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domingo, 7 de agosto de 2016

DROGA QUE DISSOLVE COÁGULOS DE AVC TEM EFICÁCIA COMPROVADA

Cientistas da Austrália, China, Nova Zelândia e Brasil se uniram numa pesquisa e confirmaram a eficácia do trombolítico de rtPA (ou Alteplase), no tratamento do AVC – Acidente Vascular Cerebral.O trabalho foi para avaliar a segurança do tratamento com drogas trombolíticas – medicamentos para dissolver coágulos – que era colocado em cheque pelo risco de sangramento no cérebro. No Brasil, o estudo foi coordenado pelos professores Octávio Pontes-Neto, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e Sheila Cristina Ouriques Martins, coordenadora do Programa de AVC do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento. Além de confirmar a eficácia do medicamento no tratamento do AVC, as pesquisas mostraram que uma dose mais baixa do medicamento – 0,6 mg/kg de peso, ante 0,9 mg/kg de peso que é a dose padrão – leva à redução de aproximadamente um terço dos casos de complicações hemorrágicas. E, após 90 dias de tratamento com dosagem menor da medicação, os cientistas observaram ainda redução da morte de pacientes. “Esse benefício adicional em segurança com a dose reduzida só foi ofuscado por um pequeno aumento dos casos que permanecem com sequelas residuais do AVC em 3 meses”. Os pesquisadores relatam que para cada mil pacientes tratados com a dose reduzida, 41 apresentaram mais sequelas residuais do AVC (ajuda para se vestir ou andar) em comparação com a dose padrão. Porém, 19 pessoas a menos morreram com esta dose reduzida. “Por este motivo, a dose convencional, 0,9 mg/kg, deve continuar sendo a mais utilizada na rotina”, avaliam.

Segurança

Mesmo com os problemas enfrentados com a dose reduzida, os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma forma ainda mais segura de tratar os pacientes com AVC. “Um dos achados secundários do estudo foi que o risco de sangramento parece ser maior em pacientes que já estavam usando remédios antiplaquetários como a aspirina. Nestes casos, o uso da dose reduzida seria uma opção mais segura e com eficácia semelhante em relação a dose convencional”, relata Pontes-Neto. Para os pesquisadores, estes resultados podem ampliar a segurança e favorecer a administração do tratamento trombolítico para AVC no País. “Atualmente menos de 2% dos pacientes com AVC isquêmico são tratados com trombolíticos no Brasil, e o acesso a este tratamento precisa ser ampliado. Com os resultados do estudo multicêntrico, a dose convencional ainda deve continuar sendo a padrão, porém agora temos a opção de oferecer este tratamento com ainda mais segurança em pacientes que apresentam alto risco de sangramento”, afirma Pontes-Neto.

Custo

O professor lembra que, com a utilização de menor dose do medicamento para parte dos pacientes, o custo do tratamento diminui, “facilitando a utilização em maior escala no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como em países onde o tratamento ainda é muito caro.” Os coordenadores brasileiros também são pesquisadores da Rede Nacional de Pesquisa em AVC. O estudo teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde e foi conduzido totalmente independente da indústria farmacêutica. A coordenação mundial do estudo foi do professor Craig Anderson, do George Institute da Austrália. Os resultados acabam de ser publicados no principal jornal científico na área médica no mundo, o New England Journal of Medicine. fonte: megaarquivo.com/2016/07/14/12-665-droga-que-dissolve-coagulos-de-avc-tem-eficacia-comprovada/

