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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

UMIDADE ACIMA DOS OCEANOS PODE SER FONTE INESGOTÁVEL DE ÁGUA POTÁVEL


O sistema de condensação do vapor de água é uma tecnologia bem conhecida.
[Imagem: Afeefa Rahman et al. - 10.1038/s41598-022-24314-2]

COMO VOCÊ VERÁ O UNIVERSO SE VIAJAR MAIS RÁPIDO QUE A LUZ?

Observadores superluminais verão nosso universo com apenas uma dimensão de espaço, mas três dimensões temporais. [Imagem: Garik Barseghyan/Pixabay] OBSERVADORES SUPERLUMINAIS Como nosso mundo seria visto por um observador que passasse por nós movendo-se mais rápido do que a velocidade da luz no vácuo? Esse viajante superluminal veria um quadro radicalmente diferente daquele que encaramos todos os dias. Por exemplo, ele veria não apenas fenômenos que acontecem espontaneamente, sem uma causa determinística, mas também partículas viajando simultaneamente por vários caminhos - coisas muito típicas do mundo microscópico, regido pela mecânica quântica. Além disso, o próprio conceito de tempo seria completamente transformado - um mundo superluminal teria de ser caracterizado com três dimensões de tempo e uma dimensão espacial, mas poderia ser descrito na familiar linguagem da teoria clássica de campos - uma teoria de campo clássica prevê como um ou mais campos físicos interagem com a matéria sem considerar os efeitos da quantização; teorias que incorporam a mecânica quântica são chamadas de teorias quânticas de campo. Esta é a descoberta de uma equipe de físicos das universidades de Varsóvia (Polônia) e Oxford (Reino Unido), que começam deixando bem claro uma questão fundamental: A presença de tais observadores superluminais não leva a nada logicamente inconsistente e, além disso, é bem possível que objetos superluminais realmente existam. RELATIVIDADE DE GALILEU No início do século 20, Albert Einstein redefiniu completamente a maneira como percebemos o tempo e o espaço. O espaço tridimensional ganhou uma quarta dimensão, o tempo, e os conceitos de tempo e espaço, até então separados, passaram a ser tratados como um todo, chamado espaço-tempo. "Na teoria especial da relatividade, formulada em 1905 por Albert Einstein, o tempo e o espaço diferem apenas no sinal em algumas das equações," explica o prof. Andrzej Dragan, da Universidade de Varsóvia. Einstein baseou sua teoria especial da relatividade em duas suposições - o princípio da relatividade de Galileu e a constância da velocidade da luz, o famoso "c" das equações. O primeiro princípio é crucial, assumindo que em todo sistema inercial as leis da física são as mesmas e todos os observadores inerciais são iguais - ele também é conhecido como princípio da equivalência ou invariância de Galileu. Normalmente, esse princípio se aplica a observadores que se movem em relação um ao outro a velocidades menores que a velocidade da luz (c). No entanto, não há razão fundamental para que observadores que se movam em relação aos sistemas físicos descritos com velocidades superiores à velocidade da luz não devam estar sujeitos a ela, argumenta Dragan. O que acontece quando assumimos - pelo menos teoricamente - que o mundo pode ser observável a partir de quadros de referência superluminais? Há uma chance de que isso permita a incorporação dos princípios básicos da mecânica quântica na teoria especial da relatividade. Certo, esta é uma hipótese revolucionária, que está ganhando vida nas mentes dos professores Dragan e seu colega Artur Ekert, da Universidade de Oxford - a unificação da relatividade com a mecânica quântica é um objetivo perseguido pelos físicos há quase um século. O que acontece quando assumimos - pelo menos teoricamente - que o mundo pode ser observável a partir de quadros de referência superluminais? Há uma chance de que isso permita a incorporação dos princípios básicos da mecânica quântica na teoria especial da relatividade.
Os observadores luminais podem de fato existir, e as teorias atuais não têm nada contra eles - por exemplo, metamateriais poderão saltar entre dimensões na estrutura do espaço-tempo. [Imagem: Garik Barseghyan/Pixabay] RELATIVIDADE ESPECIAL ESTENDIDA Inicialmente, os físicos consideraram o caso simplificado de ambas as famílias de observadores (subluminais e superluminais) em um espaço-tempo que consiste em duas dimensões: Uma espacial e outra temporal. Em sua última publicação, agora em um grupo de cinco físicos, eles vão um passo além, apresentando conclusões sobre todo o espaço-tempo quadridimensional tão caro à física atual. A equipe parte do conceito de espaço-tempo correspondente à nossa realidade física: Com três dimensões espaciais e uma dimensão temporal. No entanto, do ponto de vista do observador superluminal, apenas uma dimensão deste mundo mantém um caráter espacial, aquela ao longo da qual as partículas podem se mover. "As outras 3 dimensões são dimensões de tempo," explica o prof. Dragan. "Do ponto de vista de tal observador, a partícula 'envelhece' independentemente em cada um dos três tempos. Mas, da nossa perspectiva, como pobres mortais, parece um movimento simultâneo em todas as direções do espaço, ou seja, a propagação de uma onda esférica quântica associada a uma partícula," comenta o prof. Krzysztof Turzynski, coautor do artigo. Isto está de acordo com o princípio de Huygens, formulado já no século XVIII, segundo o qual cada ponto atingido por uma onda torna-se a fonte de uma nova onda esférica. Inicialmente, esse princípio se aplicava apenas à onda de luz, mas a mecânica quântica estendeu esse princípio a todas as outras formas de matéria. Como os autores demonstram em seu artigo, a inclusão de observadores superluminais na descrição da realidade requer a criação de uma nova definição de velocidade e de cinemática. "Esta nova definição preserva o postulado de Einstein de constância da velocidade da luz no vácuo, mesmo para observadores superluminais," escreveram os autores do artigo. "Portanto, nossa relatividade especial estendida não parece ser uma ideia particularmente extravagante," acrescenta Dragan.
A tradicional sequência de causa e efeito vem sendo continuamente questionada em vários experimentos envolvendo a mecânica quântica.[Imagem: Garik Barseghyan/Pixabay] UNIVERSO QUÂNTICO Para resumir, como os observadores superluminais descreveriam nosso mundo? Depois de levar em conta as soluções superluminais, o mundo se torna não-determinístico, as partículas começam a se mover ao longo de muitas trajetórias ao mesmo tempo, em vez de por uma trajetória de cada vez, em conformidade com o princípio quântico da superposição. "Para um observador superluminal, a partícula pontual newtoniana clássica deixa de fazer sentido, e o campo se torna a única quantidade que pode ser usada para descrever o mundo físico," observa Dragan. "Até recentemente, era uma crença geral que os postulados subjacentes à teoria quântica são fundamentais e não podem ser derivados de nada mais básico. Neste trabalho, mostramos que a justificação da teoria quântica usando a relatividade estendida pode ser naturalmente generalizada para um espaço-tempo 1 + 3, e tal extensão leva a conclusões postuladas pela teoria quântica de campos," escrevem os autores. Todas as partículas, portanto, parecem ter propriedades extraordinárias - propriedades quânticas - na relatividade especial estendida. E será que funciona ao contrário? Podemos detectar partículas que são normais para observadores superluminais, ou seja, partículas que se movem em relação a nós em velocidades superluminais? "Não é tão simples," diz o prof. Turzynski. "A mera descoberta experimental de uma nova partícula fundamental é um feito digno do Prêmio Nobel, e só viável em uma grande equipe de pesquisa usando as técnicas experimentais mais recentes. No entanto, esperamos aplicar nossos resultados para uma melhor compreensão do fenômeno da quebra espontânea de simetria associado com a massa da partícula de Higgs e outras partículas no Modelo Padrão, especialmente no início do universo." O professor Dragan acrescenta que o ingrediente crucial de qualquer mecanismo espontâneo de quebra de simetria é um campo taquiônico. Um táquion é um campo quântico com uma massa imaginária, uma construção teórica que viola uma série de princípios básicos da física. Contudo, parece que os fenômenos superluminais podem desempenhar um papel fundamental no mecanismo de Higgs, que teria uma massa imaginária (imaginário aqui refere-se a uma parte dos números complexos). Mas, embora alguns defendam que superar a velocidade da luz é possível, talvez isso já seja assunto para uma Nova Física. FONTE:https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=como-voce-vera-universo-se-viajar-mais-rapido-luz&id=010130221230#.Y7iyQ6Rv8zY BIBLIOGRAFIA: Artigo: Relativity of superluminal observers in 1+3 spacetime Autores: Andrzej Dragan, Kacper Debski, Szymon Charzynski, Krzysztof Turzynski, Artur Ekert Revista: Classical and Quantum Gravity DOI: 10.1088/1361-6382/acad60

