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quarta-feira, 2 de abril de 2014

ESTE VÍRUS DE COMPUTADOR CONTAGIOSO SE ESPALHA POR REDES WI-FI

É mais ou menos como o seu pior pesadelo: um vírus de computador tão contagioso quanto o da gripe comum, que não pode ser detectado e infecta todos os computadores dentro de uma rede Wi-Fi. Você se conecta a uma rede pública em um café para brincar um pouco na internet, e sai de lá com um vírus. Isso é assustador! Infelizmente, sabemos agora que isso não só é assustador como também é possível. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Liverpool criou tal vírus. Eles o chamaram de “Chameleon”, ou camaleão. Como o nome sugere, ele pode saltar de rede para rede sem ser percebido, buscando redes wireless pouco protegidas. Áreas com muita gente são ainda mais sucetíveis a permitir que o vírus se espalhe. Cafeterias, portanto, são alvos ideais. Felizmente, o Chameleon é apenas uma simulação – ao menos por enquanto. Os pesquisadores criaram o vírus como uma forma de alerta sobre o que hackers podem fazer. Anteriormente, acreditava-se que vírus não podiam atacar pelo ar. “Mas demonstramos que isso é possível, e que ele pode se espalhar rapidamente”, disse o Professor Alan Marshall em um comunicado. “Nós agora somos capazes de usar os dados gerados por este estudo para desenvolver uma técnica de identificar quando este ataque pode acontecer.” O que nos faz pensar no que mais é possível. Vírus conseguem se espalhar através de vídeos por streaming? E redes de celulares? De certa forma, a maneira com os vírus se espalham só é limitada pela imaginação dos hackers. Você pode ficar tranquilo com o fato de que malwares (provavelmente) não podem ser espalhados por ondas sonoras. Ao menos isso. FONTE:Gizmodo

DISPOSITIVO UTILIZA ÁGUA PARA CARREGAR BATERIA DE CELULARES

Um surpreendente carregador de dispositivos móveis criado na Suécia utiliza água para fornecer energia para celulares, tablets e outros gadgets. Chamado de PowerTrekk, o equipamento é vendido pela internet e impede que as pessoas fiquem incomunicáveis por falta de bateria, ao mesmo tempo que ajuda a reduzir os gastos de energia no planeta. O PowerTrekk é um carregador portátil e seu formato é inspirado num estojo, que pode ser levado a qualquer lugar. Para transformar a água em energia, o equipamento utiliza um sistema de células combustíveis envoltas num cartucho descartável, onde ficam componentes químicos derivados do silício. Em contato com a água, estas propriedades provocam uma série de reações que dão origem ao gás hidrogênio, responsável pela quantidade de eletricidade limpa utilizada para carregar os celulares e outros dispositivos móveis.
Entre os diferenciais do produto, os criadores destacam não só o conforto de não ficar incomunicável, mas também a independência das fontes convencionais de energia de maneira simples e eficiente, sobretudo em regiões isoladas e situações de emergência. Além de utilizar água, o PowerTrekk ainda atua como um carregador convencional, que pode ser conectado diretamente na tomada. Fora isso, o equipamento também possui uma bateria extra que gera energia para os aparelhos, cujas cargas são realizadas a partir de uma tomada ou do computador. A myFC, empresa sueca responsável pelo carregador, já apresentou a criação em diversas partes do mundo – em março, os representantes do produto virão pela primeira vez na América Latina, durante uma importante feira de tecnologia do Chile. O equipamento é compatível com todos os modelos de smartphones e celulares mais antigos, além de outros gadgets. Quem quiser levar um exemplar do PowerTrekk para casa precisa desembolsar, no mínimo, 199 euros (cerca de 646 reais). Nos últimos anos, diversas tecnologias foram desenvolvidas para possibilitar o fornecimento de energia limpa para os dispositivos móveis. É o caso da capinha capaz de carregar o iPhone utilizando apenas o movimento das mãos e de um novo carregador que utiliza a locomoção dos automóveis para preencher a bateria de qualquer celular. O vídeo abaixo demonstra o funcionamento do Powertrekk: FONTE: DESCUBRA O VERDE

ESSA ÁRVORE DE 3.200 ANOS É TÃO GRANDE QUE NUNCA HAVIA SIDO REGISTRADA EM UMA ÚNICA FOTO

Envolta nas neves de Sierra Nevada, na Califórnia, a sequoia gigante, de 3.200 anos de idade, chamada de “A Presidente”, se estende por 75 metros de altura. Duas outras sequoias têm troncos mais largos, mas nenhuma é tão alta, dizem os cientistas que a escalaram. O tronco tem 7,7 metros de largura e os seus poderosos ramos sustentam 1.487 metros³ de madeira, mais do que qualquer árvore do planeta. Ela ainda acrescenta um metro cúbico de madeira por ano – tornando-se uma das árvores de mais rápido crescimento no mundo. Sequoias gigantes existem em apenas um lugar, onde “A Presidente” e árvores menores residem – na encosta ocidental da Sierra Nevada, na Califórnia, entre 1500-2400 metros acima do nível do mar.
A equipe penosamente reuniu um conjunto de talhas e alavancas para subir na árvore. Demorou 32 dias para juntarem as 126 fotos separadas, mas eles conseguiram! FONTE: MISTERIOSDOMUNDO

