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sábado, 22 de novembro de 2014

CIENTISTAS DESENVOLVEM DROGA PARA SUBSTITUIR ANTIBIÓTICOS

De acordo com o jornal britânico “The Times”, pesquisadores criaram o primeiro medicamento livre de antibióticos para tratar infecções bacterianas. Essa é uma das ações que faz parte de um grande desenvolvimento no combate à resistência aos medicamentos. Um pequeno teste feito com pacientes mostrou que o novo tratamento foi eficaz na erradicação da superbactéria MRSA, que é resistente à maioria dos antibióticos. O medicamento já está disponível como um creme para infecções da pele e os pesquisadores esperam criar uma pílula ou uma versão injetável dentro dos próximos 5 anos. Os antibióticos têm sido um dos medicamentos mais importantes desde a descoberta da penicilina, quase 90 anos atrás, pelo escocês Alexander Fleming. Porém, a Organização Mundial de Saúde tem alertado repetidamente sobre a ameaça da resistência antimicrobiana, dizendo que “uma era pós-antibióticos – em que infecções comuns e pequenas lesões podem matar” é uma possibilidade muito real no século XXI. Segundo os cientistas, no entanto, essa nova tecnologia é menos propensa à resistência do que os antibióticos porque as infecções são atacadas pelo medicamento de uma forma completamente diferente. O tratamento utiliza enzimas chamadas endolisinas, que ocorrem naturalmente em vírus que atacam certas espécies bacterianas, mas não causam mal a micróbios benéficos. Mark Offerhaus, o Chefe do Executivo da empresa de biotecnologia holandesa Micreos, que está liderando a pesquisa, disse que o desenvolvimento das novas marcas de drogas é “uma nova era na luta contra bactérias resistentes a antibióticos”. Offerhaus ainda acrescenta que milhões de pessoas têm a ganhar com a pesquisa. FONTE: http://time.com/3560432/alternative-drug-replace-antibiotics/

sábado, 15 de novembro de 2014

CIRCULADOR DE ONDAS PODE REVOLUCIONAR TELECOMUNICAÇÕES

Um circulador é um equipamento com várias portas, que recebe uma onda de rádio ou micro-onda em uma de suas portas e a transmite no sentido de sua rotação apenas para a próxima porta.

Multiplexação nas antenas

Um componente com potencial para dobrar a largura de banda útil nas comunicações sem fios, seja nos telefones celulares, seja em equipamentos de troca de dados. Assim é um novo circulador de ondas de rádio, um equipamento pouco conhecido, mas essencial nas radiocomunicações, que acaba de ser criado por Nicholas Estep e seus colegas da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos. Um circulador é um equipamento com várias portas, que recebe uma onda de rádio ou micro-onda em uma de suas portas e a transmite no sentido de sua rotação apenas para a próxima porta. Esse mecanismo é usado como amplificador, como um isolador para evitar sobrecargas e como um duplexador, permitindo a transmissão e a recepção através da mesma antena, mas não simultaneamente. Em lugar de um duplexador, o novo circulador de ondas criado por Estep é um multiplexador com funcionalidade total, o que significa que os aparelhos poderão transmitir e receber sinais na mesma frequência ao mesmo tempo, ampliando muito a largura de banda.

Substituindo o magnetismo

Existem vários tipos de circuladores, tipicamente magnéticos, mas eles não são muito usados por causa de suas dimensões e peso muito grande. O novo circulador de ondas tem apenas 2 centímetros - cerca de 75 vezes menor do que o comprimento de onda com o qual ele opera - graças ao uso de componentes eletrônicos comuns para substituir o comportamento do magnetismo. O dispositivo trabalha imitando o modo como os materiais magnéticos quebram a simetria na transmissão de ondas entre dois pontos no espaço, uma função crítica que permite que os circuladores magnéticos dirijam seletivamente as ondas de rádio. O novo circulador obtém o mesmo efeito, mas substitui a polarização magnética por uma onda circulando pelos componentes do seu circuito. Outra característica única é que o novo circulador pode ser sintonizado em tempo real em uma ampla gama de frequências, algo que não é possível com os circuladores convencionais, que são construídos para operar em frequências específicas.
Um circulador de ondas magnético típico (esquerda), e o novo circulador não-magnético, baseado em componentes eletrônicos que podem ser montados em uma placa de circuito impresso ou integrados.