sábado, 31 de dezembro de 2022

CARNE CONSERVADA COM NITRITOS AUMENTAM O RISCO DE CÂNCER

Cientistas e Membros do Parlamento (MP) do Reino Unido advogam pelo banimento de nitritos(NO2) em alimentos após uma pesquisa demonstrar riscos visíveis para o desenvolvimento de câncer pelo consumo de carne processada com frequência, como bacon e presunto, que trazem a substância na composição. Sua função na indústria é a de curar o bacon, conferindo sua coloração rosada característica. Realizado por pesquisadores da Queen's University Belfast, o estudo impôs uma dieta de carne processada com nitrito a camundongos, e 75% deles desenvolveram mais tumores cancerosos do que os alimentados por carne comum, sem a substância. Tumores intestinais, especialmente, foram 82% mais comuns nos animais que consumiram nitrito. <,b>NITRITO E O CÂNCER NA EUROPA A carne processada utilizada no estudo continha 15% de nitrito. Apesar de a quantidade ser consideravelmente alta, o consumo diário pode expor os consumidores a doses grandes da substância, e os pesquisadores sugerem que quantidades menores também podem aumentar o risco de desenvolver câncer. O risco para a saúde pública, de acordo com suas conclusões, são bastante reais. Nem toda carne processada, vale notar, traz o mesmo aumento no risco de câncer, a depender da substância utilizada na cura. Cerca de 90% de todo o bacon britânico contêm nitritos, que já foram ligados, em estudos anteriores, a cânceres de próstata, mama e intestino. Outros produtos, como salsichas embutidas, geralmente importadas da Europa continental, também estão na lista. Isso levou a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar a reforçar o risco à saúde oferecido pela substância. O governo francês já tomou medidas para banir os nitritos na indústria, desde que um estudo realizado no país, em julho, apontou os mesmos riscos de câncer. Um dos autores da pesquisa britânica, Chris Elliot, se juntou a MPs para conversar com os ministros do país sobre a urgência de fazer o mesmo que seus vizinhos franceses. Entre as preocupações, está a pressão exercida pelos tratamentos de câncer ao sistema de saúde britânico, o NHS. O nitrito é usado para curar bacon e carne suína, e acaba causando um aumento nas chances de câncer consideravelmente
(Imagem: composter-box/envato) Além disso, a promessa do governo de manter padrões alimentares altos após o Brexit pode ficar comprometida caso se mostre inatividade quanto à ameaça. Especialistas comentaram a dificuldade das medidas, já que nitritos e nitratos são conservantes importantes no combate a organismos prejudiciais nos alimentos, como a bactéria responsável pelo botulismo, uma grande ameaça à saúde dos consumidores. Para serem aprovados como aditivos, eles têm de passar por avaliações de segurança bem robustas. Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou os nitritos como responsáveis por 32.000 casos de câncer intestinal por ano: a recomendação governamental do Reino Unido coloca o consumo máximo de carne vermelha e processada a 70g por dia para evitar o desenvolvimento de cânceres como esse. Fonte: https://www.theguardian.com/society/2022/dec/27/too-much-nitrite-cured-meat-brings-clear-risk-of-cancer-say-scientists

CONHEÇA AS 5 PIORES DORES DO MUNDO

Quanta dor um ser humano pode chegar a suportar? A ciência já descobriu que a dor pode até desaparecer com o apetite, e que homens e mulheres sentem dor de forma diferente. Os especialistas já chegaram até mesmo a desenvolver um novo tratamento contra dor crônica. Com isso em mente, separamos as piores dores do mundo. 1-NEURALGIA DO TRIGÊMEO
É uma condição de dor crônica que afeta o nervo trigêmeo do rosto. É uma das condições mais dolorosas conhecidas, e os pacientes costumam relatar dor extrema, esporádica e repentina em queimação ou sensação de choque elétrico no rosto, incluindo olhos, lábios, couro cabeludo, nariz, mandíbula superior, testa e mandíbula inferior. 2-ENDOMETRIOSE
Acontece através de uma modificação no funcionamento normal do organismo em que as células do tecido que reveste o útero (endométrio), em vez de serem expulsas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal. A condição é responsável por dores fortes e incapacitantes, e costuma acontecer durante ou após a relação sexual ou durante a ida ao banheiro. 3-FRATURA ÓSSEA
Acontece quando o osso se quebra, e o tipo de fratura pode ser classificado com base nas causas ou, ainda, no tipo de lesão envolvida. Uma fratura pode ser completa ou parcial, e as causas incluem trauma, uso excessivo e doenças que enfraquecem os ossos. Além da dor intensa, também pode haver perda de funcionalidade, dependendo da área afetada. 4-Ciática
É o nome dado para a dor que o paciente sente ao longo de seus nervos ciáticos, responsáveis pela sensibilidade e o controle de diversos músculos dos membros. O nervo ciático é o nervo mais longo do corpo, indo dos quadris aos pés. Quando o nervo é pressionado ou irritado, pode causar dor, que irradia da coluna lombar inferior. Além do desconforto, a condição também vem acompanhada de formigamento e fraqueza, e pode até ser debilitante, impedindo o movimento. 5-PEDRAS NOS RINS
Os cálculos renais também desencadeiam uma das piores dores do mundo. A formação acontece quando há uma diminuição no volume de urina ou um excesso de componentes formadores de cálculos na urina. Uma pedra nos rins pode não causar nenhum sintoma, a menos que se mova dentro do rim e desça no ureter. Dor intensa pode ocorrer na lateral e nas costas, abaixo das costelas, e pode irradiar para a parte inferior do abdômen e região da virilha. Fontes:https://canaltech.com.br/saude/as-5-piores-dores-do-mundo/ https://www.news-medical.net/health/Pain-Acute-Pain-Chronic-Pain-20-Most-Painful.aspx; https://health.usnews.com/health-care/patient-advice/slideshows/on-a-scale-from-1-to-10-most-painful-medical-conditions?slide=7

domingo, 25 de dezembro de 2022

CONHEÇA OS VALORES DE REFERÊNCIA DOS PRINCIPAIS EXAMES LABORATORIAIS

Antes de listarmos os valores de referência para as principais análises laboratoriais, vale a pena fazermos algumas rápidas considerações. Exames laboratoriais são exames complementares, ou seja, eles complementam a avaliação médica. Qualquer resultado laboratorial só é útil se for analisado no contexto clínico do paciente. É sempre bom lembrar que não existem testes infalíveis, e falso positivos ou falso negativos podem acontecer. Em alguns casos, eles são até bastante comuns. Um resultado normal não é necessariamente uma garantia de boa saúde, da mesma forma que um resultado anormal não é obrigatoriamente um atestado de doença.Portanto, os valores de referência não definem com certeza quem é saudável e quem está doente. Quem apresenta resultados normais provavelmente não tem alterações. Por outro lado, quem tem resultados acima ou abaixo da referência, provavelmente apresenta algum problema. Quanto mais afastado do intervalo de referência encontra-se o resultado, mais provável é que ele indique realmente uma alteração real. RESULTADOS EM diferentes LABORATÓRIOS Em geral, as faixas de referência para a maioria das análises deve ser aproximadamente a mesma para todos os laboratórios, inclusive em países diferentes. Porém, em alguns testes menos comuns, esse intervalo pode variar mais, pois são exames menos padronizados e diferentes laboratórios podem usar diferentes tipos de equipamentos e empregar diferentes tipos de métodos de teste para análise. O que disponibilizamos a seguir são os valores de referência mais comuns. VALORES DE REFERÊNCIA DAS ANÁLISES DE SANGUE:Ácido fólico: 1,8 a 9 ng/mL; ■ Ácido úrico:3 a 7 mg/dl; ■ACTH(hormônio adrenocorticotrópico):10 a 60 pg/mL; ■Albumina:3,5 a 5,5 g/dL; ■Aldosterona:7 a 20 ng/dL(em pé)e 2 a 5 ng/dL(deitado); ■Alfa-1 antitripsina:150 a 350 mg/dL; ■Alfafetoproteína:0 a 10 ng/dL; ■Amilase:25 a 125 U/L; ■Aminotransferase, alanina (ALT ou TGP) 10 a 40 U/L; ■Aminotransferase, aspartato (AST ou TGO):10 a 40 U/L; ■Amônia: 40 a 70 µg/dL; ■Cálcio:8,6 a 10,2 mg/dL; ■Cálcio ionizado:4,5 a 4,9 mg/dL; ■Capacidade total de ligação do ferro:250 a 310 µg/dL; ■Cloreto:98 a 106 mEq/L; ■Colesterol HDL: < 50 mg/dL(mulheres) e <40 mg/dL(homens); ■Colesterol LDL:< 100 mg/dL(ótimo), 100 a 129 mg/dL(quase ideal), 130 a 159 mg/dL(Moderado alto), 160 a 189 mg/dL(alto) e >189 mg/dL(muito alto); ■Colesterol Total:< 200 mg/dL(Desejável),200 a 239 mg/dL(Moderado alto),> 239 mg/dL(muito alto); ■Creatinina:0,7 a 1,3 mg/dL; ■D-dímero:< 0.5 µg/mL; ■Enzima conversora de angiotensina: 8 a 53 U/L; ■Ferritina 24 a 307 ng/mL(mulheres) e 24 a 336 ng/mL(homens); ■Ferro:50 a 150 µg/dL; ■Fosfatase alcalina:30 a 120 U/L – ■Fósforo:3 a 4,5 mg/dL; ■Glicemia em jejum:70 a 99 mg/dL; ■Hematócrito: Mulheres: 37 a 47% Homens: 42 a 50%; ■Hemoglobina:Mulheres: 12 a 16 g/dL Homens: 14 a 18 g/dL; ■Hemoglobina A1C:4 a 5,6%; ■Imunoglobulinas:IgA: 90 a 325 mg/dL, IgE: < 380 UI/mL, IgG: 800 a 1500 mg/dL, IgM: 45 a 150 mg/dL; ■Imunoglobulinas, cadeias leves livres: Kappa: 3,3 a 19,4 mg/L, Lambda: 5,7 a 26,3 mg/L, Relação Kappa/Lambda: 0,26 a 1,65; ■Lactato Arterial: < 12 mg/dL e Venoso: 6 a 16 mg/dL; ■LDH:80 a 225 U/L; ■Lipase: 10 a 140 U/L; ■Lipoproteína (a):< 30 mg/dL; ■Lítio Terapêutico:0,6 a 1,2 mEq/L Nível tóxico: > 2 mEq/L ■Magnésio:1,6 a 2,6 mEq/L; ■Plaquetas:150.000 a 450.000/µL; ■Potássio:3,5 a 5,0 mEq/L; ■Prolactina:< 20 ng/mL; ■Proteína C-reativa (PCR):< 0,9 mg/dL ou 9,0 mg/L; ■PTHi:10 a 65 pg/mL; ■Saturação de oxigênio arterial:≥ 95%; ■Saturação de transferrina:20 a 50% ■Sódio:136 a 145 mEq/L; ■T3 (Triiodotironina):80 a 180 ng/dL(total); 20 a 40 ng/dL(reverso); ■T4 (Tiroxina): 0,8 a 1,8 ng/dL(livre) e 5 a 12 µg/dL(total); ■Tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa):25 a 35 segundos; ■Testosterona:Mulheres: 18 a 54 ng/dL(mulheres) e 291 a 1100 ng/dL(homens); ■Transferrina:200 a 400 mg/dL; ■Troponina I:≤ 0,04 ng/mL; ■Troponina T:≤ 0,01 ng/mL; ■TSH:0.5 a 4 µU/mL; ■Ureia:8 a 20 mg/dL; ■Vitamina A:32,5 a 78 µg/dL ■Vitamina B12:200 a 800 pg/mL; ■Vitamina D: 1,25-dihidroxivitamina D: 15 a 60 pg/mL e 25-hidroxivitamina D: 30 a 60 ng/mL; ■Vitamina E: 5,5 a 17 mg/L 12,8 a 39,5 µmol/L ■VHS (velocidade de hemossedimentação): Mulheres(0 a 20 mm/hora) e Homens (0 a 15 mm/hora); ■Zinco:75 a 140 µg/dl. fonte:https://www.mdsaude.com/exames-complementares/valor-de-referencia/