ALERTA DA NASA: ASTERÓIDE ATINGIRÁ A TERRA EM 2017

Em 2012, a NASA identificou o asteroide AG5 2011, que estava em rota de colisão com a Terra e a previsão era que nos atingiria em 2040. Após monitorá-lo por algum tempo, os pesquisadores concluíram que as chances de uma colisão eram pequenas e diminuiriam com o tempo. Porém, essa semana a NASA enviou um alerta dizendo que após colidir com outro asteroide menor, o AG5 2011 alterou sua trajetória e aumentou sua velocidade, entrando em rota direta de colisão com a Terra. Segundo o alerta, há uma chance de 95% de o asteroide colidir conosco em 2017, mais especificamente, em 19 de maio de 2017! O AG5 2011 tem um tamanho aproximado de 140 km, fazendo com que o impacto seja assustadoramente avassalador para o nosso planeta, com o poder de destruição de continentes inteiros! Para nós, brasileiros, será ainda mais preocupante, pois, segundo os pesquisadores da NASA, há 60% de chance de a colisão ocorrer próxima à/na América do Sul. Poderá haver extinções em massa e, inclusive, a morte da maioria da população mundial. Estima-se que o impacto seja equivalente a 50 bombas atômicas! A NASA recomenda estoque de alimento e água e a construção de abrigos subterrâneos. Fiquem alertas! FONTE: NASA

