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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PARTÍCULA MAIS VELOZ QUE A LUZ VENCE NOVO TESTE


A idéia de que uma misteriosa partícula fantasma (os neutrinos) é capaz de viajar mais rápido do que a luz continua de pé, segundo o grupo de cientistas italianos que diz ter observado o fenômeno em setembro.
Entre o fim do mês passado e o começo deste, eles refizeram os experimentos com neutrinos e verificaram que a anomalia se mantém.
Ao atravessar os 730 km entre Genebra, na Suíça, e Gran Sasso, na Itália, os neutrinos chegam 60 nanossegundos (bilionésimos de segundo) antes do que deveriam se estivessem respeitando a velocidade da luz. Agora, os cientistas do grupo se sentem confiantes o suficiente para submeter o resultado à publicação num periódico científico, informa a revista New Scientist.
Entre os que assinarão o artigo científico está Luca Stanco, do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália. Stanco integrava um conjunto de 15 cientistas do grupo Opera (o responsável pelas observações) que tinha se recusado a associar seu nome aos achados antes, por acreditar que poderia haver um erro de metodologia no trabalho. Ele disse à New Scientist que mudou de idéia porque as novas medições são "absolutamente compatíveis" com os dados originais.
Ainda não está claro como encaixar a descoberta, se ela estiver mesmo certa, no que a teoria da relatividade de Albert Einstein diz sobre o funcionamento do cosmos. Para Einstein, o limite de velocidade cósmico de 300 mil km/s teria uma resistência quase intransponível a ser quebrado. Os objetos que se aproximassem dele ficariam cada vez mais maciços, até se aproximar de uma massa infinita - impossível de existir.
George Matsas, físico teórico da Unesp, considera "muito estranho" que apenas os neutrinos quebrem esse limite, enquanto o resto do universo parece segui-lo. "Se as observações forem mesmo confirmadas, um cenário possível é que os neutrinos estejam viajando por dimensões extras que só eles visitam", como se fosse um atalho, afirma Matsas. Essa possibilidade é, em princípio, compatível com a teoria da relatividade de Einstein.
Para Luís Carlos Bassalo Crispino, físico da Universidade Federal do Pará, os dados ainda são extremamente polêmicos. "Tendo a ser conservador e achar que isso é um erro. Há outras áreas muito mais férteis na física hoje, com dados muito mais sólidos", diz Crispino.

NEUTRINOS SUPERAM NOVAMENTE A VELOCIDADE DA LUZ
Cientistas do experimento OPERA repetiram seus testes sobre neutrinos que viajam acima da velocidade da luz e viram os resultados se confirmarem. Os neutrinos chegaram ao destino viajando mais rapidamente do que velocidade da luz.
As novas medições foram feitas depois que o grupo analisou inúmeros artigos com críticas e observações ao experimento original. Segundo eles, a maioria das recomendações foi observada. A principal delas foi a diminuição da duração do pulso de energia que é disparado do laboratório CERN, na Suíça, rumo ao laboratório Gran Sasso, na Itália, a 730 km de distância.
No experimento original, os pulsos duravam 10,5 microssegundos, separados um do outro por 50 milissegundos. Os críticos afirmaram que um pulso tão largo poderia introduzir um erro sistemático na medição do tempo de voo do neutrino - não haveria como saber se cada neutrino individual estaria no início ou fim do pulso, e a duração do pulso era maior do que a diferença de velocidade observada.
O grupo então encurtou os pulsos para três nanossegundos, e emitiu cada um com um intervalo de 524 nanossegundos. Isso representa um incremento superior a 3.000 vezes.

PARTÍCULAS SUPERLUMINAIS
A precisão agora obtida é tamanha que se tornou possível medir cada emissão individual - o experimento passou a detectar neutrinos individuais, e não grupos deles. E eles detectaram 20 neutrinos que chegaram à Itália 60 nanossegundos mais rápido do que a luz o faria, com uma margem de erro de 10 nanossegundos para mais ou para menos.Embora no primeiro experimento eles tenham detectado 16 mil neutrinos, os pesquisadores afirmam que esses 20 detectados nessas novas condições representam evidências "muito poderosas".Mas isto ainda não foi suficiente para unir o grupo: cerca de 15 cientistas que ajudaram no experimento não quiseram assinar o artigo descrevendo o novo teste. No entanto, cerca de 180 assinaram o documento, que agora foi submetido à publicação no Journal of High Energy Physics.

