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domingo, 7 de agosto de 2016

UMA HORA DIÁRIA DE EXERCÍCIO ANULA DANOS DE FICAR 8 HORAS SENTADO

Cientistas fizeram algumas contas e chegaram à conclusão que ficar sentado demais faz mal –a chance de alguém que não se mexe muito morrer é até 27% maior se ele ficar sentado 8 horas por dia ou mais. A boa notícia é que, com uma hora diária de atividade física moderada, é possível reverter esse prognóstico ruim. Quem se mexe bastante mas fica sentado durante as mesmas 8 horas tem um risco 4% maior de morrer – considerando a “margem de erro” da estatística, é como se não houvesse prejuízo. Esses resultados não querem dizer que ficar sentado faz mal per se, mas que a inatividade física associada a ela traz, sim, prejuízos importantes, especialmente para a saúde do sistema cardiovascular, cujas complicações são a principal causa de morte em países desenvolvidos. Algo semelhante, porém ainda mais assustador, é o que acontece quando se vê muita televisão. O risco de morte chega a aumentar 44% em quem assiste a TV mais de 5 horas por dia. Mesmo em pessoas que praticam uma hora por dia de atividade física moderada, o prejuízo da TV ainda continua presente, embora com menos impacto –15% de aumento da mortalidade. O estudo que formalizou esses escores foi feito com base em 16 pesquisas anteriores, que, no total, possuem mais de 1 milhão de participantes. A pesquisa foi publicada pela revista científica “The Lancet” em uma série de artigos relacionados à atividade física. Segundo Hallal, coordenador desse projeto da revista britânica, a publicação próxima à Olimpíada consegue atrair atenção para a pandemia de inatividade física pela qual passa o mundo. Em um dos artigos da série de 2012, calculou-se que mais de 5 milhões de pessoas morrem, anualmente, por falta de exercício físico. “Isso é comparável às mortes devido ao tabaco anualmente e é muito mais do que as mortes por Aids [1,2 milhão em 2014], por exemplo”, diz o professor. Outro achado aferiu a fração de adultos e adolescentes que são inativos fisicamente: 23% e 80%, respectivamente. O alarmante índice de inatividade entre os adolescentes é devido a diferença do critério para os dois grupos. Enquanto os adultos ativos praticam 150 minutos de atividades moderadas por semana (o que equivale a 30 min por dia, de segunda a sexta), o sarrafo para adolescentes é mais acima –300 minutos por semana, ou 1h por dia útil. “Hoje em dia há muita tela e pouco movimento, comenta Hallal. As consequências na saúde também são mensuráveis. Um em cada dez casos de câncer de colo e de mama poderia ser evitado se todos praticassem exercícios. O mesmo raciocínio vale para doenças coronarianas, diabetes e até demência. A pergunta de 1 milhão de dólares é: como convencer as pessoas a desligar a TV, sair de casa e praticar exercícios? Ninguém ainda achou a resposta, mas Hallal diz que a oferta de atividades e a comunicação devem ser melhoradas. “Não dá para vender a atividade física como remédio, tem que ser algo prazeroso e acessível. As pessoas não têm que pensar que precisam fazer uma hora de musculação ou algo que considerem chato. Se elas forem de bicicleta para o trabalho, já é o suficiente.” Em um dos artigos da série de 2016, foi quantificado o prejuízo financeiro trazido pela falta de exercícios: US$ 53,8 bilhões (R$ 172 milhões). Desse total, 58% foi arcado pelo setor público. O investimento do Brasil para realizar uma Olimpíada está calculado em US$ 11,6 bilhões. Infelizmente, no que diz respeito à prática de atividade física, não há evidências científicas claras de que haja um legado olímpico positivo ou negativo. FONTE: megaarquivo.com/2016/08/05/12-720-uma-hora-diaria-de-exercicio-anula-danos-de-ficar-oito-horas-sentado/

domingo, 11 de janeiro de 2015

A MELHOR MANEIRA DE ENVELHECER É FAZENDO EXERCÍCIO FÍSICO

De acordo com um novo estudo do Kings College London e da Universidade de Birmingham (ambas no Reino Unido), manter-se fisicamente ativo permite que você envelheça de forma ideal. A pesquisa com ciclistas idosos descobriu que muitos tinham níveis de função fisiológica que os colocariam em uma idade muito mais jovem em comparação com a população em geral.