GEOENGENHARIA: COMO A TECNOLOGIA PODE PERMITIR A MANIPULAÇÃO CLIMÁTICA

Espelhos espaciais capazes de refletir radiação, mangueiras voadoras com jatos de aerossol de sulfato e árvores artificiais que absorvem CO2 são as apostas da ciência no controle do clima global. Conheça os tipos CDR e SRM de geoengenharia. Pode parecer papo de um apaixonado por livros ou filmes de ficção científica, mas o controle do clima por mãos humanas pode estar prestes a se tornar realidade. Enviar radiação solar de volta às estrelas, fertilizar plantas marinhas com ferro ou fazer com que tubos gigantes voem pelos céus despejando aerossol de sulfato por toda atmosfera são algumas das ousadas propostas da geoengenharia – ciência que consiste no estudo de técnicas que podem possibilitar o controle das condições climáticas da Terra pelo homem. Fato é que o contundente fenômeno do aquecimento global tem feitos as mentes de cientistas mundo afora “transpirar”. E desta vez, ideias que vão para além da criação de chuvas ou nevascas artificiais fazem parte do “plano B”: como conter a absorção de radiação pela Terra? É possível absorver o gás carbônico presente na atmosfera? Espelhos espaciais gigantes, tubos voadores de 20 km e outros mirabolantes projetos protagonizam hoje pesquisas que ganham cada vez mais solidez. UMA CIÊNCIA NASCIDA ÀS PRESSAS O mundo já está familiarizado com o efeito estufa – um dos principais “culpados” pelo aquecimento global. Mas quais tipos de medidas podem conter as altas de temperatura? Em 2009, cientistas chineses do Beijing Weather Modification Office fizeram com que 16 toneladas de neve caíssem a partir do lançamento de foguetes carregados com prata ionizada.
Um aumento de 0,5 ºC na temperatura global foi registrado em 2012. (Fonte da imagem: Reprodução/Mises) Este efeito, conhecido como “cloud-seeding”, é capaz de reduzir o estrago provocado por granizos, aumentar, naturalmente, a frequência de chuvas e dispersar também neblina por cidades. Atualmente, ao menos 20 países conduzem projetos relacionados ao cloud-seeding – somente nos EUA, 10 estados chefiam mais de 60 programas do tipo. Mas o quão eficaz a criação de chuvas artificias é? Em 2003, uma pesquisa realizada pela Academia Nacional de Ciências dos EUA concluiu que não há provas concretas sobre a eficiência do cloud-seeding. De acordo com Michael Garstang, professor da universidade de Virginia, “tudo permanece como um leque de evidências definitivas”. Bruce Boe, especialista da Weather Modification Inc., empresa privada especializada em climatologia dos EUA, diz que “o processo não é capaz de aumentar a precipitação em cerca de 50% dos casos”. Trocando em miúdos, significa dizer que os pesquisadores concordam em reconhecer a eficácia baixa do cloud-seeding no combate ao aquecimento global. Novas ferramentas e instrumentos têm sido usados pelos persistentes cientistas do clima, é verdade – na China, de 32 a 35 mil pessoas são empregadas pela indústria de controle climático. Ainda assim, o surgimento de técnicas mais ousadas mostrou-se necessário. MOTIVAÇÃO É O QUE NÃO FALTA Bill Gates tem se mostrado interessado em pesquisas sobre manipulação climática nos últimos anos (o figurão já doou US$ 4,5 milhões a instituições de pesquisas em geoengenharia). E a boa vontade do executivo parece ter sido inspirada por um relatório datado de 2009: de acordo com o centro de pesquisas inglês Royal Society, se o gelo da Groelândia derreter, o nível do mar poderá aumentar em pouco mais de 7 metros – cidades como Londres e Los Angeles ficariam completamente submersas.
Controlar a emissão de gases estufa não é o suficiente. (Fonte da imagem:Reprodução/Bgjnejr) O cenário mostra-se ainda mais quente a partir de outra constatação feita pela Royal Society: até 2050, a emissão de gases estufa deverá ser reduzida em 50%. Acontece, porém, que um aumento de 1,4% na liberação de CO2 foi notado em 2012. E mais: se todo o carbono emitido pelo homem fosse expurgado hoje mesmo, a temperatura de nosso planeta iria continuar a subir durante décadas. “Não sabemos a qual escala de 'invencibilidade' o clima pode chegar”, diz Hugh Hunt, engenheiro da universidade de Cambridge e especialista da SPICE (Injeção Estratosférica de Partículas para a Engenharia Climática - EUA). Pois assim as evidências falam por si: combater somente a emissão de gases estufa não é o suficiente. Conheça, portanto, o que a geoengenharia tem a dizer sobre o gerenciamento do clima em escala global. TIPOS DE GEOENGENHARIA: Existem dois conjuntos de técnicas capazes de proporcionar, em teoria, o controle do clima em escala global. A maioria dos projetos que compõe cada uma das metodologias é teórica. Conforme explica Andy Parker, renomado professor da universidade de Cambridge, os modelos idealizados são ainda incipientes. “Podemos fazer muito pouco agora, uma vez que a tecnologia [requerida pelos projetos] não foi desenvolvida para intervir em escala global”. O Solar Radiation Management (SRM) consiste na adoção de técnicas de reflexão de parte da radiação solar. Grosso modo, a Terra poderia ser resfriada por meio do controle da incidência dos raios solares sobre sua superfície. Mas como fazer isso? Espelhos gigantes em plena órbita, telhados de edificações urbanos com superfície branca, distribuição de aerossol de sulfato pela atmosfera e a adaptação do cloud-seeding são algumas das propostas de SRM. 1-ESPELHOS GIGANTES EM PLENO ESPAÇO Espelhos finos e gigantescos poderiam ser colocados em órbita para refletir parte dos raios solares. O desenvolvimento dessas placas poderia levar décadas e consumiria alguns trilhões de dólares. Os efeitos da reflexão feita pelos espelhos espaciais sobre o clima da Terra são desconhecidos e o processo de acidificação oceânica não seria interrompido.
