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domingo, 28 de maio de 2017
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS PODEM FAVORECER UM INFARTO
Problemas respiratórios impactam nos vasos e no fluxo sanguíneo (Ilustração: GI/Getty Images).
Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Sidney, na Austrália, esquenta a discussão sobre o aumento do número de ataques cardíacos no inverno. Ao entrevistarem 578 pessoas que sobreviveram a um infarto, os experts notaram que, sete dias antes da pane no peito, 17% dos voluntários apresentaram sintomas de problemas respiratórios – garganta inflamada, tosse, febre e dor facial. Outros 21% foram, de fato, diagnosticados com doenças como bronquite e pneumonia no mês que antecedeu o evento cardiovascular.
Para os pesquisadores, a relação em questão pode ser explicada pelo fato de que esse tipo de quadro abre caminho para a formação de coágulos e alterações no fluxo sanguíneo, além de incitar a maior liberação de toxinas que lesionam os vasos. Resultado? O risco de infarto aumentaria 17 vezes na semana em que uma infecção respiratória dá as caras, caindo aos poucos ao longo de 30 dias.
Quando a encrenca envolve especificamente o trato respiratório superior (nariz, faringe e regiões relacionadas), como ocorre na rinite, na sinusite, na faringite e em resfriados, a ameaça ao coração seria um pouco menor, mas ainda assim elevada (13 vezes maior, para sermos mais exatos). No entanto, por serem bem mais comuns, os experts recomendam atenção às medidas de prevenção e tratamento nesses casos.
FONTE: http://saude.abril.com.br/medicina/doencas-respiratorias-podem-favorecer-um-infarto/
INFARTO EM MULHERES: OS SINTOMAS SÃO DIFERENTES
O ataque cardíaco mata mais do que o câncer de mama e, no sexo feminino, suas manifestações nem sempre dão pistas de que o problema está no coração.
Sintomas clássicos: são os mesmos que aparecem nos homens
Dor no peito em aperto, que pode irradiar para o braço esquerdo, o pescoço, a mandíbula, o estômago e até as - costas; - Náusea; - Vômito; - Suor frio; - Desmaio.Sintomas atípicos: mais frequentes no sexo feminino
- Enjoos; - Falta de ar; - Cansaço inexplicável; - Desconforto no peito; - Arritmia.Como surgem os sintomas
Não existe uma regra para a forma como os sinais do infarto dão as caras. Eles podem tanto se manifestar todos juntos como surgir separadamente. Isso quer dizer que a dor no peito, por exemplo, pode tanto vir acompanhada de suor frio ou vômito como aparecer sozinha.Quando me preocupar
O fato de você sentir uma dor no peito, um enjoo ou um cansaço não significa, é claro, que se trata de um piripaque no coração. De qualquer forma, é bom ficar atenta, principalmente se você se encaixa no grupo de risco para sofrer um ataque cardíaco. “Somente por meio de exames clínicos é possível saber se a pessoa está tendo um infarto. Por isso, o ideal é que, na dúvida, o paciente vá a um hospital”, orienta o cardiologista Cesar Jardim, coordenador do Clinic Check-Up do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.Como sei se estou no grupo de risco?
Entre os fatores que aumentam a probabilidade de uma mulher sofrer um ataque cardíaco estão: hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, estresse, obesidade, histórico familiar e tabagismo. No caso desse último item, vale alertar para os casos em que o hábito de fumar é associado ao uso de pílulas anticoncepcionais. “Essa combinação é trombogênica, ou seja, propicia a formação de coágulos que podem entupir os vasos”, explica Jardim. Outro ponto de atenção deve ser a menopausa, período em que a mulher perde a proteção vascular proporcionada pelos hormônios femininos, como o estrógeno. “Ele facilita a circulação do sangue pelas artérias e protege o endotélio, tecido que reveste o interior dos vasos”, esclarece o cardiologista Carlos Costa Magalhães, diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.Uma vida saudável é a melhor prevenção
Além de tratar os fatores de risco – isto é, controlar a pressão, o diabetes e o colesterol, parar de fumar, perder peso… , é fundamental adotar um estilo de vida saudável. Por isso, pratique atividade física regularmente, procure relaxar e adote uma alimentação balanceada com muitas frutas, verduras e legumes e baixo consumo de itens ricos em sódio, nutriente que contribui para o aparecimento da hipertensão. FONTE: http://saude.abril.com.br/medicina/infarto-em-mulheres-saiba-como-os-sintomas-sao-diferentes-dos-que-os-homens-apresentam/sexta-feira, 23 de maio de 2014
ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE ATAQUE CARDÍACO E INFARTO
O coração funciona como uma bomba de ejeção de sangue para todo o corpo humano. Quando se contrai, distribui sangue pelas artérias; e quando se dilata, traz o sangue de volta para dentro dele, pelas veias. A parada cardíaca ocorre quando o coração para de funcionar. Nessa condição, ele deixa de exercer a função de bomba, inviabilizando a circulação do sangue pelo organismo.
