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quinta-feira, 15 de junho de 2017
sábado, 21 de março de 2015
CONHEÇA O ÍNDICE DOS PLANETAS PARECIDOS COM A TERRA
A lista dos exoplanetas (planetas que orbitam outras estrelas que não o sol) potencialmente habitáveis tendo como modelo a Terra foi atualizada com novos membros, desde que foi descoberto três planetas na zona habitável do sistema da estrela Gliese 667C.
Esse ranking lista todos os planetas conhecidos segundo o índice de similaridade com a Terra (ESI, na sigla em Inglês), que vai de 0.01 até 1.00 (somente nosso planeta possui a pontuação máxima de 1.00). De acordo com esses padrões, um dos novos exoplanetas, o Gliese 667C-f, entra na lista assumindo uma pontuação de 0.76, maior que a de Marte. Ele vem acompanhado de dois irmãos, o Gliese 667C-c, com 0.82, e o Gliese 667C-e, com 0.60.
Os números que representam o ranking de similaridade com a Terra nem sempre são lineares com o ranking de habitabilidade, que é liderado pela lua de Saturno, Titã, conhecida por uma gama de fatores que a torna mais habitável que outros mundos conhecidos, mesmo não sendo tão similar à Terra e tamanho e composição, já que não é um objeto denso e telúrico, tem mais gelo do que rochas e seu ambiente é quimicamente diferente. Entre os objetos não planetários, a nossa lua seria a melhor posicionada no ESI, devido a sua composição rochosa e ao fato de estar na zona habitável do seu sistema solar.
FONTES: astropt.org/blog/2013/06/28/catalogo-de-planetas-habitaveis // http://phl.upr.edu/press-releases/anearbystarwiththreepotentiallyhabitableworlds
quinta-feira, 1 de maio de 2014
ANÃS MARRONS: ESTRELAS FALHADAS QUE SE ASSEMELHAM A PLANETAS
Às vezes, nuvens de gás e poeira não conseguem produzir estrelas. Esses objetos, conhecidas como anãs marrons, tem muitos dos elementos das suas irmãs mais famosas, mas não têm a massa necessária para provocar a fusão nuclear no seu núcleo.
Por esse facto, os cientistas às vezes se referem a elas como "estrelas falhadas". As anãs marrons começam tal como as suas irmãs. Uma nuvem de poeira e gás colapsada com a gravidade empilhando os componentes firmemente e formando uma protoestrela jovem em seu centro.
Nas estrelas, a gravidade empurra para dentro até a fusão do hidrogênio começar no seu núcleo. Mas as anãs marrons nunca chegam a esta fase crucial. Em vez disso, antes das temperaturas ficarem quentes o suficiente para a fusão do hidrogênio começar, o material atinge um estado estável.
Características, classificações e observações
Anãs marrons têm em vasta variedade de massas e temperaturas. Variam 13 a 90 vezes a massa de Júpiter, cerca de um décimo da massa do sol. As estrelas são classificadas pelo seu tipo espectral, ou pela energia que irradia. As anãs igualmente classificadas da mesma forma.
http://www.youtube.com/watch?v=2-L-zOl37qc
As estrelas M são as mais frias estrelas bem sucedidas no universo, bem como as mais abundantes. A maioria das estrelas M são anãs vermelhas, mas alguns são anãs marrons. As anãs L e T são anãs identificadas pelos elementos vistos no seu espectro.
Anãs Y são as mais frias anãs conhecidas. Algumas atingem temperaturas tão baixas como um forno de casa, enquanto outras são tão frias quanto o corpo humano. Uma vez que as anãs marrons emitem tão pouca luz e energia, eles podem ser difíceis de localizar.
Eles foram originalmente objetos teóricos, invisíveis até ao final de 1980. Com o desenvolvimento dos instrumentos astronômicos as anãs marrons foram detectadas, embora continuem a ser um desafio.
Anãs marrons foram originalmente chamadas de "anãs negras". Agora, esse termo é usado para a fase final da evolução estelar de uma estrela da sequência principal, uma anã branca que consumiu todo o seu calor.
Uma vez que as anãs marrons têm tão pouca massa, pode ser fácil confundi-los com os planetas em massa, especialmente com o crescente catálogo de gigantes gasosos. Da mesma forma, a falta de fusão pode levantar preocupações semelhantes.
Uma maneira de saber a diferença é que as anãs marrons, como todas as estrelas, criam a sua própria luz, emitindo raios-X e luz infravermelha, que os cientistas podem medir. Mesmo assim, a linha divisória entre uma anã marrom fria e um planeta pode ser muito pequena.