Trilhões de dólares e décadas seriam gastos na construção dos espelhos. 2-TETOS TODOS BRANCOS A pintura de branco de partes das edificações urbanas é outra das propostas feitas sob os moldes da SRM. Apesar de ser uma alternativa relativamente barata, pintar os tetos de prédios e até mesmo parte de certas avenidas pode gerar efeitos negativos às cidades: a formação de nuvens e, consequentemente, a queda de chuvas seriam prejudicadas por esta medida.
Formação de nuvens pode ser prejudicada pela reflexão. 3- PLANTAS REFLETORAS Algumas plantas terrestres são bastante efetivas na reflexão de raios solares. Mas, mesmo sendo um processo aparentemente simples, grandes áreas de terra precisariam ser consumidas – aumento no preço de alimentos e comprometimento da resistência do solo seriam alguns dos efeitos colaterais provocados pela adoção desta técnica.
Certos tipos de gramas são efetivos na reflexão de radiação. 4- MANGUEIRAS VOADORAS A distribuição de aerossóis de sulfato pela atmosfera poderia ser feita por mangueiras com 20 km de extensão presas a um enorme balão de gás hélio. A liberação dessa substância propiciaria a reflexão de radiação solar e contribuiria também na formação de nuvens.
5-NUVENS "ESPELHADAS" E SPRAY A técnica de cloud-seeding poderia ser adaptada: em vez de prezar pela precipitação, esta metodologia ciaria nuvens capazes também de refletir radiação. No lugar de foguetes carregados com prata ionizada, os disparos levariam mais partículas refletoras (como areia e pó) para os céus. Aviões equipados com aerossóis de sulfato poderiam passear pelos ares, despejando ainda a substância química refletora como spray.
Em detalhe, técnica de cloud-seeding. 6-FROTAS MARINHAS CRIADORAS DE NUVENS Imagine uma frota de barcas com o peso total de 3 mil toneladas. Pois esta é outra das ideias que têm por objetivo providenciar o controle climático. A intenção seria navegar pelos mares e espalhar pelo planeta nuvens (nos conformes da técnica de cloud-seeding). O segundo tipo de geoengenharia é conhecido como Carbon Dioxide Removal (CDR). Este conjunto de técnicas tem como prioridade remover o CO2 da atmosfera através da absorção. Reflorestamento, fertilização de plantas marinhas com ferro e a construção de árvores artificiais são algumas das principais propostas do CDR. 7-FERTILIZAÇÃO À BASE DE FERRO A fertilização com ferro de determinadas plantas marinhas pode aumentar a absorção de CO2. Acredita-se que o mineral é capaz de estimular o crescimento de pequenas plantas que, por conseguinte, consumiriam mais gás carbônico. À medida em que os vegetais marinhos fossem morrendo, grande parte do CO2 acabaria por se solidificar nas profundezas dos grandes oceanos.
8-"COZINHAR CARVÃO" O processo de nome biochar consiste no uso de “carvão cozido” para a absorção de CO2 do solo. Poços construídos com base nesta técnica podem "roubar" gás carbônico durante milhares de anos. O problema? O método biochar mostra-se pouco efetivo quando pensado em escala global.
9-ÁRVORES ARTIFICIAIS E REFLORESTAMENTO Máquinas capazes de absorver CO2 da atmosfera são também outra das alternativas CDR. Mas milhões de árvores artificiais deveriam ser construídas mundo afora para que um efeito global pudesse ser notado em... Milhões de anos. O reflorestamento, naturalmente, é ainda tópico fortemente considerado pela comunidade científica.
Milhões de máquinas deveriam ser construídas. 10-ADIÇÃO DE ALCALINO AOS OCEANOS Despejar calcário (um alcalino) pelos oceanos faria com que as águas conseguissem absorver CO2. Mas alterar a composição química dos mares é prejudicial a certas espécies de animais. CONTROLE DE TÉCNICAS E EFEITOS INCERTOS Pesquisas sobre geoengenharia ainda caminham a passos curtos. Mas os especialistas reconhecem: o efeito provocado pela adoção de procedimentos de resfriamento global é ainda desconhecido. Bloquear a entrada de raios solares é uma saída arriscada, diga-se de passagem. Prova disso foi a erupção do vulcão de Mount Pinatubo, nas Filipinas, em 1991. Ao evitar a chegada de raios de sol à terra, toda a cinza gerada pelo fenômeno natural resfriou, em somente 2 anos, 0,5 ºC a temperatura de todo o planeta. “Se você começar a evitar a entrada de radiação, a temperatura vai cair rapidamente”, alerta ainda Parker. Grande parte das propostas de SRM e CDR para manipulação climática é ainda mera idealização – efetivamente, pouca coisa foi de fato feita ou sequer testada. As limitações técnicas que impedem o desenvolvimento de algumas propostas justificam, por exemplo, o não desenvolvimento de espelhos gigantes espaciais. A fertilização com ferro de plantas marinhas tem sido feita por cientistas, deve-se dizer. Contudo, os resultados deste processo só poderão ser notados dentro de décadas. A manipulação climática poderá se tornar prática corriqueira ou tudo não passa de um bem fundamentado e fantástico "placebo científico"? Fonte:http://www.tecmundo.com.br/

