Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

domingo, 30 de agosto de 2015

CIÊNCIA DESCOBRE A HORA EXATA PARA FAZER SEXO

Um estudo científico recente, publicado pela revista British Medical Journal – que coleta dados divulgados pela Associação Médica Britânica –, afirma ter descoberto o horário perfeito para fazer sexo. Provavelmente, o resultado surpreenderá muitas pessoas, já que a hora escolhida não parece ser a mais comum; entretanto, é o momento em que tanto os homens quanto as mulheres estão com o nível de testosterona mais elevado: às 5h48m da manhã. Esse horário preciso é a combinação dos dados de aumento da testosterona com os das atividades cotidianas: mais testosterona e menos preocupação em relação aos afazeres diários resultariam no momento perfeito para a troca sexual. Nos homens, a quantidade de testosterona presente no organismo 12 minutos antes das 6h pode chegar a ser 25% a 50% maior que no resto do dia – isso, claro, se ele tiver dormido à noite, uma vez que a glândula que regula sua produção é muito mais ativa durante o sono. O resultado desse estudo é baseado em uma estatística do horário em que as pessoas acordam. Por isso, se se passou a noite em claro, o horário ideal não será o mesmo. O fenômeno que explica essa pesquisa é o mesmo que faz com que a maioria dos homens tenha ereções matinais. E isso coincide com um estudo recente feito na Itália, no qual se descobriu que, para as mulheres, a manhã é o momento ideal para chegar ao orgasmo. FONTE: megaarquivo.com/2015/08/27/11-728-isso-tem-hora-ciencia-descobre-a-hora-exata-para-fazer-sexo/>

COMO UM SATÉLITE FICA EM ÓRBITA?

O segredo para que esses objetos permaneçam no espaço, girando ao redor da Terra, é o “empurrão” dado pelos foguetes que colocam os satélites em órbita. Depois de subir ao espaço, um estágio propulsor acelera o satélite a uma velocidade que não seja tão pequena para que ele caia na Terra nem tão grande para que ele escape da gravidade do planeta. “Se a velocidade for aplicada corretamente, o satélite tenta se afastar continuamente da Terra em direção ao espaço, mas ao mesmo tempo é puxado de volta pela gravidade. O resultado é como se ele estivesse sempre caindo, mas sem tocar a superfície do planeta, descrevendo uma trajetória circular ao redor do globo”, afirmou um engenheiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A velocidade é o elemento-chave para pôr um satélite em órbita. Se for impulsionado a uma velocidade muito baixa, ele cai logo, “puxado” pela gravidade da Terra. EXEMPLO – Se a velocidade de impulso for de, digamos, 10 km/h, ele cai depois de percorrer apenas 687 metros no espaço. Se a velocidade com que se atira o objeto for maior, ele irá cair cada vez mais longe. Mas, se o impulso não for suficiente para o satélite dar uma volta na Terra, ele não estará em órbita. EXEMPLO – Se a velocidade de impulso for de 10 000 km/h, ele se choca com a superfície depois de percorrer 754 quilômetros no espaço. Agora, sim, nosso satélite entrou em órbita. No nosso exemplo, ele está a 300 km da superfície. Se for menos do que isso, a atmosfera é mais densa e a resistência do ar “breca” o movimento do satélite. EXEMPLO – O impulso ideal para o satélite entrar em órbita a 300 km de altitude é de 27 800 km/h. FONTE: megaarquivo.com/2015/01/13/10-983-fisica-como-um-satelite-fica-em-orbita/

A GRAVIDADE NÃO É UMA FORÇA E NÃO TEM PODER DE “PUXAR”?