domingo, 2 de agosto de 2015

VACINA CONTRA EBOLA TEM ÊXITO EM TESTE E PODE ACABAR COM SURTO

Uma vacina contra o ebola se mostrou 100% bem-sucedida em testes conduzidos durante a epidemia na Guiné. É provável que ela leve a epidemia no oeste africano a um fim, dizem especialistas. Os resultados dos testes, feitos em mais de 4.000 pessoas, são notórios por causa da velocidade sem precedentes com que o desenvolvimento da vacina foi conduzido. Normalmente, o processo leva mais de uma década. Desta vez, foi apenas um ano. “Tendo visto os efeitos devastadores do ebola em comunidades e até mesmo em países inteiros, eu estou muito encorajado pela notícia que damos hoje”, disse Børge Brende, ministro do exterior da Noruega, que ajudou a financiar as pesquisas. Por conta da redução do número de casos de ebola no oeste africano e a natureza transitória da epidemia, com muitos pequenos surtos, os pesquisadores resolveram testar um novo tipo de desenho experimental. O usual seria pegar a população em risco de contrair a doença, vacinar metade e dar placebo (injeção sem princípio ativo) para a outra metade. No entanto, os pesquisadores usaram um design em “anel”, similar ao que ajudou a provar que vacina contra a varíola funciona, na década de 1970. Quando o ebola surgia em um povoado, pesquisadores vacinavam todos as pessoas próximas da pessoa doente, como parentes, amigos e vizinhos –se assim quisessem. Crianças, adolescentes e mulheres grávidas foram excluídos por conta da falta de dados de segurança. Para testar quão bem a vacina protegeu as pessoas, os grupos recebiam a dose aleatoriamente, imediatamente após a confirmação do caso de ebola ou após três semanas. Entre as 2.014 pessoas vacinadas imediatamente, não houve casos de ebola por dez dias após a vacinação –permitindo que a imunidade se desenvolvesse. O estudo foi financiado majoritariamente pela Organização Mundial da Saúde e reuniu cientistas de diversos países. Os resultados foram publicados nesta sexta pela renomada revista científica “The Lancet”. A vacina pertence à farmacêutica Merck. Os dados dos testes agora vão para agências regulatórias nacionais. Ainda não se sabe o custo exato por dose. É provável que a injeção seja aplicada apenas em pessoas em situação de risco, não na população toda. Os ensaios vão continuar, mas sem randomização, o que significa que na Guiné, onde houve 3.781 casos e 2.521 mortes, todas as pessoas que têm contato com alguém infectado (e os contatos delas) poderão receber a vacina, se quiserem. Um trabalho feito no Gabão estabeleceu que a vacina é segura para crianças e adolescentes e a ela também será oferecida para esse público. A vacina, chamada “rVSV-ZEBOV”, foi originalmente desenvolvida pela Agência de Saúde Pública do Canadá, antes de ser vendida para a Merck, antes dos testes. Foi usado como base um vírus que causa uma doença chamada estomatite vesicular. Esse vírus possui uma proteína “copiada” de uma linhagem do ebola conhecida como Zaire. O vírus produz no organismo uma resposta rápida rápida e passageira, provocando a produção de anticorpos, que aumentam a imunidade do organismo. A eficácia da injeção (dose única) é estimada entre 75% e 100%. Até então não há vacinas aprovadas por agências regulatórias. fonte: megaarquivo.com/2015/08/01/11-642-vacina-contra-ebola-tem-exito-em-teste-e-pode-acabar-com-surto/

domingo, 31 de agosto de 2014

O PESSIMISMO PODE IMPEDIR A EFICÁCIA DE REMÉDIOS

Pesquisadores descobriram que se o paciente acreditar que o remédio não vai funcionar, a profecia pode se realizar. Os benefícios dos analgésicos podem ser potencializados ou completamente neutralizados dependendo da expectativa do paciente. O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, também identifica quais áreas do cérebro são afetadas pelo pensamento positivo ou negativo. Durante o estudo, os especialistas aplicaram calor nas pernas de 22 pacientes, que depois descreveram o nível de dor em uma escalas de 1 a 100. Eles estavam presos a um suporte intravenoso para que os médicos pudessem aplicar remédios secretamente. A média inicial do nível de dor foi registrada como 66. Depois os médicos aplicaram um analgésico potente, remifentanil, sem que os pacientes soubessem, e o nível de dor baixou para 55. Quando os pacientes souberam que estavam sob efeito do remifentanil, a média baixou mais ainda para 39. Depois, sem que a dose fosse modificada, os médicos disseram que o analgésico havia sido suspenso e que eles deveriam esperar dor, e então a média subiu para 64. Então, mesmo que os pacientes ainda estivessem recebendo o remifentanil, disseram sentir o mesmo nível de dor de quando estavam sem analgésico nenhum. Irene Tracey, da Universidade de Oxford, disse à BBC: "É fenomenal. É um dos melhores analgésicos que temos e a influência do cérebro pode aumentar vastamente seu efeito ou neutralizá-lo completamente". O estudo foi conduzido com pessoas saudáveis, sujeitas a dor por um período curto. Pessoas com doenças crônicas que já tentaram outros remédios por anos podem ter uma experiência muito mais negativa. Analisando as imagens dos cérebros dos pacientes, os cientistas descobriram que a expectativa do tratamento positivo foi associada com atividades nas áreas cingulo-frontal e subcortical do cérebro, enquanto as expectativas negativas levaram a uma atividade maior no hipocampo e no córtex frontal medial. Os pesquisadores também dizem que esse estudo pode acabar com os experimentos médicos aleatórios que avaliam a eficácia de novos remédios, já que eles não levam em conta a expectativa dos pacientes. "É mais uma evidência de que nós só conseguimos o que esperamos da vida", diz George Lewith, da Universidade de Southampton. FONTE:http://saude.hsw.uol.com.br/pessimismo-remedios.htm