Circuladores para celulares e wi-fi

Mais importante, como o projeto do novo circulador é expansível e construído com a mesma técnica de fabricação dos circuitos integrados, ele pode ser colocado dentro de aparelhos portáteis. "Nós vislumbramos circuladores micrométricos incorporados em telefones celulares. Quando você considera o tráfego dos celulares durante eventos de alta demanda, como um jogo de futebol ou um show, há enormes implicações abertas pela nossa tecnologia, incluindo menos chamadas que caem e comunicações mais claras," disse Estep. "Nós também estamos trazendo esse paradigma para outras áreas da ciência e tecnologia," acrescentou o professor Andrea Alu, coordenador do trabalho. "Nossa equipe está trabalhando no uso deste conceito para proteger lasers e para criar circuitos integrados nanofotônicos que roteiem sinais de luz em vez de ondas de rádio em direções preferenciais." Bibliografia: Magnetic-Free Non-Reciprocity Based on Parametrically Modulated Coupled-Resonator Loops. Nicholas A. Estep, Dimitrios L. Sounas, Jason Soric, Andrea Alù. Nature Physics. Vol.: Published online. DOI: 10.1038/nphys3134. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=circulador-de-ondas&id=010110141113

PROPULSÃO A LASER SUPERSÔNICA PARA FOGUETES E AVIÕES

As deficiências dos motores foguetes podem ser superadas com o uso da técnica de ablação a laser.

Aviões e foguetes movidos a laser

Engenheiros e escritores de ficção científica têm sonhado há muito tempo com aeronaves e espaçonaves movidas por feixes de luz, em vez dos combustíveis convencionais. Agora, dois cientistas russos acreditam ter encontrado um meio para melhorar o impulso gerado por um sistema de propulsão a laser, deixando esse sistema inovador a um passo do uso prático. Segundo eles, uma abordagem híbrida pode ajudar a aumentar a potência de foguetes e permitir que futuras aeronaves passem de Mach 10 - 10 vezes a velocidade do som, eventualmente viabilizando os aviões hipersônicos. A ideia é usar a potência de um laser em terra para fornecer uma força propulsora adicional para a aeronave ou espaçonave. Vários sistemas têm sido propostos ao longo dos anos para viabilizar a propulsão a laser. Um dos mais promissores envolve um processo chamado de ablação a laser, no qual um feixe de laser pulsado atinge uma superfície, aquecendo-a e queimando material para criar o que é conhecido como uma pluma de plasma - uma coluna de partículas carregadas que fluem para fora da superfície. Esse efluente é essencialmente um gás de escape, gerando um impulso para o veículo.