Porém, como é possível uma influência que move e atrai objetos não ser considerada uma força? Isso porque a gravidade não “puxa”, ela “acelera”. Ao contrário do que a linguagem utilizada pela física introdutória costuma dizer, para facilitação do aprendizado, a gravidade deforma o espaço-tempo, fazendo com que objetos sigam uma curvatura criada. Graças às teorias da relatividade de Albert Einstein, sabemos que a energia diz ao espaço-tempo como deve ser sua curvatura. Nesse caso, a massa é geralmente a parte mais importante da equação, ou seja, a energia que é a massa de um objeto curvado ao espaço-tempo. Assim, a massa dobra o espaço-tempo, e essas curvas ditam a mobilidade da energia. A gravidade seria a curvatura do espaço-tempo. Assim como um carro percorre uma estrada cheia de curvas, objetos viajam por elas no espaço-tempo. E, assim como um carro acelera, objetos maciços criam curvas extremas no espaço-tempo, e a gravidade é capaz de acelerar corpos que entram (ou se aproximam) de poços de gravidade profundas. Tal caminho é chamado de “curva geodésica”. O melhor exemplo para explicar a gravidade e sua capacidade de acelerar objetos são a Terra e a Lua. Nosso planeta é um objeto muito maciço quando comparado à Lua. Assim, a Terra provoca uma curva acentuada no espaço-tempo. A Lua orbita em torno de nosso planeta por conta das deformações no espaço-tempo que são causadas pela massa da Terra. Portanto, a Lua viaja pela curva sem sentir alguma força atuante. Não se trata de um impulso ou empuxo, e sim um caminho. Você pode estar se perguntando, então, por que nem todos os asteroides e os meteoritos que passam próximos a nossa órbita são incorporados a ela? Esse caminho depende de muitos fatores, como velocidade, trajetória e a massa dos respectivos objetos envolvidos. Milhares de cometas e asteroides passam por nós sem serem capturados e arrastados para uma órbita particular, justamente por isso, ao mesmo tempo que tantos outros orbitam a Terra por um tempo. Tudo é relativo na relatividade. FONTE: megaarquivo.com/2015/08/27/11-729-fisica-voce-sabia-que-a-gravidade-nao-e-uma-forca-e-nao-tem-poder-de-puxar/

O NÍVEL DO LAGO MAIS PROFUNDO DA TERRA ESTÁ DIMINUINDO PRECIPITADAMENTE

O nível de água no lago Baikal diminuiu 40 centímetros em relação a 2013, e já falta pouco para que atinja a cota crítica de 456 ms, após a qual o ecossistema do lago mais profundo e mais puro do mundo poderá começar a sofrer mudanças irreparáveis. Os serviços de emergência russos estão monitorando o nível de água do lago durante as 24 horas do dia. Efetivamente, não é para brincar quando o repositório da quarta parte de toda a água doce na Terra registra um descenso acelerado do seu nível. A água vai-se embora dos poços nas aldeias costeiras, deixando secas até as turfeiras. Mais oito centímetros de descenso e a água lacustre será proibida por lei para as atividades econômicas, adverte Arkadi Ivanov, coordenador do programa Baikal da Greenpeace Rússia: "Antes de mais nada, isso traz consigo uma ameaça aos recursos haliêuticos. Pois a faixa de águas litorais de pouca profundidade deixará, afinal, de existir, convertendo-se em costa. Os peixes que desovam no lago vão perder seus desovadouros habituais, enquanto os que desovam em rios perderão lugares apropriados para o desenvolvimento dos alevins. Tal mudança poderá afetar também as aves que nidificam no vale do rio Selenga. Além disso, há perigos de dimensão social, como o desaparecimento total de água em poços e o surgimento de um novo estorvo no combate a incêndios, muito especialmente em turfeiras". A situação se deve, segundo acreditam os cientistas, a duas razões. A primeira tem a origem na própria natureza. O inverno do ano passado foi de pouca neve e o verão também bastante seco. Os afluentes do Baikal não receberam alimentação suficiente para manter o nível de água no lago. A segunda razão tem a ver com um erro de cálculo humano. Ao fazer a previsão do tempo projetada para um período de vários trimestres, os meteorologistas predizeram erroneamente um verão e outono chuvosos. Como consequência, as usinas hidrelétricas foram autorizadas a reduzir o nível de água nas albufeiras 20% mais do que normalmente. Contudo, uma estiagem inesperada chegou em vez de chuvas intensas, devido à qual o Baikal não conseguiu recuperar o nível de água, produzindo-se uma queda dramática desse. Esta situação deve lembrar-nos mais uma vez de que os seres humanos somos responsáveis para com a natureza. Os acontecidos atuais devem chamar uma particular atenção da Mongólia e dos países e organizações que apoiam os projetos mongóis relacionados com o Baikal, prossegue o chefe do programa Baikal da Greenpeace Rússia, Arkadi Ivanov: "Como se sabe, a Mongólia começou a projetar a construção de uma série de represas no curso do Selenga, um dos rios que alimentam o Baikal, e de seus afluentes. Por exemplo, se sabe de um projeto da usina hidrelétrica Shuren; o segundo projeto, em termos de suas proporções, é o de transvasar a água do rio Orkhon, um afluente do Selenga, para o deserto de Gobi. Implementação desses projetos poderá afetar seriamente a caudalosidade do Selenga e, por conseguinte, do Baikal". Os ambientalistas russos e internacionais procuram que a Mongolia use as fontes alternativas, as que permitem alcançar as metas sem ofender a natureza. Em particular, o país asiático tem excelentes perspectivas no campo de exploração da energia eólica e solar, argumentam os especialistas. No que diz respeito à situação vivida atualmente pelo lago Baikal, os especialistas acreditam que por enquanto não há razões para falar de danos ambientais irreversíveis. O referido quadro, segundo eles, vai durar até abril, quando a neve começará a derreter. O Baikal voltará a se encher com água e, se calhar, a sua linha litoral recuperará os antigos contornos. FONTE: http://br.sputniknews.com/portuguese.ruvr.ru/news/2015_02_01/O-n-vel-de-gua-do-lago-mais-profundo-da-Terra-est-diminuindo-precipitadamente-1353/