sábado, 9 de agosto de 2014

ARGILAS RARAS ENCONTRADAS NOS EUA CONSEGUEM COMBATER DE MODO EFICAZ SUPERBACTÉRIAS

A OMS (Organização Mundial de Saúde), tem chamado a resistência aos antibióticos de “ameaça global de segurança de saúde”. Só nos Estados Unidos, mais de 2 milhões de pessoas foram infectadas com bactérias resistentes a múltiplas drogas. São as chamadas ‘superbactérias’. Um estudo recente, conduzido por Lynda Williams, da Universidade Estadual do Arizona, sugere que os minerais encontrados em depósitos de argila podem ser uma boa fonte de antibióticos combatentes das superbactérias. Os resultados foram publicados na revista Environmental Geochemistry and Health “Como cepas bacterianas resistentes aos antibióticos surgem e representam um aumento dos riscos de saúde, novos agentes antibacterianos são urgentemente necessários”, explicou Williams, em um comunicado à imprensa. Uma técnica milenar – e popular -, consistia em aplicar argila em feridas, antes de qualquer conhecimento de patógenos ou antibióticos existir. Williams publicou um artigo em 2012 que explorou o potencial antibiótico de duas argilas verdes francesas, ricos em ferro de esmectita, quando em contato com úlceras de Buruli. As infecções são causadas pela Mycobacterium ulcerans, provocando uma lesão necrótica que pode levar à incapacidade ou morte se não for tratada. Embora a argila tenha sido eficaz em matar as bactérias, ao término do efeito, era difícil achar combatentes semelhantes. Esta pesquisa recente explorou a eficácia do antibiótico proveniente do barro de um depósito, localizado em Oregon, nos EUA. As argilas do local provavelmente foram formadas há 20 ou 30 bilhões de anos e incorporaram depósitos de cinzas vulcânicas. Haviam quatro tipos de argilas amostradas a partir desta região: duas azul, uma branca e uma vermelha. As duas amostras de argila azul eliminaram superbactérias completamente. A S. aureus (MRSA) era totalmente resistente a meticilina, além de outros antibióticos. A E. coli testada também era resistente e considerada uma superbactéria. A argila branca foi eficaz não só contra a E. coli como também contra a S. epidermidis, mas a argila vermelha não demonstrou nenhuma ação antibiótica com relevância. “Até o momento, as argilas antibacterianas mais eficazes são aquelas do depósito de Oregon”, afirmou Williams. Williams e sua equipe foram capazes de aprender mais sobre o mecanismo que combate essas bactérias infecciosas, tendo como base a sua pesquisa anterior com os depósitos franceses. Nossa pele, tipicamente, tem um pH abaixo de 5,0, tornando-a ligeiramente ácida. Isso contribui para manter as bactérias ativas. No entanto, feridas crônicas são geralmente mais alcalinas. “Argilas antibacterianas podem amortecer feridas a um pH baixo”, explicou Williams. “As argilas podem mudar o ambiente da ferida para uma faixa de pH que favorece a cura, ao matar as bactérias invasoras”. Além disso, os minerais da argila captam o ferro rapidamente, o que acaba sendo forte demais para as proteínas de armazenamento no interior das bactérias. Como o ferro oxida, ele cria moléculas que danificam a célula, matando a bactéria. Hoje, muitos tratamentos disponíveis danificam o organismo com efeitos colaterais desagradáveis. Compreender o funcionamento desse novo método de tratamento é importante para ajudar a tratar infecções bacterianas que são resistentes às drogas tradicionais, proporcionando uma nova saída e possibilidades maiores de cura. FONTE:Jornal Ciência