FONTE:http://www.ufo.com.br/noticias/particula-mais-veloz-que-a-luz-vence-novo-teste

GRANDES ENIGMAS DE MARTE DESAFIAM OS ESPECIALISTAS


O Grand Canyon de Marte é um sistema de depressões enormes que se estendem cerca de 4.000 Km ao longo do equador marciano. Imagem da sonda Mars Express.[CRÉDITO: APOD/NASA]
Não há como falar sobre Marte sem levantar a questão da vida. Muitos cientistas consideram o planeta vermelho o lugar mais provável em nosso Sistema Solar em que a vida extraterrestre poderia ter se desenvolvido uma vez – ou mesmo ainda existir. O que todo mundo quer saber é: o orbe já abrigou vida? Hoje, e na maior parte de sua história, Marte é um mundo frio, seco e desolado. Mas várias linhas de evidências apontam que já foi quente, úmido e muito mais parecido com a Terra – isso cerca de quatro bilhões de anos atrás.
Para criar vida, é necessário água. E adivinhem? Sinais indicam que Marte já foi absolutamente encharcado. Minerais na sua superfície, tais como sulfatos e argilas, só poderiam ter se formado na presença de água. Muitas características geológicas sugerem que grandes torrentes de água fluíram no planeta. Uma enorme quantidade de água ainda existe ali, mas congelada e afastada (nas calotas polares), como permafrost e gigantes geleiras subterrâneas recém-descobertas.
Evidências de vida microbiana marciana já vieram em muitas formas: uma experiência contestada na década de 1970; um famoso "meteorito marciano", recuperado na Antártida, com estruturas estranhas que alguns pesquisadores interpretaram como minúsculos fósseis preservados na rocha que decolou de Marte; e baforadas de metano na sua atmosfera fina que poderiam ter uma origem biológica.

DE QUENTE E ÚMIDO A FRIO E SECO
O próximo grande mistério sobre Marte é: o que aconteceu? Era quente, molhado, e apenas 500 milhões a um bilhão de anos atrás. E daí a diversão simplesmente acabou? Futuras missões de exploração levarão equipamentos mais sensíveis para ajudar a responder as perguntas inter-relacionadas sobre a vida e a mudança gritante de condições no planeta vermelho.
A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) vai pousar em Marte no próximo verão do hemisfério norte e começar a analisar rochas enviando imagens a Terra para estudo. Além disso, a Agência Espacial Européia (ESA) está preparando uma nave para um lançamento ao planeta em 2018. Uma missão de recolha de amostras de solo e rochas tem sido considerada, mas ainda não está programada.
Pouco a pouco, os cientistas esperam responder se Marte já teve uma atmosfera espessa, e também como a atividade geológica e o vulcanismo influenciaram o planeta ao longo das eras. Afinal, é a casa do Vale Marineris, um dos cânions mais longos conhecidos, e de Monte Olimpo, o maior vulcão do Sistema Solar.

DOIS HEMISFÉRIOS MUITO DIFERENTES
Marte é muito diferente de norte a sul: as planícies mais jovens com poucas crateras predominam no norte, enquanto montanhas antigas cheias de crateras caracterizam o hemisfério sul. O hemisfério norte também é em média de cinco quilômetros menor do que o sul. Como?