NOVA TEORIA DIZ QUE HUMANOS COM FATOR RH NEGATIVO PERTENCENTE À UMA LINHAGEM EXTRATERRESTRE

Nós humanos temos quatro tipos sanguíneos gerais: A, B. AB e O. Esta classificação é derivada, de acordo com cientistas, das proteínas que são encontradas na superfície celular projetadas para combater bactérias e vírus no corpo humano. A grande maioria dos humanos neste planeta possui estas proteínas, o que significa que seu fator sanguíneo é Rh Positivo. Mas um grupo minoritário, com Rh Negativo, falta estas proteínas. Assim, como seria esta crucial diferença explicada cientificamente? E por que ela existe? Através dos anos, vários estudos científicos têm procurado por estas respostas. Agora, alguns cientistas acreditam ter encontrado uma coisa fascinante a respeito dos Rhs Positivo e Negativo. De acordo com esta teoria “científica”, num passado distante, seres extraterrestres visitaram a Terra e criaram, através de “manipulação genética”, o Rh Negativo, com a intenção de criarem uma raça de “escravos”. O povo Basco da Espanha e França possui o maior percentual de sangue com Rh negativo. Aproximadamente 30% possui (rr) Rh Negativo e aproximadamente 60% carrega um gene (r) negativo. Mas, alienígenas…realmente? Segundo os investigadores, isto explicaria o porquê das mães com Rh Negativo não tolerarem fetos com Rh Positivo; assim, esta intolerância radical e difícil de explicar pela maior parte das leis naturais deriva de uma modificação genética antiga, o que explica porque os grupos de Rh Positivo e Rh Negativo tendem a se ‘repelir, ao invés de se juntar. Esta teoria nos leva aos tempos da antiga Suméria, quando uma raça de alienígenas altamente avançados teria vindo de outro lugar do cosmos; Os Anunnakis, teriam construído e criado as primeiras sociedades humanas. Acredita-se que estes seres antigos planejaram e alteraram geneticamente as espécies humanas primitivas, criando seres mais fortes e mais ‘adequados’, os quais foram usados como escravos num passado distante. O Rh Negativo seria o legado que os Anunnakis deixaram na Terra, entre outras coisas. De forma interessante, o tipo Rh Negativo é característico, por exemplo, na família real britânica, o que gerou muitas teorias controversas sobre uma possível linhagem extraterrestre. Embora esta hipótese não tenha sido confirmada, as questões perturbadoras que ela gera pairam no ar: Como o mundo civilizado iria reagir ao fato de que uma porção pequena da população terrestre possui código genético que foi alterado no passado distante por seres extraterrestre altamente avançados? E se fosse possível que o grupo de pessoas com Rh Negativo tivesse uma conexão com seres de fora da Terra? E se ainda houver uma conexão misteriosa entre eles? Como a vida na Terra mudaria? FONTE:ancient-code.com/humans-with-blood-type-rh-negative-belong-to-an-extraterrestrial-lineage-according-to-new-theory/

FLORESTA DE HOIA BACIU: ÁREA DE GRANDE DE ATIVIDADE DE OVNIS, ASSOMBRADAS OU AMBAS?

