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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

UM FUTURO EM QUE OS REMÉDIOS SERÃO SUBSTITUÍDOS POR ESTÍMULOS NEURAIS

O corpo humano é uma grande rede elétrica interconectada, com uma capacidade incrível para corrigir problemas em seu próprio sistema. Isso significa que pode encontrar a saída para a sua auto recuperação. Para explorar essa habilidade natural, a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), dos Estados Unidos, está conduzindo um trabalho ambicioso que tem uma abordagem radical para a cura de doenças. Essa nova abordagem, chamada Electrical Prescriptions (ElectRx), irá explorar pesquisas sobre tratamentos elétricos para várias doenças por meio de estímulos neurais, ou seja, no sistema nervoso periférico, como explica o Dr. Doug Weber, diretor do programa, em comunicado publicado no site da DARPA. O ElectRX funcionará como um circuito fechado que entrega estímulos elétricos de uma forma minimamente invasiva, segmentada e precisa. O programa irá monitorar e tratar doenças inflamatórias, estresse pós-traumático, dor crônica e outras doenças que podem não ser responsivas aos tratamentos convencionais.

Uma super highway

O sistema nervoso periférico é uma super auto-estrada de informações do corpo, comunicando uma vasta gama de sinais sensoriais e motores para os órgãos e tecidos. Esse circuito monitora nosso estado de saúde e efetua mudanças no cérebro e nos órgãos para nos manter saudáveis. Quando esse sistema fica fora de sintonia, pode resultar em doenças como a artrite reumatóide ou doença inflamatória intestinal. Os médicos tratam essas doenças com medicamentos para suprimir a inflamação. Mas, estes medicamentos são caros. Além disso, não funcionam para todas as pessoas, e muitas vezes surgem efeitos colaterais. O neurocirurgião Kevin Tracey, CEO do Feinstein Institute for Medical Research, em Nova Iorque, e seus colegas descobriram uma maneira de restaurar esses sinais, através da implantação de dispositivos eletrônicos minúsculos que podem entregar choques elétricos direcionados ao nervo vago. Essa terapia elétrica está sendo testada na artrite reumatóide, e os resultados têm sido promissores. Pesquisas como as de Tracey serviram de inspiração para um trabalho mais ambicioso que será conduzido pela DARPA. O programa ElectRx Para entender o programa ElectRx da DARPA, primeiro imagine um marca-passo cardíaco que usa pulsos elétricos para estimular os músculos do coração a bater num ritmo normal. Agora, imagine um dispositivo muito mais fino, projetado para monitorar constantemente algumas condições no corpo, e em seguida, estimular diretamente certas vias nervosas para que acionem mecanismos corretos de resposta quando o corpo não está funcionando como deveria estar. Um exemplo seria normalizar o açúcar no sangue de um diabético. Esta tecnologia poderia detectar uma anomalia no nível de açúcar no sangue e desencadear o pâncreas a liberar glucágon ou insulina para resolver o problema.
Eis algumas áreas que serão investigadas no programa ElextRx: 1- Investigar se o acionamento direto do baço ou de outros órgãos poderia ajudar a tratar a artrite reumatóide e outras doenças inflamatórias. 2- Investigar se o controle da inflamação no cérebro poderia ajudar a tratar a depressão, já que há evidências crescentes sugerindo que ela pode ser causada em parte por níveis elevados de biomoléculas inflamatórias. 3- Investigar se a gestão dos neuroquímicos que regulam a aprendizagem e a memória no cérebro poderia oferecer novos tratamentos para o estresse pós-traumático e outros transtornos mentais.

As 7 equipes escolhidas

A DARPA anunciou no dia 5 deste mês a escolha de sete equipes de pesquisadores para começar a trabalhar o programa ElectRX. As equipes irão utilizar a óptica, a acústica, o eletromagnetismo e estratégias de biologia com o objetivo de desenvolver um sistema de circuito fechado que trata doenças através da modulação da atividade dos nervos periféricos. Na fase 1, o programa ElectRx irá mapear os circuitos neurais que regulam a fisiologia de doenças de interesse para a DARPA, e também irá desenvolver uma interface bioneural minimamente invasiva, com grau de precisão e escala jamais visto na história da ciência. Veja agora quem são as equipes e quais as metas de cada uma: 1- Circuit Therapeutics (Menlo Park, Califórnia) Startup fundada por Karl Deisseroth e por Scott Delp. A equipe planeja desenvolver métodos experimentais de optogenética para o tratamento da dor neuropática. 2- Equipe da Universidade de Columbia (Nova York) A equipe liderada por Elisa Konofagou, tem como objetivo elucidar os mecanismos subjacentes que podem tornar o ultra-som uma opção para a intervenção crônica, incluindo a ativação e inibição dos nervos. 3- Equipe do Florey Institute of Neuroscience and Mental Health (Parkville, Austrália) John Furness lidera a equipe que procurará mapear as vias nervosas subjacentes à inflamação intestinal, com foco em determinar as correlações entre modelos animais e circuito neural humano. Eles também irão explorar o uso de tecnologias de neuroestimulação com base no implante coclear que trata a perda da audição, porém com foco num possível tratamento para a doença inflamatória do intestino. 4- Equipe da Universidade Johns Hopkins (Baltimore) A equipe liderada por Chen Jiande, terá como objetivo explorar os mecanismos da doença inflamatória do intestino e o impacto da estimulação do nervo sacral em sua progressão. 5- Equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Cambridge, Mass.) Polina Anikeeva lidera a equipe que terá como alvo a glândula adrenal e os circuitos nervos esplâncnicos que regem a sua função. A equipe procurará desenvolver nanopartículas com capacidade de se ligar a membranas neuronais. 6- Equipe da Purdue University (West Lafayette, Indiana) A equipe liderada por Pedro Irazoqui, irá em colaboração com a Cyberonics estudar a inflamação do trato gastrointestinal e sua capacidade de resposta à estimulação do nervo vago no pescoço. 7- Equipe da Universidade de Texas, Dallas Robert Rennaker e Michael Kilgard lideram a equipe que irá examinar o uso da estimulação do nervo vago para induzir a plasticidade neural para o tratamento de estresse pós-traumático. .