A melhor aposta para a "dicotomia hemisférica" é um impacto gigante que deve ter ocorrido no norte a partir de um corpo do tamanho de Plutão, quatro bilhões de anos atrás. Se a teoria estiver correta, isso significaria que 40% do norte de Marte é na verdade uma cratera de impacto. Isso daria ao orbe outro superlativo geológico: a maior cratera de impacto do Sistema Solar.
LUAS ENGRAÇADAS E IRREGULARES
Tem duas luas pequenas, em forma de batata, chamadas Fobos e Deimos. Em muitos aspectos, incluindo tamanho, forma, cor e composição aparente, parecem ser asteróides capturados pela gravidade rebelde de Marte. Mas o fato de que Fobos e Deimos têm órbitas circulares em cima do equador de Marte desafia esse conceito.
Seria muito improvável que dois asteróides capturados tivessem essa trajetória e história subseqüente para se resolver em tal arranjo orbital. Como Fobos e Deimos realmente chegaram a Marte permanece um mistério. As luas poderiam ter se formado a partir de material retirado da superfície por um impacto, assim como nossa Lua, e mantiveram uma forma irregular porque lhes faltava a massa e gravidade correspondente para se tornarem esféricas.
Também, nas décadas de 1950 e 1960, nasceu a especulação que Fobos e Deimos pudessem ser artificiais – mas isso já foi desmascarado [?], juntamente com todos os outros rumores marcianos sobre irrigações, canais, rostos humanos esculpidos em rochas e pequenos homens verdes com armas de laser.

FONTE:http://www.ufo.com.br/noticias/grandes-enigmas-de-marte-desafiam-os-especialistas

NASA PODE TER ENCONTRADO ÁGUA EM ESTADO LÍQUIDO NO PLANETA MARTE


Imagem feita em 3-D mostra provável água em estado líquido escorrendo de uma encosta de Marte [CRÉDITO: JPL/UNIVERSIDADE DO ARIZONA/NASA]

Uma sonda da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) que orbita Marte [A Mars Reconnaissance Orbiter, MRO] registrou imagens do que parece ser água em estado líquido no planeta vermelho. Já se sabe que há água no orbe, mas sempre foi encontrada em forma de gelo.

"O programa de exploração de Marte continua a nos deixar mais próximos de determinar se o planeta vermelho poderia abrigar vida de alguma forma (...) e isso reafirma Marte como um importante destino futuro para a exploração humana", disse Charles Bolden, diretor da NASA.

Segundo a agência espacial, o registro mostra manchas escuras que aparentemente se estendem para baixo pelas encostas durante a passagem da primavera para o verão na região observada, diminuem no inverno e voltam a se espalhar na primavera. O ciclo sugere que a água se congela na estação mais fria e entra em estado líquido com o calor.

"A melhor explicação para essas observações é o fluxo de água salgada", diz Alfred McEwen, da Universidade do Arizona, autor do artigo que explica o registro e que será publicado na revista especializada Science. De acordo com especialistas da NASA, a água possuiria uma quantidade tão grande de sal que seria extremamente espessa.

A agência ainda não afirma que a descoberta seja água realmente, mas os indícios apontam que sim. A partir de agora, esse novo achado ajudará a planejar as missões futuras no planeta vermelho, com o objetivo de confirmar a presença do líquido. Mas a NASA informa que o Curiosity, próximo robô andarilho a ser enviado a Marte, não poderá ajudar muito nesse sentido, já que seu local de pouso é muito longe do das descobertas e ele não poderá se deslocar até lá.

FONTE:http://www.ufo.com.br/noticias/nasa-pode-ter-encontrado-agua-em-estado-liquido-no-planeta-marte/

DIVULGADA A LISTA DE MUNDOS MAIS PROPENSOS A ABRIGAR VIDA EXTRATERRESTRE


CRÉDITO: ASTRO.CORNELL.EDU
Segundo um trabalho da Universidade de Washington, a lua de Saturno Titã e o exoplaneta Gliese 581g estão entre os planetas e luas mais propícios à existência de vida extraterrestre. Este estudo criou um ranking que ordena os planetas e satélites segundo a sua semelhança com a Terra e de acordo com condições para abrigar outras formas de vida.
Um dos autores, Dirk Schulze-Makuch, explicou que os rankings foram elaborados com base em dois indicadores. O Índice de Similaridade com a Terra [Earth Similarity Index, ESI] ordenou os planetas e luas de acordo com a sua semelhança com o nosso mundo, levando em conta fatores como o tamanho, a densidade e a distância à sua estrela-mãe. Já o Índice de Habitabilidade Planetária [Planetary Habitability Index, PHI] analisou fatores como a existência de uma superfície rochosa ou congelada, ou de uma atmosfera ou campo magnético.

