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sexta-feira, 27 de junho de 2014
A TV ESTÁ TE MATANDO?
Se existe algum vilão ainda mais criticado do que o açúcar na era moderna, esse vilão é a TV. Acusada de tudo pelos cientistas – de fazer as crianças perderem o sono e irem pior na escola, de tornar as crianças mais fracas, de estar ligada a agressividade infantil, de aumentar o risco de doenças cardiovasculares, de fazer mal principalmente a crianças com menos de dois anos etc -, um novo estudo agora se junta ao coro já existente de pesquisas que dizem que a TV pode te matar, e sugere que ficar em frente a uma telinha por mais de três horas ao dia pode encurtar sua vida.
O novo estudo contou com mais de 13.000 adultos aparentemente saudáveis na Espanha. Os que passaram mais de três horas por dia assistindo à televisão tinham o dobro do risco de morte precoce em comparação com aqueles que assistiram a menos de uma hora de TV por dia.
Os participantes do estudo eram altamente educados, magros e ativos. A média de idade foi de 37 anos. Participantes com diabetes, doenças cardíacas ou câncer foram excluídos da pesquisa.
Ao longo de aproximadamente oito anos, houve 97 mortes – 19 por doenças cardíacas, 46 por câncer e 32 devido a outras causas, como acidentes e doença renal ou hepática.
Os pesquisadores então compararam o risco de morte com o tempo gasto em atividades sedentárias, como assistir TV, trabalhar em um computador e dirigir. Não foi encontrada nenhuma relação entre morte prematura e dirigir ou trabalhar em um computador, mas os riscos associados com assistir TV foram impressionantes.
Para cada duas horas adicionais que uma pessoa gastou assistindo TV, o risco de morte por doenças do coração deu um salto de 44%, o risco de morte por câncer subiu 21% e o risco de morte prematura subiu 55% para todas as outras causas, em comparação com pessoas que disseram assistir menos de uma hora de TV por dia.
CAUSA OU LIGAÇÃO?
A TV não é exatamente uma assassina profissional que anda por aí com uma metralhadora atirando nas pessoas. Então como explicar esses resultados?
Os cientistas se perguntaram se pessoas já gravemente doentes assistiam mais TV porque não eram fisicamente capazes de fazer outra coisa. Eles excluíram as 35 mortes que aconteceram nos três primeiros anos do estudo, na esperança de tirar essas pessoas da pesquisa – e os resultados só ficaram mais fortes.
Então eles pensaram na possibilidade de que as pessoas tendem a consumir mais alimentos processados e bebidas açucaradas quando assistem TV, de modo que ajustaram os resultados para controlar os efeitos de lanches e bebidas açucaradas na saúde. Mais uma vez, os resultados só ficaram mais fortes.
Eles continuaram a tentar eliminar coisas que podiam explicar as estatísticas, tais como tabagismo, idade, sexo, peso e se as pessoas seguiam ou não uma dieta mediterrânea (considerada uma das mais saudáveis pelos especialistas). Nada parecia afetar os resultados.
Mas isso não significa nem prova que assistir muita TV leva a uma morte precoce; apenas demonstra que existe uma ligação entre as duas coisas.
De acordo com o Dr. Lennert Veerman, pesquisador em saúde pública da Universidade de Queensland, na Austrália, a ligação entre a visualização de TV e morte precoce é, provavelmente, indireta. Quanto mais tempo as pessoas gastam assistindo TV, menos tempo têm para coisas que são conhecidas por prolongar a vida, como ver os amigos ou fazer exercício.
Além disso, ele afirma que o estudo não incluiu alguns fatores potencialmente importantes, como saúde mental, desemprego e consumo de álcool.
“Eu, pessoalmente, ainda acho que é mais provável que assistir TV seja um indicador de risco do que uma causa de morte”, disse Veerman.
No entanto, se existe um acordo entre os todos os cientistas, é de que a melhor coisa que as pessoas podem fazer é minimizar seu tempo na frente telinha.
FONTE: webmd.com/news/20140625/is-all-that-tv-killing-you
QUE ANIMAIS VIVEM NO DESERTO?
