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quinta-feira, 4 de setembro de 2014
PESSOAS QUE DORMEM MAL PODEM TER CÉREBROS MENORES
Nada como uma boa noite de sono - até seu corpo concorda com a frase. Um estudo publicado na Neurology mostra que problemas na hora de dormir podem ter relação com a diminuição da massa cerebral a longo prazo.
Através de questionários e ressonâncias magnéticas, os participantes do estudo contaram sobre seus hábitos de sono aos pesquisadores. Segundo os resultados da pesquisa, problemas para conseguir dormir estão diretamente ligados ao declínio do volume cerebral desses pacientes.
Contudo, a equipe de especialistas não conseguiu descobrir se os problemas de sono causam essa diminuição ou o problema ocorre ao contrário: menores volumes cerebrais gerando dificuldades no sono. Mesmo assim, a perda de massa do órgão está completamente relacionada com o “apagão” de ligações cognitivas.
FONTE:http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/09/pessoas-que-dormem-mal-podem-ter-cerebros-menores.html
O SEGREDO DA FELICIDADE, SEGUNDO A CIÊNCIA
Ser feliz não é comer sempre o mesmo prato no restaurante que você mais gosta ou gozar de uma vida plena e tranquila; a ciência mostra que a chave para a satisfação pessoal é fazer coisas arriscadas, desconfortáveis e até mesmo desgastantes.
Para nós, psicólogos que estamos sempre viajando de avião, a maneira como descrevemos nossa profissão para o vizinho de assento é determinante para saber se passaremos cinco horas ouvindo intrigas, detalhes de um casamento decadente, ou sobre o quanto é impossível resistir a uma bomba de chocolate. Mesmo usando fones de ouvido enormes, é impossível ignorar aquele passageiro decidido a contar sua história de abandono na infância. Para os que arriscam dizer a verdade e admitir que estudamos a felicidade, a resposta é quase sempre a mesma: o que eu posso fazer para ser feliz?
O segredo da felicidade é uma preocupação cada vez mais importante na era moderna, já que o aumento da estabilidade financeira proporciona a muitos a oportunidade de se concentrar no crescimento pessoal. Uma vez que já não somos mais caçadores preocupados em encontrar a próxima presa, procuramos viver nossas vidas da melhor maneira possível.
A busca da felicidade é uma epidemia mundial — em um estudo com mais de 10 mil participantes de 48 países, os psicólogos Ed Diener, da Universidade de Illinois, e Shigehiro Oishi, da Universidade de Virginia, descobriram que pessoas de todos os cantos do mundo consideram a felicidade mais importante do que outras realizações pessoais altamente desejáveis, tais como ter um objetivo na vida, ser rico ou ir para o céu. A febre da felicidade é estimulada em parte pelo crescente número de pesquisas que sugerem que, além de ser boa, a felicidade também faz bem — ela está ligada a muitos benefícios, desde maiores salários e um melhor sistema imunológico até estímulo à criatividade.
A maioria das pessoas entende que a felicidade verdadeira é mais do que um emaranhado de sentimentos intensos e positivos — ela é melhor descrita como uma sensação plena de “paz” e “contentamento”. Não importa como seja definida, a felicidade é parcialmente emocional — e por isso está ligada à máxima de que cada indivíduo tem um ponto de regulação, como um termostato, definido pela bagagem genética e a personalidade de cada um.
A felicidade verdadeira dura mais do que uma dose de dopamina, por isso é muito importante pensar nela como algo que vai além da emoção. A sensação de felicidade de cada um também inclui reflexões cognitivas, tais como quando você ri — ou não! — da piada do seu melhor amigo, ou quando analisa o formato do seu nariz ou a qualidade do seu casamento. Somente parte desta sensação tem a ver com o que você sente; o resto é produto de um cálculo mental, em que você computa suas expectativas, seus ideais, a aceitação daquilo que não pode mudar e inúmeros outros fatores. Assim, a felicidade é um estado mental e, como tal, pode ser intencional e estratégico.