Híbrido foguete/ablação a laser

Yuri Rezunkov e Alexander Schmidt idealizaram um novo sistema híbrido que integra um sistema de propulsão por ablação a laser com os bocais cônicos de saída de gases típicos dos motores de foguetes. A combinação dos dois sistemas pode aumentar a velocidade do fluxo de gás para fora do motor. Segundo os cálculos dos dois pesquisadores, a exaustão atinge velocidades supersônicas, além de reduzir a quantidade de combustível queimado. A eficácia das técnicas de propulsão atuais é limitada por fatores como a instabilidade dos gases à medida que eles fluem através do bocal de escape, bem como pela produção de ondas de choque que "estrangulam" a entrada do bocal, reduzindo o impulso. Mas estes efeitos podem ser reduzidos com a ajuda de uma pluma de plasma gerada por laser que seja redirecionada de modo a fluir rente às paredes internas do bocal de escape. Acoplar o jato de plasma com o fluxo de gás normal através do bocal supersônico, garantem os pesquisadores, melhora significativamente o empuxo total gerado pelo motor foguete. "Resumindo os dados obtidos, podemos prever a aplicação das técnicas de propulsão a laser supersônicas não só para o lançamento de pequenos satélites para a órbita da Terra, mas também para a aceleração adicional de aeronaves supersônicas para alcançar Mach 10 ou mais", disse Rezunkov. Bibliografia: Supersonic Laser Propulsion. Yuri Rezunkov, Alexander Schmidt. Applied Optics. Vol.: 53, Issue 31, pp. I55-I62. DOI: 10.1364/AO.53.000I55. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=propulsao-laser-supersonica-foguetes-avioes&id=010170141112

LASER TRANSFORMA GRAFITE EM DIAMANTE A TEMPERATURA AMBIENTE

Foto dos nanodiamantes feita por microscópio (em cima) e esquema do funcionamento da técnica (embaixo).

Melhor que metal

O que começou como uma pesquisa para desenvolver um método para fazer metais mais fortes acabou com a descoberta de uma nova técnica para transformar grafite em diamante em condições ambientais normais. A nova técnica usa um laser pulsado a temperatura ambiente para criar filmes de nanodiamantes, com aplicações potenciais de biossensores a chips de computador futurísticos. "A maior vantagem é que você pode depositar seletivamente os nanodiamantes em superfícies rígidas, sem as altas temperaturas e pressões normalmente necessárias para produzir diamantes sintéticos," disse Gary Cheng, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos.

Transformando grafite em diamante

A técnica começa com uma película formada por uma camada de grafite recoberta com uma folha de vidro. Quando essa película é exposta aos pulsos ultrarrápidos de um laser, o grafite é convertido instantaneamente em um plasma ionizado, criando uma pressão para baixo. Assim que o pulso de laser cessa, o plasma de grafite resfria e se solidifica rapidamente na forma de diamante - grafite e diamante são feitos de carbono puro, dispostos em diferentes arranjos atômicos. A folha de vidro confina o plasma, impedindo que ele escape, o que permite criar filmes contínuos de nanodiamantes com grande precisão e confiabilidade.

Tinta de diamante

Com o uso de uma base motorizada é possível escrever linhas de nanodiamantes para criar circuitos e sensores. A capacidade de escrever seletivamente linhas de diamante sobre superfícies sólidas pode ser útil para várias aplicações, incluindo a computação quântica, células a combustível e chips de computador de última geração. "Fizemos isto em temperatura ambiente e sem uma câmara de alta temperatura e pressão, de modo que este processo pode reduzir significativamente o custo de fabricar diamantes. Além disso, viabilizamos uma técnica de escrita direta que pode escrever seletivamente padrões projetados usando [uma "tinta" de] nanodiamantes," completou Cheng. Os pesquisadores batizaram o processo de CPLD (Confined Pulse Laser Deposition, deposição confinada por laser pulsado, em tradução livre). Bibliografia: Direct Laser Writing of Nanodiamond Films from Graphite under Ambient Conditions Qiong Nian, Yuefeng Wang, Yingling Yang, Ji Li, Martin Y. Zhang, Jiayi Shao, Liang Tang, Gary J. Cheng. Nature Scientific Reports. Vol.: 4, 6612. DOI: 10.1038/srep06612. fonte:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=laser-transforma-grafite-diamante&id=010160141111

COMO A PNEUMONIA BACTERIANA AFETA O CORAÇÃO?