Foi também avaliada a energia à disposição de organismos, seja através da luz de uma estrela-mãe ou de um processo chamado de aceleração de maré, no qual um planeta ou lua é aquecido internamente ao interagir gravitacionalmente com um satélite. Por fim, o PHI leva em consideração a química dos orbes, como a presença ou ausência de elementos orgânicos, e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.
De acordo com os resultados publicados na revista acadêmica Astrobiology, a maior semelhança com a Terra foi demonstrada por Gliese 581g, um exoplaneta, isto é, localizado fora do Sistema Solar. No critério de habitabilidade, a lua Titã, que orbita em torno de Saturno, ficou em primeiro lugar, seguida de Marte e da lua Europa, que orbita Júpiter.

Este estudo contribuirá para iniciativas que, nos últimos tempos, têm reforçado a procura por vida extraterrestre. Desde que foi lançado em órbita em 2009, o telescópio espacial Kepler, da Agência Espacial Norte-Americana (NASA), já encontrou mais de 1.000 mundos com potencial para abrigar formas de vida. No futuro, os cientistas crêem que os telescópios sejam capazes de identificar os chamados "bioindicadores", na luz emitida por planetas distantes.

Índice de Similaridade (Terra = 1)
Gliese 581g – 0,89
Gliese 581d – 0,74
Gliese 581c – 0,70
Marte – 0,70
Mercúrio – 0,60
HD 69830 d – 0,60
55 Cnc c – 0,56
Lua – 0,56
Gliese 581e – 0,53

Índice de Habitabilidade (Terra = 1)
Titã – 0,64
Marte – 0,59
Europa – 0,49
Gliese 581g – 0,45
Gliese 581d – 0,43
Gliese 581c – 0,41
Júpiter – 0,37
Saturno – 0,37
Vênus – 0,37
Encélado – 0,35
CRÉDITO: AP/WORDLESSTECH

FONTE:http://www.ufo.com.br/noticias/divulgada-lista-de-mundos-mais-propensos-a-abrigar-vida-extraterrestre

ALIENÍGENAS DOMINARIAM TECNOLOGIA ALÉM DA MATÉRIA

O reconhecido cosmólogo Paul Davies diz que a busca por inteligências fora da Terra está baseada em nossos paradigmas culturais. Com a criação do Instituto SETI se popularizou a teoria de que uma civilização avançada deveria ter desenvolvido o rádio e se comunicar desta forma na profundidade do espaço. Nos últimos anos especulou-se muito sobre inteligências artificiais pululando pelo cosmos, desenvolvidas por ETs que tenham evoluído ao âmbito da pós biologia, quiçá satélites, planetóides ou até pulsares inteligentes.

Mas por que não considerar a possibilidade de que uma civilização alien suficientemente avançada já não esteja mais baseada na matéria e domine outra tecnologia? Isto é justamente o que explora Davis em seu livro The Eerie Silence [O Estranho Silêncio]. Se nos baseamos em um cálculo probabilístico, o universo deveria estar repleto de populações extraterrestres, então por que não as vemos? Talvez isto se deva a que estas civilizações, que têm tido milhares de milhões de anos para evoluir, conseguiram manipular a energia e a consciência de formas que são difíceis de imaginar.
Davies vê uma realidade extraterrestre que não está feita de matéria, não tem tamanho nem forma, não tem fronteiras definidas ou topologia. É dinâmica em todas as escalas do espaço tempo ou, sob mudança, não parece fazer nada que possamos discernir, não consiste de partes discretas separadas. Esta descrição de um dos cosmólogos mais reconhecidos da atualidade se assemelha tenebrosamente a uma Matrix ou um desenho de realidades.