Não importa qual seja o seu ponto de regulação emocional, seus hábitos diários e suas escolhas — da maneira como você lida com uma amizade até como reflete sobre decisões em sua vida — podem influenciar o seu bem-estar. Os hábitos de pessoas felizes foram documentados em estudos recentes e fornecem uma espécie de manual a ser seguido. Aparentemente (e paradoxalmente, é preciso dizer), atividades que causam incerteza, desconforto, e mesmo uma pitada de culpa estão associadas às experiências mais memoráveis e divertidas das vidas das pessoas. As pessoas mais felizes, ao que parece, têm vários hábitos não-intuitivos que poderiam ser considerados como infelizes. Ou seja, nem tudo aquilo que os livros de auto-ajuda defendem que pode te fazer feliz tem parcela significativa na sua felicidade. A felicidade pode vir de onde menos se esperava. Duvida? Que bom, isso significa que você tem grandes chances de ser feliz. Confira a seguir como:
1> O IMPORTANTE É CORRER RISCOS
Situações complicadas, incertas e até mesmo desgastantes são fundamentais para aumentar nossa sensação de satisfação.
É sexta-feira à noite e você tem planos de jantar com os amigos. Se você quiser ter certeza de que vai chegar em casa satisfeito, você pede uma pizza ou um hambúrguer. Se, em vez disso, você escolher um tipo de comida que nunca experimentou (culinária etíope — claro, por que não?) você corre o risco de não gostar muito daquela injera com wat (tipo de massa fina de pão coberta com carne condimentada) —, mas pode ser que se surpreenda com um sabor delicioso.
Pessoas verdadeiramente felizes aparentam saber intuitivamente que a felicidade duradoura não se trata apenas de fazer aquilo de que gostamos. Ela também exige crescimento pessoal e se aventurar além dos limites da sua zona de conforto. Em um estudo de 2007, os psicólogos do estado do Colorado Todd Kashdan e Michael Steger monitoraram as atividades diárias de estudantes e como eles se sentiam durante 21 dias; aqueles que sentiam curiosidade em determinado dia também se diziam mais satisfeitos com a vida — e se envolviam em um número maior de atividades que levavam à felicidade, tais como expressar sua gratidão aos colegas ou praticar atividades voluntárias.
A curiosidade — aquele estado pulsante e ávido do não-saber — é fundamentalmente um estado de ansiedade. Quando, por exemplo, o psicólogo Paul Silvia mostrou aos participantes de uma pesquisa uma série de pinturas, as imagens tranquilas de Claude Monet e Claude Lorrain evocaram sentimentos felizes, enquanto as obras misteriosas e inquietantes de Egon Schiele e Francisco Goya causaram curiosidade.
Ao que parece, a curiosidade consiste basicamente em explorar. Pessoas curiosas em geral entendem que, apesar de não ser fácil se sentir desconfortável e vulnerável, este é o caminho para se tornar mais forte e sábio. Na verdade, um olhar aprofundado no estudo de Kashdan e Steger sugere que pessoas curiosas investem em atividades que lhe causam desconforto, pois estas atuam como um trampolim para estados psicológicos mais elevados.
É claro que existem diversas circunstâncias na vida em que a melhor maneira de aumentar seu grau de satisfação é simplesmente fazer o que te faz bem, como tocar sua música favorita numa jukebox ou fazer planos para visitar seu melhor amigo. Mas, de vez em quando, vale a pena buscar uma nova experiência, mais complicada, incerta e até mesmo desgastante — seja finalmente fazer aquela aula de caratê pela primeira vez ou ceder a sua casa para a exibição do filme de arte de um colega. As pessoas mais felizes optam pelas duas vias e assim se beneficiam de ambas.
2> DETALHES TÃO PEQUENOS
Pessoas mais felizes não são minuciosas e têm uma proteção emocional natural contra o desgaste dos pequenos detalhes.
Uma crítica comum às pessoas felizes é que elas não são realistas — levam a vida alegremente sem levar em conta os perigos e problemas do mundo. Pessoas satisfeitas tendem a ser menos analíticas e atentas a detalhes. Um estudo conduzido pelo psicólogo Joseph Forgas, da Universidade de New South Wales, constatou que pessoas com uma predisposição a serem felizes — ou seja, aquelas que tendem a ser positivas — são menos céticas do que as outras. Elas são menos críticas e mais receptivas com estranhos, o que as torna mais suscetíveis a mentiras e golpes.
Claro, ficar de olho nos detalhes pode ajudar quando se trata de navegar o complexo universo social de colegas e namorados — e é algo que as pessoas menos alegres tendem a fazer. Na verdade, o psicólogo da Universidade Virginia Commonwealth, Paul Andrews, argumenta que a depressão é, na verdade, uma questão de adaptação. Pessoas depressivas, segundo a lógica, tendem a refletir e processar mais suas experiências do que as outras — e, por consequência, ter mais insights sobre si mesmo ou sobre a condição humana —, embora paguem um preço emocional por isso. Um pouco de atenção aos detalhes ajuda a avaliar o universo social de maneira mais realista.