O QUE É PROTEÍNA C REATIVA(PCR) E PORQUE PODE ESTAR ALTA

A proteína C-reativa (PCR) é uma proteína produzida pelo fígado que, geralmente, está aumentada quando existe alguma inflamação ou infecção no corpo. Essa proteína é muito utilizada para avaliar a possibilidade de existir alguma infecção ou inflamação não visível, como apendicite ou aterosclerose, por exemplo. No entanto, a PCR também pode ser usada para avaliar o risco que uma pessoa tem de desenvolver doenças cardiovasculares, já que, quanto mais alta, maior o risco de problemas cardíacos. A quantidade de proteína C-reativa não aponta exatamente qual a inflamação ou infecção que a pessoa possui. Dessa forma, o valor de PCR deve ser sempre analisado pelo médico, que poderá pedir outros exames e avaliar o histórico de saúde da pessoa, para chegar no diagnóstico mais correto. Este exame também não é o mesmo exame usado para o diagnóstico da COVID-19, sendo que esse é conhecido como RT-PCR. VALOR NORMAL DE PCR O valor de proteína C-reativa é considerado normal quando está abaixo de 10 mg/L ou 1 mg/dL. No entanto, esse valor pode variar ligeiramente, de acordo com o laboratório onde o exame foi feito. PROTEÍNA C-REATIVA E RISCO CARDÍACO O risco de desenvolver doenças cardiovasculares é maior quanto mais elevado for o nível de proteína C-reativa no corpo. De forma geral, os valores que indicam chance de desenvolver uma doença cardíaca são: ■ Muito alto risco: acima de 10 mg/L ou 1 mg/dL; ■ Alto risco: 2,0 mg/L ou 0,2 mg/dL; ■ Médio risco: entre 1,0 e 2,0 mg/L ou 0,1 e 0,2 mg/dL; ■ Baixo risco: menor que 1,0 mg/L ou 0,1 mg/dL. A interpretação do resultado deve ser feita pelo médico, pois para que se chegue à conclusão diagnóstica, é importante que outros exames sejam analisados em conjunto, sendo assim possível identificar melhor a causa do aumento ou diminuição da PCR. O QUE É O EXAME DE PCR ULTRA SENSÍVEL O exame é pedido pelo médico quando quer avaliar o risco da pessoa ter problemas cardiovasculares, como infarto ou AVC. Nesse caso o exame é solicitado quando a pessoa se encontra saudável, sem nenhum sintoma ou infecção aparente. Este exame é mais específico e consegue detectar quantidades mínimas de PCR no sangue. Se a pessoa for aparentemente saudável e apresentar valores de PCR ultra sensível altos, significa que tem risco de desenvolver doença arterial periférica, ou sofrer um infarto ou AVC, e por isso deve se alimentar corretamente e praticar exercícios regularmente. QUE PODE SER PCR ALTA A proteína C-reativa alta surge na maior parte dos processos inflamatórios e infecciosos do corpo humano, podendo estar relacionada com diversas situações como presença de bactérias, doenças cardiovasculares, reumatismo e, até, rejeição de um transplante de órgão, por exemplo. Em alguns casos, os valores da PCR podem indicar a gravidade da inflamação ou infecção: ● Entre 1,0 a 10,0 mg/L: geralmente indicam inflamações leves ou infecções ligeiras como gengivite, gripe ou resfriado; ● Entre 10,0 a 40,0 mg/L: pode ser sinal de infecções mais graves e infecções moderadas, como catapora, COVID-19 ou outra infecção respiratória; ● Mais de 40 mg/L: geralmente indica infecção bacteriana; ● Mais de 200 mg/L: pode indicar septicemia, uma situação grave que coloca em risco a vida da pessoa. O aumento desta proteína também pode indicar doenças crônicas e por isso o médico deve solicitar outros exames para tentar descobrir o que levou o seu aumento na corrente sanguínea, já que a PCR não é capaz, sozinha, de determinar a doença. PROTEÍNA C-REATIVA BAIXA Valores baixos da proteína C-reativa também podem ser observados em algumas situações, como em pessoas que tiveram grande perda de peso, prática de exercícios físicos, consumo de bebidas alcoólicas e uso de alguns medicamentos, sendo importante que o médico identifique a causa. O QUE FAZER QUANDO A PCR ESTÁ ALTA Após confirmar os valores altos da PCR, o médico deverá avaliar o resultado dos outros exames solicitados, bem como avaliar o paciente, levando em conta os sintomas apresentados. Assim, a partir do momento em que é identificada a causa, o tratamento pode ser iniciado de forma mais direcionada e específica. Quando o paciente apresenta somente um mal estar sem que haja qualquer outro sintoma ou fatores de risco específicos, o médico poderá solicitar outros exames, como a dosagem de marcadores tumorais ou tomografia computadorizada, por exemplo, para que seja verificada a chance do aumento da PCR estar relacionada ao câncer. Quando os valores da PCR estão acima de 200 mg/L e o diagnóstico de infecção é confirmado, normalmente é indicado que a pessoa fique internada para receber antibióticos pela veia. Os valores da PCR começam a subir em 6 horas após o início da infecção e tendem a baixar quando se inicia o uso de antibióticos. Se 2 dias após o uso de antibióticos os valores da PCR não diminuem, é importante que o médico estabeleça outra estratégia de tratamento. Fonte:https://www.tuasaude.com/proteina-c-reativa/