Interesses da DARPA

Uma organização de pesquisa militar não estaria aplicando 78,9 milhões de dólares em algo que não tivesse um grande potencial aos seus próprios interesses. Mas, enquanto esta tecnologia trará benefícios tanto para os militares como para as pessoas em geral, há também alguns riscos potenciais: esse sistema também poderia ser usado para gerar dor ou até mesmo manipulação emocional. Além disso, há a questão do “super-soldado”. Controlar os hormônios e a química do cérebro poderia ajudar os soldados a permanecerem num estado emocional e fisiológico ideal para determinadas operações ou durante exercícios de treinamento. Mesmo com todas estas questões complexas envolvidas, ainda assim, essa tecnologia é fascinante e os benefícios potenciais podem ser extraordinários. Vamos ver no que vai dar. Fonte: darpa.mil/program/electrical-prescriptions // darpa.mil/news-events/2015-10-05

domingo, 21 de junho de 2015

CONHEÇA AS CONSEGUÊNCIAS DA INTERAÇÃO DO ÁLCOOL COM REMÉDIOS E ENERGÉTICOS

O uso de remédios junto com álcool é reconhecidamente danoso, mas por incrível que pareça, essa associação ainda é extremamente comum por parte da população. Saiba quais os remédios não podem ser misturados com álcool e o que é o efeito antabuse. A associação de bebidas alcoólicas com medicamentos pode levar a efeitos colaterais graves, inclusive com risco de morte. O álcool pode tanto potencializar os efeitos de um medicamento quanto neutralizá-lo. Pode também ativar enzimas que metabolizam o medicamento em substâncias tóxicas para o organismo.

1) Álcool potencializando o efeito de um medicamento

Quando as enzimas que metabolizam o medicamento são as mesmas do álcool, estas ficam “ocupadas” processando o etanol, fazendo com que o remédio permaneça mais tempo e em maior concentração na corrente sanguínea. Em alguns casos esta pode ser a diferença entre a intoxicação ou não.

2) Álcool inibindo a ação de um medicamento

Este processo ocorre em bebedores crônicos. O estimulo alcoólico constante no fígado faz com que haja um aumento no número de enzimas hepáticas. Quando um medicamento chega no fígado há um excesso destas para metabolizá-lo, inativando a droga muito mais rapidamente do que de costume. Este excesso de enzimas podem permanecer por semanas após cessar-se o consumo de álcool. O estimulo constante do etanol e seus metabólitos também podem gerar enzimas que transformam substancias não tóxicas em metabólitos tóxicos.

3) Álcool agindo no mesmo sítio dos medicamentos

Outra maneira de potencialização de remédios é quando estes, assim como o etanol, também atuam sobre o sistema nervoso central, como no caso de narcóticos e sedativos. Este sinergismo pode causar uma intensa e perigosa sedação.

4) Remédios aumentando o efeito do álcool

Alguns medicamento inibem as enzimas que metabolizam o álcool, aumentando seus efeitos e seu tempo de permanência no organismo, potencializando as lesões do álcool no organismo. Alguns exemplos de interação álcool-medicamentos: – ANESTÉSICOS : O uso de álcool dificulta a ação dos anestésicos, sendo necessária doses maiores para a indução anestésica em atos operatórios. Também potencializa os efeitos tóxicos destes medicamentos para o fígado. – ANSIOLÍTICOS ( BENZODIAZEPINAS): Aumentam o efeito sedativo, o risco de coma e insuficiência respiratória. – ANTABUSE (dissulfiram) : Antabuse ou Antabus é o principal nome comercial de uma droga chamada Dissulfiram, que inibe a enzima acetaldeído desidrogenase, impedindo a transformação do metabólito tóxico acetaldeído em ácido acético, que é menos tóxico para entender melhor este mecanismo). O acúmulo desta substância tóxica causa efeitos como vômitos, calor, sudorese, palpitação, cefaleia (dor de cabeça), hipotensão, dificuldade respiratória e até morte. O Dissulfiram é uma substância usada no tratamento do alcoolismo, pois o mesmo faz com que pequenas doses de álcool provoquem efeitos muito desconfortáveis. O doente toma o primeiro copo e começa a se sentir mal, parando imediatamente de beber. Isso acontece porque com o bloqueio da metabolização do acetaldeído, que é uma substância muito tóxica, sua concentração sanguínea chega a ficar 10x maior do que acontece normalmente. Com isso, pequenas doses de álcool levam a níveis de acetaldeídos maiores do que ocorrem em muitos “porres”. Em 15 minutos o paciente já começa a sentir os efeitos desagradáveis. Até pequenas quantidades de álcool como em doces e molhos podem causar os sintomas. Elevadas doses de álcool em quem faz uso de antabuse podem ser fatais. – ANTIBIÓTICOS: Existe um conceito de que misturar antibióticos e álcool é perigoso e pode inativar o primeiro. Isto é uma verdade parcial. Realmente a associação de álcool com alguns antibióticos pode levar a efeitos graves do tipo antabuse, descrito acima. São eles: – Metronidazol (Flagyl®). – Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim®). – Tinidazole (Tindamax®). – Griseofulvin (Grisactin®). – Cefotetan. Outros antibióticos como cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida também não devem ser tomados com álcool pelo perigo de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática. Em ralação aos outros antibióticos não há relatos de interação. Porém, deve-se lembrar que o álcool inibe o sistema imune e dificulta o combate contra agentes infecciosos. Portanto, não é inteligente beber enquanto se está com uma infecção. – ANTICOAGULANTES: O álcool aumenta o efeito anticoagulante da Varfarina (Marevan®, Varfine®, Coumadin ®) podendo causar hemorragias. – ANTICONVULSIVANTES: Aumentam os efeitos colaterais e o risco de intoxicação enquanto que diminui a eficácia contra as crises de epilepsia (leia: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas, tipos e como proceder). – ANTIDEPRESSIVOS: Aumentam as reações adversas, o efeito sedativo e diminui a eficácia dos antidepressivos. Pode também causar picos hipertensivos. – ANTI-INFLAMATÓRIOS: Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos. Aspirina (AAS) aumenta os efeitos do álcool. – ANTI-HIPERTENSORES: Reduzem a eficácia, causam tonturas e arritmias cardíacas. – ANTI-HISTAMÍNICOS (ANTIALÉRGICOS): Aumenta o efeito sedativo e causa tonturas e desequilíbrio. – HIPOGLICEMIANTES (ANTIDIABÉTICOS): Também pode causar efeito antabuse. Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos. – PARACETAMOL: Aumenta o risco de hepatite medicamentosa. – PROTETORES GÁSTRICOS: Aumenta o efeito do álcool e os efeitos colaterais do medicamento.