De acordo com o cardiologista e diretor da Unidade Clínica de Coronariopatias Agudas do Incor HC/FMUSP, doutor José Carlos Nicolau, o infarto é a causa mais comum de parada cardíaca na população.
“Além de fazer com que o sangue circule pelo corpo, o coração também precisa de sangue para o próprio funcionamento. Quando há obstrução de um vaso que alimenta o órgão, a região relacionada a esse vaso pode vir a morrer. Isso é o infarto do miocárdio (do coração)”, explica, acrescentando que o infarto tem tamanho e repercussão variáveis, dependendo do vaso que tiver sido obstruído.
De 3.439 infartados, atendidos no Incor nos últimos dez anos, 479 tinham 50 anos ou menos. O especialista lembra que, quando há uma parada cardíaca, é fundamental que haja atendimento rápido.
“Em alguns casos, é possível reverter o quadro. Quando o atendimento é feito prontamente, diminuem-se os riscos de lesão cerebral”, informa.
Além do infarto, há outras diversas causas que podem levar à parada cardíaca, como insuficiência cardíaca em fase terminal, embolia pulmonar, arritmia cardíaca congênita, entre outras.
Fonte: noticias.terra.com.br
terça-feira, 15 de abril de 2014
AS CAUSAS DE INFARTO EM PESSOAS JOVENS
O infarto em jovens é realmente mais grave? O que faz um jovem infartar?Existem alguns mitos sobre o infarto do miocárdio em adultos jovens. É muito comum ouvirmos que o infarto em jovens é mais grave, que quem infarta jovem sempre morre, que pessoas antes dos 30 não podem infartar por isso pode-se beber, fumar e consumir qualquer coisa até esta idade.Realmente infartar antes dos 35 anos é raro. De todos os infartos menos de 5% acontecem em pessoas com menos de 40 anos. As pessoas jovens que infartam, normalmente apresentam 2 ou mais dos seguintes fatores de risco:- Obesidade; - Tabagismo; - Hipertensão; - Diabetes ;- História familiar;- Colesterol elevado. Além dos fatores de risco comuns descritos acima, é frequente encontrar entre os jovens (menores que 40 anos) que infartam, as seguintes condições especiais: - Alterações da coagulação como doença de Leiden; - Síndromes familiares que apresentam colesterol elevadíssimos; - Vasculites (doenças que causam inflamações dos vasos) como Kawasaki; - Insuficiência renal em hemodiálise com inicio na infância;- Doenças auto-imunes como lúpus. O cigarro parece ser o principal fator de risco, já que 81% dos jovens que infartam apresentam o hábito de fumar.