NUTRICÍDIO: ALIMENTOS QUE NOS CHEGAM AO PRATO NÃO FORAM FEITOS PARA COMER

E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca. Cristina Sales, médica e especialista em alimentação, garante que na origem da maioria das doenças que afetam o homem do século XXI está o que comemos e o modo como o fazemos. É que os alimentos são veículos de comunicação: dizem às células como devem comportar-se. Precisamos de mudar a forma como nos alimentamos? É obrigatório que o façamos porque a alimentação que a população dos países ocidentais, incluindo Portugal, passou a fazer nos últimos cinquenta anos é o que está na origem da maior parte das doenças endócrinas, metabólicas, autoimunes, degenerativas e alérgicas. As novas epidemias devem-se sobretudo aos estilos de vida e à alimentação que fazemos desde o pós-guerra. A alimentação é decisiva para a saúde e o bem-estar mas está a provocar doenças e a aumentar a mortalidade precoce? A geração dos nossos filhos terá uma esperança de vida mais reduzida do que a nossa por causa dos estilos de vida e da alimentação. Primeiro, os produtos altamente processados pela indústria alimentar conduzem a uma desnutrição em nutrientes fundamentais e ingerimos uma grande quantidade de calorias vazias. Segundo, são muito diferentes dos alimentos originais e o organismo não sabe lidar com eles, não os reconhece como alimentos. Depois, há uma sobrecarga tóxica inerente à alimentação que provém dos agroquímicos (da produção), dos conservantes, corantes e adoçantes que são adicionados para preservar os produtos durante mais tempo e para os manter bonitinhos. São alimentos para ver… Os produtos que nos chegam ao prato foram feitos para vender e não para comer. Não têm nada que ver com os alimentos que ingerimos e que nos fizeram viver e sobreviver ao longo de milhões de anos. Esta mudança ocorreu tão depressa que o organismo não está adaptado para gerir, digerir e assimilar estes produtos, pelo contrário, vê-os como substâncias estranhas e reage, inflamando-se. Como é que podemos livrar-nos dessa teia? As escolhas alimentares são condicionadas pela publicidade, as pessoas não são ensinadas a escolher. Quem é que é ensinado a consumir maçãs ou laranjas? Ninguém. A informação que passa de forma subliminar através dos anúncios da TV e dos jornais é que se deve beber sumo de maçã e de laranja. Mas se alguém ler os rótulos das embalagens verifica que contém imenso açúcar, frutose, acidificantes, etc., e o que falta é a maçã e a laranja. É preciso informar, ensinar e consciencializar a população. A atitude da indústria alimentar tem de mudar? No global sim, mas também depende do que a indústria faz. A conservação de alimentos através da congelação, por exemplo, é perfeita. Os legumes congelados são uma ótima opção, por vezes mais económica, e chegam ao consumidor mais frescos e com mais nutrientes do que os que são mantidos durante cinco ou seis dias nas cadeias de distribuição. Já quando falamos de alimentos que têm de levar uma quantidade enorme de aditivos para serem consumidos – é o caso das carnes de muito má qualidade e dos aproveitamentos que se fazem dos restos dos mariscos – é diferente. Sempre que tivermos de dobrar a língua muitas vezes para conseguir ler o que está escrito nos rótulos é porque não é comida. Não compre. Será qualquer coisa que do ponto de vista nutricional, químico e metabólico está muito longe do alimento original. Está a falar de alimentos que duram ad eternum? Por exemplo. Como é que duram? Fizeram-se estudos com hambúrgueres e batatas fritas – uns feitos em casa, com carne picada, e batatas que foram descascadas, outros com produtos processados e embalados – e verificou-se que ao fim de trinta ou quarenta dias alguns hambúrgueres se mantinham iguaizinhos. Não se degradaram, ao contrário dos que foram feitos em casa, que estavam estragados três dias depois. Ora alguém acha que uma coisa daquelas pode ser comida? Quando ingerimos produtos desse tipo como é que o organismo reage? Defende-se e inflama-se ou agarra naquelas coisas que não considera importantes e arruma-as nos depósitos de lixo, que são as células gordas. Estas, além de serem o nosso reservatório de energia, são também o depósito de substâncias tóxicas que o organismo não metaboliza ou não utiliza para impedir que entrem nos circuitos mais nobres. Esta acumulação de lixo cria bloqueios bioquímicos e alterações metabólicas que impedem as células de trabalhar em condições. Hoje ninguém sabe que consequências é que isto tem para o cérebro e o sistema imunitário e para o bom trabalho hepático e digestivo. Os circuitos da toxicidade são cruzados – se uma pessoa come de vez em quando um gelado, um iogurte, umas bolachas ou um sumo que tem um determinado corante é uma coisa, mas se o faz com regularidade, ao fim de seis meses já ultrapassou as doses suportáveis e entra em sobrecarga tóxica. E o que é que acontece? Veja-se o ácido fosfórico, um aditivo que está presente em alimentos de consumo diário, como os cereais de pequeno-almoço e os refrigerantes. Quem ingere estes produtos todos os dias, além de ficar com o sistema acidificado e perder cálcio (uma compensação do organismo que depois predispõe à osteoporose), também fica numa excitação – o ácido fosfórico é um estimulante cerebral e é óbvio que uma criança que de manhã come um prato de cereais chega