segunda-feira, 12 de maio de 2014

ARMAS BIOLÓGICAS: AS MAIS EFICAZES E TEMIDAS

Desde o começo da existência do homem ele vem desenvolvendo novas armas, sempre tentando aprimorá-las. O homem criava armas na antiguidade para se defender dos animais, mas nos dias de hoje elas são criadas por ele para se defender dele mesmo. Existem as armas biológicas, armas químicas, armas nucleares, armas de fogo, todas foram criadas pelo ser humano e são altamente perigosas, em mãos erradas pode causar uma catástrofe. O QUE SÃO ARMAS BIOLÓGICAS? Este é uma arma que é a responsável em espalhar vírus, bactérias, fungos e toxinas, que são capazes de infectar um grande número de pessoas ao mesmo tempo. Nos registros históricos podemos ver que desde o século 14 há alguns registros de manipulação desses agentes infecciosos, na intenção de contaminar os seus inimigos, mas na época os métodos usados não eram muito eficazes, pois eles usavam corpos, cadáveres contaminados para contaminar os inimigos, colocando-os nos reservatórios de água ou eles contaminavam as pontas das flechas para poderem atingir seus inimigos. Ainda hoje, em pequenos atos terroristas, podemos encontrar essas correspondências infecciosas. Essas substâncias infecciosas podem ser fabricadas em laboratórios ou podem ser usadas as que já existem, transformando-as em perigosas armas, misturando diversas doenças. São usadas doenças mortais, que não possuem cura, na fabricação dessas armas para que o indivíduo não tenha qualquer chance de sobrevivência. Fazer uma arma química eficaz se torna um ato quase impossível sem a pessoa ter um preparo científico-militar, por isso o ataque com esse tipo de arma só pode ser provocado em grandes guerras ou em um ataque terrorista, em que eles são treinados por governos que possuem esse tipo de tecnologia. Felizmente até hoje não foi registrado qualquer desastre desse tipo, pois quem souber fazer uma bomba dessa e souber manipulá-la pode causar uma grande catástrofe, um grande ataque em massa. Outro fator importante é que depois dessa arma biológica ter sido lançada e infectada que seja uma pessoa, dependendo do agente de que ele foi feita essa arma, ela pode transmitir para outros indivíduos causando uma enorme epidemia, aumentando ainda mais seu grau devastador. As armas biológicas são muito temidas, mais até que as armas químicas, que usam substâncias químicas. As duas possuem algumas características em comum como: destruição em massa, podem ser espalhadas sem uma explosão e não danificam infra estrutura física. Comparando, 100 quilos de arma biológica poderia matar 3 milhões de pessoas, já uma tonelada de gás de arma química poderia matar 8 mil pessoas. CONVENÇÃO SOBRE AS ARMAS BIOLÓGICAS Para evitar que essa arma não seja utilizada com propósitos militares, cerca de 140 países se juntaram e assinaram um acordo, no ano de 1972, em uma convenção internacional que proibia fabricação dessas armas. O problema é que este acordo que foi assinado pelos países apenas era uma espécie de carta de intenção, então não há qualquer penalidade para quem o infringir. Mas nesta convenção está falando que os países não podem fabricar