Quando a maioria das pessoas pensam na Transilvânia, suas mentes imaginam imagens de castelos, Drácula e coisas relacionadas a vampiros. Porém, mais recentemente, a Transilvânia se tornou conhecida por sua Floresta Hoia Baciu. Algumas pessoas chegaram a declarar que esta floresta é o “Triângulo das Bermudas” da Romania. Localizada logo ao lado da cidade de Cluj Napoca, uma das regiões históricas da Transilvânia, a Floresta Hoia Baciu ganhou notoriedade fora da Romania quando um biólogo, Alexandru Sift, tirou uma foto de um OVNI em forma de disco na floresta, enquanto estava numa viagem de pesquisa científica em 1968. Os avistamentos de OVNIs que têm ocorrido na floresta são ainda mais apoiados por uma grande clareira na forma de um círculo quase perfeito. Nada cresce nesta área da floresta e ela é chamada de zona de “vegetação morta”. Amostras de solo têm sido tiradas da clareira e analisadas. Os resultados destes testes não mostram nenhuma razão para a vegetação não crescer neste local da floresta. Muitos ovniologos especulam que esta clareira pode ser uma área de pouso de OVNIs.
clearingOs moradores da região acreditam que a clareira seja o lar de fantasmas que assombram a floresta. Várias fotos foram tiradas na clareira, as quais parecem mostrar formas suspensas no ar e o perfil de figuras humanas. Estas fotos fazem aumentar a crença das alegações da população local. As pessoas que vivem ao redor da floresta acreditam que se entrarem na floresta nunca mais sairão. De acordo com uma lenda local, a floresta foi batizada com o nome de um pastor que desapareceu dentro dela junto com 200 ovelhas. Seus receios podem ter fundamento. Há histórias de pessoas que desapareceram para dentro da floresta, e quando saíram não lembravam do que havia acontecido. Uma dessas histórias é de uma criança de 5 anos que desapareceu na floresta. Quando ela reapareceu 5 anos mais tarde usando as mesmas roupas. que pareciam novas, ela não lembrava do que acontecera durante o tempo em que desapareceu. Isto levou algumas pessoas a acreditarem de que a floresta possa ser algum tipo de portal para outra dimensão.
Uma outra lenda local sobre a floresta alega que esta abriga espíritos de aldeões assassinados, que ficaram presos na floresta e não conseguem passar para o além. Para adicionar à validade desta lenda, há muitas pessoas que visitaram a floresta e relataram ter ouvido vozes e testemunhado cabeças fantasmagóricas de pessoas pairando entre as árvores. Para adicionar ainda mais gasolina ao fogo, muitas das árvores da floresta são contorcidas, ao ponto de parecerem algo vindo de um pesadelo. Esta paisagem horripilante não ajuda em nada a acalmar as pessoas que ousam caminhar entre as árvores. De fato, houve vários relatos de pessoas sendo fisicamente agredidas na floresta. Suas machucaduras incluem erupções na pele, náusea, períodos de vômito, queimaduras, arranhões e ansiedade extrema, somente como alguns dos exemplos. A floresta, especialmente a clareira em forma de círculo, é também assunto de grande interesse para os investigadores do paranormal. Durante uma temporada do programa de TV, Destination Truth, um dos cameramen foi violentamente atacado enquanto filmava o círculo, e jogado ao solo por algo invisível e desconhecido. As pessoas que vivem próximas da floresta têm relatado clarões de luz inexplicáveis, orbs (globos de luz), e outras coisas estranhas que ocorrem na região. Além disso, quando uma câmera de imagem térmica é utilizada nesses orbs que ficam entre as árvores, nenhuma assinatura de calor é aparente. Os investigadores paranormais que se aventuraram na floresta reportaram defeitos em seus equipamentos quando próximos da floresta e atribuem os problemas nos equipamentos como sendo um sinal de atividade paranormal.
Também têm havido relatos de pessoas que lembram de suas experiências passadas e então esquecem imediatamente disso após deixarem a floresta. A Floresta Hoia Baciu é sem dúvida um local misterioso e fascinante e, embora não podemos dizer com certeza que todos os relatos dos fenômenos sejam verdadeiros, podemos sim dizer que se alguém for bravo o suficiente, deveria então viajar para a Transilvânia e tentar descobrir o que realmente está acontecendo numa das florestas mais assombradas do mundo. Assim, a floresta é uma área de grande atividade OVNI, assombrada, ou ambas as coisas? FONTE: locklip.com/the-hoia-baciu-forest-ufo-hotspot-haunted-or-both/