Para Davies esta ciência extraterrestre seria "extranatural". A tecnologia é, em sua definição mais ampla, inteligência, mente ou intenção, interatuando ou fundindo com a natureza, pela qual extraterrestres poderiam talvez misturar sua mente com o espaço.

Da mesma forma que as flutuações quânticas só são detectadas com aparelhos especiais, o conhecimento alienígena poderia ser mantido despercebido e insuspeito - sendo possível existir em uma dimensão que extralimite nossas capacidades atuais.

FONTE:http://www.ufo.com.br/noticias/alienigenas-dominariam-tecnologia-alem-da-materia

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O PERIGO ESTÁ NA CARA

Se você faz parte dos 6% de brasileiros que afirmam nunca se expor ao sol, talvez possa ficar tranqüilo. Mas, se pega praia, vai à piscina, tira a camisa no churrasco, na pelada com os amigos ou quando corre no parque, comece a se preocupar. E caso esteja dentro do universo dos 70% de brasileiros que nunca usam protetor solar, pode entrar em pânico.

Sim, esbaldar-se sob o sol pode ser tão arriscado quanto abusar de gorduras, ser sedentário, fumar ou fazer sexo sem camisinha. Você acha que o perigo de ter um câncer de pele é tão vago e improvável quanto o de um raio cair na sua cabeça? Não é. Aconteceu comigo. E, além de estatísticas e dados de especialistas, vou usar minha experiência para ajudá-lo a perceber o risco. Mas minha história eu descrevo mais adiante.

“A principal causa do câncer de pele é a exposição prolongada e repetida à radiação solar ultravioleta”, afirma o dermatologista Luis Fernando Tovo, um dos organizadores do censo sobre pele realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cujos resultados foram divulgados no 21o Congresso Mundial de Dermatologia, em Buenos Aires, em outubro. Os raios que precipitam o aparecimento de lesões cancerosas são especialmente os UVB (de comprimento curto, com nível de energia que permite rápido bronzeamento, podem provocar queimaduras graves). Os UVA (de comprimento longo, com baixo nível de energia, demoram para causar queimaduras), por sua vez, são ótimos para bronzear, mas envelhecem a pele. A longo prazo, além de rugas e flacidez, podem causar câncer pelo efeito cumulativo.

O câncer mais perigoso é o melanoma: foi ele que matou Bob Marley, por exemplo. Agressivo e de evolução rápida, é o que mais cresce no mundo: nos últimos dez anos, sua incidência aumentou 20%. Embora represente menos de 7% dos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer, tem notável facilidade de dar origem a metástases, ou seja, de se espalhar para outros órgãos, uma vez que uma célula cancerosa entre na corrente sangüínea ou linfática. O outro tipo, o carcinoma, é menos agressivo e raramente fatal. Na forma basocelular, aparece em 70% dos casos, tem crescimento lento e raramente se dissemina. Na forma espinocelular ou de células escamosas (25% das ocorrências), cresce mais rápido e lesões maiores podem levar a metástases.

De todos os tipos de câncer, o de pele é mais comum no Brasil, com 25% dos casos. Felizmente também é um dos mais previsíveis. Segundo a dermatologista Ana Maria Pinheiro, professora da Universidade de Brasília (UnB), suas vítimas preferenciais são indivíduos de pele e olhos claros, sardentos, que ficam vermelhos rápido e se bronzeiam com dificuldade, com mais de 40 ou 50 anos. Quer dizer, esse costumava ser o perfil. Os dermatologistas notam um aumento das ocorrências em pacientes jovens. “Tornou-se comum receber no consultório caras de 30 anos com uma pinta no rosto que não desaparece”, conta o dermatologista Roger Ceilley, professor da Universidade de Iowa (EUA). E, quanto mais clara a pele, maior o risco. Em 2006, no Brasil, 61,8% dos pacientes eram brancos e apenas 6,8% eram negros. Estes levam uma vantagem natural, já que a melanina, pigmento que dá cor à pele, ajuda a protegê-la também.

