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sábado, 20 de maio de 2017
MECANISMO DE ANTIKYTHERA: O OBJETO MAIS MISTERIOSO DA HISTÓRIA DA TECNOLOGIA
Se não fosse uma forte tempestade na ilha grega de Anticítera (ou originalmente, Antikythera), há mais de um século, um dos objetos mais desconcertantes e complexos do mundo antigo muito provavelmente jamais teria sido descoberto.
Após buscar abrigo na ilha, um grupo de catadores de esponjas marinhas decidiu tentar a sorte naquelas águas. Eles acabaram encontrando os restos de uma galé romana que havia naufragado havia dois mil anos, quando o Império Romano começou a conquistar as colônias gregas no Mediterrâneo.
Nas areias do fundo do mar, a 42 metros de profundidade, estavam itens de grande valor. De início, as peças, danificadas após anos no mar, ficaram esquecidas. Mas em seguida um olhar mais atento mostrou que eram objetos feitos com esmero, engrenagens talhadas à mão.
Entre belas estátuas de cobre e mármore, estava o objeto mais intrigante da história da tecnologia. Trata-se de um instrumento de bronze corroído, do tamanho de um laptop moderno, feito há 2 mil anos, na Grécia antiga. É conhecido como máquina (ou mecanismo) de Anticítera.
"Se não tivessem descoberto a máquina, ninguém teria imaginado, ou nem mesmo acreditado, que algo assim existisse, pois é muito sofisticada", disse à BBC o matemático Tony Freeth, da Universidade de Cardiff. "É um mecanismo de genialidade surpreendente".
Há divergências sobre a data exata da descoberta, mas isto teria ocorrido entre 1900 e 1902.
"Imagine: alguém, em algum lugar da Grécia antiga, fez um computador mecânico", afirma o físico grego Yanis Bitzakis.
Ambos integram a equipe internacional que investigava o artefato. E eles não estão exagerando nas descrições. Levou cerca de 1,5 mil anos até que algo parecido com a máquina de Anticítera voltasse a aparecer, na forma dos primeiros relógios mecânicos astronômicos, na Europa.
domingo, 30 de agosto de 2015
CIENTISTAS PARECEM TER LOCALIZADO O MECANISMO DE DESLIGAMENTO NO CÉREBRO
Todos nós perdemos a consciência diariamente: enquanto estamos dormindo. Mas os cientistas nunca haviam entendido que parte do cérebro controlava o mecanismo de estar consciente ou inconsciente. Agora, pesquisadores parecem ter encontrado essa parte do cérebro por coincidência, enquanto estavam estudando uma paciente epilética usando estimulação elétrica.
Como relata a News Scientist, pesquisadores da Universidade George Washington estavam usando eletrodos para monitorar os sinais do cérebro e tentar identificar que área dele disparava as convulsões da paciente. Um desses eletrodos foi colocado no claustro, uma fina camada de neurônios que fica entre as principais estruturas do cérebro — uma região que nunca havia sido estudada com o uso de eletrodos profundos anteriormente.
Inesperadamente, quando os pesquisadores enviaram sinais elétricos de alta frequência para o claustro, a paciente perdeu a consciência: ao contrário do que acontece durante uma convulsão, quando a atividade de uma pessoa cessa imediatamente, a paciente pareceu ir relaxando, passou a falar em voz mais baixa e se mexer mais devagar, até que ela ficou parada em silêncio, sem responder a chamados ou a estimulação visual. Ela estava, por definição, inconsciente. Quando ela acordou e a estimulação elétrica foi desligada, ela não se lembrava de nada que havia acontecido enquanto ela estava “desligada”.
A descoberta pode ter imensas implicações para pacientes com epilepsia ou que estejam em estados semi-conscientes, mas é só o começo das pesquisas. Até agora, esse interruptor on/off foi testado em apenas um paciente. Mas identificar o local do cérebro onde fica o mecanismo de desligamento da consciência será crucial para que entendamos melhor como funciona o fluxo cerebral, como explica o pesquisador Christof Koch para a News Scientist:
Em última instância, se nós soubermos como ligar e desligar a consciência e que partes do cérebro estão envolvidas no processo, então nós poderemos entender quem faz o quê. Os robôs têm isso? E os fetos? Um gato ou um cachorro ou uma minhoca têm esse mecanismo? Esse estudo é incrivelmente intrigante, mas é só um tijolo no grande edifício da consciência que estamos tentando construir.Talvez algum dia nós possamos adormecer ao desligar um interruptor localizado no fundo dos nossos cérebros. fonte: newscientist.com/article/mg22329762.700-consciousness-onoff-switch-discovered-deep-in-brain.html
segunda-feira, 7 de abril de 2014
MECANISMO DE ANTIQUITERA: UM COMPUTADOR A 1500 ANOS ANTES DO SEU TEMPO
Raios-X e fotografia avançada descobriram a verdadeira complexidade do misterioso mecanismo de Antiquitera, um dispositivo tão surpreendente que a sua descoberta é como encontrar um carro na Europa medieval.
Em 1900, mergulhadores encontraram os destroços de um navio romano perto da ilha grega de Antiquitera. Entre os outros tesouros os mergulhadores descobriram algo impressionante, apesar de corroído.
Análises revelaram tratar-se de uma máquina danificada, cujo propósito era desconhecido, com algumas engrenagens grandes e pequenas, além de algumas palavras gravadas em grego. Os primeiros estudos sugeriram que era algum tipo de dispositivo para cálculos de astronomia.
A função do mecanismo de Antiquitera permaneceu oculta até que estudos recentes submeterem a máquina a técnicas de imagem mais avançadas. Inicialmente, o dispositivo foi fotografado através de uma técnica em que as superfícies são expostas a diferentes padrões de iluminação.
Tal técnica permitiu criar diferentes níveis de contraste que possibilitaram aos pesquisadores ler muito mais do que o texto grego inscrito. Seguidamente, imagens de raios-x foram usadas para criar modelos de computador completos em 3D do mecanismo, revelando pela primeira vez algumas das interações complexas e detalhadas do dispositivo.
Segundo o artigo publicado na revista Nature, os dispositivos com este nível de complexidade não foram durante quase 1.500 anos, e o mecanismo de Antiquitera realmente supera alguns projetos posteriores.
Usando nada além de um engenhoso sistema de engrenagens, o mecanismo construído por volta de 150 AC podia ser utilizado para prever o mês, dia e hora de um eclipse, e até representar os anos bissextos.
De igual forma, podia também prever as posições do sol e da lua em relação ao Zodíaco, e tinha até engrenagens que permitiam mostrar a fase da lua numa determinada data. É possível que o mecanismo também pudesse mostrar as posições astronómicas dos planetas conhecidos dos antigos: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.
O mecanismo de Antiquitera não era apenas uma ferramenta científica – também tinha um propósito social. Os gregos realizavam grandes competições desportivas (como as Olimpíadas) a cada dois ou quatro anos, e o computador analógico calculava a data desses eventos.
O mistério de quem construiu o mecanismo permanece ainda hoje. Ele tem sido associado ao antigo inventor conhecido como Arquimedes pelos escritos de Cícero, mas este dispositivo em particular foi construído após a sua morte.
Ainda assim, as palavras gravadas reveladas pelas novas fotos identificam a origem do dispositivo como sendo Corinto. De acordo com o artigo, os pesquisadores acham que o mecanismo de Antiquitera é baseado num projeto de Arquimedes.
A complexidade do mecanismo mostra que os antigos humanos eram capazes de façanhas intelectuais e de engenharia que surpreendem as nossas mentes modernas.
FONTE:io9
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