Bicho é o que não falta nos desertos do planeta. Na região central do deserto do Saara, o maior do mundo, já foram descritas 70 espécies de mamíferos, 90 de pássaros residentes (excluindo os migratórios) e por volta de 100 de répteis, entre outros animais.
Essa bicharada enfrenta, além da falta de água e do clima extremamente seco, grandes oscilações de temperatura ao longo do dia. Pela manhã e à tarde, faz um calor de rachar – mais de 50 graus nos meses mais quentes -, enquanto à noite o frio é tão intenso que a temperatura pode cair abaixo de zero.
Esse rigor climático obriga os animais a adotar curiosas estratégias de sobrevivência. Muitos deles, como cobras, raposas e roedores, só deixam sua casa à noite, quando o calor dá um tempo. Outros apelam: certas espécies de urubus nos desertos do sul dos Estados Unidos urinam nas próprias pernas para se refrescar.
LEI SECA
Narinas, olhos e até orelhas dos animais do deserto são adaptados para sobreviver ao clima inóspito.
DROMEDÁRIO
NOME CIENTÍFICO – Camelus dromedarius.
TAMANHO – 2 m e 690 kg.
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Este parente do camelo fica até 17 dias sem beber e comer, mas, quando acha uma fonte de água, engole 100 litros em 10 minutos! Uma fileira extra de cílios protege os olhos e a musculatura das narinas permite que ele barre a entrada de areia. A corcova e as patas são adaptadas ao deserto, veja abaixo:
ADAX
NOME CIENTÍFICO – Addax nasomaculatus.
TAMANHO – 1,7 m e 92 kg.
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Este grande antílope, maior animal nativo do Saara, pode passar meses na seca. Herbívoro, ele come gramíneas, de onde retira a água de que necessita. Vive em bandos de 5 a 20 animais e tem hábitos noturnos ou crepusculares. De dia, protege-se do calor descansando em covas escavadas na areia.
VÍBORA CHIFRUDA
NOME CIENTÍFICO – Cerastes cerastes.
TAMANHO – 30 a 60 cm.
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Quando a cobra se enterra, apenas os dois chifres ficam à mostra. Bichos incautos pensam que os chifres são comida e se aproximam, tornando-se presas fáceis para o bote. A chifruda também é uma das serpentes mais flexíveis do planeta e adota uma forma peculiar de locomoção, que mostramos abaixo:
ASSISTA O VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=KJ-k4W3PPqk
JERBOA
NOME CIENTÍFICO – Jaculus orientalis.
TAMANHO – 16 cm e 140 g.
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Seus rins produzem xixi altamente concentrado, minimizando a perda de água. Para não torrar, ele vive em tocas cavadas em até 1,5 metro de profundidade, onde o solo úmido deixa a temperatura mais fresca. Ele faz ainda tocas provisórias para escapar de seus predadores, como o feneco.
CROCODILO-DO-NILO
NOME CIENTÍFICO – Crocodylus niloticus.
TAMANHO – 5 m e 500 kg.
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Os crocodilos originais dessa espécie vivem em rios, mas já foram encontrados em lagoas e pântanos no deserto. Quando a água evapora, eles cavam buracos na areia e “hibernam”: ficam quietinhos e sem comer. Como vivem no limite, são menores que os parentes: têm só 1,5 metro em média.
LAGARTO DO DESERTO
NOME CIENTÍFICO – Varanus griseus.
TAMANHO – 80 cm e 180 g.
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – A posição de suas narinas, próximas aos olhos, permite que o lagarto fique enterrado se escondendo do sol. Entre novembro e março, ele hiberna.Quando ativo, corre a cerca de 30 km/h, habilidade essencial na hora da caça. Suas vítimas preferidas são pequenos mamíferos, pássaros, escorpiões e cobras.
ESCORPIÃO DO DESERTO ISRAELENSE
NOME CIENTÍFICO – Leiurus quinquestriatus.
TAMANHO – 9 a 11 cm e 30 g.
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – O escorpião só sai de seu abrigo (ocos debaixo de pedras ou buracos) à noite e absorve água da carne de vermes, grilos e outros insetos. Suas fezes são extremamente secas, pois o bicho tem um índice de perda de água de apenas 0,01% do seu peso por hora, o mais baixo entre todos os animais do deserto.