Culpe a camada de ozônio

Fazer um flashback para descobrir as raízes da expansão da doença é fácil. Tudo começou há uns 50 anos, quando o bronzeado deixou de ser um estigma social para virar moda. Antes, durante séculos, o branco-escritório foi considerado não só um charme, mas um traço nobre. “A pele bronzeada era característica das classes baixas, que faziam trabalho braçal sob o sol”, conta o dermatologista americano David Horne. “Foi apenas em nossa época que as pessoas começaram a deitar ao sol para ‘melhorar’ a aparência. E agora estão pagando por isso.”

Esse também pode ser o preço que temos que pagar por causa das agressões ao meio ambiente: com o aumento do buraco na camada de ozônio, a radiação ultravioleta chega cada vez mais forte à Terra. “Cada 1% de diminuição da camada de ozônio representa um aumento de 4% no risco de ter câncer de pele”, revela o dermatologista Luis Fernando Tovo. Ou seja, as taxas mais altas de câncer são provavelmente resultado de uma combinação explosiva: mais gente passando mais tempo ao sol e a menor proteção do planeta contra os raios nocivos.

Se você relaxa e esquece uma única vez de passar protetor solar na praia, já corre perigo, uma vez que os danos do sol na pele são cumulativos. “Uma queimadura que formou bolhas na infância pode dobrar seu risco de desenvolver a doença”, adverte o cientista irlandês William Gallagher, diretor de um estudo feito em 2005 pelo Instituto de Pesquisa Biomolecular e Biomédica UCD Conway, de Dublin, na Irlanda. Os pesquisadores examinaram o DNA de células cancerosas de um jovem com melanoma e descobriram uma associação entre a doença e uma estranha mutação produzida em um gene do cromossomo Y (presente apenas no sexo masculino). “Se o gene está desativado, os tumores que aparecem são menores e menos agressivos”, explica Gallagher.

DNA DANIFICADO
O desafio de Gallagher agora é descobrir se o gene é um gatilho ou apenas uma bandeira vermelha levantada quando o mecanismo do melanoma é ativado. E, caso seja um gatilho, como sugerem as evidências, qual o papel do sol para acioná-lo? Segundo a Fundação do Câncer de Pele dos EUA, 80% da radiação solar recebida durante a vida ocorre nos primeiros 20 anos, mas os efeitos só se manifestam bem mais tarde. Proteção solar regular na infância pode reduzir o risco da doença no mesmo patamar de 80%.

“Seu DNA é danificado quando os raios do sol atingem as células”, diz Randall Roenigk, presidente do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Clínica Mayo (EUA). “O bronzeado não é nada mais do que isso – células danificadas tentando se reconstruir. Mas, com o passar do tempo, essas células ficam cansadas e já não se reconstroem bem.” Esse código genético será passado para as próximas gerações, colocando filhos e netos em risco. Tanto que, no levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia, 16,5% dos portadores tinham histórico de câncer de pele na família.

Você está na zona de risco?A resposta é sempre “sim”. Mas, para descobrir seu grau de risco, responda a estas dez perguntas.

1. Você é do sexo masculino?
A pergunta é válida, meu caro, porque mulheres também lêem esta revista! E elas nunca tiram a camisa no parque ou durante o jogo de futebol, como nós costumamos fazer.

2. Você é branco?
O câncer de pele faz discriminação racial. Os brancos têm dez vezes maior probabilidade de desenvolver câncer de pele do que os negros, porque a pigmentação escura funciona como uma proteção solar natural.

3. Você é ruivo?
Caras com apelido de Ferrugem correm até quatro vezes mais risco. O pigmento do cabelo ruivo está presente em toda a pele e fornece menos proteção natural às radiações ultravioleta A e B do que o pigmento que produz cabelo escuro.

4. Você tem histórico familiar de câncer de pele?
Como em outros tipos de tumores, a propensão ao câncer de pele pode passar de geração para geração. Um gene defeituoso é capaz de tornar galhos da árvore genealógica mais sensíveis ao sol.

5. Você sofreu queimadura de sol grave quando era criança?
Se você se lembra de ter ficado alguma vez muito ardido, provavelmente foi uma queimadura grave. E somente uma queimadura na infância pode dobrar seu risco.