A pneumonia bacteriana é causada principalmente pela bactéria Streptococcos pneumoniae, mas também pode ser provocada pelas bactérias Klebsiella pneumoniae, Staphyloccus aureus, Haemophilius influenzae e Legionella pneumophila, responsáveis por um número menor de casos. Seus sintomas são bastante parecidos com os da pneumonia viral, e incluem tosse e aumento da secreção no sistema respiratório, dificuldades de respirar, falta de ar, dor no peito e febre alta. Apesar de grave, a doença geralmente é tratada em casa, com a ajuda de antibióticos, após o diagnóstico feito pelo médico, que pode incluir análise clínica, raio X e exames de sangue e de escarro. A pneumonia bacteriana não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de uma pessoa infectada a outra, por isso, os pacientes não precisam ser mantidos isolados. As bactérias causadoras da pneumonia bacteriana estão presentes no ar, e atingem o pulmão vindas de uma infecção em outra parte do corpo, trazidas pela circulação sanguínea ou através da aspiração de secreções da orofaringe do próprio paciente. Um sistema imunológico forte graças a hábitos de vida saudáveis é a melhor arma para prevenir a contaminação.

Riscos para o coração

Pesquisas recentes revelaram o que os médicos já sabiam há tempo – que a pneumonia bacteriana pode aumentar os riscos de problemas cardíacos, pois as bactérias causadoras da doença podem invadir e matar as células cardíacas, aumentando as chances do paciente apresentar ataques ou insuficiência cardíaca, além de taquicardia ou anormalidades no ritmo dos batimentos. Segundo o site americano WebMD, pesquisas de laboratório realizadas em tecido cardíaco de roedores, macacos e humanos revelaram não só que as bactérias causadoras da pneumonia danificaram as células, como também que um antibiótico usado no tratamento da doença pode facilitar o ataque das bactérias ao tecido cardíaco. Um dos líderes da pesquisa, o professor da Universidade do Texas, Carlos Orihuela, explicou ao site que, dentre os pacientes hospitalizados por causa de pneumonia, cerca de 20% apresentaram algum problema cardíaco, aumentando os riscos de morte. Agora, os médicos e pesquisadores estão trabalhando na criação de uma vacina para prevenir essa grave complicação da pneumonia bacteriana. A equipe de pesquisadores encontrou altos níveis de troponina, um sinal de lesões cardíacas, no sangue de ratos com pneumonia bacteriana. Ao investigar o tecido cardíaco dos ratos de teste, eles encontraram bactérias Streptococcus pneumoniae, as principais causadoras de pneumonia, em microlesões, ao redor das quais o tecido cardíaco estava morrendo. As células cardíacas morrem por causa dos efeitos da toxina pneumolisina, produzida pelas bactérias.

Danos causados pelos antibióticos

O tratamento da pneumonia bacteriana requer o uso de antibióticos, como a amoxicilina, a levofloxacina ou ceftriaxona, por um período que vai de uma a duas semanas. Em laboratório, verificou-se que a ampicilina usada para tratar ratos infectados com a bactéria cuasadora da pneumonia fazia com que as bactérias morressem e explodissem, liberando a toxina pneumolisina diretamente no tecido cardíaco, danificando as células. Uma alternativa seria o uso de antibióticos chamados de bacterioestáticos, que matam as bactérias mas não as fazem explodir, e que podem ser mais seguros para o tratamento. Portanto, pode-se concluir que as pessoas com pneumonia bacteriana têm risco aumentado de ter insuficiência cardíaca e outros problemas de coração devido à formação de microlesões cheias de bactérias, que, mesmo ao serem mortas por alguns tipos de antibióticos, como a ampicilina, morrem e liberam uma toxina, a pneumolisina, que causa a morte das células.

Possibilidade de vacinas

Segundo artigo publicado no 50º Congresso Brasileiro de Genética, apesar da pneumonia bacteriana e outras infecções causadas pela Streptococcus pneumoniae terem um grande impacto negativo sobre a saúde pública no país, as duas vacinas que existem hoje não podem ser amplamamente utilizadas pelo Sistema Público de Saúde (SUS). Isso porque uma delas apresenta baixa eficácia em crianças e idosos e não induz a memória imunológica (vacina composta por 23 sorotipos de polissacarídeos capsulares purificados da bactéria), enquanto que a segunda, mais eficaz, é muito cara para ser produzida em grande escala.