RISCO DE ABORTO ESPONTÂNEO É MAIOR PARA MULHERES COM ENDOMETRIOSE

Estudo acompanhou 15 mil mulheres durante 30 anos e verificou um risco 76% maior. A endometriose atinge entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e pode levar até dez anos para ser diagnosticada. No Brasil, aproximadamente 6 milhões têm a doença. Muitas delas, no entanto, sequer sabem que têm o problema. Isso por que o sintoma mais comum é a dor da cólica menstrual que, culturalmente, é considerada típica do período menstrual e muitas vezes ignorada como problema de saúde. A endometriose é também a principal causa de infertilidade feminina sendo responsável por 50% dos casos. Um terceiro aspecto relacionado à endometriose – além de dor e infertilidade – foi apresentado no Encontro Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, realizado em Lisboa em junho. Pesquisa feita na Escócia com 15 mil mulheres avaliadas entre 1981 e 2010 mostrou que aquelas que têm endometriose apresentaram um risco 76% maior de sofrer aborto espontâneo e a chance triplicada de desenvolver uma gestação fora do útero, também conhecida como gravidez ectópica ou tubária. Os pesquisadores analisaram dois grupos de mulheres, com ou sem endometriose, e naquelas com diagnóstico prévio da doença, foram verificadas ainda uma chance maior de hemorragia pré e pós-parto, além do nascimento prematuro dos bebês. Apesar de serem números impactantes, o ginecologista e presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Agnaldo Lopes da Silva Filho afirma que a descoberta não deve pautar a decisão de uma mulher em ter ou não um filho já que a gravidez não é considerada de risco. “É uma pesquisa de peso que sinalizou para outras repercussões sobre a endometriose. Os resultados são importantes para que a mulher com a doença seja orientada sobre essas complicações”, afirma.

Sintomas

Além de cólicas fortes e dificuldade para engravidar, dor na relação sexual, dores espontâneas na região do útero, desconforto para evacuar (às vezes acompanhada de diarreia) ou para urinar durante o período menstrual também podem ser sinais da doença. O endométrio é a camada interna do útero que se renova mensalmente pela menstruação. Sua função é preparar o órgão para receber o embrião. Quando a gravidez não acontece, o tecido descama e sai pela vagina: a menstruação. A endometriose consiste na presença de endométrio em locais fora do útero como, por exemplo, na superfície dos órgãos abdominais e nas vísceras pélvicas. Quando o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue eliminar essas células, a doença se estabelece. Ou seja, quando há endometriose, sempre que a mulher menstrua, o tecido que está fora do útero desenvolve-se e sangra ao mesmo tempo dentro do corpo, provocando inflamação, dor e a formação de tecido cicatricial. Isso faz com que a doença progrida sobre órgãos e tecidos. Em casos graves, as lesões podem ser irreversíveis. A endometriose não tem cura, mas tem tratamento. Os principais objetivos são aliviar ou reduzir a dor, reverter ou limitar a progressão da doença, preservar ou restaurar a fertilidade e evitar ou adiar a recorrência da doença. O tratamento é sempre individualizado e leva em consideração o desejo da mulher em engravidar e o grau da doença. O presidente da SOGIMIG, Agnaldo Lopes da Silva Filho, explica que para as manifestações mais graves da doença a cirurgia é indicada e é feita por videolaparoscopia. Assim, os implantes ou lesões, como são chamados os pedaços do endométrio instalados em outras partes do corpo, são destruídos pela energia do laser, coagulação bipolar (cauterização) ou retirada com instrumento cirúrgico. Ainda não se conhece exatamente o porquê de a endometriose se desenvolver, mas é consenso que fatores imunológicos, genéticos e hormonais estão associados ao surgimento da doença. O diagnóstico é feito pela análise do quadro clínico, através da presença dos sintomas da doença, e exames de imagens. Os principais são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) cerca de 50% das mulheres com endometriose podem engravidar espontaneamente após o tratamento adequado e a cirurgia por videolaparoscopia pode aumentar as chances de gestação espontânea em mulheres em todos os estágios da doença. Em alguns casos, entretanto, podem ser necessárias técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro.