FENECO
NOME CIENTÍFICO – Vulpes zerda
TAMANHO – 30 cm e 1,5 kg
ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA – Menor membro da família dos canídeos, o feneco praticamente não precisa beber água, pois a extrai de suas presas ou da vegetação. As orelhas grandes (1/4 de seu tamanho) ajudam a dissipar o calor e ajudam a achar suas presas (jerboa, insetos e pássaros) escondidas sob a areia.
FONTE:Mundo Estranho
RÚSSIA TESTA NOVO MÍSSIL HIPERSÔNICO
Na foto: o sistema antiaéreo combinado de artilharia e mísseis Pantsir.
A Rússia efetuou a primeira exibição de lançamentos do míssil hipersônico que irá equipar o sistema antiaéreo combinado de artilharia e mísseis Pantsir. Segundo informou o presidente da holding Vysokotochnye Kompleksy (Baterias de Alta Precisão) Alexander Denisov, o novo sistema irá ser produzido em série até 2017.
Ele terá capacidade para combater alvos balísticos.
Os especialistas russos já trabalham na criação de mísseis hipersônicos há mais de dez anos e praticamente todos os sistemas de mísseis terra-ar usam mísseis hipersônicos, com velocidades máximas de cerca de Mach 3 e 4 (sendo cada Mach igual à velocidade do som). Neste momento se está estudando o aumento da velocidade até Mach 5 a 7.
Este ano no polígono de Ashuluk, distrito de Astrakhan, foram realizados pela primeira vez fogos reais contra alvos simulando armas de alta precisão. Assim, a Rússia está criando com sucesso armas hipersônicas competitivas. Como é natural, todos os números referentes ao Pantsir são confidenciais, mas podemos supor que, se tratando de velocidades hipersônicas, os mísseis atingirão velocidades de, pelo menos, Mach 3 ou 4, possivelmente mais, refere o editor principal do site Vestnik PVO (Mensageiro da Defesa Antiaérea) Said Aminov:
“Será necessário tempo para aprimorar esse produto. A velocidade hipersônica é o meio que permitirá atingir rápida e eficazmente alvos aéreos e outros a um grande alcance. Se espera que um sistema que hoje tem um alcance de 20 quilômetros irá multiplicar essa distância, assim como a altitude. Considerando a velocidade hipersônica do míssil, outros alvos, mais complexos, poderão ser abatidos”.
Simultaneamente serão introduzidos novos radares de detecção e guiamento do míssil contra o alvo. O resultado será um sistema móvel e autônomo que hoje não tem análogos nos países e fabricantes ocidentais.
Anteriormente tinha sido divulgado que os EUA estavam desenvolvendo projetos na área das armas hipersônicas, o que lhes abre a possibilidade de criarem um míssil multifuncional já em 2015. Mas isso não significa que a Rússia fique para trás neste segmento. Essa questão está sendo largamente estudada pela indústria de defesa russa, refere Said Aminov:
“Não é só o consórcio Vysokotochnye Kompleksy, mas também o consórcio principal de sistemas de defesa antiaérea de grande e médio alcance Almaz-Antei está trabalhando na criação de uma nova geração de sistemas que se possam opor a esse tipo de armas. O sistema S-500 será precisamente maior e mais eficaz pelas suas capacidades. Seu armamento permitirá destruir alvos hipersônicos”.
A criação de armas hipersônicas está associada à resolução de complexos problemas tecnológicos e científicos. Por isso será difícil os EUA apresentarem até 2015 uma produção em série dessas armas, considera o perito. Mas o tema das velocidades hipersônicas é bastante atual, porque o tempo de reação do lado que se defende é extremamente limitado e a detecção desses alvos por radar é uma tarefa técnica complexa. Assim, a questão da criação de armas defensivas para uma resposta equivalente é muito urgente. Nesse aspecto o sistema Pantsir é simplesmente insubstituível. Não é de admirar que ele seja muito popular não só na Rússia, mas também no exterior. Há cerca de 20 países que já manifestaram seu interesse.
FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_06_19/R-ssia-testa-novo-m-ssil-hipers-nico-8674/
PROTÓTIPO DE REATOR DE NÊUTRONS RÁPIDOS GANHA VIDA NA RÚSSIA
Usina nuclear, Beloyarsk (Rússia).