armas biológicas, mas não está falando nada que eles não podem usá-las. Mesmo com esse tratado alguns país fabricam essa arma escondido. AS DOENÇAS USADAS NA FABRICAÇÃO DE ARMAS BIOLÓGICAS Algumas Doenças Usadas Para a Fabricação De Armas Biológica São: - Varíola; - Ebola; - Peste Bubônica; - Antraz; - Febre Tifóide; - Toxina t-2; - Toxina Botulínica. OS TIPOS MAIS CONHECIDOS DE ARMAS BIOLÓGICAS: - Bacillus anthracis: Ela causa uma doença que é denominada carbúnculo. - Clostridium botulinum: As substâncias dessa arma podem ser encontradas na água e nos alimentos. - Orthopoxvirus: Carrega o vírus da varíola. - Ebola: Febre infecciosa hemorrágica. GUERRA BIOLÓGICA Antigamente, na Idade Média, eram usados esses microrganismos vivos para poder contaminar e deixar incapazes os seus adversários. Eram colocados corpos em decomposição contaminados dentro dos tanques de água para que infectasse toda aquela população ou eles arremessavam cadáveres contaminados com algum tipo de doença como varíola e peste bubônica para infectar a população inimiga. Eles usavam catapultas para arremessar os corpos dentro das muralhas e fortalezas. O único uso dessa arma que foi documentado foi o ataque do Japão contra a China. Isso aconteceu entre os anos de 1930 e 1940, em que o exército imperial japonês possuía uma base de pesquisa secreta que fabricava armas biológicas que era denominado como Unidade 731. Com isso, eles a usaram no ataque contra os chineses. Neste desastre foram constatadas mais de dez mil mortes, pelo menos onze cidades da China foram infectadas, tendo sua água e seus alimentos contaminados, mas alguns japoneses também morreram com essas doenças. ATAQUE O ataque aéreo pode ser um dos jeitos mais eficientes de se fazer um ataque com arma biológica. A substância infecciosa deve ser pulverizada aereamente por um spray, infectando todos que estejam no local contaminado. Os inimigos podem também infectar animas como vacas que servem de alimentos para o ser humano com a alimentação. Os ataque podem ocorrer pela água, ar e alimentos. ARMA BIOLÓGICA Para que essas doenças possam se tornar uma arma é necessário que elas passem por laboratórios e sejam modificadas para que possam suportar altas ou baixas temperaturas, a falta de água e permaneçam vivas para poder infectar. CONSEGUÊNCIAS AMBIENTAIS Com o uso dessa arma, dependendo de onde ela for colocada, pode não matar apenas seres humanos, mas também animas, além de que aquele local ficou contaminado deixando impossibilitada a presença do homem. Em uma ilha da Escócia que foi local para experiências dessa arma durante a Segunda Guerra mundial foram necessários quatro anos para a total desinfecção do local. A CURA PARA ARMAS BIOLÓGICAS Se a pessoa for infectada pela respiração, não existe um remédio para cura e nada pode salvar essa pessoa. Mesmo assim é muito importante medicar as pessoas com antibióticos para poder inibir as bactérias que ainda estão nos estágios iniciais da contaminação. Existe uma vacina contra a antraz, mas ela precisa ser aplicada antes da contaminação e custa muito caro, além de poder ter efeitos colaterais muito fortes. FONTE: CULTURAMIX