No entanto, muita atenção aos detalhes pode interferir no nosso funcionamento cotidiano, como dizem as pesquisas realizadas pela psicóloga Kat Harkness, da Queen’s University. Em seu estudo, ela mostra que as pessoas deprimidas tendem a notar mudanças nas expressões faciais dos outros a cada minuto. Já as pessoas felizes tendem a ignorar tais mudanças repentinas — um ar de aborrecimento, um sorriso sarcástico. Você provavelmente conhece tal fenômeno das interações com seu parceiro. Quando estamos de mau humor, notamos pequenas mudanças de expressão que geralmente surgem de uma briga (“Eu vi você virar os olhos pra mim! Por que você fez isso?!”), mas quando estamos de bom humor, passamos por cima desses detalhes (“Você me provoca, mas eu sei que no fundo você ama estar perto de mim”). As pessoas mais felizes têm uma proteção emocional natural contra a energia desgastante dos pequenos detalhes.
Do mesmo modo, as pessoas mais felizes não dão tanta importância para o seu desempenho. Ao rever a literatura de pesquisa de Oishi e seus colegas, nota-se que as pessoas mais felizes — cujas notas foram 9 ou 10 no quesito satisfação com a vida — tendem a ter desempenhos piores do que pessoas medianamente felizes quando se trata de notas, frequência em aulas e salários. Em resumo, elas se preocupam menos com o seu desempenho; acreditam que vale a pena sacrificar um certo grau de realização para não ter que se preocuparem com coisas pequenas.
3> EU TORÇO POR VOCÊ
Comemorar de verdade o sucesso dos seus amigos pode te fazer mais feliz do que conquistar os seus próprios.
Você já ouviu isso um milhão de vezes: um bom amigo é aquele com quem você pode contar quando precisa. Segundo uma pesquisa recente da Gallup World Poll, o melhor indicador de felicidade no trabalho era se a pessoa tinha ou não um melhor amigo com quem podia contar. Assim, faz sentido pensarmos que um bom amigo é aquele que nos leva pra tomar uma cerveja quando recebemos uma promoção no trabalho — ou que somos um quando buscamos aquele amigo no bar que acabou de ser demitido e está muito bêbado para voltar pra casa dirigindo.
De fato, tal apoio alivia as pancadas difíceis da vida e ajuda a vítima a superá-las. Ainda assim, novas pesquisas revelam uma ideia menos intuitiva sobre amizades: as pessoas mais felizes são aquelas que estão presentes nos sucessos dos amigos e cujas realizações são comemoradas por eles.
Tal ideia é reforçada pela psicóloga Shelly Gable, da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara. Uma pesquisa realizada por ela e alguns colegas revelou que quando parceiros românticos falham em dar importância ao sucesso do outro, o casal tem mais chances de se separar. Em contrapartida, quando os parceiros comemoram as realizações uns dos outros, eles tendem a ficar mais satisfeitos e compromissados com o relacionamento, desfrutando de mais amor e felicidade.
No entanto, fora do nosso relacionamento principal, por que capitalizar o sucesso dos outros nos faria mais feliz? Por que devemos apoiar aquele amigo sortudo, ouvindo todos os detalhes de mais uma de suas conquistas sexuais quando nós mesmos passamos muitas noites de sexta-feira lendo gibi? Primeiramente, ele precisa de você, de verdade. O processo de conversar sobre uma experiência positiva com alguém que escuta atentamente muda, de fato, a memória daquele evento — dessa forma, depois de falar sobre a sua experiência, seu amigo vai se lembrar daquela noite com a modelo de maneira ainda mais positiva do que ela foi realmente, e vai ser mais fácil para ele relembrar deste encontro alguns anos depois, quando ela der o fora nele. Mas igualdade é importante, e você também pode pegar uma carona na positividade do seu amigo. Assim como nós nos sentimos mais felizes quando compramos presentes ou doamos dinheiro para caridade em vez de gastarmos com nós mesmos, nos sentimos mais felizes ao ouvir os relatos de sucesso de nossos amigos.