Um reator de nêutrons rápidos BN-800, o primeiro na história moderna da Rússia, que deverá se tornar protótipo de reatores comerciais para o setor de energia nuclear do futuro, começou a funcionar esta sexta-feira na usina nuclear de Beloyarsk após uma reação nuclear em cadeia controlada ter sido lançada nele.
O BN-800 é um reator de nêutrons rápidos e com refrigerante de sódio líquido. Unidades geradoras com reatores "rápidos" poderão diversificar significativamente as modalidades de combustível utilizadas na energia nuclear, minimizando ao mesmo tempo os resíduos radioativos devido à circulação do combustível nuclear em ciclo fechado. Muito poucos países possuem tecnologia de nêutrons rápidos, e a Rússia é o líder mundial neste campo.
Operando as varas reguladoras, os especialistas lançaram o processo de crescimento controlado do fluxo de nêutrons na zona ativa do BN-800 para iniciar uma reação em cadeia auto-sustentável.
E o reator, como dizem metaforicamente os especialistas, "ganhou vida".
FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_06_27/Prototipo-de-reator-para-usinas-nucleares-de-amanha-ganha-vida-na-Russia-1121/
quarta-feira, 25 de junho de 2014
OS CÉREBROS DE HOMENS E MULHERES REAGEM DE FORMA DIFERENTE AO ESTRESSE
Os psicólogos já têm anotado por muito tempo que o estresse afeta homens e mulheres de forma diferente. As mulheres tendem a buscar apoio social, enquanto os homens são mais propensos a se retirar.
Agora, um novo estudo afirmou que existe mesmo uma diferença quanto ao estresse em homens e mulheres. Os pesquisadores estavam estudando como o estresse afeta os processos cognitivos nas pessoas e descobriram diferenças de tensão entre os sexos. Segundo eles, essas diferenças não aparecem a menos que as pessoas estejam estressadas.
A pesquisa pode representar uma base neurológica para a descoberta de que as mulheres tendem a ser mais enfáticas do que os homens. Os pesquisadores não sabem exatamente porque essas diferenças ocorrem, mas um dos motivos pode ser a interação dos hormônios sexuais com os hormônios do estresse.
Para saber se as diferenças no cérebro dos sexos influenciam seu comportamento, os pesquisadores se focaram na amígdala, uma estrutura do tamanho de uma amêndoa enterrada nas profundezas do cérebro, que ajuda a processar estímulos de medo, como a cara de raiva.
Os pesquisadores também analisaram a ínsula, outra estrutura cerebral profunda, que ajuda na empatia, e o pólo temporal, uma área do cérebro escondida atrás das orelhas envolvida com a compreensão do estado de espírito de outra pessoa.
Eles mediram os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, a partir de amostras de saliva coletadas dos 47 voluntários. Em seguida, metade dos homens e metade das mulheres foram convidados a mergulhar as mãos em água gelada por cerca de três minutos, enquanto outros mergulharam as mãos em água morna.
Ambos os grupos, em seguida, tiveram seus cérebros escaneados usando ressonância magnética funcional, que mede o fluxo sanguíneo em áreas diferentes do cérebro. Os participantes concluíram algumas tarefas não relacionadas com o estudo antes de dar outra amostra de saliva. Depois disso, os pesquisadores continuaram a examinar o cérebro dos participantes enquanto os faziam assistir imagens de 160 rostos, 80 irritados e 80 neutros.
Os homens e mulheres que colocaram a mão em água gelada ficaram igualmente estressados pela experiência, a julgar pelos seus níveis de cortisol. Mas o estresse afetou seus cérebros de forma muito diferente.
Quando os homens estressados olharam faces neutras ou com raiva, seus cérebros mostraram uma diminuição na atividade na área fusiforme facial, que contribui com o reconhecimento facial. O sinal medido em seu FFA foi de cerca de 0,75%, em comparação com quase 1,5% dos homens da água quente. As mulheres estressadas, pelo contrário, pareciam mais afinadas com o reconhecimento de expressões faciais. Seu sinal FFA mediu quase 1,5%, em comparação com 0,75% das mulheres relaxadas.
