Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

Mostrando postagens com marcador MITO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MITO. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de junho de 2017

CIENTIFICAMENTE, FANTASMAS PODEM SER REAIS

Se você acredita em fantasmas, certamente não está sozinho. Eles estão entre os fenômenos paranormais mais bem aceitos, e existem em culturas de todo o mundo.A ideia de que os mortos permanecem conosco em espírito é antiga, aparecendo em inúmeras histórias, da Bíblia a Shakespeare. Ela faz parte de uma teia maior de crenças paranormais, incluindo a experiência de quase-morte, a vida após a morte e a comunicação espiritual. Talvez seja uma ideia tão amplamente difundida porque oferece conforto às pessoas: quem não quer acreditar que nossos amados falecidos estão olhando para nós, ou conosco em nossos momentos de necessidade?

O início da busca

A busca por fantasmas é antiga. Clubes dedicados à procura de evidências fantasmagóricas formaram-se em universidades de prestígio, incluindo Cambridge e Oxford, centenas de anos atrás. Em 1882, a organização mais proeminente, a Society for Psychical Research, foi criada. Uma mulher chamada Eleanor Sidgwick se tornou uma investigadora (e mais tarde presidente) desse grupo, e pode ser considerada a “ghostbuster” original. Nos Estados Unidos, no final dos anos 1800, muitos médiuns psíquicos alegaram falar com os mortos – mas foram posteriormente expostos como fraudes por céticos como Harry Houdini.Uma dificuldade em avaliar cientificamente fantasmas é que uma surpreendentemente ampla variedade de fenômenos é atribuída a eles, de uma porta fechando-se por conta própria a chaves perdidas a uma área fria em um corredor a uma visão de um parente morto. Quando os sociólogos Dennis e Michele Waskul entrevistaram pessoas que supostamente “viram” fantasmas para seu livro de 2016 “Ghostly Encounters: The Hauntings of Everyday Life” (Temple University Press), eles descobriram que “muitos participantes não tinham certeza de terem encontrado um fantasma e permaneceram inseguros de que tais fenômenos fossem até mesmo possíveis, simplesmente porque não viram algo que se aproximasse da imagem convencional de um ‘fantasma’. Em vez disso, muitos dos nossos entrevistados estavam simplesmente convencidos de que haviam experimentado algo estranho – algo inexplicável, extraordinário, misterioso”.

A falta de definição

Experiência pessoal é uma coisa, evidência científica é outra. Parte da dificuldade em investigar fantasmas é que não há uma definição universalmente estabelecida do que é um fantasma.Alguns acreditam que são os espíritos dos mortos que, por qualquer motivo, se “perderam” no caminho para o Outro Lado; outros afirmam que os fantasmas são, em vez disso, entidades telepáticas projetadas para o mundo por nossas mentes. Ainda outros criam suas próprias categorias especiais para diferentes tipos de fantasmas, como poltergeists, assombrações, espíritos inteligentes etc. Isso é como especular sobre diferentes raças de fadas ou dragões: há tantos tipos de fantasmas quantos você quer que existam. Existem muitas contradições inerentes às ideias sobre fantasmas. Por exemplo, eles são materiais ou não? Eles podem mover-se através de objetos sólidos sem perturbá-los, ou eles podem fechar portas e jogar objetos através da sala? De acordo com a lógica e as leis da física, é uma coisa ou outra. Também, se os fantasmas são almas humanas, por que aparecem vestidos e com objetos inanimados (presumivelmente sem alma) como chapéus e bastões – para não mencionar os muitos relatos de trens, carros e carruagens fantasmas?

Não é ciência

Caçadores de fantasmas usam muitos métodos criativos (e duvidosos) para detectar presenças dos espíritos, muitas vezes incluindo psíquicos. Praticamente todos os caçadores de fantasmas dizem ser científicos e a maioria dá essa aparência porque usa equipamentos de alta tecnologia como contadores Geiger, detectores de campos eletromagnéticos (EMF), detectores de íons, câmeras infravermelhas e microfones sensíveis. No entanto, cientificamente, não está provado que nenhum destes equipamentos pode realmente detectar fantasmas. Durante séculos, as pessoas acreditavam que as chamas se tornavam azuis na presença de fantasmas. Hoje, poucas pessoas aceitam esse “fato”, de forma que é provável que muitos dos sinais tomados como evidência pelos caçadores de fantasmas de hoje sejam vistos como igualmente errados séculos depois. Outros pesquisadores afirmam que a razão pela qual a existência de fantasmas não foi provada é que simplesmente não temos a tecnologia certa para detectar o mundo espiritual. Isso não parece ser correto: se os fantasmas existem e aparecem em nosso mundo físico, devem poder ser detectados nesse mesmo mundo. Se os fantasmas existem, mas não podem ser cientificamente detectados ou gravados, então todas as fotos, vídeos, áudios e outras gravações alegadas como evidência de fantasmas não podem ser fantasmas. Com tantas teorias contraditórias básicas – e tão pouca ciência envolvida -, não é surpreendente que, apesar dos esforços de milhares de caçadores de fantasmas durante décadas, não tenha sido encontrada uma única boa evidência de fantasmas. Muitas pessoas acreditam em fantasmas por causa de alguma experiência pessoal, seja porque cresceram em uma casa onde a existência de espíritos (amigáveis) era considerada normal, seja porque tiveram alguma experiência estranha que não puderam explicar. No entanto, também existem muitas pessoas que acreditam que a existência de fantasmas pode ser confirmada pela física moderna. É amplamente alegado que Albert Einstein sugeriu uma base científica para a realidade dos fantasmas, ligada à Primeira Lei da Termodinâmica: se a energia não pode ser criada ou destruída, pode apenas mudar de forma, o que acontece com a energia do nosso corpo quando morremos? Parece uma suposição razoável, mas a resposta é mais simples que “viramos fantasmas”. Depois que uma pessoa morre, a energia de seu corpo vai para onde a energia de todos os organismos vai após a morte: para o ambiente. Ela é liberada sob a forma de calor, e transferida para os animais que nos comem (animais selvagens se nossos corpos não são sepultados, ou vermes e bactérias se formos enterrados) e as plantas que nos absorvem. Enquanto os caçadores de fantasmas amadores gostam de se imaginar na vanguarda da pesquisa sobre fantasmas, eles estão realmente envolvidos no que os folcloristas chamam de ostensão, uma forma de representação em que as pessoas “encarnam” uma lenda. Se os fantasmas forem reais, então sua existência será descoberta e verificada pelos cientistas por meio de experimentos controlados. Mas, em última análise, a caça aos fantasmas não é sobre evidências científicas (se fosse, a busca teria sido abandonada há muito tempo). Em vez disso, trata-se de se divertir com os amigos, contar histórias e procurar o desconhecido. fonte: livescience.com/26697-are-ghosts-real.html