Como prevenir a pneumonia bacteriana

A melhor maneira de se proteger da pneumonia, seja a bacteriana ou viral, é manter o sistema imunológico forte, capaz de combater invasores do organismo de maneira eficaz. Além disso, manter bons hábitos de higiene, evitar ficar em locais fechados com pouca ventilação, tomar vacina contra a gripe e curar gripes e resfriados rapidamente também diminuem o risco. Além disso, o fumo aumenta muito as chances da pessoa contrair doenças do sistema respiratório, não apenas a neumonia. Segundo o médico Daniel Deheizelin, o fumo provoca uma inflamação que facilita a entrada de bactérias, vírus e fungos, causadores de pneumonia. Além disso, o álcool também é um fator de risco, por deprimir o sistema imunológico. Se não forem combatidas, as bactérias causadoras da pneumonia podem avançar para outras partes do corpo, além dos pulmões e coração, causando septicemia, ou infecção generalizada, quadro gravíssimo que muitas vezes leva à morte. FONTE: http://saude.hsw.uol.com.br/como-pneumonia-bacteriana-afeta-o-coracao

ENTENDA A RELAÇÃO ENTRE A DIABETES E PROBLEMAS DE GENGIVA

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela hiperglicemia, termo médico que significa o aumento no nível de açúcar no sangue. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, os alimentos são digeridos no intestino e se transformam em açúcar (glicose), que é absorvida pelo sangue e usada pelos tecidos do corpo como fonte de energia. “A utilização da glicose depende da presença de insulina, uma substância produzida pelas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo, ela se eleva no sangue, o que chamamos de hiperglicemia. Diabetes é a elevação da glicose no sangue: hiperglicemia”. Por estar tão ligado ao nível de açúcar no sangue, o diabetes pode ser ocasional, como no caso do diabetes gestacional, ou crônico, como os diabetes tipo 1 e 2. Dos 3 tipos, o mais grave é o tipo 1, também conhecido como diabetes infanto-juvenil, insulinodependente ou diabetes imunomediado.

Tipos de diabetes

O diabetes tipo 1 é mais comum em crianças e jovens, e requer que o paciente tome injeções diárias de insulina. As pessoas que têm diabetes tipo 1 não produzem insulina suficiente, pois as células do pâncreas sofrem de um problema conhecido como “destruição autoimune”. Corresponde a menos de 10% dos casos da doença. O diabetes tipo 2 é a mais comum, podendo ser revertido com a adoção de hábitos de vida saudáveis. Pessoas obesas apresentam grande risco de desenvolver o problema. Nesses casos, o organismo produz insulina normalmente, mas a obesidade faz com que não consiga conter a alta no nível de açúcar do sangue. O estresse das grandes cidades, hábitos de vida sedentários (falta de exercícios físicos) e alimentação inadequada fazem com que o diabetes tipo 2 também esteja se tornando cada vez comum entre adultos jovens. No diabetes gestacional, a alta do nível de açúcar no sangue se relaciona às mudanças hormonais que ocorrem no corpo da mulher durante a gravidez. Alguns hormônios produzidos pela placenta reduzem a atuação da insulina, levando o corpo da mãe a aumentar a produção da substância pelo pâncreas. Mas algumas mulheres não produzem insulina adicional, apresentando então o quadro de diabetes gestacional, que traz riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Por isso, as mulheres grávidas precisam realizar exames para tratar o problema o quanto antes.