E quanto a misturar álcool com bebidas energéticas?

A associação de álcool com energéticos tipo Red Bull tem sido cada vez mais comum entre jovens, principalmente em festas e casas noturnas. As bebidas energéticas são ricas em substâncias estimulantes, nomeadamente cafeína, guaraná, taurina e efedrina. Existe a falsa crença de que esses estimulantes retardariam os efeitos depressores do álcool, sendo possível beber em grandes quantidades e não ficar bêbado. Algumas pessoas inclusive acreditam que as bebidas energéticas permitem que se conduza veículos mesmo após ingestão de grandes quantidades de bebidas alcoólicas. Na verdade, a associação de álcool com energéticos realmente leva a percepção de uma menor embriaguez, porém, o fato é que, após testes de habilidades motoras, acuidade visual e reflexos, fica-se claro que a intoxicação pelo álcool é exatamente igual. Isso é extremamente perigoso pois o consumidor tem maior dificuldade em reconhecer que não está apto a conduzir ou efetuar outras tarefas motoras. O consumidor fica tão bêbado quanto se não tivesse tomando energéticos, o problema é que ele não consegue se dar conta do fato. A inibição da percepção de embriaguez também faz com que as pessoas acabem ingerindo mais álcool do que conseguiriam se não estivessem tomando concomitantemente tantos estimulantes, facilitando a ocorrência de complicações como o coma alcoólico. Assim como o álcool, todos essas substâncias estimulantes, quando em excesso, podem causar arritmias cardíacas. Como essa associação é normalmente feita em pessoas jovens e sadias, os risco de complicações são menores, porém, existem vários relatos de convulsões e morte súbita de origem cardíaca em pessoas que exageram nesta associação. A cafeína também é um diurético e o seu abuso em conjunto com o álcool pode levar a desidratação e piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte. Como se pode comprovar, o álcool interage com as principais classes de drogas. Na dúvida opte pelo mais seguro, não consuma álcool se estiver usando medicamentos. FONTE: mdsaude.com/2008/12/lcool-x-remdios.html

sábado, 14 de março de 2015

SAIBA POR QUE ESTAR HIDRATADO É UM DOS MAIORES REMÉDIOS DA HUMANIDADE

Os médicos gostam de discordar – exceto em um ponto. Para ter uma vida boa, você precisa beber, em média, 2 litros de água por dia, quando as temperaturas estão amenas, para se manter hidratado. Quando as temperaturas estão mais altas e o suor gera uma perda ainda maior de líquido, são necessários, pelo menos, 3 litros. Afinal, nosso corpo é composto por cerca de 60% de água e, sem ela, nada funciona. Afinal, podemos resistir um mês sem alimentos sólidos, mas não aguentamos mais de sete dias sem beber água. Afinal, estar hidratado é vital para o funcionamento do nosso corpo. Mas por quê? Por que estar hidratado é tão importante assim para o organismo? Porque a água é tudo e mais um pouco. Ela é o remédio natural para o nosso organismo.

A limpeza

A água participa de quase todos os processos químicos do organismo, dissolvendo e transportando substâncias vitais. O organismo depende dela para várias funções, que variam da proteção ao cérebro à digestão. Mas uma das funções mais importantes é a de solvente: a água chega ao interior das células transportando nutrientes, lavando e arrastando para fora os venenos e toxinas produzidos pelo corpo.

Os problemas

Como temos reservas de água no organismo, só precisamos nos hidratar com cerca de 2 litros, muito embora sejam necessários pelo menos 4 litros para efetuar apenas essa tarefa de forma satisfatória. Com o sangue, por exemplo, 1500 litros de água passam pelos nossos rins a cada dia. Daí, eles formam a urina, que contém 95% de água em sua composição. É muita água e em questões muito importantes. O consumo muito reduzido de água pode originar diversas disfunções, como o acúmulo de gorduras, baixo tônus muscular, deficiências digestivas, prisão de ventre, dores de cabeça, enxaqueca, problemas nas articulações e ressecamento da pele. Em casos extremos, a desidratação pode, também, causar alucinações. Não dá para viver sem água.

Perda de líquido e hidratação

Hidratar-se é, basicamente, repor água no organismo. Isso é necessário porque, ao longo do dia, o organismo perde líquido pela urina, pelas fezes, pelo pulmão, pela pele (com a excreção do suor), pelo vômito ou diarreia, por hemorragias, pela transpiração interna… Em números, um adulto perde diariamente algo em torno de 2,5 litros de água, o que corresponde a cerca de 10 copos cheios. Dividindo entre as formas de perder líquidos, meio copo se esvai pelas solas dos pés; de 2 a 4, pela respiração; 2, pela transpiração; e 3, pela urina. Como o organismo perde líquido quase na mesma velocidade que requer sua ingestão, ele desenvolveu, ao longo de sua evolução, alguns sintomas com a obrigação de nos lembrar dessa ingestão, como a sede, principalmente. No entanto, não é preciso chegar aos sintomas para ser indicado se hidratar: aqueles 2 litros do qual falamos lá no começo são necessários sempre e a hidratação deve ser um hábito, mesmo no inverno, quando o corpo requer menos líquido.