6. Você já fez bronzeamento artificial?
Caso você já tenha pago uma única vez para ficar moreno, aumentou duas vezes e meia seu risco de desenvolver um carcinoma espinocelular e uma vez e meia de desenvolver um carcinoma basocelular.

7. Você é fumante ou ex-fumante?
Não só seus pulmões saem perdendo. Fumar entre 11 e 20 cigarros por dia mais do que triplica o risco de desenvolver carcinoma de célula escamosa, segundo um estudo de 12 anos realizado com quase mil pessoas.

8. Você vive no alto da montanha?
Quem mora em cidades altas têm 34% mais risco de sofrer uma queimadura solar. É fácil de entender: a grandes altitudes, o ar é mais rarefeito e, conseqüentemente, a radiação UV que você recebe é mais intensa.

9. Você tem sardas ou muitas pintas?

Sardas raramente se tornam cancerosas, mas são sinal de um defeito de pigmentação que aumenta sua suscetibilidade ao sol. As verrugas, porém, podem sofrer mutação e se tornar melanomas.

10. Você fica muito tempo ao ar livre no trabalho?

Quando seu corpo é bombardeado por radiação ultravioleta 40 horas por semana, 52 semanas por ano, existe um potencial incrível para danos à sua pele e ao seu DNA.

RESULTADO:
Se você respondeu “não” da primeira à última pergunta, seu risco é BAIXO.
Se você respondeu “sim” a uma ou duas perguntas, seu risco é MÉDIO.
Se você respondeu “sim” a três ou mais perguntas, seu risco é ALTO. Examine com cuidado sua pele uma vez ao mês.


A PROVA DO ESPELHO
Existe um instrumento fantástico para detectar câncer de pele no estágio inicial – e você tem um no banheiro. “De todos os tipos de câncer, esse é o único que se enxerga. Ao fazer a barba, os homens podem notar manchas e pintas no rosto”, diz o dermatologista Randall Roenigk.

Aqui, começo a descrever minha história, pois graças ao espelho notei uma pinta estranha. Tive sorte de ter sido vítima do tipo menos agressivo, o carcinoma basal, e o tumor foi removido sem problemas. Uns dez anos depois, uma amiga, ex-fã do sol, não teve essa sorte. Vendo um programa feminino na TV, ela achou um melanoma parecido com uma pinta que tinha nas costas. Procurou um médico, mas já havia ocorrido metástase e o câncer matou-a em poucos meses. É bom frisar que minha geração (a mesma dela) foi durante décadas à praia sem protetor solar. Pior: as pessoas passavam óleo de coco ou uma mistura de Coca-Cola e urucum para se bronzear ao máximo.

Comecei a reparar numa pinta rosada na região do maxilar, que eu agredia diariamente fazendo a barba. Meu relacionamento desconfiado com ela durou meses, até que um dia percebi uma mudança de cor e forma. Procurei meu pai, que era médico, e ele sugeriu que eu procurasse um especialista. A consulta foi rápida e o diagnóstico, lacônico: “Vamos retirar”. Meu pai fez a cirurgia e a biópsia acusou o câncer, ainda pequeno. Durante um tempo fiquei traumatizado: bastava descobrir uma pinta ou mancha e eu corria para o consultório. Hoje a neura passou.

Atualmente, além da cirurgia, outros métodos de cura proporcionam bons resultados, como a crioterapia e a terapia fotodinâmica, nos tumores superficiais. A crioterapia consiste em congelar a lesão com um jato de nitrogênio líquido a 40 graus negativos. A terapia fotodinâmica, antiga técnica criada em 1904, foi agora reabilitada e aperfeiçoada: aplica-se um creme e depois uma luz: o princípio ativo sensibiliza o tumor e a luz o destrói.

