas, que nenhum de nós tem dificuldade de reconhecer o que é uma dor. Porém, se reconhecer uma dor é fácil, reproduzir o seu significado em palavras já não é uma tarefa tão simples. Uma definição de dor usualmente aceita é a da Associação Internacional para o Estudo da Dor, que diz o seguinte, em uma tradução livre: dor é uma desagradável experiência sensorial e emocional, que é desencadeada por um real ou potencial dano de algum tecido, ou por alguma situação que seja interpretada como dano tecidual. De forma mais simples, podemos dizer que a dor surge quando há uma lesão de algum tecido (um trauma, por exemplo), quando há algum estímulo que possa vir a causar dano tecidual se não for interrompido (como quando temos dor após ficarmos em uma mesma posição durante muito tempo) ou quando algum estimulo não necessariamente danoso é interpretado como tal (como na enxaqueca, que é uma dor de cabeça que surge sem que haja qualquer lesão na cabeça).

Tipos de dor

Os tipos de dor costumam ser classificadas de acordo com as suas duas principais características: duração e origem.

1-Classificação de acordo com a duração da dor

A dor pode ser classificada como dor aguda ou dor crônica. Chamamos de dor aguda aquela dor de curta ou média duração, que persiste enquanto não houver cura da lesão ou enquanto o agente agressor não for eliminado. A dor aguda pode durar de poucas horas até várias semanas. Alguns exemplos de dor aguda são: - Dor do parto; - Dor no pós-operatório; - Traumas; - Dor de garganta provocada por uma infecção; - Dor de dente provocada por alguma inflamação; - Queimaduras. Já a dor crônica, também chamada de dor persistente, é aquela que prolonga-se por mais tempo do que o necessário para que uma lesão tecidual se cure. A dor crônica costuma durar semanas, meses ou até anos. Alguns exemplos de dor crônica são: - Neuropatia diabética; - Neuralgia pós-herpética; - Enxaqueca; - Hérnia de disco; - Osteoartrose.

2-Classificação de acordo com a origem da dor

A dor também pode ser classificada de acordo com a sua origem fisiopatológica. Neste caso, ela pode ser dividida de 3 formas: 1- Dor nociceptiva Um nociceptor é uma fibra nervosa especializada em sentir estímulos nocivos ou estímulos que podem se tornar nocivos, caso ele se prolongue. A dor nociceptiva é aquela que surge quando há realmente alguma lesão em tecidos ou órgãos. Os nocireceptores conseguem distiguir 3 categorias de dano tecidual: térmico (como queimaduras por calor ou frio), mecânico (como impactos, cortes, lacerações ou esmagamento) ou químico (como lesão por substâncias abrasivas ou quando há contato de álcool com pele ferida). A dor nociceptiva também pode ser dividida em visceral, somática profunda ou somática superficial: A dor visceral é aquela que ocorre por dano nas estruturas viscerais, ou seja, nos órgãos internos. Situações que habitualmente provocam dor visceral são a distensão ou contração, isquemia (falta de aporte sanguíneo adequado) ou inflamação. A dor visceral costuma ser difusa e mal localizada, motivo pelo qual uma dor no coração pode ser sentida no braço ou uma dor no estômago pode se apresentar como dor em toda a barriga. A dor visceral é frequentemente acompanhada de mal-estar, náuseas e vômitos. A dor somática profunda é aquela iniciada pela estimulação dos nociceptores presentes em estruturas mais profundas que a pele, como ligamentos, tendões, ossos e músculos. Ela também é uma dor difusa ao redor da região acometida, mas um pouco mais bem localizada que a dor visceral. Já a dor somática superficial é aquela que surge por ativação de nociceptores na pele. Esse tipo de dor é bem localizada e fácil de ser definida. 2- Dor neuropática A dor neuropática é uma dor provocada por uma ativação anormal do sistema nervoso central ou periférico. Não há necessariamente uma lesão de um tecido ou órgão, mas sim uma lesão ou disfunção dos nervos responsáveis pela identificação da dor. Esse é o tipo de dor que surge em pacientes com neuropatia diabética, herpes zoster, hérnia de disco ou lesões do nervo trigêmeo. Apenas como curiosidade, os pacientes amputados podem sentir dor no membro que já não existe mais. O paciente pode não ter uma perna, mas por uma ativação inapropriada de certas fibras nervosas, ele pode sentir dor no pé esquerdo, apesar deste já ter sido amputado há muito tempo. Essa dor é chamada de dor do membro fantasma, que é também um tipo de dor neuropática. 3- Dor psicogênica: É a dor de origem emocional, que apesar de não ter origem em nenhum dano tecidual ou problema do sistema nervoso, pode ser incapacitante e de difícil tratamento.