Mas basta só beber água para se hidratar?

Em forma sólida, o organismo também tira água dos alimentos, especialmente daqueles que têm maior quantidade de líquido, como frutas – especialmente abacaxi, melão, melancia, laranja, pêssego, uva e coco verde – e verduras – principalmente abobrinha, abóbora d’água e pepino. Isso porque não basta só beber água para evitar a desidratação. O organismo também precisa de sais minerais e vitaminas que, outros líquidos, em geral, têm mais do que a água em si. FONTE: gizmodo.uol.com.br/canais/drinkfinity/saiba-por-que-estar-hidratado-e-um-dos-maiores-remedios-da-humanidade

domingo, 31 de agosto de 2014

O PESSIMISMO PODE IMPEDIR A EFICÁCIA DE REMÉDIOS

Pesquisadores descobriram que se o paciente acreditar que o remédio não vai funcionar, a profecia pode se realizar. Os benefícios dos analgésicos podem ser potencializados ou completamente neutralizados dependendo da expectativa do paciente. O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, também identifica quais áreas do cérebro são afetadas pelo pensamento positivo ou negativo. Durante o estudo, os especialistas aplicaram calor nas pernas de 22 pacientes, que depois descreveram o nível de dor em uma escalas de 1 a 100. Eles estavam presos a um suporte intravenoso para que os médicos pudessem aplicar remédios secretamente. A média inicial do nível de dor foi registrada como 66. Depois os médicos aplicaram um analgésico potente, remifentanil, sem que os pacientes soubessem, e o nível de dor baixou para 55. Quando os pacientes souberam que estavam sob efeito do remifentanil, a média baixou mais ainda para 39. Depois, sem que a dose fosse modificada, os médicos disseram que o analgésico havia sido suspenso e que eles deveriam esperar dor, e então a média subiu para 64. Então, mesmo que os pacientes ainda estivessem recebendo o remifentanil, disseram sentir o mesmo nível de dor de quando estavam sem analgésico nenhum. Irene Tracey, da Universidade de Oxford, disse à BBC: "É fenomenal. É um dos melhores analgésicos que temos e a influência do cérebro pode aumentar vastamente seu efeito ou neutralizá-lo completamente". O estudo foi conduzido com pessoas saudáveis, sujeitas a dor por um período curto. Pessoas com doenças crônicas que já tentaram outros remédios por anos podem ter uma experiência muito mais negativa. Analisando as imagens dos cérebros dos pacientes, os cientistas descobriram que a expectativa do tratamento positivo foi associada com atividades nas áreas cingulo-frontal e subcortical do cérebro, enquanto as expectativas negativas levaram a uma atividade maior no hipocampo e no córtex frontal medial. Os pesquisadores também dizem que esse estudo pode acabar com os experimentos médicos aleatórios que avaliam a eficácia de novos remédios, já que eles não levam em conta a expectativa dos pacientes. "É mais uma evidência de que nós só conseguimos o que esperamos da vida", diz George Lewith, da Universidade de Southampton. FONTE:http://saude.hsw.uol.com.br/pessimismo-remedios.htm