Na vida, existem muitas pessoas esperando uma oportunidade para mostrar seu heroísmo. Difícil mesmo é encontrar pessoas que realmente conseguem compartilhar a alegria e realização dos outros sem sentir inveja. Assim, mandar flores para uma amiga que está se recuperando de uma cirurgia pode ser generoso da sua parte, porém oferecer o mesmo buquê quando ela se formar em Medicina ou ficar noiva gera mais satisfação para ela — e principalmente para você.
4> SENTIMENTOS NEGATIVOS À MOSTRA
Admitir sentir raiva ou inveja pode nos tornar mais flexíveis, e a habilidade de mudar nosso estado mental é fundamental para o bem-estar.
As pessoas mais saudáveis psicologicamente têm um entendimento nato de que as emoções servem como um feedback — um sistema de radar interno que fornece informações sobre o que está acontecendo (e o que vai acontecer) no nosso universo social. Pessoas felizes e radiantes não escondem seus sentimentos negativos. Elas reconhecem que a vida é cheia de decepções e batem de frente com elas, sempre usando de sua raiva para se defender e de sua culpa como motivador para mudar seu próprio comportamento. Esta hábil alternância entre prazer e dor — habilidade de mudar seu comportamento para atender à demanda da situação — é conhecida como flexibilidade psicológica.
A habilidade de mudar o estado mental de acordo com a circunstância é um aspecto fundamental para o bem-estar. George Bonanno, psicólogo da Columbia University, descobriu que, após o 11 de Setembro, as pessoas mais flexíveis que moravam em Nova York quando os ataques aconteceram — aquelas que ocasionalmente sentiam raiva, mas também escondiam sua emoção quando necessário — se recuperaram mais rápido e desfrutaram de melhor saúde mental do que as que não souberam se adaptar.
Oportunidades para reagir de maneira flexível estão em toda parte: uma recém-casada que acaba de descobrir que é infértil talvez esconda sua desesperança de sua mãe, mas se abra com a amiga; pessoas que passaram por algum trauma talvez expressem sua raiva para outras que compartilham do mesmo sentimento, mas a esconda de amigos. O que nos permite obter melhores resultados em diferentes situações é a capacidade de tolerar o desconforto causado pela mudança de estado de espírito de acordo com nossa companhia e suas atitudes.
Aprender a lidar com o desconforto emocional é algo que se faz aos poucos. Da próxima vez em que você tiver um desentendimento com alguém, em vez de beber uma dose de uísque, tente simplesmente tolerar aquele sentimento por alguns minutos. Com o passar do tempo, sua capacidade de tolerar emoções negativas vai aumentar.
5> ENCURTANDO A CURTIÇÃO
Prive-se dos prazeres imediatos: banho demorado, barra de chocolate, sessão de TV... As pessoas mais felizes têm metas longas e definidas.
Até a pessoa mais esforçada concorda que uma vida cheia de objetividade e sem prazeres é muito chata. Pessoas felizes sabem se permitir certas indulgências momentâneas que são gratificantes — tomar um banho longo, faltar na ginástica no sábado para assistir a uma partida de futebol na TV... Se você se concentra principalmente em atividades que te dão prazer instantâneo, você pode estar perdendo os benefícios de ter uma meta definida. Objetivos nos levam a correr riscos e fazer mudanças — mesmo face à privação e ao sacrifício da felicidade a curto prazo.
Ao tentar descobrir como as pessoas equilibram prazer e objetivo, Michael Steger e seus colegas da Colorado State mostraram que o ato de tentar compreender nosso mundo é o que geralmente nos desvia de nossa felicidade. Afinal, esta é uma missão carregada de tensão, incerteza, complexidade, momentos de intriga e agitação, e conflitos entre o desejo de se sentir bem e a vontade de progredir em direção ao que mais valorizamos. Ainda assim, no geral, as pessoas mais felizes tendem a sacrificar mais os prazeres a curto prazo quando existe uma boa oportunidade de progredir em direção ao que elas desejam ser na vida.
Uma pesquisa realizada pelo neurocientista Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, revelou que progredir em direção à realização de nossos objetivos nos faz sentirmos mais envolvidos e nos ajuda a tolerar sentimentos negativos que podem surgir neste percurso.
Ninguém diz que ter um objetivo na vida é fácil ou que seja uma tarefa simples, mas pensar nas atividades gratificantes e significativas que você fez na semana passada, no que você é bom e nas experiências das quais você não abre mão pode ajudar. Observe também as situações em que suas respostas refletem aquilo que você acha que devia dizer em vez daquilo em que realmente acredita. Por exemplo, ser pai não significa que o tempo que você passa com seus filhos é a parte mais energizante e significativa da sua vida — e é importante aceitar isso. As pessoas mais felizes conseguem combinar aquilo que mais gostam com uma vida de objetivos e satisfação.