Mas o que vale é prevenir. Esperamos que você esteja careca de saber como. Expondo-se gradualmente ao sol, com protetor solar com fator no mínimo 15 das orelhas aos pés, e se enfiando sob o guarda-sol o máximo de tempo possível no horário crítico das 10 às 15 horas. “Mas esses cuidados não significam um passaporte livre para o sol”, observa o dermatologista Luis Tovo. Então, abra os olhos.


Fonte:Menshealth

SOB CONTROLE


MEMORIZE:
HDL = bom; LDL = mau. Peça a seu médico para examinar seu perfil lipídico. Medições perigosas: HDL menor que 40 mg/dl e LDL maior que 130 mg/dl. Seu primeiro exame pode ser feito aos 30 anos, caso não existam fatores de risco em seu histórico, como infartos na família, obesidade, fumo.

DICAS:
DESPERTE LEGAL
Quem investe no café da manhã tem 50% menos chances de apresentar um “sobe e desce” nos níveis de açúcar no sangue. Aposte em cereais fontes de fibras, pois impedem que o colesterol se fixe nas paredes das artérias. Escola de Medicina de Harvard (Estados Unidos).

COMA MAIS
Quem faz seis pequenas refeições por dia apresenta taxas de colesterol 5% menores do que aqueles que apostam em apenas duas grandes refeições. British Medical Journal (Inglaterra).

ALIMENTOS DO BEM:
PÃO DE AVEIA
Vantagens: “De todos os cereais, esse é o mais repleto de fibras”, diz Valeria Goular, nutróloga de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Nutrologia. Uma delas, chamada betaglucano, reduz o colesterol ruim (LDL) e o risco de doenças cardíacas. Aveia tem ainda bastante proteína, minerais e vitamina, principalmente do complexo B.

A hora do lanche: no meio da tarde. Aveia mata a fome e sacia por um bom tempo.

AZEITONA
Possui ômega-3, gordura insaturada que auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) – isso diminui riscos de doenças cardiovasculares. “Azeitona também é farta em antioxidantes, contribui com a saciedade e o funcionamento do intestino”, explica Valéria Goulart, médica e membro da Associação Brasileira de Nutrologia. Mais: o fruto carrega vitaminas A, D, K, E e fitosteróis, que inibem o envelhecimento celular.

QUEIJO
Nunca é demais lembrar sobre os benefícios que esse derivado do leite faz pela sua saúde: a proteína ajuda no ganho de massa, o cálcio protege os ossos e o CLA (ácido linoléico conjugado) inibe a formação de gordura e estimula sua absorção como fonte de energia. E o queijo gordo? E o colesterol? Veja só isto: cientistas dinamarqueses descobriram numa pesquisa que homens que consumiram o equivalente a 300 gramas de queijo gordo num mesmo dia, fracionados em 10 porções iguais, não tiveram aumento no LDL, o colesterol ruim.

MANTEIGA
Aqui vão boas-novas. “O temor da saúde acerca das gorduras saturadas e do colesterol foi dissipado”, diz Walter Willet, presidente do setor de nutrição da Universidade de Harvard (EUA). Uma resenha publicada no periódico American Journal of Clinical Nutrition não apontou evidência conclusiva de que a gordura saturada esteja associada ao aumento do risco de doenças coronárias, derrames ou complicações cardiovasculares. Segundo artigos no European Journal of Nutrition, uma dieta alta em gordura de laticínios como a manteiga pode aumentar os níveis do colesterol LDL (considerado ruim), mas não tem efeito nos níveis potencialmente prejudiciais do colesterol LDL – descobertas apontam que o LDL não é uma coisa só; existem quatro tipos principais dessa lipoproteína, cada uma tem relações próprias com problemas cardíacos (Ver Seu Coração a Salvo, pág. 88). Portanto, o consumo moderado de manteiga está liberado. Ela é fonte de ácido linoleico conjugado, um nutriente que ajuda no combate ao câncer, de acordo com cientistas da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos.

Em suma: a manteiga e outras gorduras naturais não hidrogenadas não são tão ruins quanto os nutricionistas achavam que fossem. Mas há uma

ABACATE
Vantagem: possui gordura monoinsaturada, que diminui o colesterol.

Fonte:Menshealth