Mais da metade das brasileiras desconhece a endometriose

Pesquisa da SBE em parceria com a Bayer mostrou que 53% das brasileiras desconhecem a endometriose. O levantamento foi feito com 10 mil mulheres, com idade acima de 18 anos, em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Outro indício de que a doença ainda não é de conhecimento amplo da população feminina é o levantamento do Google sobre os termos mais buscados no Brasil em 2014. O relatório apontou a palavra ‘endometriose’ entre as dez mais pesquisadas na categoria ‘O que é…’. Pesquisa revela falta de informação das mulheres em grande parte das capitais do país sobre doença que é uma das principais causas de infertilidade na população feminina Ela afeta mais de 170 milhões de mulheres em todo o mundo, causa dor, sangramento irregular e é também uma das principais causas da infertilidade e perda de qualidade de vida entre a população feminina. No Brasil, são cerca de 6 milhões de mulheres sofrendo com a endometriose, sendo que 53% desconhecem a doença. O dado alarmante vem de pesquisa realizada este ano pela Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), com apoio da Bayer. O levantamento foi feito com 10 mil mulheres, com idade acima de 18 anos, em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. A pesquisa revelou que, em Porto Alegre, 68% das mulheres não sabem o que é a endometriose, enquanto, em Manaus, o número subiu para 82%. Em São Paulo e Brasília, 52% disseram nunca ter ouvido falar da doença. Em Recife, 72% das mulheres afirmaram já ter ouvido falar sobre o assunto; em Curitiba e Salvador, o percentual de conhecimento foi de 64%, e no Rio de Janeiro, de 54%. E reforça também que as mulheres ainda não estão bem informadas sobre a endometriose, o que acaba dificultando a detecção e tratamento da doença. Na capital mineira, apenas 27% das mulheres abordadas responderam conhecer a doença. O ginecologista Benito Ceccato, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, explica que o endométrio é a membrana que reveste a cavidade uterina, “cuja função é receber o ovo fecundado. A placenta vai ser formada no endométrio e será a conexão do bebê com a mãe, fornecendo os nutrientes necessários para o desenvolvimento fetal. Todo mês, o endométrio prepara-se para receber o óvulo fecundado e, caso não ocorra a gravidez, ele descama junto do sangue (menstruação)”. “Assim, a endometriose é a presença de tecido similar ao endométrio fora da cavidade uterina, que também responde às variações hormonais, podendo descamar e sangrar durante o período menstrual”, diz. O especialista esclarece que a endometriose pode ocorrer, teoricamente, em qualquer parte do organismo, sendo descritos casos raros de localização, por exemplo, na cicatriz umbilical, septo nasal e na pleura. “As localizações mais comuns são a cavidade peritoneal (peritônio é a membrana que recobre os órgãos do abdômen), os ovários, os ligamentos uterinos e intestinos. Os tipos, portanto, estão relacionados com sua localização: peritoneal, ovariana, profunda (quando acomete os ligamentos uterinos e o intestino terminal) e de outras localizações. Ressalte-se que a endometriose pode aparecer em mais de uma localização na mesma paciente.” O especialista ressalta que as causas definitivas da endometriose ainda são pouco definidas. “Fatores genéticos e imunológicos estão relacionados com a gênese da doença. É sabido, também, que mulheres que postergam a gravidez, com perfil empreendedor, têm maior propensão à doença. Os sintomas estão mais relacionados com o período menstrual. O mais clássico é a dismenorreia (desconforto e cólicas menstruais) intensa e progressiva (piora com o passar do tempo).” Quando a doença surge em órgãos como a bexiga, pode haver sangramento ao urinar (hematúria), e quando a endometriose atinge o septo nasal, sangramento nessa região (epistaxe). Ceccato salienta que os sintomas intensos da endometriose pioram muito a qualidade de vida das mulheres acometidas pela doença, que sofrem durante o período menstrual não apenas com as cólicas e o desconforto, mas também com sintomas psicológicos associados, que podem comprometer o relacionamento familiar e social. “As mulheres no período reprodutivo estão propensas à doença. Há fatores genéticos e imunológicos bem definidos que predispõem o desenvolvimento dela, assim como fatores comportamentais, como a postergação da gravidez.”