Os pesquisadores também observaram uma correlação hormonal: quanto maior o nível de testosterona, menor será a atividade de FFA quando se está estressado. Eles não encontraram flutuações comparáveis com base nos níveis de estrogênio. A descoberta apóia a teoria de que os hormônios podem estar na raiz das diferenças de resposta ao estresse.
As interações entre as áreas de processamento de emoção também diferem por gênero. Os pesquisadores analisaram uma medida chamada conectividade funcional, e descobriram que os homens apresentaram menos conectividade funcional entre essas áreas quando estão estressados do que as mulheres.
Parece que quando as mulheres estão estressadas, as áreas sociais e emocionais do seu cérebro entram em alerta, talvez refletindo uma tendência a aproximação, a procura de apoio social. As mesmas áreas no cérebro dos homens parecem se separar, se soltar.
Os pesquisadores não sabem se estas diferenças são inatas do cérebro ou um produto da socialização, então eles ainda não podem dizer se a atividade diminuída no cérebro dos homens quer dizer que eles realmente tornam-se menos engajados e empáticos quando estão estressados, ou se compensam de alguma outra forma. No entanto, outros estudos não encontraram diferenças de gênero na forma como homens e mulheres agem quando estão estressados.
fonte: livescience.com/10140-stress-brings-difference-male-female-brains.html
CONHEÇA OS 6 ESTEREÓTIPOS DE HOMENS E MULHERES QUE A CIÊNCIA COMPROVA
Os estereótipos de homens e mulheres costumam ser motivo de discórdia. Mas, antes disso, eles já foram usados e reusados para fazer uma infinidade de piadas. Nesse caso, mais do que nunca, essas piadas podem ter um fundinho de verdade.
A ciência tem avançado muito, especialmente no que diz respeito a estudos de mapeamento do cérebro e pesquisa genética, e os resultados estão provando por a+b que alguns dos mais antigos estereótipos de homens e mulheres, aqueles mais clássicos, são totalmente verdadeiros.
Claro que classificar as pessoas de acordo com determinados estereótipos é uma falta de educação tremenda, e inclusive pode prejudicar algumas de suas amizades. Mas, se você usar os argumentos que apresentares a seguir, tem carta branca para fazer zoeira. E, fica a dica: é só colocar a culpa na ciência. Ela aguenta e está acostumada com esse tipo de coisa.
6. Mulher no volante, perigo constante
Dizem por aí que as mulheres e os homens cegos têm uma característica em comum: sua habilidade de dirigir. (ha ha ha)
As supostas diferenças entre homens e mulheres no quesito direção são, não preciso lembrar ninguém, pauta para todo tipo de piada. Como aprendemos em incontáveis filmes de Hollywood, os homens têm uma espécie de GPS em suas cabeças e se recusam a pedir ajuda para encontrar um caminho que eles não conheçam. Afinal, esse caminho não existiria.
Assim, se este estereótipo ridículo fosse verdade, então a mãe natureza deu aos homens uma larga vantagem. Risos a parte, vamos ver o que a ciência tem a nos dizer sobre isso.
Vários estudos têm mostrado que os homens heterossexuais são melhores em ambas as direções de navegação por norte-sul e também são melhores do que as mulheres para orientar a si mesmos orientar no espaço tridimensional. Mas por que os homens têm essa percepção espacial e as mulheres não? Dessa vez a resposta não é sexo, e sim comida. Bem, na verdade, são as duas coisas.
Há muito e muitos anos, quando não existiam supermercados e açougues, os homens eram os responsáveis por sair para caçar. Sendo assim, os cientistas acreditam que a testosterona ajudou esses primeiros homens a encontrarem seu caminho de volta para casa depois de um longo dia de caça.
E tem mais. Um pesquisador mapeou os cérebros de mais de 1 milhões de crianças e descobriu que por volta dos 4 anos de idade, os meninos já estavam superando as meninas na habilidade espacial em uma proporção de 4:1. Ele também descobriu que enquanto as meninas iam muito bem ao interpretar duas dimensões no cérebro, os meninos tiveram a capacidade de ver uma terceira dimensão, permitindo-lhes entender o conceito de profundidade em uma idade mais precoce.
O mesmo não é necessariamente verdade para os homens gays, que tendem a navegar como mulheres – diz a ciência.