CONHEÇA O QUE É MONONUCLEOSE, SEUS SINTOMAS E FORMAS DE TRATAMENTO

A mononucleose, conhecida como doença do beijo, é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr, que pode ser transmitido através da saliva. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor e inflamação da garganta, placas esbranquiçadas na garganta e ínguas no pescoço. O vírus Epstein-Barr pode provocar infecção em qualquer idade, mas geralmente causa sintomas apenas em adolescentes e adultos, sendo que as crianças normalmente não apresentam sintomas e, por isso, não precisam de tratamento. Embora a mononucleose não tenha um tratamento específico, tem cura e desaparece após 1 ou 2 semanas. O único tratamento recomendado inclui repouso, ingestão de líquidos e uso de remédios para aliviar os sintomas e acelerar a recuperação da pessoa. SINTOMAS Os principais sintomas de mononucleose são: ● Presença de placas esbranquiçadas na boca, língua e/ou na garganta; ● Dor de cabeça constante; ● Febre alta; ● Dor de garganta; ● Cansaço excessivo; ● Mal estar geral; ● Aparecimento de ínguas no pescoço. Os sintomas de mononucleose podem aparecer 4 a 6 semanas após o contato com o vírus Epstein-Barr, no entanto esse período pode ser menor de acordo com o sistema imunológico da pessoa. Os sintomas de mononucleose podem ser facilmente confundidos com gripe ou resfriado, por isso caso os sintomas durem mais de 2 semanas, é importante ir ao clínico geral ou infectologista para que seja feita a avaliação e possa se chegar ao diagnóstico. DIAGNÓSTICO É feito através da avaliação pelo médico dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa. Os exames laboratoriais só são indicados quando os sintomas são pouco específicos ou quando é necessário realizar o diagnóstico diferencial com outras doenças causadas por vírus. Assim, pode ser indicada a realização do hemograma, em que pode ser observada linfocitose, presença de linfócitos atípicos e diminuição do número de neutrófilos e plaquetas. Para confirmação do diagnóstico, é recomendada a pesquisa de anticorpos específicos presentes circulantes no sangue contra o vírus responsável pela mononucleose. COMO ACONTECE A TRANSMISSÃO A mononucleose é uma doença que pode ser facilmente transmitida de uma pessoa para outra por meio da saliva, principalmente, sendo o beijo a forma mais comum de transmissão. No entanto, o vírus Epstein-Barr pode ser espalhado no ar através de gotículas que são liberadas no espirro e na tosse. Além disso, o compartilhamento de copos ou talheres com uma pessoa infectada também pode levar ao surgimento da doença. COMO É FEITO O TRATAMENTO Não existe um tratamento específico para a mononucleose, uma vez que o corpo é capaz de eliminar o vírus Epstein-Barr. No entanto, é recomendado ficar de repouso e ingerir muitos líquidos, como água, chás ou sucos naturais para acelerar o processo de recuperação e evitar o surgimento de complicações, como inflamação do fígado ou aumento do baço. No entanto, em alguns casos, o médico pode optar por indicar medicamentos para alívio dos sintomas, podendo ser recomendado o uso de analgésicos e antipiréticos, como Paracetamol ou Dipirona, para aliviar a dor de cabeça e o cansaço, ou anti-inflamatórios, como o Ibuprofeno ou o Diclofenaco, para aliviar a dor de garganta e reduzir as ínguas. No caso de surgirem outras infecções, como amigdalite, por exemplo, o médico pode ainda indicar o uso de antibióticos, como a Amoxicilina ou Penicilina. POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES As complicações da mononucleose são mais comuns em pessoas que não fazem o tratamento adequado ou que apresentam um sistema imune enfraquecido, permitindo que o vírus se desenvolva mais. Estas complicações normalmente incluem o aumento do baço e inflamação do fígado. Nestes casos, é comum o surgimento de dores intensas na barriga e inchaço do abdômen e é recomendado consultar um clínico geral para iniciar o tratamento adequado. Além disso, podem ainda surgir complicações mais raras como anemia, inflamação do coração ou infecções no sistema nervoso central, como meningite. Fonte:https://www.tuasaude.com/mononucleose/

MUDAR SUA DIETA PODE ADICIONAR 10 ANOS NA SUA EXPECTATIVA DE VIDA

Todo mundo quer viver mais. E muitas vezes nos dizem que a chave para fazer isso é fazer escolhas de estilo de vida mais saudáveis, como fazer exercícios, evitar fumar e não beber muito álcool. Estudos também mostraram que a dieta pode aumentar a expectativa de vida . Um novo estudo descobriu que uma alimentação mais saudável pode prolongar a vida útil em seis a sete anos em adultos de meia-idade e, em adultos jovens, pode aumentar a vida útil em cerca de dez anos. Os pesquisadores reuniram dados de muitos estudos que analisaram dieta e longevidade, juntamente com dados do estudo Global Burden of Disease, que fornece um resumo da saúde da população de muitos países. Combinando esses dados, os autores foram capazes de estimar como a expectativa de vida variou com mudanças contínuas na ingestão de frutas, vegetais, grãos integrais, grãos refinados, nozes, legumes, peixe, ovos, laticínios, carne vermelha, carne processada e bebidas açucaradas. Os autores foram capazes de produzir uma dieta ideal para a longevidade, que eles compararam com a dieta ocidental típica – que contém principalmente grandes quantidades de alimentos processados, carne vermelha, laticínios com alto teor de gordura, alimentos ricos em açúcar, alimentos pré-embalados e baixa ingestão de frutas e vegetais. De acordo com a pesquisa, uma dieta ideal incluía mais leguminosas (feijão, ervilha e lentilha), grãos integrais (aveia, cevada e arroz integral) e nozes, e menos carne vermelha e processada. Os pesquisadores descobriram que comer uma dieta ideal a partir dos 20 anos aumentaria a expectativa de vida em mais de uma década para mulheres e homens dos EUA, China e Europa. Eles também descobriram que mudar de uma dieta ocidental para a dieta ideal aos 60 anos aumentaria a expectativa de vida em oito anos. Para pessoas de 80 anos, a expectativa de vida pode aumentar em quase três anos e meio. Mas, dado que nem sempre é possível que as pessoas mudem completamente sua dieta, os pesquisadores também calcularam o que aconteceria se as pessoas mudassem de uma dieta ocidental para uma dieta que estivesse a meio caminho entre a dieta ideal e a dieta ocidental típica. Eles descobriram que mesmo esse tipo de dieta – que eles chamaram de “dieta de abordagem de viabilidade” – ainda poderia aumentar a expectativa de vida para jovens de 20 anos em pouco mais de 6 anos para mulheres e pouco mais de 7 anos para homens.
Esses resultados nos mostram que fazer mudanças na dieta a longo prazo em qualquer idade pode trazer benefícios substanciais para a expectativa de vida. Mas os ganhos são maiores se essas mudanças começarem cedo na vida. As estimativas de expectativa de vida que o estudo realizou vêm das metanálises mais completas e recentes (um estudo que combina os resultados de vários estudos científicos) sobre dieta e mortalidade. Embora as metanálises sejam, em muitos casos, a melhor evidência devido à quantidade de dados analisados, elas ainda produzem suposições com os dados, o que pode fazer com que diferenças importantes entre os estudos sejam ignoradas. Também vale a pena notar que a evidência para a redução do consumo de ovos e carne branca era de qualidade inferior à evidência para grãos integrais, peixes, carnes processadas e nozes. Há também algumas coisas que o estudo não levou em consideração. Primeiro, para ver esses benefícios, as pessoas precisavam fazer mudanças em sua dieta dentro de um período de dez anos. Isso significa que é incerto se as pessoas ainda podem ver benefícios em sua vida se fizerem alterações em sua dieta por um longo período de tempo. O estudo também não levou em conta problemas de saúde anteriores, o que pode afetar a expectativa de vida. Isso significa que os benefícios da dieta na expectativa de vida refletem apenas uma média e podem ser diferentes para cada pessoa, dependendo de uma variedade de outros fatores, como problemas de saúde crônicos, genética e estilo de vida, como tabagismo, consumo de álcool e exercícios. Mas as evidências que os pesquisadores analisaram ainda eram robustas e extraídas de muitos estudos sobre esse assunto. Essas descobertas também se alinham com pesquisas anteriores que mostraram que melhorias modestas, mas de longo prazo, na dieta e no estilo de vida podem trazer benefícios significativos à saúde – incluindo a longevidade. Claro, mudar sua dieta completamente pode ser difícil. Mas mesmo a introdução de alguns dos alimentos que aumentam a longevidade ainda pode trazer algum benefício. Fonte: https://www.sciencealert.com/new-research-suggests-that-changing-your-diet-could-add-a-decade-to-your-life