FONTE: revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI341920-17773,00-O+SEGREDO+DA+FELICIDADE+SEGUNDO+A+CIENCIA.html
FACEBOOK ESTÁ "DOMINANDO O MUNDO"
Se a disputa entre as redes sociais fosse uma partida de War, Mark Zukerberg já teria ganho: de acordo com o estrategista de redes sociais Vincenzo Cosenza, o Facebook “dominou” 127 países (de um total de 137). A rede conta com mais de 1 bilhão de usuários – dos quais mais de 600 milhões o acessam por meio de dispositivos móveis.
A distribuição de usuários impressiona: 278 milhões na Ásia; 251 milhões na Europa; 243 milhões na América do Norte; 142 milhões na América do Sul; 52 milhões no continente africano; e 15 milhões na Oceania.
Duas vezes ao ano, em junho e dezembro, Cosenza atualiza seu “Mapa Mundi de redes sociais”, que mostra qual é o serviço mais popular em cada país. Atualmente, apenas cinco redes disputam a hegemonia (Facebook, QZone, V Kontakte, Odnoklassniki e Cloob), uma redução considerável desde junho de 2009, quando havia 17 participantes da “guerra”.
Atualmente, o grande desafio da rede de Zuckerberg é ganhar espaço nos países em que ela é bloqueada pelo governo, como China, Irã e Paquistão.
FONTES: http://thenextweb.com/facebook/2013/01/02/world-map-of-top-social-networks-shows-just-five-left-facebook-dominates-127-out-of-137-countries// http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI327730-17770,00.html
OS RIOS DO MUNDO INTEIRO ESTÃO EM PERIGO
A água doce é amplamente considerada o recurso mais essencial do mundo – sustenta não apenas as formas de vida vida como também o desenvolvimento econômico. Durante muitos milênios, os humanos têm exercido uma influência crescente sobre os recursos de água doce. Rios, em especial, foram alterados com a construção de barragens, irrigação e outras práticas agrícolas e de engenharia.
Agora, segundo um novo estudo, os rios do mundo inteiro estão em crise, e isso poderia ter um impacto terrível sobre as 5 bilhões de pessoas que vivem perto deles, e que precisam da água doce, bem como para milhares de espécies que os habitam.
As novas descobertas sobre a ameaça aos rios é a primeira iniciativa de escala global para quantificar o impacto de estressores em seres humanos e na biodiversidade ribeirinha. Foram produzidos uma série de mapas que documentam a influência de vários tipos de ameaças à qualidade da água e a vida aquática em sistemas fluviais de todo o planeta.
Nos últimos tempos, a poluição química, a população humana crescente e a redistribuição global de plantas, peixes e outras espécies animais – todas criaturas “invasoras”, que não são originárias do local em que se encontram – tiveram efeitos de longo prazo sobre os rios e seus habitantes aquáticos.
Então, os pesquisadores criaram mapas integrados com 23 diferentes itens, como poluição, barragens e represas, uso excessivo de água, escoamento agrícola, perda de zonas úmidas, e introdução de espécies invasoras, e os fundiram em um único índice. No passado, foram feitos estudos que lidaram com um problema de cada vez. Mas a pesquisa recente oferece uma imagem mais rica e mais significativa, pois todas as ameaças foram consideradas simultaneamente.
Os pesquisadores notaram que os rios em diferentes partes do mundo estão sujeitos a tipos semelhantes de problemas, independentemente da sua presença em um país desenvolvido ou em desenvolvimento. Alguns desses impasses são a intensificação da agricultura, o desenvolvimento industrial, a modificação do habitat ao redor do rio e outros fatores.
Alguns dos mais altos níveis de ameaça estão nos rios dos Estados Unidos e da Europa. Segundo os pesquisadores, os americanos pensam que seus problemas de poluição da água estão sob controle, mas o fato é que eles ainda enfrentam desafios enormes.
Os cientistas também disseram que os rios representam a única fonte de recursos hídricos renováveis para os seres humanos, e que após o mapeamento destas diversas fontes de ameaça, eles puderam observar uma síndrome global de degradação dos rios.