Medicamentos mais utilizados para tratar a dor

Existem dezenas de medicamentos diferentes que podem utilizados para tratar quadros de dor aguda ou crônica, que vão desde analgésicos simples e anti-inflamatórios até medicamentos que agem no sistema nervosos central, com antidepressivos ou anticonvulsivantes. A seguir, vamos mostrar as principais classes farmacológicas que podem ser utilizadas no tratamento dos diferentes tipos de dor.

1- Analgésicos não opioides

Os analgésicos não opioides, também chamados de analgésicos comuns, costumam ser a primeira linha de combate à dor leve a moderada de origem somática. São medicamentos, que se administrados nas doses recomendadas, têm pouquíssimos efeitos colaterais. Por outro lado, são também fármacos com potencial analgésico limitado e não têm ação inflamatória. Os dois analgésicos não opioides presentes no mercado são o paracetamol e a dipirona (metamizol). Como ambos também têm ação antipirética, eles são muito utilizados nos casos em que o paciente tem dor e febre, como nas gripes e nos resfriados. Situações nas quais a dipirona e o paracetamol podem ser indicados nos seguintes casos de dor leve a moderada: - Dor de dente sem inflamação relevante; - Dor muscular; - Cólicas menstruais (dipirona funciona melhor que paracetamol neste caso); - Dor de cabeça; - Dor de garganta sem inflamação relevante; - Quadro de dor associado à febre. Apesar dos analgésicos não opioides serem pouco eficazes contra quadros de dor intensa quando administrados isoladamente, eles podem ser usados como terapia adjuvante, de forma a aumentar a potência analgésica de fármacos mais potentes. Não é incomum encontrarmos remédios que associam a dipirona ou o paracetamol a outros analgésicos mais potentes, como o tramadol, por exemplo. Os analgésicos comuns também podem ser usados como tratamento adjuvante da dor neuropática. Eles sozinhos, porém, têm pouca eficácia nesse tipo de dor.

2- Anti-inflamatórios não-esteroidais(AINES)

Os anti-inflamatórios também são indicados para as dores somáticas de leve a moderada intensidade. Todavia, essa classe é mais eficaz no tratamento da dor que os analgésicos comuns, principalmente se houver algum processo anti-inflamatório na sua origem. Assim como os analgésicos, os AINES também têm ação antipirética. Apesar de serem mais fortes que os analgésicos, principalmente nas dores somáticas profundas, os AINES apresentam um perfil de efeitos colaterais pior e uma lista de contra-indicações mais abrangente. Exemplos de anti-inflamatórios: – Diclofenaco; – Ibuprofeno; – Naproxeno; – Nimesulida; – Indometacina – Cetoprofeno – Ácido mefenâmico – Piroxican – Colecoxib – AAS (ácido acetilsalicílico). Entre as situações que o anti-inflamatórios costumam estar indicados podemos citar: - Inflamações dentárias; - Lesões de tendões, ligamentos, articulações, ossos ou músculos; - Doenças reumatológicas; - Dor de cabeça; - Cólica renal; - Dor de garganta com intensa inflamação; - Cólica menstrual (ácido mefenâmico é o melhor); - Quadro de dor associado à febre. Os anti-inflamatórios de ação tópica, sejam em gel, pomada ou spray, têm ação limitada, mas podem ser uma boa opção nos casos de dor muscular ou articular aguda e de pequena intensidade, pois provocam bem menos efeitos colaterais que os medicamentos por via oral.