sábado, 31 de maio de 2014

CONHEÇA OS REMÉDIOS QUE PODEM FAZER MAL AOS RINS

Os rins são os principais responsáveis pela filtração e eliminação de substâncias tóxicas do sangue. Porém, mesmo o rim pode sofrer efeitos adversos de algumas destas substâncias. Vários medicamentos usados frequentemente na prática médica podem causar lesão nos rins se forem usados de modo inapropriado. Damos o nome de drogas nefrotóxicas todas aquelas que apresentam potencial risco de causar lesão nos rins. Além da lesão direta de certas substâncias nos rins, existe também um grupo de drogas que são seguras em pessoas sadias, mas se tornam perigosas em pacientes que já apresentam doença prévia nos rins, fazendo com que haja piora da doença renal. Várias destas drogas são extremamente comuns e muitas vezes vendidas sem prescrição médica. Vamos falar um pouquinho das principais drogas nefrotóxicas, ou seja, dos remédios que podem fazer mal aos rins. ATENÇÃO: esse texto não tem como objetivo assustar ninguém, nem fazer propaganda contra medicamentos. O objetivo é mostrar como a auto-medicação pode ser perigosa e trazer prejuízos que as pessoas nem imaginam que possam acontecer. 1.) ANTI-INFLAMATÓRIOS: O grande vilão dos rins são os anti-inflamatórios não esteróides (AINES). O principal efeito é a redução da filtração renal, ou seja, da capacidade dos rins em filtrar o sangue. Pessoas sadias toleram essa alteração sem maiores complicações. O problema ocorre naqueles que tem insuficiência renal (principalmente em fases avançadas), e portanto, já apresentam a filtração renal diminuída de base. Esse grupo apresenta grande risco de falência renal aguda e, muitas vezes, necessitam de hemodiálise de urgência. O risco cresce a partir do 3º dia de uso. O anti-inflamatório é, portanto, uma droga contra-indicada em pacientes com insuficiência renal. Outra lesão relacionada aos anti-inflamatórios é a nefrite intersticial, uma espécie de reação alérgica localizada no rim. A nefrite intersticial pode ser causada por várias drogas além dos anti-inflamatórios e se apresenta principalmente como uma insuficiência renal aguda, com rápida elevação da creatinina. No caso da nefrite intersticial dos anti-inflamatórios ela apresenta uma característica especial que é a presença concomitante de proteinúria e síndrome nefrótica. É bom deixar claro que a nefrite intersticial não é uma reação comum, principalmente se levarmos em conta a quantidade de pessoas que tomam anti-inflamatórios no mundo. Um terceiro tipo de lesão, mais incomum ainda, é o induzido por uso crônico de anti-inflamatórios, mesmo em pessoas normais. Parece que para pessoas com rins normais desenvolverem lesão renal pelo uso prolongado de AINES , são necessários no mínimo 5000 comprimidos ao longo da vida. Isso equivale a 7 anos de anti-inflamatórios diários em um regime de 12/12 horas. O AAS (aspirina) também é um anti-inflamatório e deve ser usado com cautela em pacientes com doenças renais. 2.) ANTIBIÓTICOS: Os antibióticos também são causa de nefrite intersticial. Diferentemente da nefrite pelos anti-inflamatórios, no caso dos antibióticos a proteinúria é pequena, mas outros sintomas como febre e manchas vermelhas pelo corpo associado a insuficiência renal aguda, ocorrem com maior frequência. Vários antibióticos podem causar nefrite intersticial, principalmente as penicilinas, rifampicina, ciprofloxacino e trimetoprim/sulfametoxazol (Bactrim®). Alguns antibióticos são nefrotóxicos por natureza e devem ser evitados em doente renais crônicos. São eles: - Aminoglicosídeos: Gentamicina, Amicacina, Estreptomicina, Tobramicina e Neomicina; - Anfotericina B; - Pentamidina. 3.) ANALGÉSICOS: A lesão renal renal pelo uso prolongado de analgésicos era muito comum até a década de 80, e caiu vertiginosamente após a retirada da Fenacetina do mercado. Hoje as lesões relacionadas aos analgésicos são causados pelo uso diário e prolongado do Paracetamol (acetaminofeno), principalmente se associado ao ácido acetilsalicílico (AAS). Também são lesões raras, mas que existem. A Dipirona é muito pouco usada na Europa e nos EUA, por isso existem poucos estudos sobre seu toxicidade renal. 4.) CONTRASTE DE EXAME RADIOLÓGICO: Doentes com insuficiência renal devem evitar contrastes radiológicos sempre que possível. Se o exame for imprescindível, deve-se realizar uma preparação do paciente para minimizar os efeitos. Os principais exames que usam contrastes nefrotóxicos são: - Tomografia computadorizada; - Cateterismo cardíaco; - Urografia excretora; - Angiografia; - Ressonância magnética (perigoso apenas em insuficiência renal avançada). 5.) OUTRAS DROGAS: - LÍTIO: usada principalmente no distúrbio bipolar ( antigo distúrbio maníaco-depressivo) - ACICLOVIR: antiviral - INDINAVIR: anti-retroviral usado na SIDA (AIDS) - CICLOSPORINA: imunossupressor usado em transplantes e doenças auto-imunes - TACROLIMUS: igual ciclosporina - CICLOFOSFAMIDA: imunossupressor usado em doenças auto-imunes e algumas neoplasias Existem cada vez mais relatos sobre casos de lesão renal induzidas pelas chamadas ervas chinesas tradicionais. Já são mais de 150 casos de pessoas que usavam essas ervas para emagrecer e desenvolveram insuficiência renal aguda com necessidade de hemodiálise. Poucos são os procedimentos médicos isentos de riscos. A automedicação é perigosa e é importante conhecer os principais efeitos colaterais para poder detectá-los precocemente. Não é a toa que grande maioria dos médico passa por uma formação de pelo menos 10 anos. FONTE: http://www.mdsaude.com/2008/12/remdios-que-podem-fazer-mal-aos-rins.html#ixzz33KiIfhjV