sexta-feira, 18 de abril de 2014

PÍLULA DO DIA SEGUINTE: INDICAÇÕES E CONSEGUÊNCIAS

Os métodos contraceptivos clássicos, como pílulas anticoncepcionais, DIU, diafragma e a camisinha, são habitualmente usados antes e/ou durante as relações sexuais. Porém, por motivos diversos, todos os dias milhares de mulheres acabam tendo relações sexuais sem a devida proteção de um método de controle de natalidade, passando a estar sob elevado risco de desenvolver uma gravidez. Nestes casos, ainda há uma alternativa: a contracepção de emergência. A contracepção de emergência, mais conhecida sob a forma da pílula do dia seguinte, é um método contraceptivo que pode ser usado após a relação sexual, sendo capaz de inibir uma gravidez quando a mulher imagina ter tido relações sem as devidas precações anticoncepcionais. É importante frisar que a contracepção de emergência é um método de controle de natalidade para ser usado ocasionalmente, em situações de emergência. De forma alguma a pílula do dia seguinte deve ser usada habitualmente, como substituta dos métodos tradicionais de controle de natalidade. O QUE SÃO MÉTODOS CONTRACEPTIVOS DE EMERGÊNCIA? A contracepção de emergência, também chamada de contracepção pós-coito, é uma medida de controle de natalidade que pode ser usada depois da relação sexual ter sido realizada. A contracepção de emergência deve ser usada pelas mulheres que não desejam engravidar, mas tiveram relações sexuais sem a devida proteção de um método contraceptivo. Existem duas formas de contracepção de emergência: - Pílulas anticoncepcionais de emergência, mais conhecidas como pílula do dia seguinte. - Dispositivos intrauterinos, conhecidos como DIU. O DIU é um método contraceptivo que é efetivo mesmo se implantado depois da relação sexual já ter ocorrido. Neste texto vamos dar mais ênfase à pílula do dia seguinte. Falaremos especificamente do DIU em um texto à parte. LIMITE DE TEMPO PARA TOMAR A PÍLULA: Após uma relação sexual desprotegida, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rápido possível, de preferência dentro das primeiras 72 horas (3 dias). Porém, apesar do clássica recomendação de 72 horas, até o limite de 120 horas (5 dias) a contracepção de emergência pode ainda ser eficaz. É importante notar, entretanto, que a cada dia que passa a eficácia contraceptiva do esquema se reduz, principalmente após as primeiras 72 horas. Nos EUA, Portugal e outros países da Europa (mas não no Brasil) já é comercializado o acetato de ulipristal (ellaone®), uma pílula do dia seguinte que mantém elevada eficácia até 120 horas. Como a pílula do dia seguinte é mais efetiva nas primeiras horas, recomenda-se que todas as mulheres com vida sexual ativa, que não planejam ter filhos no momento, tenham pelo menos 1 caixa do medicamento em casa para que o mesmo possa ser usado rapidamente em caso de emergência. INDICAÇÕES: 1. Se você teve relação sexual vaginal sem a proteção de nenhum método anticoncepcional (camisinha, DIU, pílula, implante, diafragma…) nas últimas 120 horas. 2. Se você nas últimas 120 horas teve relações sexuais e usou um método anticoncepcional de forma incorreta ou se o mesmo sabidamente apresentou falhas. Isto inclui as seguintes situações: - Camisinha que estourou, que foi usada de modo incorreto ou que saiu do pênis durante o ato sexual. - Mulher que normalmente toma pílulas anticoncepcionais contendo estrogênio e progesterona e se esqueceu de tomar a pílula por dois dias seguidos. - Mulher que normalmente toma pílulas anticoncepcionais contendo apenas progesterona (chamada de minipílula) e atrasou sua tomada em mais de três horas. - Mulher que normalmente usa injeções de acetato de medroxiprogesterona (também chamado de Depo-Provera®) e atrasou sua injeção mais do que duas semanas. - Mulher que normalmente usa adesivos anticoncepcionais e os retirou antes ou depois do tempo programado. - Diafragma ou preservativo feminino que se rompeu ou saiu do lugar. - DIU que saiu acidentalmente. A.T.E.N.Ç.Ã.O: a pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência e assim deve ser encarada. Devemos ter todo o cuidado para não banalizar o uso da pílula do dia seguinte, não só porque ela não é tão efetiva quanto os métodos de controle de natalidade tradicionais, como também porque a dose de hormônios contida na mesma é mais elevada do que nos anticoncepcionais comuns, podendo causar efeitos colaterais graves se usada repetidamente. Se você repetidamente se encontra em uma das situações acima, que indicam o uso da pílula do dia seguinte, é porque está fazendo tudo errado. Procure seu ginecologista para receber orientações sobre controle de natalidade. COMO AGE: No Brasil, a pílula do dia seguinte mais usada é composta por levonorgestrel 0,75 