3- Antiespasmódicos

Os antiespasmódicos, conforme o próprio nome sugere, são fármacos que agem inibindo o espasmo muscular de alguns órgãos ocos, tais como intestinos, estômago, ureteres, vesícula biliar ou útero. O espasmo, que é uma contração muscular intensa e involuntária, se manifesta habitualmente como um quadro de dor tipo cólica. Os antiespasmódicos são, portanto, um grupo de medicamentos que podem utilizados para o tratamento da cólica, que é uma forma de dor nociceptiva de origem visceral. Os antiespasmódicos não servem para o tratamento da dor somática ou de qualquer outra dor visceral, que não seja do tipo cólica. Exemplos de fármacos com ação antiespasmódica: - Butilescopolamina (mais conhecido como Buscopan); - Papaverina (mais conhecido como Atroveran); - Pinavério (mais conhecido como Dicetel). Entre os quadros de dor que podem ser tratados antiespasmódicos podemos citar: - Cólicas intestinais; - Cólicas menstruais; - Síndrome do intestino irritável; - Cólica renal; - Cólica biliar.

4- Analgésicos opioides

Os opioides (ou opiáceos) são fármacos com potente ação analgésica, que agem em receptores do sistema nervoso central, impedindo que os estímulos dolorosos captados pelos nervos sejam reconhecidos pelo cérebro. Os opioides recebem esse nome por serem derivado do ópio, substância extraída das papoulas (o mesmo que dá origem ao narcótico heroína). Entre os medicamentos que pertencem à classe dos analgésicos opioides podemos citar: - Morfina; - Codeína; - Meperidina; - Fentanil; - Oxicodona; - Propoxifeno; - Hidrocodona; - Tramadol. Os opioides costumam ficar reservados aos quadros de dor intensa, que não respondem a outros medicamentos ou nos pacientes com dor de origem oncológica. Grandes queimados, politraumatizados, crises de dor ciática ou intensa dor no pós-operatório são algumas das indicações para o uso de opiodes. Entre os efeitos colaterais mais comuns dos opioides estão a sedação, náuseas, vômitos, retenção urinária, constipação intestinal e depressão respiratória. Apesar de ser uma classe de analgésicos eficaz contra todos os tipos de dor (somática, visceral ou neuropática), o seu uso prolongado deve ser evitado, pois além de causar dependência, o paciente pode desenvolver tolerância, precisando de doses cada vez mais altas com o passar com o tempo. O uso de opioides por mais de 30 dias deve ser evitado, a não ser em situações específicas, como em pacientes com câncer. Dentre todas as opções de analgésicos opioides, o tramadol é aquele que possui menor risco de dependência e um perfil de efeitos colaterais mais benigno.

5- Anticonvulsivantes

Medicamentos usados no tratamento da epilepsia podem ser usados para tratar dor neuropática, principalmente aquelas provocadas pelas seguintes doenças: - Neuropatia pós-herpética; - Neuropatia diabética; - Neuropatia do trigêmeo; - Dor neuropática associada à lesão da medula espinhal, como hérnia de disco ou ciatalgia; - Fibromialgia. Entre os anticonvulsivantes usados no tratamento da dor neuropática, três se destacam: gabapentina, pregabalina e carbamazepina.