Um mal assintomático

Rivia Mara Lamaita, presidente do Comitê de Reprodução Humana da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, diz que a incidência de endometriose na população feminina é variável, devido à presença de uma grande porcentagem de mulheres que são assintomáticas e às limitações dos exames de imagem para evidenciar um diagnóstico preciso da doença. “É uma afecção ginecológica comum, presente na mulher principalmente durante seu período reprodutivo, podendo ser encontrada também entre adolescentes. As estimativas da doença dependem da população que está sendo avaliada.” Segundo a médica, observa-se uma prevalência da doença em achados acidentais cirúrgicos em torno de 1,6 casos por 1 mil pacientes. Em mulheres assintomáticas, o problema está presente em entre 2% e 22% delas; entre 20% e 50% em pacientes que não conseguem engravidar espontaneamente; e nas portadoras de dor pélvica, a prevalência fica entre 40% e 50%.” A médica esclarece que as principais consequências da doença são a dismenorreia incapacitante (dores tão fortes, que a mulher acaba se afastando das atividades diárias, como trabalho, vida social, academia), que habitualmente leva a paciente ao uso excessivo de analgésicos para controle do quadro ou ao pronto-atendimento para medicações intravenosas, e também o insucesso de tentativas de um casal com desejo de engravidar. “A dor pélvica cíclica ou acíclica, associada ao quadro de dispareunia (dor que aparece nos órgãos genitais durante ou logo após as relações sexuais) ou à mudança do hábito intestinal ou à dor ao evacuar, limitam e atrapalham a qualidade de vida da mulher, que se depara com limitações sociais durante esse período. Muitas vezes, há uma demora no diagnóstico da endometriose e a paciente vai experimentando um estresse enorme frente à falta de controle do quadro. A progressão da doença também pode alterar o funcionamento de outros órgãos e até obstruções quando comprometem o intestino ou bexiga. “

Terapia individual

Rivia ressalta que não há uma terapia curativa para a endometriose e o tratamento deve ser individualizado e voltado para as queixas relevantes de cada paciente. “Os sintomas de dor pélvica são tratados com analgésicos potentes e anti-inflamatórios, e a supressão hormonal na mulher auxilia muito no controle da endometriose. Podem ser usados contraceptivos combinados ou somente com progestágenos. Em casos mais graves, até bloqueios mais intensos com análogos do GnRH (hormônio estimulante de gonadotrofinas). Há casos que somente se beneficiarão com intervenções cirúrgicas.” O inventário da cavidade pélvica, um exame bem minucioso feito por videolaparoscopia, é um dos melhores para obter um diagnóstico preciso para endometriose. “Durante essa intervenção, ao mesmo tempo que é feito o diagnóstico, é possível realizar a retirada dos focos comprometedores da endometriose e, assim, amenizar a doença e melhorar seus sintomas. Depois desse tratamento, as pacientes inférteis sem comprometimento tubário e sem outros fatores de infertilidade associados podem melhorar sua chance de engravidar, tanto de forma espontânea como com auxílio de um especialista.”

Tipos

A endometriose é uma doença enigmática e tem merecido classificações que procuram identificar a localização das lesões, o grau de comprometimento dos órgãos e a severidade da doença. Embora grande parte das clínicas utilize a classificação da American Fertility Society que divide a doença em mínima, leve, moderada e severa, recentes avanços na pesquisa da doença recomendam uma nova classificação em 3 diferentes tipos: superficial ou peritoneal, ovariana e infiltrativa profunda. Entretanto a endometriose é considerada uma doença multifocal, isto é, na maiorias das vezes ela se apresenta em mais de um tipo na mesma paciente: superficial e ovariana, intestinal e ovariana, as três juntas e assim por diante. Todos os três têm o nome de endometriose, mas são consideradas doenças diferentes, pois não possuem a mesma origem e por isto recebem tratamentos diferenciados. Esta divisão tem facilitado o tratamento e a cura, e mostra a importância do médico especialista em conhecer cada um dos detalhes que envolvem a doença, conseguindo-se assim separar o “joio do trigo”. A endometriose costuma provocar medo nas mulheres, que pode ser justificado, muitas vezes, pelo desconhecimento de sua causa. Porém, nem sempre o aparecimento da doença é motivo de desespero e precisa ser combatido urgentemente.