mg (marcas mais comuns: Postinor-2®, Pilem®, Pozato®, Diad®, Minipil2-Post® e Poslov®). Como já referido, a pílula de ulipristal ainda não está a venda no Brasil. O levonorgestrel é uma progesterona sintética, que atua como método contraceptivo de emergência por três mecanismos: - Inibe a ovulação. - Impede a fertilização do óvulo pelo espermatozoide. - Impede que óvulo fecundado se aloje no útero. Dentre os 3 mecanismos acima, a inibição da ovulação é o mais importante, daí a necessidade de tomar a pílula o mais rápido possível. Basicamente o que a pílula do dia seguinte faz é alterar o ciclo menstrual, antecipando o momento da menstruação. A maioria das mulheres menstrua cerca de 1 semana após o uso da pílula. A PÍLULA DO DIA SEGUINTE PROVOCA ABORTO? Não! Tecnicamente, uma medicação abortiva é aquela que age após o óvulo fecundado já ter sido implantado no útero. O aborto é a perda de um embrião que estava se desenvolvendo em um útero. Como foi explicado, a ação do levonorgestrel é anterior à implantação do óvulo fecundado ao útero, não sendo, portanto, uma droga que provoca aborto. Se o levonorgestrel for tomado após o óvulo já ter sido implantado ao útero, ele não terá efeito algum sobre a evolução da gravidez. Ele não provoca aborto e não há estudos que indiquem perigo de malformação fetal se o medicamento for acidentalmente usado em mulheres já grávidas. Por outro lado, o ulipristal pode ter efeitos nocivos para o feto e não deve ser tomado se a mulher suspeita já estar grávida. EFICÁCIA: Se tomado corretamente e dentro do prazo de 5 dias, o ulipristal apresenta eficácia de 98,5%. Já o levonorgestrel, se tomado corretamente e dentro do prazo de 72 horas, tem eficácia de 97%. Em mulheres obesas, com IMC maior que 30, damos preferência ao uso do DIU como método contraceptivo de emergência, pois neste grupo a pílula do dia seguinte possui eficácia bem menor, apresentando 4 vezes mais riscos de falhas quando comparado a mulheres de massa corporal normal (IMC entre 18 e 25) – Leia: OBESIDADE | Síndrome metabólica. Se a menstruação não tiver vindo 3 a 4 semanas após o uso da pílula do dia seguinte, a paciente deve fazer um teste de gravidez (leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA). É importante salientar que o efeito da pílula é garantido apenas para aquela relação sexual que motivou o seu uso. Se a mulher voltar a ter relações desprotegidas após ter tomado a pílula, não há como garantir seu efeito anticoncepcional. COMO TOMAR A PÍLULA: O levonorgestrel é habitualmente vendido em uma caixa com 2 comprimidos de 0,75 mg, que podem ser tomados juntos de uma só vez ou separados por 12 horas de intervalo. Já há no mercado a caixa com 1 comprimido de 1,5mg, o que facilita a toma única do medicamento. O ulipristal é vendido em caixa com 1 comprimido de 30mg que deve ser usado também em dose única. Se você tomou a pílula do dia seguinte e teve nova relação sexual desprotegida após 120 horas, é possível tomar uma segunda dose (exceto o ulipristal, que não deve usado mais de uma vez por ciclo). É preciso notar, porém, que este tipo de contracepção de emergência é feito com doses não fisiológicas de hormônios, que não devem ser administradas seguidamente, devido ao risco de efeitos colaterais. Se você se encontra na situação de precisar da pílula do dia seguinte com alguma frequência, é porque está sendo muito irresponsável. Acidentes pontuais, como a camisinha estourar, podem acontecer com todo mundo, e justificam o uso da PDS. Agora, nada justifica a mulher frequentemente precisar fazer uso da pílula do dia seguinte.. Nas mulheres que já usam anticoncepcional regularmente, mas precisaram da pílula do dia seguinte por terem esquecido de tomá-lo corretamente, a pílula convencional pode ser reiniciada no dia seguinte. Ter tomado a PDS não impede que a mulher volte a tomar o resto da cartela da sua pílula habitual. Mas atenção, é preciso esperar a próxima menstruação para poder confiar novamente no efeito contraceptivo dela. Até lá, deve-se usar camisinha ou qualquer outro método de barreira junto com o anticoncepcional. EFEITOS COLATERAIS: A pílula do dia seguinte é um medicamento extremamente seguro, se tomada de forma correta. Não há relatos de efeitos colaterais graves. Náuseas e vômitos são os efeitos adversos mais comuns. Uma desregulação da menstruação é comum no primeiro mês após o tratamento. Outros efeitos secundários possíveis, mas pouco frequentes, incluem tonturas, fadiga, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, e dor abdominal. Se houver quadro de vômitos nas primeiras duas horas após a pílula ter sido tomada, sugerimos a repetição do esquema. FONTE:http://www.mdsaude.com/2012/08/pilula-dia-seguinte.html#ixzz2zHSPGrdB