à escola e não para quieta. O ácido fosfórico altera o comportamento e em determinadas concentrações é neurotóxico. Como é que os alimentos atuam no organismo? Os alimentos servem para construir tecido, osso, órgãos, etc., e para nos darem energia, mas o que as ciências da nutrição têm vindo a mostrar é que os alimentos são essencialmente moduladores do comportamento celular – são informadores das células, dizem-lhes como devem funcionar. Imagine que tem um prato com uma determinada quantidade de proteínas (peixe ou carne) e outra de hidratos de carbono. Só a proporção entre a quantidade de carne e batatas ingeridas vai informar o organismo da necessidade de produzir uma hormona ou outra, neste caso insulina (que é a hormona do armazenamento) ou glucagon (a hormona do desarmazenamento). Explique lá melhor… Se comer mais proteínas do que hidratos de carbono vai produzir mais glucagon e induzir o metabolismo a ir buscar gordura acumulada para disponibilizar às células, ou seja, vai desarmazenar. Mas se comer mais arroz, massa ou batatas vai dar uma ordem em sentido contrário, vai dizer que é precisa mais insulina e vai acumular gordura. Mas se as pessoas forem ativas podem queimar essa energia… Isso é outra coisa, o que importa reter é que na proporção hidratos de carbono/proteínas a quantidade de açúcar que chega aos sensores do tubo digestivo aciona imediatamente uma ordem de libertação de glucagon ou de insulina. Se a indicação é libertar glucagon, o organismo vai usar a gordura acumulada, se a ordem for para libertar insulina, o organismo vai armazenar gordura. Isto é pura informação. Quem quer perder peso tem de saber isso, certo? Se a pessoa tiver consciência da informação que dá ao corpo tem muito mais capacidade para o modular. Outro exemplo. A leptina, a hormona que sinaliza o apetite, que depende sobretudo do ritmo solar. Ora, uma pessoa equilibrada, que durma de noite e trabalhe de dia, produz mais leptina de manhã (e tem apetite) e ao fim do dia produz menor quantidade (o apetite diminui). Se uma pessoa comer muito à noite estraga este equilíbrio e a certa altura está sempre com fome porque inutilizou os sensores da leptina. Nós somos mamíferos e de noite, quando dormimos, não precisamos de comer. O nosso corpo tem a sabedoria para sinalizar o apetite em função da hora do dia – comer muito à noite estraga essa sinalização, faz ter apetite a toda a hora. A alimentação é bioquímica? Os alimentos são veículos de comunicação. Se fizer uma refeição de gordura saturada – uma sopa com um chouriço e depois um cozido à portuguesa – dá um sinal à cárdia (esfíncter entre o estômago e o esófago) para alargar e é assim que ocorrer o refluxo gastroesofágico e aparece a azia. A gordura saturada é um sinal que se dá à cárdia para se manter aberta. Se no dia seguinte a mesma pessoa só comer azeite ou gorduras de peixe não terá azia. Sabe porquê? É que o azeite ajuda a fechar a cárdia. Este é outro exemplo que ilustra a importância do conhecimento. Pessoas mais esclarecidas fazem escolhas mais acertadas. A forma como nos alimentamos dita o comportamento das células? Quando ingeridas, as gorduras saturadas e as gorduras ômega 6 (provenientes essencialmente dos animais e dos cereais, sobretudo da soja) são a estrutura a partir da qual as células fazem substâncias pró-inflamatórias. As gorduras ómega 3 – provenientes das algas e dos peixes – são as que permitem que as células produzam substâncias anti-inflamatórias. Se uma pessoa tem uma doença inflamatória (por exemplo, uma alergia, artrite ou doença autoimune) e come muita gordura saturada, esta vai funcionar como substrato para a fogueira e agravar o processo inflamatório da doença que já tem. Ao contrário, se a pessoa ingerir gorduras ômega 3, vai ser capaz de construir extintores de incêndio para que as suas células produzam anti-inflamatórios. Há outros exemplos? Se uma pessoa tem tendência depressiva porque não consegue produzir serotonina em quantidade suficiente, deve comer os alimentos que têm os aminoácidos precursores da serotonina – a carne de peru, por exemplo, é extremamente rica em triptofano, que é um precursor da serotonina. Se a pessoa souber isto, no outono, quando o tempo fica mais escuro, porque é que não há de comer mais carne de peru em vez de carne de vaca? A alimentação e o processo digestivo podem agravar ou controlar certas doenças? Sim, se uma pessoa tem uma predisposição genética para a diabetes, Alzheimer, etc., a doença só vai manifestar-se se o gene for ativado. Mas o que as pessoas precisam de saber é que os genes também podem ser desativados – é a modulação genética através da nutrigenética. Como? O que ativa ou suprime a expressão dos genes é a presença de determinados fitoquímicos, substâncias que também se encontram nos alimentos. Podemos dizer que há alimentos anti-inflamatórios? Claramente. Os que têm ômega 3 – sardinha, cavala e os peixes das águas frias do Norte. Algumas substâncias vegetais dos legumes (tomate), frutos (quivi) e especiarias (a curcuma, que confere a cor amarela ao caril) também têm efeito modulador de alguns genes pró-inflamatórios. Mas alimentos anti-inflamatórios devem ser consumidos, independentemente de se ter doença ou não. Hoje sabe-se que um cérebro com Alzheimer já está inflamado vinte anos antes da manifestação da doença. Todas as doenças