Diabetes e problemas de gengiva

Pessoas com diabetes têm de 3 a 4 vezes mais chances de apresentar gengivite, uma inflamação das gengivas, causada pelo desenvolvimento das chamadas placas bacterianas na base dos dentes. Pesquisas revelam que um terço dos diabéticos apresenta doença periodontal grave, um problema que pode levar à perda óssea e à queda dos dentes. Segundo o site do Instituto Nacional Americano de Diabetes, Doenças Digestivas e dos Rins (NIDDK): “A glicose está presente na sua saliva – o fluido em sua boca que a deixa úmida. Quando o diabetes não está sob controle, altos níveis de glicose em sua saliva ajudam o crescimento de bactérias nocivas. Elas se misturam aos alimentos para formar uma película pegajosa chamada de placa”. A placa também é formada devido à ingestão de alimentos ricos em açúcar e amido. Além de causar a degeneração dos dentes, cáries e problemas de gengiva, a placa também pode calcificar, formando o tártaro, além de poder ser uma das causas do mau hálito. Se o nível de açúcar no sangue não for bem controlado, o paciente diabético pode desenvolver mais placa que o normal, levando a vários problemas, como cáries, infecções e gengivites. São sintomas de gengivite: gengivas inchadas, vermelhas, sensíveis ou que sangram com facilidade. Se não for tratada, pode evoluir para uma periodontite, problema grave que faz com que as gengivas descolem dos dentes, deixando-os soltos e propensos à queda. Também leva à perda óssea. Segundo o Centro de Informações de Saúde Bucal e Dental da Colgate, “pessoas com diabetes têm um risco aumentado para doenças gengivais avançadas porque os diabéticos são geralmente mais suscetíveis às infecções bacterianas e têm uma diminuição na capacidade de combater as bactérias que invadem o tecido gengival”. Além disso, as infecções podem elevar o nível de açúcar no sangue, tornando mais difícil o controle da hiperglicemia. Outros problemas que podem surgir no paciente diabético além da gengivite e periodontite são a cárie, a candidíase – também conhecida por “sapinho”, uma doença causada por um fungo branco que se desenvolve comumente sobre a língua – aftas, boca seca e pequenas feridas.

Como cuidar de sua saúde bucal

Se você é diabético, tenha ainda mais atenção em relação à saúde de seus dentes. Mantenha o nível de glicose no sangue em equilíbrio, seguindo as instruções de seu médico e adotando um estilo de vida saudável. Escove seus dentes regularmente todos os dias, use o fio dental e visite seu dentista pelo menos a cada seis meses. Você também deve dizer a seu dentista que tem diabetes, para que ele possa atender a suas necessidades específicas. Confira mais dicas: - Use uma escova de dentes macia e escove os dentes ao acordar, antes de dormir, após cada refeição e após comer alimentos com açúcar ou amido. - Escove os dentes com delicadeza, realizando pequenos movimentos circulares; escove a língua também. - Troque de escova de dentes a cada três meses ou antes, caso as cerdas estejam muito gastas. Escovas desgastadas removem menos placa. - Use um enxaguante bucal com flúor, sobretudo à noite, quando aumenta a atividade de bactérias oportunistas. - Use o fio dental para limpar o espaço entre os dentes ao menos uma vez por dia. Ao passar o fio dental, deslize-o para cima e para baixo e então curve-o ao redor da base de cada dente, suavemente, sob as gengivas. Nunca reutilize o fio dental. - Se você usa dentadura, mantenha-as limpas e retire-as à noite. - Se você fuma, procure abandonar o hábito. Além de diversos outros problemas de saúde, você estará mais vulnerável a problemas bucais, como infecções por fungos, gengivite e câncer de boca e garganta. - Siga as instruções e conselhos de seu médico e dentista, e trate quaisquer problemas de saúde o quanto antes, para prevenir complicações. Considerações finais: Apesar do risco aumentado de apresentar problemas de gengiva, os diabéticos que mantêm seu nível de açúcar em equilíbrio, seguem a dieta recomendada e têm um estilo de vida saudável, realizando exercícios físicos e cuidando bem dos dentes, podem ter uma boca saudável, assim como as pessoas que não apresentam a doença. O cuidado redobrado e o acompanhamento de bons profissionais de saúde podem garantir que seus dentes e boca permaneçam livres de problemas e infecções ao longo da vida. fonte:http://saude.hsw.uol.com.br/relacao-entre-diabetes-e-problemas-de-gengiva

COMO O CÂNCER AFETA OS HORMÔNIOS?