O estudo

84 homens e 41 mulheres entusiastas do ciclismo com idades entre 55 a 79 anos participaram do estudo. Ciclistas foram recrutados para excluir os efeitos de um estilo de vida sedentário, o que pode agravar problemas de saúde e causar mudanças no corpo que podem parecer ser devido ao processo de envelhecimento. Os participantes tinham que ser capazes de pedalar 100 km em menos de 6,5 horas e 60 km em 5,5 horas, respectivamente, para serem incluídos no estudo. Fumantes, bebedores pesados e pessoas com pressão arterial alta ou outras condições de saúde foram excluídas. Os voluntários foram submetidos a dois dias de testes em laboratório. Para cada participante, um perfil fisiológico foi estabelecido, incluindo medidas cardiovasculares, respiratórias, neuromusculares, metabólicas, endócrinas, de funções cognitivas, de resistência óssea e um teste de bem-estar. Reflexos, força muscular, consumo de oxigênio durante o exercício e potência foram determinados durante a pesquisa também. Os resultados mostraram que, nestes indivíduos ativos, os efeitos do envelhecimento estavam longe de serem óbvios. Na verdade, pessoas de diferentes idades podiam ter níveis semelhantes em funções como a força muscular, a capacidade pulmonar e a capacidade de exercício. A taxa máxima de consumo de oxigênio mostrou uma associação mais estreita com a idade, mas mesmo usando esse marcador não foi possível identificar com algum grau de precisão a idade de qualquer indivíduo, o que seria a exigência de qualquer biomarcador útil de envelhecimento. Em um teste básico, mas importante da habilidade de pessoas idosas – o tempo necessário para levantar de uma cadeira, andar três metros, virar, andar de volta e sentar-se novamente – também foi feito. Levar mais do que 15 segundos para completar a tarefa geralmente indica um elevado risco de queda. Mesmo os participantes mais velhos do estudo ficaram bem abaixo desses níveis, encaixando-se dentro da norma para adultos jovens e saudáveis.

Conclusão

No geral, o estudo concluiu que o envelhecimento é provavelmente um fenômeno altamente individualista. Como as pessoas são muito diferentes umas das outras, são necessários mais estudos que sigam mais voluntários ao longo do tempo para entender melhor os efeitos do envelhecimento. No entanto, mesmo que inevitavelmente nossos corpos experimentem algum declínio com a idade, ficar fisicamente ativo pode “comprar-lhe” anos extras de melhor desempenho em comparação com pessoas sedentárias. fonte: medicalxpress.com/news/2015-01-age-optimally.html

domingo, 25 de maio de 2014

O EXERCÍCIO REJUVENESCE MAIS DE UMA DÉCADA

De acordo com uma nova revisão de pesquisas sobre exercícios aeróbicos,é possível atrasar o processo do envelhecimento em mais de uma década e prolongar a vida. Foi comprovado que exercícios aeróbicos, praticados regularmente, aumentam a habilidade do corpo de captar oxigênio e utilizá-lo, mas a capacidade aeróbica máxima de uma pessoa declina com a idade. Em realidade, sete estudos sobre este tipo de exercício descobriram que a capacidade aeróbica das pessoas aumentou 25%, o equivalente a 12 anos de perda de forma física. E baseado nesta revisão, Shephard concluiu que pessoas mais velhas que fazem treinamento aeróbico progressivo podem manter a independência por mais tempo, pelo fato de atrasarem o relógio biológico na perda da forma aeróbica que ocorre com a idade. CURIOSIDADES: - Reduz os riscos de doenças sérias; - Acelera a recuperação de um ferimento ou doença; - Reduz os riscos de quedas devido à manutenção da força muscular, equilíbrio e coordenação. Fonte: Reuters