sexta-feira, 18 de abril de 2014

REMÉDIOS QUE PODEM FAZER MAL AOS RINS

Os rins são os principais responsáveis pela filtração e eliminação de substâncias tóxicas do sangue. Porém, mesmo o rim pode sofrer efeitos adversos de algumas destas substâncias. Vários medicamentos usados frequentemente na prática médica podem causar lesão nos rins se forem usados de modo inapropriado. Damos o nome de drogas nefrotóxicas todas aquelas que apresentam potencial risco de causar lesão nos rins. Além da lesão direta de certas substâncias nos rins, existe também um grupo de drogas que são seguras em pessoas sadias, mas se tornam perigosas em pacientes que já apresentam doença prévia nos rins, fazendo com que haja piora da doença renal. Várias destas drogas são extremamente comuns e muitas vezes vendidas sem prescrição médica. Vamos falar um pouquinho das principais drogas nefrotóxicas, ou seja, dos remédios que podem fazer mal aos rins. 1.) ANTI-INFLAMATÓRIOS O grande vilão dos rins são os anti-inflamatórios não esteróides (AINES). O principal efeito é a redução da filtração renal, ou seja, da capacidade dos rins em filtrar o sangue. Pessoas sadias toleram essa alteração sem maiores complicações. O problema ocorre naqueles que tem insuficiência renal (principalmente em fases avançadas), e portanto, já apresentam a filtração renal diminuída de base. Esse grupo apresenta grande risco de falência renal aguda e, muitas vezes, necessitam de hemodiálise de urgência. O risco cresce a partir do 3º dia de uso. O anti-inflamatório é, portanto, uma droga contra-indicada em pacientes com insuficiência renal. Outra lesão relacionada aos anti-inflamatórios é a nefrite intersticial, uma espécie de reação alérgica localizada no rim. A nefrite intersticial pode ser causada por várias drogas além dos anti-inflamatórios e se apresenta principalmente como uma insuficiência renal aguda, com rápida elevação da creatinina. No caso da nefrite intersticial dos anti-inflamatórios ela apresenta uma característica especial que é a presença concomitante de proteinúria e síndrome nefrótica . É bom deixar claro que a nefrite intersticial não é uma reação comum, principalmente se levarmos em conta a quantidade de pessoas que tomam anti-inflamatórios no mundo. Um terceiro tipo de lesão, mais incomum ainda, é o induzido por uso crônico de anti-inflamatórios, mesmo em pessoas normais. Parece que para pessoas com rins normais desenvolverem lesão renal pelo uso prolongado de AINES , são necessários no mínimo 5000 comprimidos ao longo da vida. Isso equivale a 7 anos de anti-inflamatórios diários em um regime de 12/12 horas. O AAS (aspirina) também é um anti-inflamatório e deve ser usado com cautela em pacientes com doenças renais. 2.) ANTIBIÓTICOS Os antibióticos também são causa de nefrite intersticial. Diferentemente da nefrite pelos anti-inflamatórios, no caso dos antibióticos a proteinúria é pequena, mas outros sintomas como febre e manchas vermelhas pelo corpo associado a insuficiência renal aguda, ocorrem com maior frequência. Vários antibióticos podem causar nefrite intersticial, principalmente as penicilinas, rifampicina, ciprofloxacino e trimetoprim/sulfametoxazol(Bactrim®). Alguns antibióticos são nefrotóxicos por natureza e devem ser evitados em doente renais crônicos. São eles: - Aminoglicosídeos: Gentamicina, Amicacina, Estreptomicina, Tobramicina e Neomicina; - Anfotericina B; - Pentamidina. 3.) ANALGÉSICOS A lesão renal renal pelo uso prolongado de analgésicos era muito comum até a década de 80, e caiu vertiginosamente após a retirada da Fenacetina do mercado. Hoje as lesões relacionadas aos analgésicos são causados pelo uso diário e prolongado do Paracetamol (acetaminofeno), principalmente se associado ao ácido acetilsalicílico (AAS). Também são lesões raras, mas que existem. A Dipirona é muito pouco usada na Europa e nos EUA, por isso existem poucos estudos sobre seu toxicidade renal. 4.) CONTRASTE DE EXAME RADIOLÓGICO Doentes com insuficiência renal devem evitar contrastes radiológicos sempre que possível. Se o exame for imprescindível, deve-se realizar uma preparação do paciente para minimizar os efeitos. Os principais exames que usam contrastes nefrotóxicos são: - Tomografia computadorizada; - Cateterismo cardíaco; - Urografia excretora; - Angiografia; - Ressonância magnética (perigoso apenas em insuficiência renal avançada); 5.) OUTRAS DROGAS: - LÍTIO: usada principalmente no distúrbio bipolar ( antigo distúrbio maníaco-depressivo) - ACICLOVIR: antiviral; - INDINAVIR: anti-retroviral usado na SIDA (AIDS); - CICLOSPORINA: imunossupressor usado em transplantes e doenças auto-imunes; - TACROLIMUS: igual ciclosporina; - CICLOFOSFAMIDA: imunossupressor usado em doenças auto-imunes e algumas neoplasias; Existem cada vez mais relatos sobre casos de lesão renal induzidas pelas chamadas ervas chinesas tradicionais. Já são mais de 150 casos de pessoas que usavam essas ervas para emagrecer e desenvolveram insuficiência renal aguda com necessidade de hemodiálise. Poucos são os procedimentos médicos isentos de riscos. A automedicação é perigosa e é importante conhecer os principais efeitos colaterais para poder detectá-los precocemente. Não é a toa que grande maioria dos médico passa por uma formação de pelo menos 10 anos. FONTE: http://www.mdsaude.com/2008/12/remdios-que-podem-fazer-mal-aos-rins.html#ixzz2zHlBHBB5