A descoberta de um caso de câncer na família muitas vezes chega de forma devastadora e a tensão acaba varrendo alguns assuntos para debaixo do tapete. A vida sexual do doente é um desses temas frequentemente relegado a segundo plano, embora possa ser muito importante especialmente para a autoestima da pessoa abalada por uma condição que coloca em risco a sua vida. Em maior ou menor grau, dependendo do tipo do câncer e da intensidade do tratamento, os hormônios tanto do homem quanto da mulher afetados pela doença sofrem um desequilíbrio no período de combate a essa condição e a queda na libido é um dos resultados mais frequentes da situação.

Hormônios são essenciais para regular as funções do organismo

Os hormônios são substâncias produzidas naturalmente pelas glândulas do nosso organismo e transportadas através do sangue. Eles funcionam como mensageiros emitindo comandos para diversas partes do corpo e regulando seu funcionamento. Cada um deles tem funções específicas intervindo desde o crescimento até nas atividades dos órgãos. Com a manifestação do câncer, o desequilíbrio das funções hormonais ocorre de duas formas. Em casos particulares, algumas células cancerígenas produzem hormônios que causam sintomas indesejáveis no organismo. Todavia, na maioria das vezes, a ruptura do ambiente controlado de forma natural é feito pela medicação ingerida para combater a doença ou pela remoção de órgãos, que altera os níveis hormonais. Essas modificações podem ser permanentes ou temporárias. Apesar de todos os tratamentos serem passíveis de afetar os hormônios sexuais, há alguns tipos de câncer que são mais susceptíveis de fazer essa alteração de forma significativa. Especialmente os direcionados para os cânceres localizados na mama e na próstata.

Três substâncias atuam na manutenção do desejo sexual

São 3 os hormônios sexuais que atuam de forma decisiva na libido: o estrogênio, a progesterona e a testosterona. O estrogênio é um hormônio feminino que é produzido, em sua maior parte, pelos ovários, embora as glândulas adenais (localizadas acima dos rins) sejam capazes de fazê-lo, ainda que em pequena quantidade. A gordura corporal também consegue produzir algum estrogênio. Ele é o responsável, durante a puberdade, pelo desenvolvimento sexual das meninas, incluindo o crescimento das mamas, ajuda a controlar o ciclo menstrual e a liberação dos ovos no período fértil. Homens também produzem estrogênio, mas em muito menor quantidade. Ele é feito nos testículos, em sua maior parte, e também nas glândulas supra-renais. Serve para ajudar a melhorar a qualidade do esperma (amadurecer) e aumentar o desejo sexual.

Testosterona é essencial para crescimento muscular

A progesterona é outro hormônio essencialmente feminino e também produzido pelos ovários. Durante o período da gravidez, a placenta é capaz de criar essa substância essencial para o controle do ciclo menstrual, importante na manutenção da gravidez e no período da amamentação. Já a testosterona é um hormônio masculino produzido em sua maior parte pelos testículos. As glândulas supra-renais criam uma substância similar que o corpo se encarrega de transformar em testosterona. Ela é necessária para o corpo produzir esperma, ajuda a manter massa muscular e contribui para o impulso sexual. Tem papel fundamental no desenvolvimento sexual dos meninos durante a puberdade como, por exemplo, no crescimento muscular e dos pelos faciais. Em mulheres, a testosterona, em quantidade bem menor, é produzida pelas glândulas supra-renais e ovários. Ajuda na manutenção da massa muscular e contribui para a libido.