degenerativas começam com processos inflamatórias, as autoimunes também. Não conhecemos é as causas. Há substâncias que devem mesmo ser eliminadas da alimentação? Os aditivos químicos. Falo das substâncias químicas que não são alimentos, que são usadas pela indústria alimentar e podem ser geradoras de inflamação em contacto com o organismo. A vida corrente não nos permite evitar todos os aditivos, mas se estivermos despertos para esta realidade teremos mais atenção, faremos escolhas mais saudáveis e ingerimos menores quantidades. E as gorduras? As gorduras ômega 6, que se encontram nas margarinas e nos óleos e que são provenientes da soja, do milho e do amendoim, são claramente pró-inflamatórias. Precisamos de ômega 6 no organismo, mas em quantidades muito reduzidas. O problema é que a cadeia alimentar atual é geradora de uma alimentação extraordinariamente rica em ômega 6 e pobre em ômega 3. Basta pensar que, dantes, as galinhas e as vacas comiam erva, agora comem rações provenientes da soja; os peixes comiam algas, agora comem rações também com soja. Os produtos alimentares que usamos são essencialmente da linha produtora de ômega 6. Nos supermercados temos centenas de alimentos à escolha. Precisamos de tanta coisa? Não precisamos de tantos produtos alimentares, necessitamos é de maior diversidade alimentar. Essas centenas ou milhares de produtos que vemos nas prateleiras são provenientes de quatro ou cinco alimentos – cereais, lácteos, açúcares e gorduras – e da indústria de processamento. Se olharmos para a quantidade de legumes, frutos, oleaginosas e peixe que as pessoas comem no dia a dia verificamos que não há variedade alimentar, as pessoas comem quase sempre o mesmo. Já pensou na variedade de saladas que é possível fazer? Mas se perguntar a alguém qual é a que come diz-lhe alface e tomate. No supermercado fazemos escolhas condicionadas pela publicidade e o marketing. Como podemos fugir a isso? Só vai mudar com a informação dos cidadãos. Nos países do Norte da Europa, onde a população é muito mais esclarecida, não encontramos nos supermercados esta quantidade enorme de alimentos-lixo – basta verificar que o espaço ocupado por refrigerantes, cereais de pequeno-almoço e óleos alimentares é muito reduzido. Exatamente o oposto do que se passa em Portugal. A crise econômica e as dificuldades das famílias podem piorar ainda mais a alimentação dos portugueses? Também pode acontecer o contrário. Numa altura em que todos sentimos uma necessidade absoluta de gerir muito bem os orçamentos familiares, devemos fazer listas de compras de forma racional. E antes de comprar certos produtos alimentares, é obrigatório perguntar: «Preciso mesmo disto? Vale a pena? Faz-me ficar mais forte, vital, inteligente? Tem mais nutrientes?» Ocasionalmente, podemos comprar os tais alimentos que não comportam nenhum valor acrescentado mas que agradam ao paladar, mas isso é num dia de festa. De que produtos podemos e devemos mesmo prescindir quando vamos às compras? Devemos tirar os refrigerantes, cereais com açúcar, pastelaria, óleos e margarinas – para cozinhar devemos usar o azeite, só azeite. Todos os refrigerantes são um estrago de dinheiro – as pessoas devem beber água. Os cereais com açúcar (os de pequeno-almoço e as bolachas) também são prescindíveis – devemos escolher cereais completos, integrais, que até são mais baratos. Compare-se o preço de uma caixa de cereais de pequeno-almoço com o de um pacote de flocos de aveia, que são altamente nutritivos. A aveia é muito mais barata e muito nutritiva. Mas comprar carne magra e peixe gordo, frutos e hortaliças é muito mais dispendioso… Mas há estratégias que podem ser implementadas. Uma é comprar carne de melhor qualidade e comer menos quantidade e menos vezes. É preferível comer carne três vezes por semana em vez de comer carne gorda todos os dias. Além disso, toda a gente ganha se fizer uma alimentação vegetariana dois dias da semana e em vez da carne comer, por exemplo, arroz de feijão ou grão-de-bico com massa. Se se acrescentar hortaliças, ervas aromáticas e azeite, podemos dizer que são refeições perfeitas. Menos carne, mas de melhor qualidade; mais peixe (incluindo cavala e sardinhas, frescas ou em conserva de azeite) e ovos (podem ser consumidos três ou quatro por semana) são opções a privilegiar. Não retira massa, arroz ou batatas ao seu carrinho de compras? Não, mas reduzo as quantidades ingeridas. No prato devemos ter pequenas porções de massa, arroz ou batatas e maior quantidade de hortaliças, legumes e leguminosas. Fala-se muito na responsabilidade social da indústria farmacêutica, que ganha dinheiro à custa do tratamento dos doentes. E quanto à responsabilidade social da indústria alimentar, que ganha dinheiro atirando-nos para a doença? A indústria alimentar está a fazer maus alimentos, mas a verdade é que as pessoas só compram o que querem. Sei que quanto menor é a informação maior é a permeabilidade ao marketing, mas o caminho também se faz através da informação dos cidadãos e da sua responsabilização. Custa-me imenso ver nas caixas de supermercado que as pessoas aparentemente mais pobres também são as que levam os carrinhos repletos de produtos inúteis e nefastos para a sua saúde. É preciso repensar a política alimentar e inovar.E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca. Fonte: Notícias Magazine