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A FALTA DE EXERCÍCIO NA JUVENTUDE PODE VIRAR DEMÊNCIA PRECOCE

Homens que com a idade de 18 anos têm pouca aptidão cardiovascular e/ou um QI baixo podem sofrer de demência antes dos 60 anos, conforme mostra um estudo com mais de um milhão de homens suecos. Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo analisaram diversos dados e foram capazes de mostrar uma correlação entre a aptidão cardiovascular quando adolescente e problemas de saúde mais tarde na vida. “Estudos anteriores demonstraram a correlação entre a aptidão cardiovascular e o risco de demência na velhice. Agora, pela primeira vez, podemos mostrar que o aumento do risco também se aplica a demência precoce e seus precursores”, disse a principal autora do estudo, Jenny Nyberg. Expressos em valores absolutos, o estudo mostra que os homens que tinham aptidão cardiovascular mais pobre tinham 2,5 vezes mais chances de desenvolver demência precoce na vida adulta. QI mais baixo comportava um risco quatro vezes maior, e uma combinação de ambos (aptidão cardiovascular pobre e baixo QI) implicou 7 vezes maior risco de demência precoce. O aumento do risco se manteve mesmo quando os cientistas controlaram os resultados para outros fatores de risco, como hereditariedade, histórico médico e circunstâncias socioeconômicas. “Nós já sabíamos que o exercício físico reduzia o risco de doença neurológica. Ele aumenta a complexidade das células nervosas e sua função e até mesmo a geração de novas células nervosas no cérebro adulto, o que fortalece nossas funções mentais e fisiológicas. Em outras palavras, boa aptidão cardiovascular torna o cérebro mais resistente a danos e doenças”, argumenta o professor Georg Kuhn, um dos pesquisadores do estudo. Segundo os cientistas, o estudo torna claro a importância de se realizar mais pesquisas sobre como o exercício físico e mental pode afetar a prevalência de diferentes tipos de demência. “Talvez o exercício possa ser usado tanto como uma medida profilática e um tratamento para aqueles na zona de risco para a demência precoce”, sugere Nyberg. FONTE: ScienceDaily

terça-feira, 1 de abril de 2014

O EXERCÍCIO FÍSICO É BOM PARA O CÉREBRO

Sabe-se desde longa data que o exercício é bom para os nossos corpos, mas uma nova pesquisa da Universidade da Austrália do Sul confirma que o exercício também é bom para o nosso cérebro. A pesquisa pode mudar a forma como a reabilitação física ocorre, com resultados que mostram que o exercício melhora a capacidade dos cérebros dos participantes em religar conexões nervosas. Num estudo com 25 adultos saudáveis​​, Michelle McDonnell e a sua equipa descobriram que o cérebro foi capaz de religar conexões nervosas mais eficazmente - fenómeno chamado de neuroplasticidade - após 30 minutos de andar de bicicleta a baixa intensidade. "Esta é uma descoberta excitante, porque sugere que o exercício pode ter efeitos sobre a capacidade do cérebro em religar e aprender em áreas não realmente envolvidas no exercício ", diz McDonnell. "Nós mostramos que o exercício aeróbico suave tem o potencial de preparar o cérebro para se religar a si próprio em pessoas com danos cerebrais, o que pode tornar a reabilitação mais eficaz", acrescentou. McDonnell está agora a explorar a capacidade do exercício para promover a neuroplasticidade em pessoas que tiveram um acidente vascular cerebral. Ela está a recrutar participantes do estudo que sofreram um acidente vascular cerebral há, pelo menos, seis meses. "Esta pesquisa pode mudar significativamente a reabilitação física para pessoas em recuperação de acidente vascular cerebral" afirma McDonnell. "Se o exercício estimula a neuroplasticidade em pacientes de reabilitação após o AVC, isso pode significar que as sessões de reabilitação podem envolver ciclismo suave antes de sessões de fisioterapia, o que seria uma grande mudança nas práticas de reabilitação", acrescentou. "Embora ainda seja cedo, acreditamos que certas substâncias químicas no sangue são libertadas quando fazemos exercício, podendo incentivar a neuroplasticidade, ou seja, o exercício pode ativar e afetar uma ampla gama de áreas do cérebro", concluiu McDonnell. FONTE: Science Alert