Sintomas vão muito além da perda de desejo sexual

Quando os tratamentos para o câncer atingem esses órgãos produtores dos hormônios, eles acabam influenciando os níveis de hormônios sexuais e provocando o aparecimento de sintomas que, naturalmente, variam de indivíduo para indivíduo. Podem ser leves ou mais graves necessitando, inclusive, de tratamento. Entre esses sintomas, para homens e mulheres estão: - Suores e vermelhidão; - Problemas de memória e de concentração; - Diminuição ou perda de interesse em sexo (perda de libido); - Alterações de humor e de peso; - Cansaço; - Dificuldade em dormir; - Dores; - Perda óssea; - Problemas de coração, devido ao aumento dos níveis de colesterol. No caso específico das mulheres: - Secura vaginal; - Problemas urinários. Homens também podem sofrer: - Problemas de ereção (impotência); - Inchaço da mama e sensibilidade na região; - Fraqueza muscular.

Escolha de tratamento define problema hormonal

São essas as causas principais que podem gerar os problemas hormonais. 1-Cirurgia de remoção dos ovários Mulheres que já estão na menopausa não terão sintomas, uma vez que passaram pelo processo natural da paralisação da produção hormonal e o corpo se adaptou a isso. Porém, aquelas que estão no período pré-menopausa e precisam retirar os ovários por causa de câncer na região, terão uma menopausa brusca e muito provavelmente apresentarão sintomas, entre eles a perda de libido. 2-Operação para retirada dos testículos O mesmo se aplica aos homens que precisam remover os testículos por causa de câncer no órgão. Quando a retirada é de apenas um testículo, o que é mais comum, isso não afeta tanto os níveis de testoterona, pois o remanescente é capaz de produzir o hormônio suficiente. Porém, quando há necessidade da remoção de ambos, o que é raro, é preciso fazer reposição hormonal para prevenir os sintomas.

3-Câncer de próstata

Quando o caso é câncer de próstata, há necessidade de cessar a produção de testosterona para diminuir ou parar o crescimento das células cancerígenas. É uma opção a ter que realizar a cirurgia de remoção dos testículos, mas pode causar alguns dos sintomas descritos anteriormente.

4-Quimioterapia

Com a descoberta de células cancerígenas, sendo ou não realizada uma cirurgia para a remoção de algum órgão ou parte de tecido atingido, o uso de drogas anti-câncer (citotóxicos) para destruí-las ou retardar seu crescimento é chamado de quimioterapia. É um tratamento padrão e recomendado para praticamente todos os casos. Em mulheres que não passaram pela menopausa, a quimioterapia pode fazer com que os ovários parem de funcionar normalmente, o que afeta imediatamente a produção de hormônios. Sobre homens, há menos informação sobre como esta forma de tratamento afeta os níveis de testosterona. Existe alguma evidência da redução da produção do hormônio durante as aplicações da droga, o que causa a queda do desejo sexual e cansaço. Isso levou a uma menor capacidade de conseguir e manter uma ereção.

5-Radioterapia para a região pélvica

É uma opção de tratamento considerada mais leve (se comparada à quimioterapia) para o combate ao câncer, mas pode afetar os níveis dos hormônios sexuais se for direcionada para a região pélvica. A radioterapia consiste no uso de raios-X para destruir as células cancerígenas. A aplicação é feita na região da bacia, entre os ossos da anca, região que abrange os ovários ou testículos, bem como o útero, bexiga e próstata.

6-Terapia hormonal

Para tentar diminuir o crescimento das células cancerígenas, especialmente quando é detectado um problema na próstata, na mama ou no útero, pode-se optar por terapia hormonal. Independente da terapia escolhida, ela pode causar sintomas. fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/como-o-câncer-afeta-os-hormônios