terça-feira, 1 de abril de 2014

OS 11 FATOS SURPREENDENTES SOBRE O SISTEMA CIRCULATÓRIO

O sistema circulatório inclui o coração, os vasos sanguíneos e o sangue, sendo vital para o combate a doenças e para a manutenção da homeostase (temperatura adequada e equilíbrio do pH). A principal função do sistema é o transporte de sangue, nutrientes, gases e hormonas de, e para, as células de todo o corpo.Aqui estão 11 divertidos e interessantes fatos surpreendentes sobre o sistema circulatório que você provavelmente desconhece. 11. O sistema circulatório é extremamente longo Se você tivesse medisse todas as artérias, veias e capilares de um adulto, de ponta a ponta, iria ocupar 100.000 quilómetros. Os vasos capilares, que são os menores vasos sanguíneos, compõem cerca de 80 por cento desse comprimento. Por comparação, a circunferência da Terra é de cerca de 40.000 km. Isso significa que os vasos sanguíneos de uma pessoa poderiam envolver todo o planeta cerca de 2,5 vezes! 10. Os glóbulos vermelhos têm que se espremer através dos vasos sanguíneos Os capilares são pequenos, com uma média de cerca de 8 microns (1/3000 de polegada) de diâmetro, ou cerca de um décimo do diâmetro de um fio de cabelo humano. Os glóbulos vermelhos são aproximadamente do mesmo tamanho dos capilares através dos quais eles viajam, portanto, essas células têm de se espremer para passar. Alguns capilares, no entanto, são ligeiramente menores em diâmetro do que as células do sangue, forçando as células a distorcer totalmente as suas formas para passar. 9. Corpos grandes têm batimentos cardíacos mais lentos Em todo o reino animal, a frequência cardíaca é inversamente proporcional ao tamanho do corpo: Em geral, quanto maior o animal, mais lenta será a sua frequência cardíaca de repouso. Um ser humano adulto tem uma frequência cardíaca de repouso média de cerca de 75 batimentos por minuto, a mesma taxa que uma ovelha adulta. Mas o coração de uma baleia azul é aproximadamente do tamanho de um carro compacto, e só bate cinco vezes por minuto. Por outro lado, um musaranho, tem uma frequência cardíaca de cerca de 1.000 batimentos por minuto. 8. O coração não precisa de um corpo Numa cena particularmente memorável no filme de 1984, "Indiana Jones e o Templo Perdido", um homem arranca o coração ainda a bater de outro homem. Enquanto a fácil remoção do coração de uma pessoa com a mão é coisa de ficção científica, o coração realmente ainda pode bater depois de ser removido do corpo. Esta pulsação estranha ocorre porque o coração gera os seus próprios impulsos elétricos, que causam o batimento. Enquanto o coração continua a receber oxigénio, ele irá continuar a bater, mesmo separado do resto do corpo. 7. As pessoas têm estudado o sistema circulatório há milhares de anos Os primeiros escritos conhecidos sobre o sistema circulatório aparecem no Papiro de Ebers, um documento médico egípcio que data do século 16 AC. Acredita-se que o papiro descreva uma ligação fisiológica entre o coração e as artérias, indicando que, após uma pessoa respirar ar para os pulmões, o ar entra no coração e, em seguida, flui para as artérias. Curiosamente, os antigos egípcios eram cardiocentricos - eles acreditavam que o coração, mais do que o cérebro, era a fonte de emoções, sabedoria e memória, entre outras coisas. De facto, durante o processo de mumificação, os egípcios cuidadosamente removiam e armazenavam o coração e outros órgãos, mas arrancavam o cérebro através do nariz e deitavam-no fora. 6. Médicos seguiram um modelo incorreto do sistema circulatório durante 1500 anos No século II, o médico e filósofo grego Galeno de Pérgamo criou um modelo credível para o sistema circulatório. Ele correctamente reconheceu que o sistema envolve sangue venoso (vermelho escuro) e sangue arterial (vermelho vivo), e que os dois tipos têm funções diferentes. No entanto, ele também propôs que o sistema circulatório é constituído por dois sistemas de uma forma de distribuição de sangue (ao invés de um único sistema unificado), e que o fígado produz sangue venoso que o corpo consome. Ele também pensou que o coração era um órgão de sucção, em vez de bombeamento. A teoria de Galeno reinou na medicina ocidental até 1600, quando o médico Inglês William Henry descreveu corretamente a circulação sanguínea. 5. Os glóbulos vermelhos são especiais Ao contrário da maioria das outras células do corpo, os glóbulos vermelhos não têm núcleo. Faltando esta grande estrutura interna, cada célula vermelha do sangue tem mais espaço para transportar o oxigénio que o corpo necessita. Mas, sem um núcleo, as células não se podem dividir ou sintetizar novos componentes celulares. Depois de circular no interior do corpo cerca de 120 vezes, um glóbulo vermelho morrerá de envelhecimento ou dano. Mas não se preocupe - a medula óssea fabrica constantemente novas células vermelhas do sangue para substituir as que perecem. 4. O fim de um relacionamento pode realmente "partir-lhe o coração" Uma condição chamada cardiomiopatia de stress implica um enfraquecimento temporário súbito do músculo do coração (o miocárdio). Isso resulta em sintomas semelhantes aos de um ataque cardíaco, incluindo dor no peito, falta de ar e dores no braço. A condição também é conhecida como "síndrome do coração partido", porque pode ser causada por um evento emocionalmente stressante, como a morte de um ente querido ou um divórcio, ou separação física de um ente querido. 3. Auto-experimentação levou a avanços circulatórios A cateterização cardíaca é um procedimento médico comum utilizado hoje em dia e envolve a inserção de um catéter (um tubo longo e fino) no vaso sanguíneo de um paciente até ao coração. Os médicos podem utilizar a técnica para executar uma série de testes de diagnóstico no coração, incluindo a medição dos níveis de oxigénio em diferentes partes do órgão e verificar o fluxo sanguíneo nas artérias coronárias. O médico alemão Werner Forssmann inventou o procedimento em 1929 - quando ele o executou em si mesmo. 2. O sangue humano tem cores diferentes - mas não é azul O sangue rico em oxigénio que flui através das suas artérias e capilares é vermelho brilhante. Depois de perder o seu oxigénio para os tecidos do corpo, o seu sangue torna-se vermelho-escuro, uma vez que regressa ao seu coração através das suas veias. Embora as veias às vezes pareçam azuis através da pele, o sangue não é realmente azul. A cor enganosa resulta da forma como diferentes comprimentos de onda de luz penetram a pele, são absorvidos e refletem de volta para os seus olhos - ou seja, apenas a luz de alta energia (azul) pode fazer o caminho todo. Mas isso não quer dizer que não exista sangue azul. O sangue da maioria dos moluscos e alguns artrópodes carece da hemoglobina do sangue humano, responsável pela sua tonalidade avermelhada e, em vez disso, contém a proteína hemocianina. Isso faz com que o sangue destes animais seja azul escuro quando oxigenado. 1. Viver no espaço afeta o sistema circulatório Aqui na Terra, o sangue de uma pessoa tende fluir para as pernas por causa da gravidade (as veias das pernas possuem válvulas que ajudam a manter o fluxo de sangue das pernas de volta ao coração). As coisas são diferentes no espaço. O sangue flui para o peito e cabeça (um fenómeno chamado desvio de líquidos), fazendo com que os astronautas tenham nariz entupido, dores de cabeça e rostos inchados. Este deslocamento do fluidos faz com que também o coração aumente para poder lidar com o aumento do fluxo sanguíneo na área em torno do órgão. FONTE:ciencia-online