domingo, 9 de fevereiro de 2014

SISTEMA DE MÍSSEIS S-500: UMA ARMA EFICAZ CONTRA MÍSSEIS DE CRUZEIRO

O novo sistema de mísseis antiaéreos S-500 será uma resposta eficaz à aproximação da defesa antimíssil norte-americana das fronteiras da Rússia. As tropas de Defesa Aeroespacial (DAE) esperam receber pelo menos cinco sistemas S-500 no âmbito do programa estatal de armamentos até 2020. Pelas suas capacidades de combate esse sistema antiaéreo será significativamente superior ao atual sistema S-400 Triumf e ao seu análogo estadunidense THAAD. Segundo informações disponíveis ao público, o alcance de detecção de alvos do S-500 será superior em 200 quilômetros ao do S-400, ou seja, cerca de 800 quilômetros. Segundo informou o comandante da Força Aérea da Rússia Viktor Bondarev, ela será capaz de cumprir missões de intercepção de mísseis táticos e de mísseis de médio alcance, assim como de alvos orbitais. Os peritos avançam diversas suposições acerca das futuras características desse sistema superpoderoso e misterioso, mas todos são unânimes em considerar que o S-500 irá aumentar bruscamente o poder da defesa aeroespacial russa. O novo sistema poderá cumprir missões tanto da defesa antimíssil, como da defesa antiaérea, reunindo num mesmo sistema ambas as soluções, refere o editor principal da revista Vozdushno-Kosmicheskaia Oborona (Defesa Aeroespacial) Mikhail Khodarenok: "Esse sistema permitirá eliminar mísseis balísticos de médio alcance e ogivas de mísseis balísticos intercontinentais, na sua trajetória final, com uma eficácia bastante elevada. Quanto ao equipamento do exército russo com esses mísseis, o prazo mais otimista parece ser por enquanto o ano de 2017. Será o S-500 capaz de eliminar mísseis do sistema antimíssil dos EUA e os seus elementos instalados no continente europeu? Isso seria uma tarefa bastante difícil até para o S-500, porque o míssil teria de alcançar o antimíssil do potencial adversário. Tanto um como outro voam com velocidades próximas do limite." Assim, para alcançar o míssil interceptor, o sistema teria de ficar instalado na proximidade imediata das rampas de lançamento da defesa antimíssil. Nos últimos tempos a comunidade de peritos tem debatido bastante os trabalhos de desenvolvimento de novos tipos de armas numa série de países – as armas hipersônicas e cinéticas. Sabemos que os norte-americanos estão desenvolvendo determinadas pesquisas nessa direção. Muitos peritos pensam que o programa militar para a criação de novos tipos de armas espaciais está a decorrer nos Estados Unidos a velocidade de cruzeiro. Nesse contexto é importante saber se o sistema S-500 será capaz de combater os novos tipos de armas. Será, e com bastante eficácia, afirma Mikhail Khodarenok: "O S-500 Triumfator-M poderá, além do mais, atingir mísseis de cruzeiro hipersônicos com velocidades de 5.500 quilômetros por hora, ou superiores. Essa tarefa não estava ao alcance das gerações anteriores de sistemas antiaéreos e este sistema será o primeiro a cumpri-la. Para isso ela tem de estar equipada com um radar extremamente potente e com um sistema informático muito avançado." Entretanto, é de extrema importância que os desenvolvedores do sistema excluam ao máximo a intervenção humana em todas as fases de detecção, preparação do lançamento e no processo de pontaria. Isso pressupõe o mais alto grau de automatização deste sistema. Hoje as tropas da DAE russa estão equipadas com mísseis antiaéreos de médio alcance S-300PM, com mísseis antiaéreos de grande e médio alcance S-400 Triumf, assim como sistemas combinados de artilharia e mísseis de combate de proximidade Pantsir-S. Os novíssimos S-500, que já representam os sistemas de quinta geração, permitirão à Rússia dar uma resposta eficaz às ameaças aeroespaciais do seu provável adversário. Segundo os peritos, será precisamente o sistema S-500 a desempenhar um papel de extrema importância na proteção das forças estratégicas nucleares do país contra um ataque inesperado de mísseis balísticos e de cruzeiro inimigos. As tropas da DAE depositam grandes esperanças nesses mísseis antiaéreos perspectivos. Segundo tinha anteriormente declarado o gabinete de projetos Almaz-Antey, a empresa que desenvolveu esse sistema, o S-500 começará a ser entregue ao exército russo em 2017—2018. FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/