5. Homens são porcalhões
Se os comerciais de detergente nos ensinaram alguma coisa, é que o nariz feminino é evoluído o suficiente para sentir o cheiro de meias suadas a mais de mil passos de distância. E uma vez que uma mulher sente o cheiro em suas narinas delicadas, ela simplesmente não consegue descansar até que fonte do problema seja devidamente localizada e eliminada.
Já os homens podem tranquilamente usar uma cama fedida de suor por uma semana inteira. Se alguém reclamar do cheiro, eles vão responder com um sincero: “Qual é o problema?”. É quase como dizer que as mulheres não apenas são mais limpas que os homens, como os homens são verdadeiros porcalhões que não dão a mínima bola para o quesito limpeza.
O que a ciência acha desses estereótipos?
A ciência não só acha, como também comprova: as mulheres têm narizes mais apurados que os homens, apesar de não haver diferenças anatômicas entre os narizes de ambos os sexos. Porém, o que os estudos mostram é que as mulheres têm uma sensibilidade maior a odores, e que elas (nós, no caso) usam uma fatia maior do cérebro para processar cheiros do que os homens.
E, apesar de as mulheres geralmente detectarem todos os odores melhor, seus narizes realmente têm essa vantagem para detectar fedor justamente para reconhecer o cheiro do homem. É uma questão de reprodução e manutenção da espécie, entende?
Por quê? Parece que se apegar ao cheiro da essência de fedor suado são marcadores químicos que podem dizer a uma mulher quando um cara está sexualmente excitado, mesmo sem ela ter consciência desse aviso. Além disso, esse sentido sobre-humano de uma mulher para cheiros alcança seu pico quando ela está ovulando.
Vídeo: comercial incrível encoraja garotas a se tornarem engenheiras, destruindo “estereótipos cor-de-rosa”.
4. Mulheres são o sexo frágil
Esse é talvez o estereótipo mais básico de todos. Os homens são maiores, mais fortes e mais durões. As mulheres são mais frágeis e menos sensíveis à qualquer tipo de dor. Não preciso nem falar que a exceção dessa “regra” é a temida hora do parto, quando até mesmo a mulher mais fraca se transforma em uma guerreira amazona e é capaz de tolerar dores que fariam qualquer homem machão choramingar e pedir pelo colo da mamãe.
Não fosse essa “exceção”, a raça humana já estaria extinta há uns bons séculos, provando que a natureza realmente sabe o que faz. Mas todo esse papo parece um tanto contraditório, não parece? Ser considerada o sexo frágil e suportar uma das dores mais traumáticas a que um ser humano pode ser submetido não parecem variáveis da mesma equação. E quando a gente não sabe resolver algum problema, recorremos a ela: ciência.
O que a ciência acha disso?
As mulheres têm um limiar de dor mais baixo, mas isso não tem nada a ver com tenacidade. Os homens simplesmente não sentem dor da mesma forma que as mulheres, e a dor que eles sentem, de fato sentem em uma intensidade menor. Tudo isso porque as mulheres têm mais receptores de dor em sua pele, o que amplia sua exposição a dores de qualquer tipo.
Os pesquisadores acreditam que essa sensibilidade pode estar ligada à presença de GIRK2, uma proteína que não só afeta o limiar de dor, mas também atua como analgésica quando a dor ultrapassa um determinado limite. Então da próxima vez que a sua namorada reclamar daquela cãibra inconveniente, tente mostrar um pouco de compaixão. Ela pode apenas ter menos da proteína GIRK2 do que você.
Em última análise, o corpo de uma mulher pode exigir mais do que o dobro da quantidade de analgésico para obter alívio para a mesma quantidade de dor que um homem sente. A exceção da hora do parto acontece porque, nesse momento, o corpo feminino fica recheado de endorfinas e um coquetel de outros produtos químicos produzidos pelo próprio corpo ao longo da gravidez, assegurando que a mãe possa lidar com o nascimento do bebê. Provavelmente isso explica porque as mulheres grávidas têm aquele brilho todo especial.
Então, resumindo: sim as mulheres as mulheres são capazes de aguentar as dores absurdas do parto, mas em qualquer outra situação, a tendência é que a gente seja mais sensível a dores mesmo.