O NÚCLEO DA TERRA É SUPERIÔNICO E NÃO SÓLIDO OU LÍQUIDO

O núcleo interno da Terra pode estar repleto de uma substância estranha que não é nem sólida nem líquida, de acordo com um novo estudo. Por mais de meio século, os cientistas acreditaram que os locais mais profundos da Terra consistem em um núcleo externo fundido em torno de uma esfera que é uma liga de ferro sólida densamente comprimida. Mas uma nova pesquisa, publicada em 9 de fevereiro na revista Nature, oferece uma visão rara da estrutura interna do planeta – que é muito mais estranha do que se pensava anteriormente. Novas simulações computadorizadas sugerem que o núcleo interno quente e altamente pressurizado da Terra poderia existir em um “estado superiônico” – uma mistura de moléculas de hidrogênio, oxigênio e carbono, chapinhando continuamente através de uma rede de ferro em forma de grade. “Descobrimos que hidrogênio, oxigênio e carbono no ferro hexagonal compacto se transformam em um estado superiônico sob as condições do núcleo interno, mostrando altos coeficientes de difusão como um líquido”, escreveram os pesquisadores em seu artigo. “Isso sugere que o núcleo interno pode estar em um estado superiônico em vez de um estado sólido normal.” O núcleo do planeta está sujeito a pressões esmagadoras e temperaturas escaldantes tão quentes quanto a superfície do sol, e seu conteúdo tem sido objeto de especulação entre cientistas e autores de ficção científica. Desde a década de 1950, os avanços no estudo das ondas sísmicas geradas por terremotos – que viajam pelo núcleo – permitiram aos pesquisadores fazer suposições mais refinadas sobre o que há no coração do planeta, mas ainda hoje o quadro está longe de ser claro. Um estudo de 2021 de como um tipo de onda sísmica chamada onda de cisalhamento se moveu pelo interior do nosso planeta revelou que o núcleo interno da Terra não é de ferro sólido, como se acreditava, mas é composto de vários estados de um material “mole” consistindo de uma liga de ferro de átomos de ferro e elementos mais leves, como oxigênio ou carbono. Mas os cientistas não tinham certeza do que formava esse mingau. Acessar o núcleo por sonda é impossível, então para o novo estudo, os pesquisadores se voltaram para uma simulação – compilando dados sísmicos e alimentando-os em um programa de computador avançado projetado para recriar os efeitos das pressões e temperaturas extremas do núcleo em uma variedade de prováveis elementos centrais: como ferro, hidrogênio, oxigênio e carbono. Em um sólido comum, os átomos se organizam em grades repetitivas, mas as simulações do núcleo sugerem, em vez disso, que no núcleo da Terra, os átomos seriam transformados em uma liga superiônica – uma estrutura de átomos de ferro em torno da qual os outros elementos, impulsionados por poderosas correntes de convecção, são capaz de nadar livremente. “É bastante anormal”, disse o primeiro autor do estudo, Yu He, geofísico da Academia Chinesa de Ciências, em comunicado . “A solidificação do ferro no limite interno do núcleo não altera a mobilidade desses elementos leves, e a convecção dos elementos leves é contínua no núcleo interno”. Se a simulação se alinhar com a realidade, o constante movimento dos materiais superiônicos pastosos pode ajudar a explicar por que a estrutura do núcleo interno parece mudar tanto ao longo do tempo e até mesmo como as poderosas correntes de convecção responsáveis ​​pela criação do campo magnético da Terra são geradas. Mas primeiro, o modelo terá que ser comprovado. fonte: https://www.livescience.com/earth-core-superionic

sábado, 22 de julho de 2017

CONHEÇA 9 FATORES SOCIAIS QUE AUMENTAM RISCO DE DEMÊNCIA, SEGUNDO ESTUDO

[GETTY IMAGES] Um em cada 3 casos de demência poderia ser evitado se mais pessoas cuidassem da saúde do cérebro ao longo da vida, segundo um estudo internacional publicado no periódico científico Lancet. A pesquisa, apresentada na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer, que termina nesta quarta em Londres, lista 9 importantes fatores de risco para a condição, incluindo perda de audição, isolamento social, fumo e sedentarismo. Estima-se que 47 milhões de pessoas sofram da doença no mundo; a expectativa é de que os casos cheguem a 131 milhões em 2050. "Embora a demência seja diagnosticada mais tarde na vida, as mudanças no cérebro geralmente começam a se desenvolver anos antes", disse o autor principal do estudo, Gill Livingston, da University College London. "Agir agora irá melhorar bastante a vida de pessoas com demência e de seus familiares e, ao se fazer isso, irá transformar o futuro da sociedade", acrescentou. O estudo, que combina o trabalho de 24 especialistas internacionais, diz que o estilo de vida tem um papel importante sobre o risco de demência. O quanto certos fatores contribuem para o risco de demência: - perda de audição na meia-idade - 9%; - não conclusão do ensino médio - 8%; - fumo - 5%; - depressão - 4%; - sedentarismo - 3%; - isolamento social - 2%; - pressão alta - 2%; - obesidade - 1%; - diabetes tipo 2 - 1%. Esses são entendidos como fatores de risco evitáveis e representam 35% do total. Os outros 65% dos riscos de demência vêm de fatores que não podem ser controlados pelo indivíduo. Fonte: Comissão do Lancet em prevenção, intervenção e cuidados de demência O estudo examina os benefícios de se construir uma "reserva cognitiva", ou seja, fortalecer a rede neural no cérebro para que ela continue a funcionar bem na terceira idade. O aprendizado contínuo, por exemplo, estimula o desenvolvimento dessas redes, e é por isso que especialistas identificaram a desistência de completar o ensino médio como um dos maiores fatores de risco. Outro fator de risco é a perda de audição na meia idade. Os pesquisadores dizem que isto impede indivíduos de fazer parte de um ambiente cognitivamente rico, levando ao isolamento social e à depressão. Uma das principais mensagens do documento é que o que faz bem para o coração também faz para o cérebro. Não fumar, fazer exercício, manter o peso saudável, cuidar da pressão arterial e do diabetes podem reduzir o risco de demência da mesma forma como reduz o de doenças cardiovasculares e câncer. Os pesquisadores não tinham dados suficientes para incluir fatores de alimentação ou consumo de álcool nos cálculos, mas eles acreditam que ambos também sejam importantes. "Embora não seja inevitável, a demência pode se tornar a principal causa de morte do século 21. Precisamos estar conscientes dos riscos e começar a fazer mudanças positivas no estilo de vida", comentou Doug Brown, diretor de pesquisa na Sociedade de Alzheimer. fonte:http://www.bbc.com/portuguese/geral-40666663

SUBSTÂNCIA DA PICADA DA FORMIGA É TRANSFORMADA EM COMBUSTÍVEL PARA ÔNIBUS

Formigas usam o ácido para se defender.[GettyImages] Um grupo de estudantes na Holanda desenvolveu uma forma de armazenar energia que pode ser mais barata, mais prática e mais sustentável que os combustíveis renováveis existentes. O ácido fórmico, encontrado na natureza em formigas e outros insetos, que o usam em suas picadas. Ou por plantas como a urtiga. "Criamos o primeiro ônibus no mundo que usa o ácido fórmico[H-COOH] como combustível - uma solução muito mais barata do que o hidrogênio gasoso e que traz os mesmos benefícios ambientais", afirmou Lucas van Cappellen, da Team Fast, empresa derivada da Universidade de Tecnologia de Eindhoven. "Estamos construindo um novo futuro". Cerca de 40 de estudantes trabalham no projeto de um novo meio de transporte que reduza emissões de carbono e ajude no combate ao ao aquecimento global. O ácido já é usado em processamentos têxteis e de couro, em conservantes de alimentos para animais e em removedores domésticos. Mas a Team Fast encontrou agora uma forma de fazer o ácido transportar de maneira eficiente os ingredientes necessários para células de combustível usadas para alimentar veículos elétricos. O combustível, que a equipe chamou de hidrozina (não confundir com hidrazina), é um líquido, o que o tornaria de fácil transporte e abastecimento, como os combustíveis tradicionais. A diferença é que ele é muito mais limpo. "As emissões do escapamento são apenas CO2 e água", explica Van Cappellen. "Não são emitidos outros gases nocivos como óxido nítrico, fuligem ou óxidos sulfúricos". Para testar o conceito no mundo real, um ônibus elétrico abastecido com esse tipo de combustível sairá às ruas da Holanda ainda neste ano, fazendo rotas tradicionais e aparecendo em feiras e eventos tradicionais da indústria. O ônibus tem um sistema elétrico de direção, desenvolvido pela fabricante de ônibus VDL, que recebe energia adicional do sistema de células de combustível de ácido fórmico montado em uma extensão na parte de trás do veículo. "Nosso tanque tem cerca de 300 litros, então vamos estender a capacidade de rodagem do ônibus em 200 km. E é claro que a gente poderia fazer um tanque maior muito facilmente", explicou Van Cappellen. As células de combustível de hidrogênio que existem hoje em dia têm uma capacidade de rodagem de 400 km.

Mas por que desenvolver um ônibus em vez de um carro?

"Se construíssemos um carro, iríamos competir com carros elétricos. Mas acreditem, carros movidos a bateria são uma ótima solução para muitas pessoas", disse Van Cappellen. "Mas se nós provarmos que podemos fazer um ônibus que supre todas as necessidades das empresas de ônibus, com capacidade de rodar centenas de quilômetros, e de rápido abastecimento, nós mostraremos o potencial da hidrozina em um segmento em que não há nenhuma opção sustentável na concorrência." A hidrozina é criada por meio de uma reação química entre água (H2O) e dióxido de carbono (CO2). "Em um reator, água e CO2 são ligados usando uma eletricidade sustentável. Isso é um processo eletroquímico direto e sustentável", explica o estudante. A hidrozina é, então, quebrada por um catalisador em hidrogênio e dióxido de carbono dentro de um aparelho kit chamado reformador - que o Team Fast está tentando patentear. O reformador recém-projetado é um décimo do tamanho dos aparelhos deste tipo existentes, e por isso agora é aplicável em equipamentos de transporte pela primeira vez, segundo os estudantes. O hidrogênio é, então, colocado em uma célula de combustível onde reage com o oxigênio para gerar a eletricidade que ativa o motor elétrico. "Nós estamos constantemente buscando novas tecnologias que possam conseguir o objetivo de emissões zero de uma forma mais simples", disse Menno Kleingeld, diretor administrativo da VDL Enabling Transport Solutions. "A decomposição do ácido fórmico em gás hidrogênio é uma dessas novas e promissoras tecnologias." Mas isso realmente seria uma oportunidade de encontrar uma solução comercialmente viável? "Custa cerca de 35.000 euros (R$ 127 mil) para converter um posto de petróleo tradicional em um posto de abastecimento de hidrozina, um procedimento que envolve essencialmente substituir os tubos e revestir os tanques", disse Van Cappellen. Sendo assim, seria "100 vezes mais barato" lançar uma rede de abastecimento de hidrozina do que para fazer o mesmo com hidrogênio gasoso, ele garante. "A hidrozina é atualmente mais barata que o petróleo e mais cara que o diesel na Holanda, mas no futuro ficará mais barata do que os dois", acrescentou. Apesar de o ônibus ainda emitir CO2, a Team Fast argumenta que o CO2 original usado para criar a hidrozina é tirado de fontes já existentes, como fumaça de escape, para que nenhum dióxido de carbono adicional seja produzido - seria um ciclo de carbono fechado, no jargão. Alguns especialistas acreditam que a tecnologia é promissora. "A Team Fast tem um projeto muito bom", disse Richard van de Sanden, chefe do Instituto Holandês de Pesquisa Energética Fundamental. "Eles trabalham em uma questão bastante importante: o armazenamento de energia renovável em uma forma que ela realmente pode ser usada." Muitas empresas estão apoiando o projeto. "O que nós estamos trabalhando juntos é uma versão de energia renovável que pode combinar energia renovável com a captura de CO2", disse Martiijn de Graaf, gerente de desenvolvimento de negócios na TNO Industry. "Se conseguirmos, isso vai nos dar um futuro mais estável." O próprio compromisso dos alunos é impressionante, com 15 dos 40 trabalhando em tempo integral no projeto, e o resto contribuindo pelo menos 20-25 horas por semana. "Nós não recebemos nota mais alta por isso, mas você pode aprender muito na universidade sobre a experiência prática das coisas", diz Van Cappellen. fonte:http://www.bbc.com/portuguese/geral-40687007