Algumas anãs marrons são frias o suficiente para manter ambientes muito semelhantes aos gigantes gasosos. Anãs marrons podem hospedar planetas, mas gigantes gasosos podem ter luas em órbita. Então como podemos distinguir as anãs marrons dos gigantes gasosos?
Em última análise, a União Astronômica Internacional considera qualquer objeto suficientemente grande para fundir deutério uma anã marrom, enquanto objetos com menos do que a massa de 13 Júpiteres são considerados planetas.
FONTE:Space
quarta-feira, 30 de abril de 2014
OS 9 PLANETAS QUE PODEM HOSPEDAR VIDA EXTRATERRESTRE
O Catálogo de Exoplanetas habitáveis lista nove planetas que têm a melhor chance para a vida fora do nosso sistema solar.
Nem todos esses planetas foram confirmados, e ainda há muito a aprender sobre os seus ambientes.
Mas o catálogo dá aos astrobiólogos um ótimo lugar para começar quando se fala sobre a vida fora da Terra.
De acordo com a Universidade de Porto Rico, em Arecibo, aqui estão os nove planetas que conhecemos que são mais propensos a abrigar vida extraterrestre.
9. Gliese 581g
Este planeta é um achado controverso. Ele foi descoberto em 2010, mas houve dificuldade em obter a confirmação. Ainda assim, a Universidade de Porto Rico considera Gliese 581 o candidato no topo da lista para ter vida alienígena.
Se confirmado, este mundo rochoso fica a cerca de 20 anos-luz de distância do nosso Sol e tem duas a três vezes a massa da Terra. Ele orbita a sua estrela-mãe, Gliese 581, aproximadamente a cada 30 dias na constelação de Libra.
8. Gliese 667Cc
Outra "super-Terra", Gliese 667Cc também está próxima da Terra: cerca de 22 anos-luz de distância na constelação Scorpius. O planeta é, no mínimo, 4,5 vezes maior que a Terra, e leva 28 dias para fazer uma órbita ao redor de sua estrela-mãe.
GJ 667C - a estrela-mãe - faz parte, na verdade, de um sistema triplo de estrelas. A estrela é uma estrela de classe M anã que tem cerca de um terço da massa do Sol.
7. Kepler-22b
Apesar de Kepler-22b ser maior do que a Terra, orbita uma estrela que é bastante próxima em tamanho e temperatura ao Sol.
Kepler-22b tem 2,4 vezes o tamanho da Terra e, assumindo que o seu efeito de estufa é semelhante ao da Terra, tem uma temperatura de superfície estimada de 22 graus Celsius. Fica a cerca de 600 anos-luz de distância do Sol, na constelação Cygnus.
6. HD 40307g
A "Super-Terra" HD 40307g tem uma órbita confortavelmente dentro da zona habitável da sua estrela-mãe. Encontra-se a cerca de 42 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Pictor. Fica tão perto que os telescópios futuros podem ser capazes de perscrutar sua superfície.
5. HD 85512b
HD 85512b foi anunciado em 2011 como parte de um tesouro de 50 planetas descobertos pelo High Accuracy Radial Planeta Searcher, ou HARPS, no Chile. Este planeta tem cerca de 3,6 vezes mais massa que a Terra. Vive a cerca de 35 anos-luz de distância do Sol, na constelação de Vela. Os investigadores esperam um dia descobrir se existe água na sua superfície.
4. Tau Ceti E
Tau Ceti e, que foi detectado em dezembro de 2012, encontra-se a apenas 11,9 anos-luz da Terra. Este mundo é uma "super-Terra" com pelo menos 4,3 vezes a massa da Terra. Dependendo da sua atmosfera, Tau Ceti e poderia ser um planeta levemente quente adequado para a vida simples, ou um mundo tórrido como Vénus.
3. Gliese 163c
A massa de Gliese 163c coloca o planeta numa zona cinzenta. O planeta tem sete vezes a massa da Terra, o que poderia torná-lo um grande planeta rochoso ou um gigante gasoso anão. Gliese 163C gira em torno da sua fraca estrela a cada 26 dias. Fica a uma distância de 50 anos-luz da Terra. A sua estrela-mãe está na constelação Dorado.
2. Gliese 581d
Pelo menos um estudo supõe que Gliese 581d pode ter uma atmosfera de dióxido de carbono. É cerca de sete vezes mais massivo que a Terra, orbita uma estrela anã vermelha, e é um planeta irmão de Gliese 581g, que também é potencialmente habitável. A apenas 20 anos-luz do sol, Gliese 581d fica, essencialmente, no quintal da Terra.