3. Mulheres são tagarelas
Essa é boa! Quase consigo ver a cara de satisfação dos homens que estão pacientemente lendo esse artigo até aqui, concordando com esse estereótipo. E bom, se você leu até aqui, percebeu que eu gosto mesmo de falar e, portanto, não tenho argumento nenhum para rebater a possibilidade de que esse rótulo seja falso.
Mas, assim como mulheres gostam de falar mais que a própria boa, reza a lenda que os homens são mais minimalistas nesse quesito. Preferem um bom silêncio, ou pelo menos gostam de economizar saliva.
Nossa sorte que a ciência também gosta de falar e vai dizer o que é certo a respeito disso tudo.
As áreas do cérebro responsáveis pela linguagem são mais de 17% maiores nas mulheres do que nos homens, simples assim. Não contente em ser apenas maior, o cérebro das mulheres também é multitarefa, processando linguagem em ambos os hemisférios, enquanto que os homens geralmente mantém a conversa apenas com o lado dominante do cérebro.
O corpo caloso no cérebro de uma mulher também é declaradamente maior, o que significa que as mulheres são capazes de transferir dados de um hemisfério cerebral para o outro por meio de uma fibra óptica de alta velocidade, enquanto os cérebros dos homens ainda estão no modo “conexão discada anos 90”.
Ninguém tem certeza ainda de exatamente porque essas diferenças existem, mas não há dúvidas de que ela afeta tudo, desde as chances de uma mulher recuperar a capacidade de falar mais rápido do que um homem após sofrerem danos cerebrais idênticos até as chances de que sua namorada vai ficar bem irritada quando começar a analisar seus comentários com os dois lados do cérebro.
2. Homens e mulheres enxergam cores diferentes
Sabe aquela história de que homens misturam meias pretas com meias azuis marinhas e essa diferença fica gritando aos olhos de qualquer mulher? Isso na verdade não é implicância nossa. Ou pelo menos não é só implicância. Homens e mulheres realmente enxergam as cores de um jeito diferente.
O gene para identificar a cor vermelha, por exemplo, só é transportado pelo cromossomo X, o que coloca os homens em uma séria desvantagem para ver o espectro de cores. Afinal, as cores são definidas pela nossa capacidade de perceber o vermelho, verde e azul, e qualquer outra cor que vemos é baseado em combinações entre essas três.
Isso significa que, enquanto os homens, com apenas um cromossomo X, podem não ser capazes de ver o vermelho em tudo, as mulheres e sua dupla de cromossomos X têm uma chance 40% maior de que a sua visão inclua uma extensão mais ampla do espectro de cores – fazendo com que a gente identifique mais tons.
Por que essa superpotência colorida existe? A resposta foi encontrada na comida, mais uma vez. Enquanto os homens primitivos estavam mais preocupados em caçar o jantar – e por conta disso até hoje têm uma percepção espacial mais desenvolvida que a das mulheres -, as mulheres primitivas estavam ocupadas colhendo frutas e legumes. Sendo assim, ter a capacidade de distinguir entre bagas vermelhas brilhantes saudáveis e venenosas era uma questão de vida ou morte. Que, graças a nossa querida evolução, pendeu pro lado da vida.
1. Mulheres são mais fracas para bebida
É bastante comum a gente ouvir por aí que o álcool é um excelente removedor de calcinhas. E que inclusive pode acabar sendo mais rápido e mais eficaz do que a conversa inteligente, flores ou até mesmo piadas engraçadíssimas. Dê uma dose de tequila a uma menina e ela vai ser toda sua, enquanto os homens podem ficar cara a cara com o funda da garrafa e ainda estarem prontos para qualquer coisa.
Será mesmo que podemos ser reduzidos à rótulos tão vazios como esses?
Segunda a ciência, sim. Mas não é tão ruim quanto parece.
Segundo os pesquisadores, a verdadeira razão pela qual as mulheres não podem/não conseguem acompanhar o ritmo dos homens quando o assunto é bebedeira é porque homens e mulheres têm quantidades diferentes de água em seus corpos. Os corpos dos homens são compostos de cerca de 61% de água, enquanto o das mulheres têm em média cerca de 52%. Parece um dado qualquer, mas isso na verdade significa que a biologia masculina é mais eficiente para “diluir” o álcool ingerido.