SAIBA COMO A INTERNET INFLUENCIA SECRETAMENTE NOSSAS ESCOLHAS

Em uma época na qual softwares nos dizem no que devemos pensar, uma prática um pouco mais antiquada tem ganhado destaque no noticiário: o trabalho de um seleto grupo de enigmáticos indivíduos que decidem o que é e o que não é notícia. Recentemente foi divulgado que o Facebook usa pessoas para selecionar quais assuntos são ou não vistos por seus usuários. Ironicamente, o problema da rede social é a falta de um algoritmo específico. A argumentação mais polêmica que surgiu com a notícia foi a de que a seleção de "trending topics" do site teria um viés anticonservador. Ou seja, o Facebook esconderia notícias e opiniões mais conservadoras de maneira desproporcional, algo que a empresa negou veementemente. Mas, segundo o site de tecnologia Gizmodo, o primeiro a noticiar o fato, o Facebook teria dois motivos para se envergonhar. O primeiro é a presença de funcionários de carne e osso, o que prejudicaria a "ilusão de um processo de seleção de notícias mais isento"; o segundo é o fato de esses "curadores de notícias" aparentemente serem tratados como se fossem um software, operando fora de qualquer parâmetro editorial mais rigoroso e trabalhando para atingir metas quantitativas.

O 'empurrãozinho'

Questão ética à parte, a verdade é que a plataforma de compartilhamento de informações mais poderosa do mundo ainda não é capaz de selecionar, sem humanos, o que é visto por seus usuários. Meios como o Facebook estão selecionando as notícias e as informações que consumimos sob títulos chamativos como "trending topics" ou critérios como "relevância". Mas nós praticamente não sabemos como isso tudo é filtrado. Isso é importante porque mudanças sutis nas informações às quais somos expostos podem transformar nosso comportamento. Leia também: Jovem de 25 anos documenta no Instagram perda de 88 kg e efeitos sobre o corpo Para entender isso, pense nesse insight vindo da ciência comportamental e que tem sido amplamente adotado por governos e outras autoridades em todo o mundo: o "empurrãozinho". Isso consiste em usar táticas discretas para nos incentivar a adotar um certo comportamento. Um exemplo conhecido é fazer da doação de órgãos algo obrigatório, a não ser que o indivíduo se manifeste contrariamente. O resultado é que mais pessoas acabam doando. Críticos dessa abordagem argumentam que esse "empurrãozinho" está acabando com a decisão informada. "Em vez de explicar a questão e ajustar a política para o desejo da população, o 'empurrão' ajusta a vontade da população à política que se quer implantar", explica o escritor britânico Nick Harkaway em um artigo para o Instituto de Arte e Ideias. "A escolha é uma habilidade, um hábito que precisa ser praticado para funcionar melhor."

O fim da 'decisão informada'?

E como esses "empurrõezinhos" se aplicam no mundo digital? Quando navegamos na internet, enfrentamos escolhas continuamente - do que comprar ao que acreditar - e engenheiros e designers também podem sutilmente manejar nossas decisões nesse ponto. Afinal, não é só o Facebook que está no jogo das seleções de informações. Sistemas de recomendação cada vez mais afiados estão na dianteira do atual boom da inteligência artificial, da tecnologia "vestível"e da chamada internet das coisas. Do Google à Apple e à Amazon, o truque está em entregar ao usuário informações perfeitamente personalizadas. No entanto, o que está em jogo não é tanto a questão "homem X máquina", mas sim a disputa "decisão informada X obediência influenciada". Quanto mais informações relevantes tivermos nas pontas dos dedos, melhor equipados estamos para tomar decisões. Isso é um dos princípios fundamentais da tecnologia da informação quando vista como uma força positiva. O filósofo especializado em tecnologia Luciano Floridi, autor do livro The Fourth Revolution ("A Quarta Revolução"), usa a expressão "design pró-ético" para descrever esse processo: uma apresentação equilibrada de informações claras que nos impele a abordar conscientemente uma decisão importante, e nos responsabilizarmos por ela. Para Floridi, os sistemas de informação deveriam expandir - e não contrair - nosso engajamento ético, tentando resistir à tentação de nos influenciar.

'Cutucadas' invisíveis

Isso, no entanto, gera algumas tensões fundamentais: entre a conveniência e a deliberação; entre o que o usuário deseja e o que é melhor para ele; entre a transparência e o lado comercial. Quanto mais os "sistemas" souberem sobre você em comparação ao que você sabe sobre eles, há mais riscos de suas escolhas se tornarem apenas uma série de reações a "cutucadas" invisíveis. E o equilíbrio entre o que está acontecendo no mundo e o que o usuário fica sabendo está cada dia mais pendendo para o lado da ignorância individual. Não há um simples antídoto para essa situação, assim como nenhuma grande conspiração. De fato, a combinação bem realizada do uso de softwares com a curadoria humana está se tornado o único caminho pelo qual esperamos poder navegar os exabytes de dados que se acumulam pelo mundo. Mas vale a pena lembrarmos que aqueles que projetam a tecnologia que utilizamos têm objetivos diferentes dos nossos - e que navegar com sucesso significa deixar de acreditar que existe uma saída para a parcialidade humana. fonte: http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-36410030

SUPER WI-FI: COMO AS FREQUÊNCIAS NÃO USADAS PELA TV PODEM LEVAR A INTERNET A LUGARES REMOTOS

Mais da metade da população mundial não tem acesso à internet - no Brasil, são mais de 70 milhões sem conexão à rede, segundo dados da União Internacional de Telecomunicações, das Nações Unidas. E, por mais surpreendente que possa parecer, a solução pode estar em uma tecnologia que chegou muito antes da revolução digital: a televisão analógica. A ideia é usar os chamados "espaços em branco" dos canais de televisão para levar a rede a esses 57% do globo que não têm internet (mais de 4 bilhões de pessoas). O nome oficial da tecnologia será Rede de Área Regional Sem Fio (WRAN, na sigla em inglês), mas ela já é informalmente conhecida como "super wi-fi". Basicamente, prevê ocupar as redes de televisão não utilizadas com um tipo de conexão wi-fi que conseguiria alcançar distâncias muito grandes. Essa não é a única iniciativa em curso para tentar mudar a situação de quem vive nas zonas mais rurais: o Google faz isso com o Projeto Loon, que coloca nos céus uma rede de balões, e o Facebook usa drones. Mas agora a Microsoft quer tomar a dianteira com o super wi-fi. Desde 2008, a companhia e outras empresas tentavam gerar o acesso à rede por meio dessa tecnologia, que é mais potente do que os sinais de celulares, já que pode "atravessar" melhor as paredes de cimento e outros obstáculos físicos.

Preencher os espaços em branco

A Microsoft anunciou no início de julho que usará os chamados "espaços em branco" dos canais para conectar as zonas mais remotas dos Estados Unidos à internet. A empresa é uma das primeiras a implementar essa tecnologia. Por enquanto, ela quer testá-la em solo americano e, caso se mostre eficaz, a exportá-la para outros lugares do mundo. O plano é explorar as bandas de frequência UHF que não são utilizadas para "acabar com a brecha tecnológica e estabelecer uma rede em áreas subdesenvolvidas", explicou a empresa de Seattle. "A Microsoft está trabalhando com sócios de todo o mundo para desenvolver tecnologias e modelos de negócio que facilitarão o acesso à internet para milhões de pessoas", declarou Paul Garnett, diretor de Iniciativas de Acesso a Preços Acessíveis da companhia. Mas não foi a Microsoft que inventou isso. Engenheiros da Universidade de Rice, em Houston (EUA) haviam testado a ideia pela primeira vez em 2015. "Devido à popularidade da televisão a cabo, satélite e internet, o UHF é uma das parte mais subutilizadas do espectro sem fio nos Estados Unidos", explicou o pesquisador principal da universidade à época, Edward Knightly. Agora, a empresa quer aproveitar essa possibilidade em 12 Estados do país - entre eles Arizona, Kansas, Nova York e Virgínia. Em entrevista ao jornal The New York Tumes, seu presidente, Brad Smith, classificou os espaços em branco como "a melhor solução para chegar aos 80% da população americana rural que não tem banda larga hoje em dia".