1. Tau Ceti F
Tau Ceti f é um candidato a super-Terra com o seu irmão de Tau Ceti e, mas orbita perto da borda externa da zona habitável de Tau Ceti. Tau Ceti f tem pelo menos 6,6 vezes a massa da Terra e poderia ser adequado à vida, se a sua atmosfera prendesse quantidades significativas de calor.
FONTE:Space
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
OS 10 MISTÉRIOS INEXPLICADOS SOBRE AS ESTRELAS E PLANETAS
Apesar dos grandes avanços na ciência e tecnologia, o universo está repleto de mistérios e, muitos deles, permanecem sem resposta. Conheça aqui 10 grandes mistérios não solucionados sobre estrelas e planetas.
10. A estrela que não deveria existir
Uma estrela na constelação de Leo, chamada SDSS J102915 172927, foi descoberta por uma equipe de astrônomos europeus, em 2011. A estrela é pequena, com apenas cerca de 80% do tamanho do nosso Sol, e julga-se ter aproximadamente 13 bilhões de anos de idade.
Uma vez que o universo é pensado ter aproximadamente 13,7 bilhões de anos, esta é uma das mais antigas estrelas conhecidas. Até aqui, nada particularmente incomum sobre esta estrela… exceto que, segundo todas as teorias, ela não deveria existir.
A estrela é composta de 99,99993% de hidrogênio e hélio, elementos que são leves demais para condensar e formar uma estrela por si só. Quando esses números são colocados em qualquer simulação computadorizada, o resultado é sempre o mesmo: a existência da estrela é “impossível”.
Os astrônomos estão intrigados sobre como uma estrela poderia ter-se formado sem a ajuda de elementos mais pesados.
9. A estrela rodeada por espirais
Localizada a 400 anos-luz da Terra, na constelação de Lupus, SAO 206462 chamou a atenção dos astrônomos em 2011. O que surpreendeu não foi a própria estrela, mas sim o que a rodeava: ela parecia ter grandes braços espirais girando em torno dela.
Espirais não são objetos estranhos para os astrônomos, sendo formações comuns em galáxias como a nossa Via Láctea. No entanto, nunca foram observadas espirais em órbita de uma estrela. A causa? Ainda é um mistério – apesar de a teoria mais aceita ser a gravidade de planetas formando espirais de poeira.
8. A estrela eternamente jovem
Messier 4 é um aglomerado globular localizado a cerca de 7.200 anos-luz de distância da Terra, com uma idade calculada em 12,2 bilhões de anos. Atualmente, acredita-se que todas as galáxias eventualmente se tornam aglomerados globulares, uma vez que todo o gás e poeira utilizados para a formação de estrelas se esgota.
Isso significa que todas as estrelas nesse aglomerado são esperadas serem muito antigas – nos estágios finais da sua vida útil. Ao olhar para as estrelas nesta galáxia em particular, em 2012, uma equipe de pesquisadores chilenos encontrou uma estrela rica em lítio.
Embora o lítio não seja um elemento raro em estrelas, é um elemento que queima normalmente nos primeiros bilhões de anos do ciclo de vida. Como a maioria das estrelas sobreviventes neste aglomerado tem pelo menos 10 bilhões de anos, encontrar uma estrela com este elemento foi impressionante.
Os cientistas pensam que a estrela pode ter encontrado uma maneira de reabastecer os seus suprimentos de lítio, que de certa forma mantém a estrela jovem. Como ela reabastece as suas fontes de lítio, no entanto, é um grande mistério.
7. As estrelas que escaparam de um buraco negro
No canto direito superior, imagem ampliada do centro da galáxia de Andrômeda mostra o que parece ser um disco de estrelas azuis próximo a um buraco negro. No canto inferior direito, uma simulação do disco junto ao buraco negro.
Este mistério envolve provavelmente alguns milhões de estrelas, ao invés de apenas uma. Localizada a “apenas” 2,5 milhões de anos-luz de distância, a galáxia de Andrômeda é a galáxia espiral mais próxima da nossa. No centro desta galáxia está um buraco negro supermassivo, que funciona como um enorme aspirador de pó – tão forte que nem a luz consegue escapar dele.
Em 2005, o telescópio espacial Hubble deu um zoom no núcleo da galáxia e descobriu um disco azul em forma de panqueca rodando perigosamente ao redor do buraco negro. Outras análises mostraram que aquilo não era apenas poeira quente: o brilho vinha de milhões de jovens estrelas azuis. Essas estrelas estão girando em torno do buraco negro a mais de 2,3 milhões de quilômetros por hora. Isso é rápido o suficiente para circundar a Terra no equador em apenas 40 segundos.