O fígado das mulheres também fica devendo. Eles produzem uma quantidade menor da enzima desidrogenase, que é a substância mágica que converte o álcool para um estado inativo e garante que você fique sóbrio a tempo de ir trabalhar no dia seguinte. Sendo assim, as mulheres também sentem os efeitos do álcool muito mais rápido do que os homens.
Esse estereótipo acaba sendo sustentado por uma razão médica. Quem diria, não?
FONTE: Cracked
EXTRATO DE CACAU PODE PREVENIR ALZHEIMER
Segundo um novo estudo da Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai (EUA), um tipo de preparação específica do extrato de cacau, chamado de cacau lavado, pode reduzir os danos vistos nos cérebros de pacientes com doença de Alzheimer muito antes deles desenvolverem sintomas.
Cacau lavado é composto principalmente de polifenóis, antioxidantes também encontrados em frutas e legumes. Alguns estudos já sugeriram que polifenóis podem prevenir doenças degenerativas do cérebro.
O ESTUDO
Os pesquisadores utilizaram ratos geneticamente modificados para imitar a doença de Alzheimer. Quando os animais receberam extrato de cacau lavado, a proteína β-amiloide não formou aglomerados pegajosos nos seus cérebros, conhecidos por danificar as células nervosas, conforme a doença de Alzheimer progride.
Dentro de vias nervosas saudáveis, cada célula nervosa emite um pulso elétrico até que ele atinja uma sinapse (espaços entre as células nervosas) onde provoca a liberação de substâncias químicas chamadas neurotransmissores, que passam informações adiante no cérebro.
Os aglomerados pegajosos de que falamos acima se constroem normalmente em torno de sinapses. A teoria é que eles interferem fisicamente com estruturas sinápticas e perturbam os mecanismos que mantêm a capacidade dos circuitos de memória. Além disso, desencadeiam respostas inflamatórias do sistema imunológico, como uma infecção, que acabam danificando nossas próprias células.
“Nossos dados sugerem que extrato de cacau lavado previne a formação anormal de aglomerados, evitando, em último caso, o declínio cognitivo”, disse o principal autor do estudo, Giulio Maria Pasinetti. “Dado que o declínio cognitivo na doença de Alzheimer se inicia décadas antes dos sintomas aparecerem, acreditamos que nossos resultados têm amplas implicações para a prevenção da doença de Alzheimer e da demência”.
Chocolate não, extrato de cacau lavado
Esse estudo é o primeiro a sugerir quantidades adequadas de polifenóis específicas para impedir a formação de aglomerados que danificam o cérebro como um meio de prevenir a doença de Alzheimer.
A equipe testou os efeitos de três tipos extratos de cacau que contêm diferentes níveis de polifenóis: natural, holandês e lavado. Cada tipo foi avaliado quanto à sua capacidade de reduzir a formação de aglomerações e proteger a função sináptica.
Extrato lavado, que tem o maior teor de polifenóis e atividade anti-inflamatória entre os três, foi o mais eficaz em reverter os danos às sinapses nos ratos do estudo.
“Houve algumas inconsistências na literatura médica sobre o benefício potencial de polifenóis do cacau na função cognitiva”, disse o Dr. Pasinetti. “Nossa descoberta de proteção contra déficits sinápticos pelo extrato de cacau lavado, mas não o holandês, sugere fortemente que os polifenóis são o componente ativo que resgatam a transmissão sináptica, uma vez que grande parte do conteúdo de polifenóis é perdido pela alta alcalinidade no processo holandês”.
Como a perda de função sináptica pode ter um papel mais importante no dano à memória do que a perda de células nervosas, o resgate da função sináptica pode servir como um alvo mais confiável para uma droga eficaz contra a doença de Alzheimer.
Além disso, o extrato de cacau lavado pode atuar como um suplemento dietético seguro, barato e facilmente acessível para prevenir a doença de Alzheimer, mesmo nos estágios iniciais assintomáticos da condição.
FONTE: science20.com/news_articles/lavado_cocoa_extract_preparation_may_prevent_alzheimers_disease-139171
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