Um dos objetivos do projeto é apoiar protocolos internacionais que serão utilizados para proteger os sistemas de água no mundo.
FONTE: OurAmazingPlanet.com/earths-rivers-in-crisis-state-report-concludes--0587/
AS MULHERES TENDEM A EXCLUIR QUANDO AMEAÇADAS DE EXCLUSÃO
Um novo estudo indica que homens e mulheres usam estratégias diferentes quando confrontados com uma ameaça social: quando ameaçados de serem excluídos de um grupo, as mulheres tendem a responder excluindo alguém. Já para os homens, essa ameaça não faz diferença (sempre insensíveis, não é?).
Os resultados vieram através de um jogo competitivo. Os pesquisadores pediram aos participantes que jogassem enfrentando dois outros jogadores representados por desenhos na tela do computador, que, sem o conhecimento dos participantes, na verdade não existiam.
Cada participante jogou 28 rodadas do jogo, cujo objetivo era ganhar pontos para aumentar a quantidade de dinheiro ganho no final.
No início de cada rodada, os participantes ficavam sabendo de sua situação, bem como as posições dos outros dois jogadores. Eles então podiam optar por concorrer sozinho, formar uma aliança com um deles, ou cooperar com os outros dois jogadores e assim dividir os seus pontos.
Pesquisas anteriores mostram que, quando as pessoas têm uma elevada probabilidade de ganhar, elas tendem a competir sozinhas, mas conforme essa probabilidade diminui, elas são mais propensas a formar uma aliança ou cooperar.
Nessa versão do jogo, ambos os homens e mulheres responderam aproximadamente da mesma forma, escolhendo competir sozinho, formar uma aliança ou cooperar na mesma medida (com mais ou menos os mesmos pontos).
No entanto, uma diferença surgiu quando os participantes foram avisados de que, se competissem sozinhos, seus dois adversários iriam formar uma aliança e excluí-lo se vencessem. Eles também foram informados de que, se formassem uma aliança com um dos jogadores, o terceiro jogador seria excluído.
Esta afirmação não alterou o resultado do jogo de qualquer maneira, e os participantes do sexo masculino responderam da mesma forma que anteriormente.
As mulheres, no entanto, mudaram seu comportamento. Elas formaram significativamente mais alianças do que os homens.
Elas também formaram mais alianças deste tipo do que quando, sem a ameaça de exclusão, elas teriam competido sozinhas ou cooperado.
As mulheres são más? Não. A chave para esta diferença na forma como respondemos às ameaças sociais reside no tipo de relações que cada um tem.
Todo mundo sabe que as mulheres gostam de ter melhores amigas, enquanto os homens preferem conviver em grupos maiores. Ou seja, as mulheres têm probabilidade de “fechar” parcerias um-a-um. E, para isso, elas têm que se livrar de outras pessoas, e têm que estar preocupadas que alguém vai roubar seu/sua melhor amigo(a).
Já quando um homem tem um conflito com alguém em seu grupo, as implicações não são tão devastadoras. Há muitos outros por aí, então ele não sente a mesma pressão para se certificar de que ninguém roube seu amigo.
Vantagens e desvantagens? Segundo os pesquisadores, há uma vantagem para a exclusão social: ajuda a mulher a estabelecer o tipo de relação intensa que ela mais gosta. Como resultado, porém, algumas mulheres vivem com o medo da exclusão social, não familiar aos homens.
FONTE: LiveScience.com/12993-women-exclusion-competition-social-relationships.html
20% DAS PLANTAS DO PLANETA ESTÃO AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO
Segundo um novo estudo, uma em cada cinco espécies de plantas do mundo está em vias de extinção. Os pesquisadores puderam comprovar o que suspeitavam: a principal causa da ameaça de extinção é a perda de habitat induzido pelos seres humanos.
O estudo revelou que a perda de habitat devido ao uso da terra para agricultura ou criação de animais é a maior ameaça para a vida das plantas. As florestas tropicais são as mais ameaçadas dos ecossistemas vegetais.
Os pesquisadores também disseram que as gimnospermas, o grupo de plantas que inclui as coníferas (pinheiros) e cicadáceas, são as plantas mais ameaçadas da Terra. Ao todo, o relatório revelou que as plantas estão mais ameaçadas do que os pássaros, e tão vulneráveis quanto os mamíferos do planeta.