terça-feira, 8 de abril de 2014

MITOS E VERDADES SOBRE REMÉDIOS

1-As pessoas se automedicam achando que têm conhecimento suficiente. VERDADE: automedicação significa tomar remédios por conta própria, sem orientação de um profissional especializado. Apesar de ser claramente uma atitude pouco sábia, é extremamente comum. "Vários fatores podem levar a isso. Talvez dois sejam os principais: o fácil e enganoso acesso a informações e a praticidade da conduta", acredita o psiquiatra e professor da Unifesp Moacyr Alexandro Rosa, diretor do Ipan (Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação). A internet, a televisão e outros meios de comunicação têm um papel importante para informar sobre como cuidar da saúde, mostrando notícias sobre novidades e avanços na medicina. "Contudo, não podem de forma alguma servir para um autodiagnóstico e muito menos a automedicação. Consultar um médico pode ser trabalhoso, tomar tempo e dinheiro. Muitas vezes não se consegue uma consulta rápida; em outras, o doutor pede exames que demoram para dar um resultado. Com isso, a terapia é lenta e 'adeus' àquela sonhada solução rápida. Não importa, nenhuma dessas dificuldades justificam a automedicação". 2-Descongestionantes nasais e anticoncepcionais são os fármacos mais consumidos sem prescrição. VERDADE: No Brasil, de acordo com a IMS Health, consultoria especializada em dados de saúde e que lança relatórios periodicamente, o item mais comercializado em 2012 foi um descongestionante nasal. Analgésicos e anticoncepcionais também constam na lista dos dez mais. 3-Certos medicamentos são livres de efeitos colaterais. MITO: para a maior parte das pessoas saudáveis, os medicamentos naturais ou fitoterápicos não têm contra-indicação. Entretanto, a pessoa deve consultar seu médico para usar qualquer fitoterápico, pois há possibilidade de interação entre os medicamentos. "Os fitoterápicos são erroneamente considerados desprovidos desses efeitos adversos. Na dose errada, causam principalmente problemas hepáticos e renais", alerta a farmacêutica Fernanda Chalabi. "Além disso, alguns componentes naturais influenciam em doenças crônicas. Por exemplo, a cáscara sagrada origina distúrbios de sódio e potássio na circulação sanguínea, e mesmo desidratação, sendo contraindicada na gestação pelo perigo de estimular contrações uterinas e durante a amamentação (pelo risco de causar diarreia no bebê). Outro exemplo é o ginkgo biloba, que pode causar dores de cabeça, reações alérgicas e até hemorragias", diz Lucas Zambon, médico de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas. Também é possível que a passiflora interaja com anticonvulsivantes e ansiolíticos, potencializando seus sinais negativos. 4-Não faz mal tomar ácido acetilsalicílico. MITO: trata-se de um anti-inflamatório que, a depender da dose utilizada, terá efeito analgésico e antitérmico. É habitual que indivíduos com problemas cardíacos a recebam como prescrição, porém, em doses bastante pequenas, normalmente em torno de 100 mg por dia, equivalente a um comprimido da versão infantil. "Nesta dosagem menor, exerce um efeito protetor contra infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, pois minimiza a formação de placas no interior das artérias, que são as causas desses eventos. Alguns dos revezes associados ao uso a longo prazo, ou em doses altas, são sangramentos digestivos, desenvolvimento de insuficiência renal e há até risco de morte em casos de intoxicação por exagero na quantidade. Por isso, quem usa cronicamente precisa de acompanhamento médico para monitorar esse tipo de ocorrência", alerta o médico de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas Lucas Zambon. "Cabe ao profissional, e somente a ele, conhecer a medicação e o paciente que irá usá-la, pesando riscos versus benefícios. Ter domínio sobre farmacologia, efeitos do remédio no organismo (farmacodinâmica) e do corpo sobre a medicação (farmacocinética), além de todos os problemas de saúde do paciente (vícios, medicações em uso e o problema atual que demanda o uso do fármaco em questão)", complementa o neurologista Flávio Sallem. 5-O ansiolítico Rivotril (clonazepam) é um dos medicamentos mais consumidos do Brasil. VERDADE: consta na lista dos dez mais. O neurologista Flávio Sallem sustenta que o Rivotril é realmente uma das medicações mais consumidas no país, mas não se encontra nas listas das mais usadas no mundo. "Sua fama se deve, entre outros fatores, à propaganda feita sobre o produto, ao conhecimento médico a seu respeito e aos seus efeitos. É usado no tratamento da ansiedade e da insônia, situações comuns entre nosso povo". Seus principais concorrentes são o Lexotan (bromazepam), Frontal (alprazolam) e Olcadil (cloxazolam). "Trata-se de mais uma consequência do estilo de vida atual e de uma sociedade que quer soluções milagrosas e de curto prazo", destaca o clínico geral Lucas Zambon, do Hospital das Clínicas de São Paulo. 6-Remédios para cortar apetite podem gerar psicose. VERDADE: o clínico geral Lucas Zambon, do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que para controlar a ansiedade e perder peso o ideal é mudar o estilo de vida, adequando a alimentação e realizando atividade física periódica. "O problema é que a maioria ou não quer ou não consegue impor tais alterações em seu cotidiano, optando por uma alternativa que ofereça, supostamente, um resultado mais rápido. Aí, quando querem perder peso, correm para alguma medicação 'facilitadora'. Em relação aos 'emagrecedores' de uma maneira geral, há risco de gerarem efeitos colaterais cardíacos, como arritmias, além de predisposição ao desenvolvimento de quadros depressivos ou de psicose, entre outros". Ele lembra que o Xenical é bastante procurado ainda, pois até pouco tempo podia ser comprado sem receita. Recentemente, porém, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tornou obrigatória a necessidade de receita para compra. "As vantagens do Xenical são mais do ponto de vista médico, dado o perfil de efeitos colaterais menos graves do que de outros medicamentos utilizados para emagrecer. Seus sinais se referem mais ao próprio trato digestivo, como diarreia, flatulência e dores abdominais", conclui. 7-Pessoas têm uma falsa impressão que estão cuidando da saúde ao ingerir remédios. VERDADE: é preciso lembrar sempre que as medicações são geralmente substâncias estranhas ao organismo, podendo ocasionar algum tipo de efeito colateral, que é uma resposta do organismo a este agente estranho. "Algumas são graves e até fatais. Também vale ter em mente que os fármacos podem ter duas funções diferentes: aliviar sintomas ou tratar doenças", considera o psiquiatra Moacyr Alexandro Rosa, especialista em transtornos mentais e diretor do Ipan (Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação). Ele explica que há um importante aspecto envolvido: a Aspirina é bastante empregada para dor de cabeça, por exemplo, dando alívio momentâneo. "Porém, se a causa do sintoma não for cuidada, uma medicação sintomática pode apenas mascarar uma doença, fazendo com que esta evolua e se torne cada vez mais difícil de ser tratada". O neurologista Flávio Sallem arremata: "Algumas doenças que se assemelham em suas fases iniciais respondem de formas diversas ao mesmo remédio. Voltando à dor de cabeça (cefaleia) como sintoma, ela pode estar presente em várias doenças, das mais benignas, como a tensional, às mais severas, como por sangramento cerebral. Agora imagine alguém com dor de cabeça deste último tipo se automedicar com Aspirina, aumentando a possibilidade de sangramento!". 