Vantagens

Mas o que a Microsoft e outras empresas que têm investido nessa causa ganham ao promover esse tipo de ação? Em primeiro lugar, mais de 24 milhões de "clientes em potencial" que poderão usar, uma vez conectados, seus serviços de nuvem, aplicativos e outras ferramentas digitais. E, além disso, elas podem ganhar prestígio de marca e popularidade. Para apoiar seu plano, a Microsoft começou negociações com reguladoras estatais para que elas possam garantir o uso dos canais de televisão para este fim e para que invistam na extensão da tecnologia em áreas rurais. Mas há ainda alguns obstáculos pelo caminho. Poucos fabricantes estão criando dispositivos compatíveis com essa tecnologia e alguns dos que podem ser usados custam pelo menos US$ 1 mil por unidade. A Associação Nacional de Radiodifusores dos Estados Unidos (NAB, na sigla em inglês) diz que há apenas 800 dispositivos compatíveis com o super wi-fi registrados pelos reguladores. "Os espaços em branco supõem uma oportunidade tremenda para ajudar na cobertura de radiodifusão nas áreas rurais e isso justifica o custo inicial dos fabricantes", disse Doug Brake, analista da Information Technology & Innovation Foundation (ITIF), uma organização sem fins lucrativos nos Estados Unidos. Outro desafio é a batalha interminável com emissoras de televisão, que garantem que o super wi-fi poderia prejudicar o funcionamento dos outros canais. "A Microsoft está há mais de uma década fazendo promessas sobre a tecnologia dos espaços em branco. Em que momento podemos finalmente concluir que ela é um fracasso?", escreveu Patrick McFadden, do Conselho Geral da NAB. Enquanto isso, a gigante garante que seu objetivo não é se tornar uma empresa de telecomunicações, mas que quer apenas conseguir que os dispositivos para usar essa tecnologia sejam mais acessíveis. Várias universidades americanas se mostraram favoráveis, mas falta muito para que o super wi-fi seja um padrão de mercado. Alguns de seus críticos a comparam com a falida WiMAX, que foi apresentada como a principal estratégia para alcançar as zonas rurais, mas depois se mostrou um fracasso. fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40650487

CONTRA SUPERBACTÉRIAS, HOSPITAIS TENTAM CONTER ABUSO NA PRESCRIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS

No final de janeiro, a estudante macapaense Adrielly Gadelha Montoril, de 23 anos, se preparava para um final de semana tranquilo após sua rotina de hemodiálise. Três vezes por semana, ela era submetida à transfusão de sangue por meio de uma fístula arteriovenosa - ligação entre uma artéria e uma pequena veia feita em seu antebraço. A doença renal crônica que a acometia estava sob controle, e nada no horizonte indicava que ela precisaria de intervenções médicas emergenciais. Mas uma dor insuportável em seu braço, iniciada numa sexta-feira, deu o sinal de que algo poderia estar errado. "Eu peguei uma bactéria na fístula - não sabemos como. Fiquei em casa no final de semana chorando de dor, pedindo ajuda para meu pai. Meu braço queimava. Fiquei três dias tomando antibiótico, e ela só foi progredindo. Crescia. A gente pensava que ela estava morrendo. Eu tinha febre, aquela agonia no meu braço. Mas a gente não sabia o que era aquela bactéria", relembra. Na segunda-feira seguinte, quando Adrielly chegou ao hospital para uma nova sessão de hemodiálise, havia uma bolha negra em seu braço. "Os médicos se assustaram. Tiraram foto porque nunca tinham visto aquilo. Fui levada com urgência para a sala de cirurgia", relembra. "Meus pais não queriam acreditar. A fístula é um canal para o coração. Foi um milagre eu ter sobrevivido." Adrielly foi vítima de uma infecção por uma versão resistente da bactéria Staphylococcus aureus. Além de ter que se submeter a uma cirurgia para limpeza da área, a estudante perdeu a chance de continuar com as transfusões. Diante disso, a estudante teve que entrar de emergência na fila de transplante. Ela recebeu um novo órgão em abril. Após idas e vindas, teve alta definitiva na última terça-feira, mais de seis meses depois da infecção bacteriana. Assim como Adrielly, casos de pacientes infectados por bactérias resistentes vêm crescendo no Brasil e já causam ao menos 23.000 mortes por ano, estimam especialistas. Uma das principais causas da resistência bacteriana é o uso excessivo de antibióticos, inclusive dentro do ambiente hospitalar. Por esse motivo, hospitais brasileiros vêm implantando um novo sistema para controlar o consumo desses medicamentos e evitar abusos. "Há uma dificuldade estrutural para enfrentar a resistência antimicrobiana, mas hoje sabemos que é preciso implementar regras básicas para diminuir o uso de antimicrobianos. O paciente chega com um problema e o médico já prescreve o antibiótico," afirma Sylvia Lemos Hinrichsen, médica infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Desde o ano passado, Sylvia vem treinando hospitais brasileiros a racionalizar o uso de antibióticos, após estudar programas de gestão de uso desses medicamentos no Reino Unido. Gestão racional
Clostridium difficile
, que é associada ao uso de antibióticos. "Conseguimos praticamente tudo: redução dos índices de resistência, de custo com antibióticos e de efeito adverso para os pacientes", enumera Mathiasi.

A passos lentos

O HCor faz parte de uma rede de 220 hospitais nacionais que têm sido treinados dentro de um programa internacional da empresa farmacêutica MSD. A companhia diz que já levou a iniciativa a 26 países. Oferecido gratuitamente, o programa faz parte dos esforços da companhia para que seus antibióticos durem mais. Com a capacidade de bactérias de se adaptar rapidamente aos medicamentos desenvolvidos para eliminá-las, remédios às vezes podem se tornar inúteis em poucos anos, gerando perdas às farmacêuticas. A ideia é elogiada por especialistas, mas ainda está longe de representar a realidade brasileira. "Não estamos onde deveríamos estar," resume Ana Gales, coordenadora do Comitê de Resistência Antimicrobiana da Sociedade Brasileira de Infectologia. "Um programa como esse deveria estar em todos os hospitais brasileiros. Mas, como país subdesenvolvido, temos instituições onde isso está completamente implantado, mas outras que ainda nem começaram", diz. Parte dos entraves é estrutural. O Brasil tem cerca de 6.200 hospitais, e nem todos possuem laboratórios de microbiologia, o que dificulta tratamentos precisos. Um levantamento preliminar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015 indicou que o país tinha 660 laboratórios do gênero cadastrados em seu sistema - praticamente um para cada dez hospitais. A agência diz que abriu nova chamada para cadastrar essas instituições. Também não há ainda um guia nacional para as instituições hospitalares. Aqueles que adotaram tais iniciativas recorreram a publicações internacionais, como a da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA, na sigla em inglês). Em nota, a Anvisa informou que trabalha desde novembro em uma diretriz nacional para hospitais e que irá publicá-la até o final do ano. "Um modelo nacional vai sem dúvida estimular os hospitais a adotar o modelo", avalia Alcântara Neto, do Hospital Walter Cantídio. "Você imagina, vários hospitais do Ceará, trabalhando com uma mesma metodologia. Tem chance de dar resultados melhores."

Lucro

Outro entrave é comercial. Ainda perdura em muitos hospitais, principalmente privados, a visão de que usar antibióticos é uma prática lucrativa. As instituições, ao medicar pacientes, cobram dos convênios o uso desse medicamento, num modelo de revenda, no qual garantem margem de lucro. Mas especialistas dizem que a prática está cada vez mais em declínio. "A gente já identifica que esse pagamento por serviço de antibiótico está morrendo. Poucos hospitais ainda sobrevivem disso", diz Mathiasi, do HCor. Sylvia Hinrichsen, da UFPE, acredita que a mentalidade econômica do uso de antibióticos e a cultura de usar o medicamento em excesso precisam mudar por inteiro - e que o paciente também faz parte dessa mudança. "Essa cultura vai precisar mudar porque a própria população vai começar a entender que não é para tomar antibiótico por 21 dias, não é para tomar quatro tipos de antibióticos numa tacada só", diz. "Vai ser igual a quando começamos a usar cinto de segurança - vamos entender que o risco de não utilizar corretamente pode ser fatal." fonte:http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40686894

domingo, 16 de julho de 2017

AQUECIMENTO GLOBAL PODERÁ TRAZER O CAOS AOS AEROPORTOS NOS PRÓXIMOS ANOS

Quando o assunto são as consequências do aquecimento global, o normal é que as discussões girem em torno do aumento do nível dos mares, das variações dos padrões climáticos e de como tudo isso poderá afetar a flora e a fauna do planeta, as pessoas que habitam próximo à costa e a produção de alimentos. No entanto, segundo Jenna Gallegos, do The Washington Post, um estudo recente apontou mais um problema relacionado com o aumento das temperaturas. De acordo com Jenna, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos EUA, concluíram que o aquecimento global poderá trazer o caos a aeroportos de várias partes do mundo — incluindo alguns da Europa e das Américas que estão entre os mais movimentados do planeta. Conforme explicaram, com o aumento das temperaturas, a ocorrência de ondas de calor se torna mais frequente — e, com elas, as manobras de decolagem se tornam bem mais complicadas.