O mistério sobre este disco de estrelas é que ele não deveria existir, dadas as forças que existem em torno de buracos negros. O gás do disco e as próprias estrelas deveriam ter sido dilacerados pela imensa gravidade do buraco negro. Como eles foram capazes de permanecer intactos numa órbita tão próxima permanece um mistério.
6. A estrela ambígua
Swift J1822.3-1606 é um tipo especial de estrela – conhecido como estrela de nêutrons – localizada a cerca de 20.000 anos-luz de distância, na constelação de Ophiuchus. Em geral, há três maneiras para uma estrela acabar a sua vida: como uma anã branca (quando ela é pequena como o nosso Sol), como uma estrela de nêutrons (quando ela é pelo menos 8 vezes mais massiva que o Sol) ou como um buraco negro (quando ela é ainda maior).
Os dois últimos são formados após as maiores explosões conhecidas no universo – as supernovas. Existem dois tipos diferentes de estrelas de nêutrons: um magnetar (que tem os campos magnéticos mais fortes do universo), e um pulsar, que dispara feixes de radiação eletromagnética dos seus pólos (como um farol).
Durante anos, tudo o que sabíamos sobre essas estrelas nos dizia que elas só poderiam ser de um tipo ou de outro – nunca ambos. Porém, em 2011, cientistas descobriram que a Swift tinha propriedades de ambos tipos. E eles não têm ideia de como uma estrela de nêutrons pode apresentar esses dois comportamentos.
5. O planeta que deveria ter sido engolido
Wasp 18 está a 330 anos-luz de distância, na constelação de Phoenix, e é cerca de 25% mais massiva do que o nosso Sol. Este mistério também não envolve exatamente a estrela, mas sim o que a orbita.
Em 2009, cientistas descobriram que Wasb 18 tinha um planeta. Apelidado de Wasp-18b, o planeta é ligeiramente maior do que Júpiter, mas tem cerca de 10 vezes a sua massa. Ele tem apenas um pouco menos a massa necessária para ser considerado uma anã marrom – que é uma proto-estrela que não tem massa suficiente para iniciar a fusão nuclear e queimar combustível como as outras estrelas fazem.
O quebra-cabeça dos astrofísicos é que o planeta orbita a estrela a menos de 2 milhões de quilómetros. Em comparação, Mercúrio (o planeta mais próximo do Sol) está a quase 36 milhões de quilômetros do Sol.
Wasp 18b está tão perto de sua estrela que ele completa a sua órbita em menos de 23 horas, e a sua temperatura superficial é de cerca de 2.200º C. Estando tão perto, o planeta deveria, eventualmente, cair no seu sol.
Ele já sobreviveu por cerca de 680 milhões de anos, e dada a massa da estrela que orbita, este planeta deveria ter sido consumido há muito tempo. Como um planeta foi capaz de se formar e se manter num local onde os planetas eram considerados incapazes de existir? Essa é uma questão que continua deixando os astrônomos perplexos.
4. Os planetas que sobreviveram a uma supernova
Comparação entre a distância dos planetas do nosso sistema solar em relação ao Sol e a distância dos planetas que orbitam o Pulsar, em relação à ele.
O pulsar PSR B1257+12 é um remanescente de uma explosão de supernova, portanto, os cientistas nunca esperavam encontrar planetas perto dele. Mas eles descobriram um sistema solar inteiro – três planetas e um planeta-anão orbitando o pulsar. Pensando que mundos assim devem ser comuns, os cientistas começaram a procurar por outros planetas em pulsares.
No entanto, apenas um outro pulsar foi confirmado ter um único planeta que o orbita, mostrando que eles são de fato extremamente raros. Como a explosão da supernova não arremessou os planetas a bilhões de quilômetros de distância (ou os destruiu)?
3. A estrela variante
Sequência de imagens da variação da estrela.
V838 Monocerotis está localizada na constelação de Monoceros, a cerca de 20.000 anos-luz da Terra, e já foi considerada uma das maiores estrelas do universo. Em 2002, o brilho da estrela subiu de repente.
Acreditava-se que ela era uma simples nova, que é o que acontece quando o núcleo remanescente de uma estrela morta (conhecida como anã branca) suga muito gás hidrogênio de uma estrela vizinha, causando uma explosão fantástica. A estrela apagou após algumas semanas, como o esperado.