Conheça os 3 tipos de endometriose e saiba quais são as principais características:

>> Superficial: É caracterizada por lesões muito pequenas, de um a dois milímetros, na região pélvica da mulher. Os exames de imagem não são capazes de detectar o problema e seu diagnóstico ocorre apenas quando a cirurgia é realizada. “O tipo (superficial) pode ou não trazer problemas clínicos, pois não sabemos se essas pequenas lesões crescem ou regridem espontaneamente”, explica o Dr. Sergio Podgaec, ginecologista do Einstein. “Ou seja, é possível que existam muitas mulheres com a doença e elas nunca saberão disso. Assim, nem sempre a mulher que possui essa lesão deve fazer algum tipo de procedimento. Na maioria dos casos, o importante é fazer o acompanhamento para saber se a doença evolui.” >> De ovário: Também conhecida como endometrioma de ovário, é uma das formas mais comuns da doença, acometendo, segundo dados do especialista do Einstein, aproximadamente 40% das mulheres que têm a doença. “Neste caso surge um cisto no ovário da mulher que geralmente só é detectado por meio de um exame de imagem”, explica Podgaec. De acordo com o médico, nem sempre a doença pode ser detectada apenas com exame de toque na mulher, com exceção das vezes em que o cisto é muito grande. >> Profunda: É o tipo mais avançado da endometriose. Caracterizado quando a mulher possui lesões com mais de 5 milímetros de espessura e pode afetar intestino, vagina, bexiga, ureter e outros órgãos. “Seu diagnóstico é realizado por meio de toque ou de exames de imagem. Este é o tipo que normalmente gera mais dor na mulher”, diz o cardiologista. Segundo ele, o tipo de sintoma varia de acordo com o local onde a doença acontece. “Geralmente, a suspeita pode ser mais precisa porque a mulher sente dor no local em que a doença está. Ou seja, sintomas intestinais podem se relacionar com a presença de lesões intestinais, sintomas urinários com lesões na bexiga e dor na relação sexual com nódulos no fundo vaginal.”

Outras formas de endometriose

# Endometriose de parede: Esta forma da doença aparece após uma cirurgia uterina, seja uma cesárea, histerectomia ou miomectomia. Durante a cirurgia, células do endométrio acabam ficando na cicatriz cirúrgica e ali proliferam e formam um nódulo de endometriose. O quadro clínico consiste em um nódulo abaixo de uma cicatriz cirúrgica que dói e aumenta durante o fluxo menstrual! O tratamento é sempre cirúrgico e consiste na remoção do nódulo. De forma contrária ao que fazemos nos outros tipos de endometriose esta não precisa de complementação medicamentosa após a cirurgia e tampouco da prevenção da recidiva. # Endometriose pulmonar ou pleural: É extremamente rara. Ainda não sabemos com as células endometriais vão parar tão longe! Talvez elas entrem em um vaso sanguíneo ou linfático e cheguem aos pulmões. A mulher com endometriose pulmonar pode se queixar de tosse com sangue durante o fluxo menstrual. # Septo reto-vaginal: É extremamente rara, acomete o tecido que fica entre o reto e a vagina. Sua origem ainda é controversa, entretanto, acredita-se que pode derivar da transformação de algum resquício da formação dos órgãos genitais em células endometriais. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

Classificação da endometriose

O sistema de classificação de ASRM é comumente utilizado atualmente e baseia-se no aspecto, tamanho e profundidade de implantes peritoneais e ovarianos; na presença, extensão e tipo de aderências; e no grau de obliteração do fundo de saco. Estes parâmetros, em conjunto, refletem a extensão da doença endometriótica. Os estádios são dependentes da pontuação de acordo com indicado abaixo: - Estágio I (endometriose mínima): escore 1-5, implantes isolados e sem aderências significantes. - Estágio II (endometriose leve): escore 6-15, implantes superficiais com menos de 5 cm, sem aderências significantes. - Estágio III (endometriose moderada): escore 16-40, múltiplos implantes aderências peritubárias e periovarianas evidentes. - Estágio IV (endometriose grave): escore > 40, múltiplos implantes superficiais e profundos, incluindo endometriomas, aderências densas e firmes. FONTES: por Augusto Pio / Saúde / Estado de Minas / Valéria Mendes / Saúde / Correio Braziliense / Hospital Albert Einstein // lersaude.com.br/risco-de-aborto-espontaneo-e-maior-para-mulheres-com-endometriose/