6- Antidepressivos

Os antidepressivos, principalmente aqueles da família dos antidepressivos tricíclicos (imipramina, nortriptilina e amitriptilina) e os inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (venlafaxina e duloxetina), também podem ser usados no tratamento da dor neuropática, tendo o paciente depressão ou não. Os antidepressivos são eficazes contra a dor de origem psicogênica. A duloxetina, especificamente, também parece ser eficaz como tratamento adjuvante da dor lombar crônica e da osteoartrose. fonte: mdsaude.com/2016/10/remedios-para-dor.html

sábado, 26 de novembro de 2016

UM DOS MAIORES OBJETOS DO UNIVERSO É DESCOBERTO ATRÁS DA VIA LÁCTEA

Através da névoa espessa de nossa própria galáxia, os astrônomos descobriram algo incrível: uma das maiores estruturas já encontradas no Universo. Chamado de Superaglomerado de Vela, o objeto recentemente descoberto é um grupo maciço de vários conjuntos de galáxias, cada um contendo centenas ou milhares de galáxias. “Eu não podia acreditar que uma estrutura tão grande se estendesse tão proeminente depois de observar aquela região do espaço”, relata Renée Kraan-Korteweg, astrofísica da Universidade de Cape Town, na África do Sul. Kraan-Korteweg e sua equipe publicaram a descoberta do superaglomerado, com o nome da constelação Vela, onde foi encontrado, nas Cartas de Avisos Mensais da Royal Astronomical Society. Pode ser difícil acreditar que um objeto tão grande possa ter passado despercebido, mas faz mais sentido quando você considera onde nós vivemos. A Via Láctea, nossa casa galáctica, hospeda mais de 100 bilhões de estrelas, trilhões de planetas e nuvens coloridas de gás e poeira. Isto faz dela um parque de diversões brilhante para estudar objetos individuais, como buracos negros, a formação de sistemas solares alienígenas ou planetas extrasolares potencialmente habitáveis. Mas se você é um astrônomo tentando olhar além da Via Láctea e observar o Universo mais profundo, tudo isso está no seu caminho: Isto é especialmente verdadeiro para os objetos por trás do Plano Galáctico, que somos nós olhando através do disco de 100.000 anos-luz de largura da Via Láctea de dentro para fora. A parte indicada na imagem é onde está o nosso Sistema Solar. Como você pode ver, tem muita coisa na frente:
Kraan-Korteweg e seus colegas combinaram as observações de vários telescópios: o recém-reformado Grande Telescópio da África do Sul (SALT), perto da Cidade do Cabo, o Telescópio Anglo-Australiano (AAT), perto de Sydney, e os exames de raios-X do Plano Galáctico. Usando esses dados, calcularam quão rápido cada galáxia que viram acima e abaixo do Plano Galáctico estava se afastando da Terra. Os dados revelaram que todas elas pareciam estar se movendo juntas – indicando um monte de galáxias que não podiam ser vistas. “Tornou-se óbvio que estávamos descobrindo uma enorme rede de galáxias, estendendo-se muito mais do que esperávamos”, diz Michelle Cluver, astrofísica da Universidade do Cabo Ocidental, na África do Sul.
Os pesquisadores estimam que o Superaglomerado Vela tem aproximadamente a mesma massa do Superaglomerado Shapley, que contém aproximadamente 8.600 galáxias e está localizado a cerca de 650 milhões de anos-luz de distância. Considerando que uma galáxia típica tem cerca de 100 bilhões de estrelas, os pesquisadores estimam que Vela poderia conter entre 1 e 10 quadrilhões de estrelas. Os cálculos também mostram que Vela está a cerca de 800 milhões de anos-luz de distância e se afasta cada vez mais de nós a uma velocidade de cerca de 18.000 quilômetros por segundo. Apesar dessa distância extra e rapidamente crescente, no entanto, a influência de Vela não pode ser negada. Os pesquisadores estimam que o puxão gravitacional de Vela acelera o Grupo Local de Galáxias, que inclui a Via Láctea, acelerou em cerca de 177.000 km/h, ou 50 km/s. Isso é muito atração, e poderia ajudar a contar a incrível história de como a nossa Via Láctea chegou onde está. fonte:sciencealert.com/astronomers-have-discovered-one-of-the-most-massive-objects-in-the-universe