Este estudo é um dos mais abrangentes já realizados que examinou o estado das plantas na Terra. Ele levou vários anos para ser concluído, sendo que centenas de cientistas no mundo todo examinaram milhares de espécies, usando uma variedade de métodos de imagens de satélite e modelagem no computador para análise de amostras de plantas arquivadas.
Esta é a primeira vez que vemos a verdadeira extensão da ameaça em que se encontram as plantas do nosso planeta. Estima-se que há 380 mil espécies de plantas do mundo, e os resultados do estudo, que se focou em 4.000 espécies de plantas mais cuidadosamente avaliadas, aponta que 20% delas estão ameaçadas.
O relatório da pesquisa mostrou as plantas e as regiões mais ameaçadas. No entanto, cerca de um terço das espécies analisadas são insuficientemente conhecidas para que os pesquisadores realizassem um diagnóstico de conservação.
Segundo eles, começa por aí a dimensão da tarefa que os cientistas ainda têm pela frente. Os pesquisadores disseram que para responder a perguntas cruciais, como a rapidez com que estamos perdendo espécies e por quê, e o que podemos fazer sobre isso, eles precisam estabelecer uma base, podendo a partir daí medir a mudança.
A conclusão dos cientistas é que a diversidade de plantas sustenta toda a vida na Terra, por isso, é muito preocupante que a nossa própria espécie esteja ameaçando a sobrevivência de milhares de espécies de plantas.
O estudo veio em tempo certo. Governos de vários países estão se preparando para definir novas metas em direção a um esforço global de conversação do meio ambiente, em uma cúpula de biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá em Nagoya, no Japão, no próximo mês.
FONTE: LiveScience.com/environment/one-fifth-of-worlds-plants-threatened-with-extinction-100928.html
VC SABE QUANTOS LAGOS EXISTEM NO MUNDO?
Quantos lagos existem no mundo todo? Uma nova pesquisa da Universidade de Uppsala (Suécia) deu a resposta: cerca de 117 milhões, cobrindo quase 4% da superfície do planeta, sem contar as geleiras na Groenlândia e na Antártica.
A pesquisa desenvolveu um método para encontrar todos os lagos da Terra maiores que 0,2 hectares (2 mil metros quadrados) usando imagens de satélite de todo o mundo.
Essa é a primeira vez que uma técnica confiável foi desenvolvida. Charles Verpoorter, que participou do estudo, disse que foi difícil desenvolver um método que identificasse automaticamente todos os lagos nas imagens de satélites.
“O desafio era fazer com que funcionasse independentemente da vegetação circundante, de quão turva a água é, de sombras de montanha e outras coisas que podem ser confundidas com superfícies de água”, explica.
Mas por que queremos saber quantos lagos existem no planeta?
“Se quisermos ser capazes de fazer estimativas realistas dos efeitos obtidos dos diferentes processos em lagos, por exemplo a sua contribuição para o aquecimento global, primeiro precisamos de um bom mapa. Agora temos [esse mapa]”, afirma Lars Tranvik, professor de limnologia da Universidade de Uppsala, um dos principais autores do estudo.
Muitos grupos de pesquisa, incluindo o de Lars Tranvik, estudam os papéis dos lagos na circulação de substâncias diferentes, por exemplo, como micro-organismos quebram compostos orgânicos em dióxido de carbono e metano, que são liberados na atmosfera. Lagos contribuem significativamente para estes processos.
“Precisamos saber mais sobre isso, não apenas como as moléculas e micro-organismos trabalham, mas também qual o efeito total global. Até agora, as estimativas de processos globais só foram baseadas em métodos não confiáveis onde as medições locais foram ampliadas”, conta Verpoorter, atualmente na Universidade de Lille Nord, na França. “A área de fronteira entre a terra e a água é uma zona importante para muitos processos. Este estudo nos diz agora que as margens dos lagos no mundo possuem, no total, cerca de 250 vezes o comprimento do equador”.
Tiit Kutser, analista do Instituto Marinho da Estônia em Tallinn que também fez parte da equipe de pesquisa, complementou: “Agora sabemos a localização, forma e tamanho de todos os 117 milhões de lagos até um quinto de hectare em tamanho da Terra. Acreditamos que o nosso banco de dados vai crescer no futuro, com informações sobre as terras ao redor, hidrologia e mais, para que possamos ter uma melhor compreensão das diferentes propriedades dos corpos de água e como elas contribuem para a produção de metano”.
FONTE: phys.org/news/2014-09-world-lakes.html
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