Mas toda vez que nos deparamos com uma pessoa jovem com suspeita de infarto, principalmente se não houver os fatores de risco descritos acima, é imprescindível pensar no consumo de 2 drogas: anfetaminas e cocaína. 25% dos infartos em jovens estão relacionados ao uso de cocaína. Na primeira hora após o seu consumo, o risco de se ter um infarto é 24x maior do que o risco de base. Agora imaginem o estrago se essa pessoa acumula 2 ou 3 fatores de risco e ainda consome a droga.O grande mito sobre o infarto em jovens, é que esse seria muito grave, pois não há circulação colateral desenvolvida. Isso não tem nenhuma base científica e é uma interpretação errada da fisiologia humana. Na verdade os infartos em jovens costumam ser MENOS graves. Vejam os dados sobre cateterismos realizados em menores 40 anos e maiores de 50 anos:- 18% dos jovens não apresentava nenhuma lesão visível nas coronárias contra apenas 3% dos mais velhos. - 60% dos jovens apresentam doença em apenas 1 artéria coronária (sinal de doença “leve”) contra 24% dos mais velhos. - Quando se fala em obstrução em 3 artérias ao mesmo tempo (sinal de doença arterial grave), apenas 19% dos jovens a apresentam, contra 39% dos mais velhos.A mortalidade intra-hospitalar após o infarto é de apenas 2,5 em menores de 45 anos, 9% entre 45 e 70 anos e 29% em maiores de 70 anos. A sobrevida após 10 anos do infarto também é maior em quem o sofre antes do 45 anos.Portanto, quanto mais velho, mais grave costuma ser um infarto.O ponto a ser chamado a atenção é o seguinte: uma pessoa que infarta aos 40 anos, tem em média mais 40 anos de vida para conviver com as consequências e limitações de um coração infartado, além do risco de infartar de novo. Um senhor que infarta aos 75 anos, já passou sua fase produtiva e a própria idade avançada se encarrega de limitar suas ações. FONTE: http://www.mdsaude.com/2008/11/infarto-em-jovens.html#ixzz2yn3yJUCM
domingo, 23 de fevereiro de 2014
COMPRIMIDOS EFERVESCENTES AUMENTAM CHANCES DE INFARTO,DERRAME E MORTE POR EXCESSO DE SAL
Analgésicos consumidos por milhões de pessoas em todo o mundo podem estar provocando danos à saúde.
Os estudos mostram que eles aumentam ataques cardíacos, derrames e morte precoce. O motivo estaria na elevada quantidade de sal.
Pacientes que tomam regularmente formas solúveis de aspirina, paracetamol, ibuprofeno e outros medicamentos, possuem 22% mais riscos de ter acidente vascular cerebral e 7% mais propensos a sofrer com hipertensão arterial. Além disso, tiveram 28% mais probabilidade de morte precoce.
Os analgésicos nas versões efervescentes contêm 50% mais sal do que os limites diários recomendados de ingestão para adultos. O estudo foi realizado pela University College London, em parceria com a Universidade de Dundee.
Os pesquisadores querem que as indústrias farmacêuticas coloquem nos rótulos alertas para os pacientes, evitando o consumo diário das versões solúveis.
No mundo, milhões de adultos, em especial idosos, consomem analgésicos por longos períodos de tempo para tratar problemas como artrite ou reumatismo, além de suplementos com cálcio, usando por pessoas com osteoporose.
Muitas pessoas preferem a versão solúvel por serem mais fáceis de engolir, além da visão popular de que fazem efeito mais rápido.
Durante o estudo, cientistas monitoraram pacientes que tomavam versões solúveis de aspirina, paracetamol, ibuprofeno, além de suplementos como vitamina D, zinco e cálcio, durante 7 anos.
Os que tomaram as versões efervescentes por qualquer período de tempo tinham 16% mais probabilidades de sofrer um ataque cardíaco, derrame ou morte precoce.
Em média, os pacientes apresentam esses problemas após 4 anos da primeira prescrição médica com estes medicamentos.
As diretrizes europeias dizem que um adulto não pode consumir mais do que 5g de sal por dia. Os pacientes que consomem estes produtos ultrapassam essa dose em 50%.
Os cientistas calculam que um adulto consome 8g de sal por dia. De acordo com as perspectivas, se esse número se reduzisse em 3g, mais de 30.000 mortes seriam evitadas só no Reino Unido.
Os maiores vilões sobre altos índices de sal estão em alimentos industrializados, pratos prontos e congelados, sanduíches e macarrão instantâneo (neste caso, o problema está no tempero que vem dentro do pacote).
“Ficamos surpresos com a quantidade de sal que havia em cada sachê. As pessoas identificam quantidades de sal em alimentos, mas não sabem nada sobre isso em medicamentos”, comentou Thomas Macdonald, um dos responsáveis pelo estudo.
Fonte: DailyMail
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
INFARTO: VC NÃO VAI CAIR NESSA,VAI?
O problema afeta cada vez mais pessoas jovens. Estresse, cigarro, sedentarismo, excesso de exercício... Fuja deles!
Estresse, bebida, excesso de atividade física e muita comida gordurosa (lembra o seu último fim de ano?) são causas comprovadas de problemas cardíacos. E vale ficar de olho. O Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS) aponta que em 2011 houve um aumento de 13% no número de internações por infarto entre jovens de 20 a 39 anos sobre o ano anterior. O último dado disponível (2007) apontava mortalidade de 73% nesses casos. Aqui, explicamos porque isso acontece e como você pode deixar o perigo longe.