Mas menos de um mês depois, a estrela explodiu numa intensa luz novamente. Uma vez que o período de tempo entre as explosões era muito curto para ter sido causado por duas novas distintas, os astrônomos ficaram intrigados e tomaram um olhar mais atento. Foi então que eles descobriram o problema: não havia nenhuma anã branca.
A estrela tinha simplesmente explodido, por si só – e repetiu este processo de intensa variação de luminosidade várias vezes ao longo dos meses seguintes. Durante a sua erupção mais intensa, a estrela tornou-se um milhão de vezes mais brilhante que o Sol, e uma das luzes mais brilhantes do céu noturno.
Normalmente, as estrelas brilham intensamente um pouco antes de sua morte, mas as medições indicaram que a estrela tinha apenas alguns milhões de anos, uma simples criança em termos cósmicos.
Quando o Telescópio Hubble capturou uma imagem da estrela após as erupções, uma grande nuvem de gás e detritos foi vista acelerando para longe da estrela. Uma teoria é que a estrela havia colidido com algo não visto, como uma outra estrela ou planeta, mas os cientistas ainda estão intrigados com isso, mesmo após 12 anos.
2. O planeta errante
CFBDSIR 2149–0403 é classificado como uma anã marrom. Esses corpos não conseguiram iniciar a fusão nuclear nos seus núcleos e, portanto, não conseguiram tornar-se estrelas reais. Embora caracterizada como uma estrela AB Doradus, devido ao seu tamanho e massa, muitos outros o caracterizam como um gigante de gás.
Isso o tornaria um planeta sem uma estrela-mãe, algo que foi teorizado, mas nunca observado. Apenas quatro possíveis candidatos ao título de “planetas errantes” são conhecidos, o CFBDSIR 2149–0403 é o mais próximo da Terra, a cerca de 130 anos-luz.
Sem uma grande estrela em órbita, o seu movimento é influenciado por outras estrelas do grupo AB Doradus. Isso não quer dizer que ele viaje através do espaço sem destino, um equívoco comum sobre planetas errantes. Contudo, esse astros ainda são um grande enigma para os astrônomos.
1. O caso da poeira desaparecida
Anel de poeira, de uma formação planetária, semelhante à que existia ao redor da TYC 8241 2652
TYC 8241 2652 está localizada a 450 anos-luz de distância, na constelação de Centauros. Acredita-se que ela tenha o mesmo tamanho do nosso Sol, mas é apenas uma criança, com 10 milhões de anos de idade. Como comparação, o Sol possui cerca de 4,5 bilhões anos de idade.
De 1983 a 2008, os astrônomos analisaram um anel brilhante de poeira ao redor da estrela, visando observar o início de uma possível formação planetária, revelando novas ideias sobre a origem do nosso sistema solar.
Mas quando a estrela foi submetida a uma nova observação no início de 2009, os astrônomos ficaram surpresos: quando olharam através dos seus telescópios, eles não viram nada, a não ser a própria estrela. O disco brilhante de poeira desapareceu sem deixar rastro.
Ele não deixou para trás nenhum planeta, tampouco quaisquer sinais que indicassem para onde teria ido – ele simplesmente desapareceu. Os cientistas ficaram perplexos. Quando perguntado sobre isso, o astrônomo Carl Melis simplesmente declarou: “Nós não temos uma explicação realmente satisfatória para tratar o que aconteceu em torno desta estrela.”
FONTE:Caixa de Pandora
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
OS ESTRANHOS PLANETAS ALÉM DO SISTEMA SOLAR
Nos últimos 20 anos, astrônomos de todo o mundo catalogaram cerca de 850 planetas fora do nosso Sistema Solar.
A busca por mundos que orbitem outras estrelas tem levado à descoberta de alguns planetas estranhos, desde um gigante de gás quente, mais escuro que carvão, até um planeta com quatro sóis.
Abaixo, alguns dos exemplos mais estranhos.
O planeta PH1, localizado por astrônomos amadores, tem quatro sóis. [Imagem: Planeta PH1 (Imagem: Haven Giguere/Yale)]
Um planeta com quatro sóis
Em uma cena do filme da saga Star Wars, quando o personagem Luke Skywalker olha para o horizonte, ele vê dois sóis se pondo no planeta Tatooine.
Os astrônomos já descobriram vários sistemas parecidos com o da ficção, nos quais os planetas orbitam estrelas duplas.
Mas, em 2012, astrônomos amadores encontraram um planeta iluminado por quatro estrelas, o primeiro desse tipo.