Questão de aerodinâmica

Segundo Jenna, o que acontece é que, basicamente, quando a temperatura do ar aumenta, sua densidade diminuiu e, com isso, o avião não consegue gerar “empuxo” suficiente para decolar. Com isso, os comandantes precisam levar uma série de aspectos em consideração antes de decolar para garantir que a manobra ocorra sem riscos, como a extensão da pista, o tipo da aeronave que estão pilotando e o peso que estão transportando. No caso do peso especificamente, para contornar o problema, a solução seria se livrar do excesso dele — o que significa que os pilotos teriam que voar com menos combustível e remover bagagens e até passageiros para tornar as aeronaves mais leves. Pois o estudo realizado pelos pesquisadores de Columbia apontou que, se as temperaturas continuarem subindo, entre 10 e 30% dos aviões (totalmente carregados) serão incapazes de decolar durante os períodos mais quentes do dia. Isso acabaria forçando as companhias aéreas a tomar as medidas que mencionamos acima — e que não agradariam nadinha aos passageiros. Outra opção seria esperar até as temperaturas voltarem a cair à noite ou de madrugada, mas isso poderia gerar atrasos, desconfortos e mais infelicidade entre os viajantes.

Calor e caos

No estudo, os pesquisadores explicaram que, desde 1980, a média das temperaturas no planeta aumentou em quase um grau Célsius, mas até o ano de 2100, se nenhuma medida for tomada para frear o aquecimento global, a previsão é que elas subam em mais 3 graus. Acontece que, como comentamos no início da matéria, o aumento das temperaturas tornam as ondas de calor mais frequentes e, com elas, as temperaturas nos aeroportos em todo o mundo poderiam subir entre quatro e 8 graus durante esses eventos. Com isso, os pesquisadores estimaram que, até 2080, o número de dias nos quais as restrições de peso para viajar passariam a ser aplicáveis ficaria entre 10 e 50 dias por ano. Os aeroportos com as pistas mais curtas, situados em cidades mais altas e em regiões do mundo mais cálidas seriam os mais prejudicados, e entre eles estariam os de Bangkok, Dubai, Miami, Los Angeles, Phoenix, Denver, Washington, e La Guardia, em Nova York. Aeroportos situados em cidades menos quentes e cujas pistas são mais longas — como é o caso de Heathrow, em Londres, e Charles de Gaulle, em Paris —, teriam menos problemas, mas, mesmo assim, os pesquisadores previram que as restrições poderiam aumentar em até 50% em todos os aeroportos. Na verdade, esse problema já foi observado anteriormente, como foi um caso que aconteceu em junho deste ano, no aeroporto de Phoenix, no Arizona, quando mais de 40 voos tiveram que ser cancelados — o que, por sua vez, gerou uma série de problemas e atrasos — depois que as temperaturas chegaram a escaldantes 49 °C. O problema é que, segundo o estudo apresentado agora, esses eventos passarão a ser muito mais frequentes nas próximas décadas. fontes: washingtonpost.com/news/energy-environment/wp/2017/07/13/climate-change-could-make-flying-even-more-hellish/?utm_term=.d571fa04f861 // bbc.com/news/world-us-canada-40339730

CIENTISTAS CAPTAM SINAIS ESTRANHOS DE ESTRELA PRÓXIMA AO NOSSO SISTEMA

Sinais de rádio supostamente vindos da estrela Ross 128, uma das mais próximas do nosso sistema, estão intrigando os cientistas. Agora, o maior telescópio de rádio em operação na atualidade – localizado no Observatório de Arecibo, em Porto Rico – está sendo virado em direção a ela para captar com mais precisão essas ondas e, quem sabe, ajudar a decifrar do que se tratam. A Ross 128 é a décima segunda estrela mais próxima do nosso Sol, a aproximadamente 11 anos-luz de distância, e é a fonte mais provável dos sinais enigmáticos que Abel Mendez, professor da Universidade de Porto Rico, descreveu como “pulsos não polarizados quase periódicos de banda larga com características muito fortes que se assemelham a dispersões”. Uma das suspeitas de Mendez é que os sinais sejam resultado de erupções solares da Ross ou por algo fora do campo de visão atual ou até mesmo por um satélite em uma órbita mais alta. “Caso você esteja se perguntando, a hipótese de alienígenas está abaixo de muitas outras explicações melhores”, disse o professor. O problema com as 3 teses levantadas pelos cientistas é que as frequências dos sinais não são compatíveis com erupções e com as dispersões identificadas, além de o fato de terem poucos objetos próximos no campo de visão e que satélites não costumam emitir pulsos semelhantes aos captados. Agora, resta aos cientistas recorrer ao telescópio de Arecibo para tentar entender melhor do que se trata. Outra estrela, a Barnard, que também é uma anã vermelha, também está no escopo e na mira dos “ouvidos” do observatório. fonte: cnet.com/news/ross-128-arecibo-radio-telescope-signals-space-aliens/#ftag=CAD590a51e

CONHEÇA 13 QUALIDADES DE QUEM É EMOCIONALMENTE INTELIGENTE

Inteligência emocional é a capacidade que algumas pessoas têm, mas que todas deveriam ter, de interpretar os acontecimentos da vida e tomar atitudes saudáveis diante deles. Parece fácil, mas não é tão simples assim, e, se você quer saber um pouco mais sobre o assunto, confira a seguir algumas características presentes em quem tem um bom nível de inteligência emocional:

1 – Elas têm um bom vocabulário emocional

Todas as pessoas sentem emoções, mas poucas sabem reconhecer exatamente que tipo de emoção estão sentindo. Quem tem uma boa inteligência emocional não costuma falar apenas que está se sentindo bem ou mal, mas nomeia sentimentos como ansiedade, irritação, frustração, desânimo e por aí vai.

2 – Demonstram curiosidade pelas outras pessoas

Quanto mais você se importa com as outras pessoas e demonstra empatia, mais emocionalmente inteligente você é.

3 – Não se assustam com mudanças

São pessoas flexíveis e que se adaptam constantemente às novidades. Elas sabem que o medo da mudança é paralisante e geralmente nos impede de ter sucesso.

4 – Reconhecem suas fraquezas e seus pontos fortes

Autoconhecimento é uma coisa que essas pessoas dominam bem. Como estão sempre em busca de aperfeiçoamento, conseguem administrar bem as próprias qualidades e também os defeitos.

5 – São boas em julgar caráter

Conseguem interpretar ações, gestos e olhares das outras pessoas e não são enganadas com facilidade.

6 – Se ofendem com pouca frequência

Como se conhecem bem, não se ofendem com o que outra pessoa possa dizer sobre elas. São pessoas confiantes e de mente aberta.

7 – Sabem dizer não

Não são pessoas muito impulsivas e costumam colocar a saúde mental como prioridade, por isso sabem dizer não. Aliás, quem não consegue dizer não é geralmente quem mais sofre com stress, esgotamento e depressão.

8 – Aprendem com os erros

Elas também erram, é claro, mas não ficam remoendo aquilo que não saiu como o planejado e, inclusive, aproveitam o erro para aprender com ele.

9 – São solícitas e não esperam retorno

Pessoas emocionalmente inteligentes costumam dar pequenos mimos, bilhetinhos e demonstrar que se importam com os outros. Como não esperam nada em troca, acabam construindo bons relacionamentos.

10 – Não guardam rancor

Elas sabem que emoções negativas, quando acumuladas, só nos fazem mal. Quando alguém pisa na bola, conversam e geralmente perdoam – dependendo da gravidade do problema, é claro. Agora jogar na cara da amiga aquela briga de 10 anos atrás? Jamais.

11 – Não esperam a perfeição

Nada é perfeito, então não adianta teimar. Fazer o seu melhor, sim. Querer ser perfeito, não.

12 – Elas ficam sozinhas de vez em quando

Elas trabalham, lidam com amigos e familiares, cumprem tarefas domésticas e, frequentemente, gostam de ficar sozinhas, desconectadas das outras pessoas e do mundo. Dessa forma, ficam menos estressadas, meditam e exercitam a criatividade.

13 – Elas não dão importância à opinião de qualquer um

Guiar escolhas com base no medo do que pessoas que nem são próximas da sua vida podem dizer é, racionalmente pensando, bem esquisito. Ainda assim, muita gente faz isso – não os emocionalmente inteligentes, é claro. Eles sabem que a vida é curta demais para se preocupar com a opinião daquele cara mala do escritório sobre a foto que você postou no Instagram. fonte:http://motto.time.com/4117921/emotional-intelligence-signs/