O infarto ocorre quando uma placa de gordura entope um vaso sanguíneo do coração. Isso faz com que células do órgão não recebam os nutrientes e o oxigênio que o sangue carrega. Então, as células morrem, o tecido necrosa e o coração não funciona como deve: perde o ritmo, até que para de vez. Essa é a maior causa de mortes no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com 17 milhões de vítimas por ano. E não é coisa de velho! Segundo dados do Ministério da Saúde, entre janeiro e julho deste ano, 427 pessoas entre 15 e 29 anos foram internadas com problemas cardíacos. É mais de um atendimento por dia. O cardiologista Marcelo Ferraz Sampaio, do Serviço de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, afirma que essas informações são uma tendência mundial. “Alguns jovens abusam do cigarro, vivem estressados por causa trabalho, comem mal, muitos são obesos ou sedentários, e ainda há os que abusam de drogas, especialmente a cocaína, e anabolizantes”, diz. Mesmo que você não use nada ilegal e faça exercício regularmente, tem que cuidar do coração. “O uso de energéticos, bebidas alcoólicas ou outras substâncias estimulantes em excesso também pode elevar o risco. Elas provocam um aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Isso se deve ao aumento da liberação de hormônios que intensificam o estado de alerta (como a adrenalina). A prática de atividade física sem controle ou ficar sem o repouso adequado também contribui para o quadro”, explica Cidio Halperin, cardiologista e especialistas em arritimias, de Porto Alegre.
QUANTO MENOR A IDADE,MAIOR O SUSTO…
É comum ouvir que, quanto mais novo, mais perigoso ter um infarto. O problema é alarmante em qualquer idade, mas Sampaio explica que os adultos mais velhos desenvolvem mecanismos de defesa. “À medida que a veia entope, o organismo forma vasos colaterais, ou seja, novos vasinhos surgem para dar conta do fluxo de sangue”. Não é só isso. Imagine que as veias são como canos e há um aumento do calibre desse cano, a vasodilatação. “O corpo do jovem não tem essa capacidadede aumentar o diâmetro do vaso ou de criar novas passagens colaterais”, diz Sampaio. Por isso o quadro é quase sempre fatal. Então, fique de olho nos próximos itens: estes são os maiores perigos para o seu coração.
CIGARRO
Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo é o principal fator de risco de infarto nos jovens: aproximadamente 80% dos pacientes com menos de 45 anos que sofreram uma parada cardíaca fumavam. Segundo Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, homens fumantes com idade entre 35 e 39 anos têm a probabilidade cinco vezes maior de ter um ataque cardíaco do que os não fumantes. O cigarro tem um papel grande no surgimento e maior acúmulo das placas de gordura que se depositam nas artérias. “Estudiosos americanos e australianos demonstraram que a maior causa de morte de fumantes são as doenças cardíacas e não as pulmonares”, alerta Pavanello. No estudo, foi observado que ocorreram quase 1,7 milhão de óbitos por causa cardíacas entre fumantes, contra 850 mil de câncer de pulmão. “Além disso, estudiosos japoneses descreveram que o tabagismo pode acelerar o processo de rigidez estrutural das artérias maiores do coração. Isso agrava as chances de um infarto”, completa o especialista.
REFRIGERANTES
Pesquisa feita pela Universidade Harvard (EUA) com 43 mil homens constatou que mesmo uma quantidade pequena de bebida (equivale a uma lata de refrigerante), quando consumida todos os dias, está associada a um aumento de 20% no risco de infartos. A explicação é que o excesso de açúcar no sangue aumenta a produção de insulina. E o hormônio causa a contração das artérias. O mesmo risco não foi percebido na pesquisa com os refrigerantes “light”, afirma Cidio Halperin. Mas isso não é uma desculpa para abusar dos refrigerantes sem açúcar. “Essas versões também contêm muito sódio. O mineral causa um aumento na pressão arterial (hipertensão), fator também relacionado a problemas no coração”, alerta Marcus Bolivar, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Além disso, o sódio em excesso no organismo diminui a produção de ácido nítrico pelo corpo, uma das substâncias responsáveis por manter a elasticidade das artérias.