O mundo distante fica na constelação de Cygnus, orbita um par de astros e um segundo par gira em volta deles. Ele fica a 5.000 anos-luz da Terra e seu raio é seis vezes maior do que o do nosso planeta (do tamanho de Netuno).
E, apesar de ser puxado por quatro forças gravitacionais diferentes, o planeta PH1 consegue manter uma órbita estável.
A descoberta foi feita por voluntários que usavam o site Planet Hunters, junto com uma equipe de institutos científicos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. O nome PH1 veio do site.
PLANETA NEGRO
Cientistas acreditam que o planeta mais escuro já encontrado tenha um brilho semelhante ao de uma brasa.
Em 2011, um grupo de astrônomos americanos anunciou que um exoplaneta - mundo localizado fora do nosso Sistema Solar - do tamanho de Júpiter e conhecido como TrES-2b era o mais escuro já descoberto, refletindo apenas 1% da luz que o atingia.
O TrES-2b é ainda mais escuro do que tinta acrílica preta e mais preto do que qualquer planeta ou lua do nosso Sistema Solar. Ele fica a 718 anos-luz da Terra e sua massa e raio são quase os mesmos que os do planeta Júpiter.
A distância entre o TrES-2b e sua estrela pode ser um dos fatores responsáveis por essa escuridão.
Em nosso Sistema Solar, Júpiter é coberto por nuvens brilhantes de amônia que refletem mais de um terço da luz do Sol que o alcança.
Mas o TrES-2b orbita a uma distância de apenas 4,83 milhões de quilômetros de seu astro. A energia intensa do Sol esquenta o planeta a mais de 1.000ºC, o que o torna muito quente para a formação de nuvens de amônia. A atmosfera do TrES-2b também tem elementos químicos que absorvem, ao invés de refletir, a luz.
Mas esses fatores não conseguem explicar totalmente a extrema falta de luz no planeta.
Um dos autores do estudo sobre o TrES-2b, David Spiegel, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, afirma que o planeta é tão quente que "emite um brilho vermelho fraco, muito parecido a uma brasa ou à espiral de um forno elétrico".
Pelo menos um terço da massa do planeta - o equivalente a três massas da Terra - pode ser diamante: Exoplaneta pode ter "três Terras" de diamante.
Um planeta próximo na constelação de Câncer pode ter uma composição peculiar. O corpo celeste, conhecido como 55 Cancri E, "provavelmente é coberto de grafite e diamante em vez de água e granito", segundo o astrônomo Nikky Madhusudhan, da Universidade de Yale.
O 55 Cancri E pertence à classe de mundos conhecida como planetas de diamante, que se acredita ricos no elemento carbono, que pode existir em várias formas estruturais, como grafite ou o diamante. Planetas desse tipo contrastam muito com a Terra, cujo interior tem relativamente pouco carbono, mas é rico em oxigênio.
O planeta de diamante fica a 40 anos-luz da Terra e seu raio é duas vezes o tamanho do raio da Terra.
Em 2012, Madhusudhan e seus colegas publicaram as primeiras medidas do raio do exoplaneta. Estes novos dados, combinados com as estimativas mais recentes da massa 55 Cancri E, permitiram que os cientistas deduzissem sua composição química.
Para fazer isto, eles usaram modelos em computadores do interior do planeta e calcularam as possíveis combinações de elementos e compostos que poderiam ter as características observadas.
Os resultados sugerem que o 55 Cancri E é, em sua maior parte, composto de carbono (na forma de grafite e diamante), ferro, carboneto de silício e, potencialmente, silicato.
Os cientistas estimam que pelo menos um terço da massa do planeta seja de diamante, o equivalente a três vezes a massa da Terra.
PLANETA DEVORADO
O Wasp-12b está sendo engolido por sua estrela, restando-lhe cerca de 10 milhões de anos de vida.
Localizado na constelação de Auriga (também conhecida como Cocheiro), a 600 anos-luz da Terra, o planeta Wasp-12b está sendo devorado lentamente pela sua estrela, a Wasp-12.
O planeta gigante orbita tão próximo à estrela semelhante ao Sol que sua temperatura chega a 1.500ºC. Ele está sendo distorcido, chegando à forma de uma bola de rúgbi, devido à gravidade da estrela.
A grande proximidade entre o Wasp-12b e a estrela levou a atmosfera do planeta a se expandir a um raio três vezes maior que a de Júpiter. Material proveniente dele está "vazando" para a estrela.
"Vemos uma grande nuvem de materiais em volta do planeta, que está escapando e será capturado pela estrela", disse a astrônoma Carole Haswell, da Open University britânica.