8-Exagero na automedicação pode ser sinal de problema psicológico. VERDADE: o indivíduo liga a sensação de conforto ao seu uso e, por isso, deixá-lo provoca quadros de ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração e mal-estar. "É a dependência psicológica agindo, sem dúvida", diz a farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi. O nível educacional parece ter influência significativa, mas há outros gatilhos. "Muitas pessoas com nível cultural elevado têm o hábito da automedicação. Achar que quem o atende na farmácia sabe diagnosticar e orientar é um erro gravíssimo. Muitas vezes nem é farmacêutico e, mesmo este, apesar de seu conhecimento em farmacologia, não tem formação médica", alerta Moacyr Alexandro Rosa, diretor do Ipan. Importante: existe um quadro psiquiátrico clássico chamado de hipocondria, no qual as pessoas acreditam ter uma doença grave. "Nestes casos, pode haver automedicação ou não. Muitas vezes, procuram diversos médicos pois nenhum consegue 'descobrir' sua doença". A farmacêutica e bioquímica Fernanda Chalabi completa dizendo que, num país carente como o nosso, com saúde pública deficiente e planos de saúde caros e sem padrão de atendimento, o estado psicológico é muito importante. "É como se as condições do paciente melhorassem só porque ele está 'tomando alguma coisa'. É o chamado efeito placebo, ou seja, mesmo que o fármaco não seja indicado corretamente ou na dose certa, o simples fato de estar ingerindo-o já produz um efeito positivo". 9-Medicamentos podem gerar dependência. VERDADE: "Na dependência química, o medicamento começa a fazer parte do metabolismo do indivíduo. Geralmente, são remédios ou drogas ilícitas que conferem sensação de prazer e bem-estar agindo no Sistema Nervoso Central, mas com grandes danos ao organismo. A retirada de uma droga desse tipo promove sintomas característicos de abstinência que devem ser tratados como doença", enfatiza a farmacêutica e bioquímica Fernanda Chalabi. Para o neurologista Flávio Sallem, certas medicações podem se relacionar com algum grau de dependência química, como os opiáceos e opioides (morfina, dolantina e meperidina). Já outras, como antidepressivos, antipsicóticos e esteroides, trazem o perigo de sintomas muitas vezes graves com sua parada abrupta, o que não caracteriza dependência química. "Não deve ser confundida a dependência com o fenômeno de tolerância, ou taquifilaxia, observado com os benzodiazepínicos (famosos 'faixas preta'). Neste caso, com o passar do tempo e uso do fármaco, o paciente vai necessitando de doses cada vez maiores para conseguir o mesmo efeito que antes ocorria com porções menores da medicação. Isso ocorre por alterações químicas na membrana da célula". Existem dois tipos principais de dependência química: a que se refere a drogas lícitas e a relacionada a drogas ilícitas. "Apesar de ser um aspecto importante, a diferença não é apenas de cunho legal. No caso das drogas lícitas, o efeito entorpecente existe em graus variados, mas tende a ser menor do que o das drogas ilícitas. Como exemplo, dificilmente alguém comete um crime devido ao uso de ansiolíticos (medicações que podem causar dependência com uso prolongado)", salienta o professor da Unifesp, Moacyr Alexandro Rosa. "Já o uso de cocaína e similares mais facilmente se incorpora a comportamentos inadequados ou criminosos. E novamente chamo a atenção de que não é uma questão de legalidade. O álcool (substância lícita) também se associa a atitudes perigosas", diz Rosa, acrescentando que a automedicação com substâncias que causam dependência é mais rara, pois a compra destas requer receita médica especial. Isso não impede, mas limita bastante o problema. 10-Livrar-se da dependência química é mais difícil do que parece. VERDADE: medicamentos interagem com o metabolismo. A farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi cita o fumante como exemplo. "A nicotina já faz parte do organismo e, quando é retirada, origina quadros de ansiedade, levando o indivíduo a uma fuga no tabaco. É necessária muita forma de vontade e perseverança para deixar o vício". O mesmo pode acontecer em quem ingere ansiolíticos e analgésicos por conta própria. 11-É preciso orientação até para usar uma simples pomada para assadura. MITO: "No caso dessas pomadas, a probabilidade de causar algum tipo de reação é pequena, não sendo necessária a indicação médica, por isso mesmo é vendida livremente na farmácia. Mesmo assim, pode acontecer algum tipo de reação alérgica aos componentes da fórmula, que desaparece com a suspensão do uso", explica a farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi. 12-A alta tributação de remédios no Brasil não impede as pessoas de se automedicarem. VERDADE: segundo dados recentes, a tributação média no resto do mundo é de 6%. No Brasil é de 34%. Um exemplo: o analgésico Dorflex tem 27% de imposto embutido no seu preço. Do valor de R$ 12,10, teto estabelecido pelo governo federal, R$ 3,30 são tributos. Mas mesmo com uma tributação tão alta e alguns não conseguindo comprar sequer medicamentos necessários, pessoas continuam indo atrás de alívio em remédios sem prescrição e acompanhamento médico. 13-Remédios para emagrecer estão entre os que mais atraem consumidores. VERDADE: a obesidade já se tornou uma epidemia mundial e preocupa os órgãos de saúde pública, sendo considerada uma doença multifatorial. O aumento da oferta de alimentos processados, o estresse e o sedentarismo estão entre outros fatores causadores. "Em geral, as mulheres são consumidoras em potencial de medicamentos para emagrecer, nunca estão satisfeitas com o corpo e desejam sempre perder um ou dois quilos. No Brasil, sendo um país tropical, onde existe uma exposição maior do corpo, estar em forma é uma questão de aceitação social", observa a farmacêutica Fernanda Chalabi. "O país é um dos países onde o consumo de moderadores de apetite bate recordes", destaca o neurologista Flávio Sallem. Existem três principais grupos de remédios para emagrecer: anorexígenos, sacietógenos e inibidores de absorção de gorduras. Os anorexígenos inibem o apetite e têm em sua composição substâncias conhecidas como anfetaminas (que podem ser perigosas). O segundo grupo age no estímulo da sensação de saciedade: o indivíduo sente fome, mas com uma porção menor de alimentos fica satisfeito. O terceiro atua na inibição da absorção intestinal de cerca de 30% da gordura ingerida, entretanto só ajuda se a pessoa come pouco (se come muito, os 30% que deixam de ser absorvidos podem não ser suficientes para a perda de peso). 14-Tomar remédio sem orientação pode causar problemas graves. VERDADE: "Ingerir um medicamento inadequado para o problema ou de forma errada, como em dose ineficaz ou excessiva, pode mascarar os sintomas de uma doença mais séria ou até provocar distúrbios importantes como uma lesão hepática, por exemplo", adverte a farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi. 15-Produtos naturais para emagrecer, como quitosana, são seguros. PARCIALMENTE VERDADE: trata-se de um produto natural extraído de crustáceos com uma ação positiva no emagrecimento, pois inibe a absorção de gordura. "Mesmo assim, pode causar efeitos colaterais em indivíduos alérgicos a frutos do mar", diz a farmacêutica Fernanda Chalabi. Supostamente, apresenta um mecanismo de absorção de gordura que diminui o valor calórico das refeições. "No entanto, estudos não comprovaram sua eficácia cientificamente. Parece que sua ajuda no emagrecimento depende da dieta individual", completa. FONTE:http://noticias.bol.uol.com.br/