ENERGÉTICOS E ÁLCOOL
Quem não apela aos energéticos para agitar na balada ou quando precisa fazer hora extra no trabalho? É normal, mas não pode virar hábito. Esse tipo de bebida tem altas doses de cafeína e outros estimulantes. Essas substâncias aceleram o metabolismo e aumentam o estado de alerta, deixando o cérebro mais atento. Mas tem um lado ruim: “Energéticos também aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, mesmo em repouso, o que pode agravar um problema cardíaco já existente. Sem contar que seu consumo em excesso ou constantemente atrapalha o trabalho do fígado”, explica Halperin. O álcool também causa o aumento dos batimentos e sobrecarrega o fígado. Como o órgão é responsável pelo metabolismo da gordura, se ele não funciona bem, ela não é eliminada devidamente. E você já sabe onde a banha vai parar além da pança, né?
ESTRESSE
Se você está sempre impaciente e irritado, o melhor a fazer é respirar fundo e relaxar. De acordo com a Sociedade de Cardiologia Americana (EUA), homens com essas características comportamentais têm duas vezes mais chances de infartar. O estudo mostrou que a raiva e a hostilidade podem estar ligadas a problemas no coração. Essas emoções negativas fazem o seu corpo liberar hormônios, como o cortisol e adrenalina. Eles aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, o que pode danificar as paredes das suas artérias e fazer o seu coração trabalhar mais rápido. De acordo com o InterHeart (estudo feito com 30 mil pacientes de 52 países), estresse, ansiedade e depressão aumentam o risco de infarto em 60%. Segundo o cardiologista do HCor, em São Paulo, e co-autor do estudo, Leopoldo Piegas, a conclusão é que essas doenças psicológicas reduzem o calibre dos vasos sanguíneos. Os impactos no sistema cardiovascular também são resultado das alterações comportamentais. “As pessoas com depressão ou alto índice de ansiedade são mais propensas a consumir bebidas alcoólicas, cigarros, além de terem outros hábitos que favorecem o surgimento de doenças cardíacas”, explica.
PRIMEIROS SOCORROS
Segundo Marcello Ferraz Sampaio, caso alguém apresente os sintomas de infarto e passe mal, a primeira coisa a fazer é deixar a vítima deitada, pois ela pode eventualmente desmaiar. “Você deve afrouxar toda a roupa da pessoa, tirar gravata, blusa apertada, etc. Depois levante a cabeça dela, para que fique em uma posição de quase 90 graus. Não se deve dar nenhuma medicação nem alimento com água, pois ela pode vomitar”. Feito isso, é urgente que se chame o resgate. O médico afirma que o socorro precisa ser muito rápido. “Quanto mais cedo o atendimento for feito, maiores as chances de recuperação”, alerta.
SINTOMAS
Sentiu dor no peito? Dificuldade para respirar ou enjoo? Pode ser um infarto. Saiba quais são os sinais de perigo iminente
“Entre os sintomas mais conhecidos está a dor no peito. Mas ele não é o único a qual você deve prestar atenção. Outros sinais menos óbvios podem surgir, como dor no estômago, formigamento na mão ou no braço”, explica Marcelo Ferraz Sampaio, cardiologista e responsável pelo Serviço de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo. Abaixo, ele enumera os sinais de alerta máximo, que podem aparecer sozinhos ou todos juntos.
1) Desconforto no peito
Na maioria dos casos de ataques cardíacos as pessoas sentem desconforto no centro do peito que dura alguns minutos, ou vai e volta.
Pode ser uma sensação de pressão intensa – como se alguém estivesse espremendo ou empurrando a região – de dor aguda e intermitente ou de estufamento. Fique alerta: se esse incomodo não passar em até vinte minutos, procure um médico.
2) Desconforto em outras áreas
Já ouviu falar da famosa dor no braço? Ela é mesmo um sinal. Infartos podem causar formigamento intenso nos braços (pode ser em apenas um, ou nos dois), nas costas, no pescoço, na mandíbula ou no estômago.
3) Respiração alterada
O ataque cardíaco também tem sintomas indolores. Se estiver fazendo alguma atividade física, preste atenção caso sinta dificuldade repentina em respirar fundo. Também se a respiração ficar alterada em repouso.
4) Outros sinais
Fique atento se o incômodo no peito estiver acompanhado de suor frio, náusea, enjoo, vômito, sensação de cansaço, fraqueza e tontura.
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