Haswell e sua equipe usaram o telescópio Hubble para confirmar estimativas anteriores a respeito do planeta e divulgaram a descoberta na publicação científica The Astrophysical Journal Letters.
Os pesquisadores dizem que o planeta pode ainda existir por mais 10 milhões de anos antes de se apagar. O Wasp-12b também é catalogado entre os planetas de diamante.
FONTE:BBC
O planeta PH1, localizado por astrônomos amadores, tem quatro sóis. [Imagem: Planeta PH1 (Imagem: Haven Giguere/Yale)]
Um planeta com quatro sóis
Em uma cena do filme da saga Star Wars, quando o personagem Luke Skywalker olha para o horizonte, ele vê dois sóis se pondo no planeta Tatooine.
Os astrônomos já descobriram vários sistemas parecidos com o da ficção, nos quais os planetas orbitam estrelas duplas.
Mas, em 2012, astrônomos amadores encontraram um planeta iluminado por quatro estrelas, o primeiro desse tipo.
O mundo distante fica na constelação de Cygnus, orbita um par de astros e um segundo par gira em volta deles. Ele fica a 5.000 anos-luz da Terra e seu raio é seis vezes maior do que o do nosso planeta (do tamanho de Netuno).
E, apesar de ser puxado por quatro forças gravitacionais diferentes, o planeta PH1 consegue manter uma órbita estável.
A descoberta foi feita por voluntários que usavam o site Planet Hunters, junto com uma equipe de institutos científicos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. O nome PH1 veio do site.
PLANETA NEGRO
Cientistas acreditam que o planeta mais escuro já encontrado tenha um brilho semelhante ao de uma brasa.
Em 2011, um grupo de astrônomos americanos anunciou que um exoplaneta - mundo localizado fora do nosso Sistema Solar - do tamanho de Júpiter e conhecido como TrES-2b era o mais escuro já descoberto, refletindo apenas 1% da luz que o atingia.
O TrES-2b é ainda mais escuro do que tinta acrílica preta e mais preto do que qualquer planeta ou lua do nosso Sistema Solar. Ele fica a 718 anos-luz da Terra e sua massa e raio são quase os mesmos que os do planeta Júpiter.
A distância entre o TrES-2b e sua estrela pode ser um dos fatores responsáveis por essa escuridão.
Em nosso Sistema Solar, Júpiter é coberto por nuvens brilhantes de amônia que refletem mais de um terço da luz do Sol que o alcança.
Mas o TrES-2b orbita a uma distância de apenas 4,83 milhões de quilômetros de seu astro. A energia intensa do Sol esquenta o planeta a mais de 1.000ºC, o que o torna muito quente para a formação de nuvens de amônia. A atmosfera do TrES-2b também tem elementos químicos que absorvem, ao invés de refletir, a luz.
Mas esses fatores não conseguem explicar totalmente a extrema falta de luz no planeta.
Um dos autores do estudo sobre o TrES-2b, David Spiegel, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, afirma que o planeta é tão quente que "emite um brilho vermelho fraco, muito parecido a uma brasa ou à espiral de um forno elétrico".
Pelo menos um terço da massa do planeta - o equivalente a três massas da Terra - pode ser diamante: Exoplaneta pode ter "três Terras" de diamante.
Um planeta próximo na constelação de Câncer pode ter uma composição peculiar. O corpo celeste, conhecido como 55 Cancri E, "provavelmente é coberto de grafite e diamante em vez de água e granito", segundo o astrônomo Nikky Madhusudhan, da Universidade de Yale.
O 55 Cancri E pertence à classe de mundos conhecida como planetas de diamante, que se acredita ricos no elemento carbono, que pode existir em várias formas estruturais, como grafite ou o diamante. Planetas desse tipo contrastam muito com a Terra, cujo interior tem relativamente pouco carbono, mas é rico em oxigênio.
O planeta de diamante fica a 40 anos-luz da Terra e seu raio é duas vezes o tamanho do raio da Terra.
Em 2012, Madhusudhan e seus colegas publicaram as primeiras medidas do raio do exoplaneta. Estes novos dados, combinados com as estimativas mais recentes da massa 55 Cancri E, permitiram que os cientistas deduzissem sua composição química.
Para fazer isto, eles usaram modelos em computadores do interior do planeta e calcularam as possíveis combinações de elementos e compostos que poderiam ter as características observadas.
Os resultados sugerem que o 55 Cancri E é, em sua maior parte, composto de carbono (na forma de grafite e diamante), ferro, carboneto de silício e, potencialmente, silicato.
Os cientistas estimam que pelo menos um terço da massa do planeta seja de diamante, o equivalente a três vezes a massa da Terra.
PLANETA DEVORADO
O Wasp-12b está sendo engolido por sua estrela, restando-lhe cerca de 10 milhões de anos de vida.
Localizado na constelação de Auriga (também conhecida como Cocheiro), a 600 anos-luz da Terra, o planeta Wasp-12b está sendo devorado lentamente pela sua estrela, a Wasp-12.
O planeta gigante orbita tão próximo à estrela semelhante ao Sol que sua temperatura chega a 1.500ºC. Ele está sendo distorcido, chegando à forma de uma bola de rúgbi, devido à gravidade da estrela.
A grande proximidade entre o Wasp-12b e a estrela levou a atmosfera do planeta a se expandir a um raio três vezes maior que a de Júpiter. Material proveniente dele está "vazando" para a estrela.
"Vemos uma grande nuvem de materiais em volta do planeta, que está escapando e será capturado pela estrela", disse a astrônoma Carole Haswell, da Open University britânica.
Haswell e sua equipe usaram o telescópio Hubble para confirmar estimativas anteriores a respeito do planeta e divulgaram a descoberta na publicação científica The Astrophysical Journal Letters.
Os pesquisadores dizem que o planeta pode ainda existir por mais 10 milhões de anos antes de se apagar. O Wasp-12b também é catalogado entre os planetas de diamante.
FONTE:BBC
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
OS PLANETAS MAIS MALUCOS DO UNIVERSO

Por muitos anos, Plutão foi considerado o planeta (sim, na época em que ele ainda era um planeta) mais bizarro do universo. Isso porque ele tem uma órbita bem diferente do que as órbitas de outros planetas.
Mas, agora, astrônomos descobriram planetas muito mais malucos do que Plutão – e, diga-se de passagem, muito maiores do que Júpiter.
A última reviravolta no cenário planetário aconteceu por conta de descobertas feitas pelo Hubble em parceria com telescópios localizados na Terra. Uma estrela anã chamada Upsilon Andromedae e os planetas que a orbitam são muito bizarros.
Três planetas como Júpiter orbitam a estrela – isso os cientistas sabiam faz algum tempo – mas eles não sabiam como a órbita desses planetas era estranha até o Hubble entrar na jogada.
Dois dos planetas (Upsilon C e Upsilon D) estavam inclinados 30 graus em relação à órbita que seria considerada normal (para você ter uma idéia, Plutão já era estranho e estava inclinado apenas 17 graus).
As massas dos planetas precisaram ser recalculadas e Upsilon D foi considerado tão grande que é mais provável que ele seja uma “estrela que não deu certo” do que um planeta de verdade.
E, para coroar o grupo como os planetas mais bizarros conhecidos, há indícios de que um quarto planeta, que antes não havia sido detectado, (o Upsilon E) esteja orbitando Upsilon Andromedae com uma órbita enorme, ainda mais maluca do que as outras.
FONTE:CosmicLog
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
GALÁXIA 'COSPE' PLANETAS A 48 MILHÕES DE KM/H
Planetas com órbitas muito próximas a estrelas que são ejetadas da nossa galáxia podem ser “cuspidos” da Via Láctea a velocidades de até 48 milhões de quilômetros por hora (km/h).
“Fora os fótons e partículas como os raios cósmicos, esses planetas estão entre os objetos mais rápidos da galáxia”, afirma Avi Loeb, que está estudando o assunto. “Em termos de objetos sólidos e grandes, eles são os mais rápidos. Levariam 10 segundos para cruzar o diâmetro da Terra”.
Os pesquisadores criaram simulações para examinar o que aconteceria se cada estrela ejetada da galáxia tivesse pelo menos um planeta orbitando perto. Eles descobriram que cerca de 10% dos planetas poderia ser atirado junto com a estrela.
Uma estrela que for capturada por um buraco negro, que antes puxava gravitacionalmente outra estrela, também poderia ter seu planeta “ejetado”, e ele sairia “viajando” pela galáxia a enormes velocidades.
Eventualmente, esses planetas de hipervelocidade vão escapar da Via Láctea e viajar pelo espaço interestelar.
“Essa é a primeira vez que alguém fala sobre procurar por planetas ao redor de estrelas em hipervelocidade”, afirma Loeb. “Isso é possível usando grandes telescópios, mas os observatórios precisam colocar isso nos seus planos ainda”. FONTE: LiveScience
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