sábado, 20 de maio de 2017

IDEIA DE OBESO ' EM FORMA' É MITO, DIZ PESQUISA

A expressão "gordo, mas em boa forma" se refere a quem está obeso, mas apresenta todos os outros índices metabólicos, como pressão arterial e nível de açúcar, dentro dos limites recomendados. Mas a ideia de que estar acima do peso ideal não é necessariamente prejudicial e que uma pessoa obesa pode ter uma boa saúde é um mito, dizem especialistas britânicos. Os cientistas apresentaram um estudo - ainda não publicado - no Congresso Europeu de Obesidade, em Portugal. Foram analisados os registros médicos de 3,5 milhões de pessoas no Reino Unido. Eles afirmam que pessoas obesas que não tenham a princípio sinais de males cardíacos, diabetes ou colesterol alto não estão a salvo de desenvolver problemas de saúde ao envelhecerem, algo que contradiz certas pesquisas anteriores.

Alerta

No estudo, cientistas da Universidade de Birmingham reuniram dados coletados entre 1995 e 2015 para colocar o conceito à prova, checando casos de pacientes obesos (com índice de massa corporal de 30 ou superior) que não apresentavam sinais de doenças no coração, pressão alta, níveis de colesterol alterados ou diabetes. Eles chegaram à conclusão que obesos "metabolicamente saudáveis" têm um risco maior de ter problemas cardíacos, infartos e derrames do que pessoas com peso dentro dos parâmetros normais. Mike Knapton, da Fundação Britânica do Coração, diz não ser "sempre que uma pesquisa com essa magnitude esclarece um mito antigo". "Esses resultados devem ser levados muito a sério, e os profissionais de saúde precisam prestar atenção." No entanto, como o estudo ainda não foi publicado, não foi checado por outros acadêmicos para garantir a precisão de seus resultados. A Fundação Britânica do Coração recomenda que as pessoas não fumem, mantenham uma dieta equilibrada, se exercitem regularmente e não exagerem no consumo de álcool para se manterem saudáveis. "Não se trata de colocar a culpa nas pessoas. É um alerta para que gestores, políticos, fabricantes e o governo garantam que sejam feitas as melhores escolhas para a saúde das pessoas", diz Knapton.

Ponto fraco

Rishi Caleyachetty, da Universidade de Birmingham, diz que "a prioridades dos profissionais de saúde deveria ser incentivar e viabilizar a perda de peso em pessoas obesas, independentemente de haver ou não problemas metabólicos". "A chamada obesidade metabolicamente saudável não é uma condição inofensiva." Mas outros estudos apontam ser possível estar gordo e ter uma genética adequada para permanecer saudável. Uma pesquisa publicada em 2012 no European Heart Journal aponta que obesos com outros parâmetros metabólicos dentro do esperado não têm um risco maior de ter problemas cardíacos ou câncer, por exemplo. Mas há especialistas que apontam que a forma como cientistas medem o nível de obesidade e de bom estado de saúde tornam esta uma área complexa de realizar estudos e fazem com que resultados científicos sejam invalidados. Tom Sanders, professor de Nutrição do King's College, em Londres, diz que o estudo de Birmingham tem um ponto fraco por usar parâmetros fixos para definir se uma pessoa tem pressão ou colesterol altos e, assim, determinar se está saudável. Ele argumenta esse método não é preciso. Outras pesquisas já sugeriram que nem sempre é o volume de gordura no corpo que importa, mas onde o excesso de gordura está localizado. Por exemplo, se estiver concentrado em torno da cintura pode ser pior do que se estiver distribuído pelo corpo. Em geral, especialistas concordam ser importante não se concentrar apenas no que se vê no espelho ou na balança - comer bem e fazer exercícios melhoram a saúde, independentemente do quanto a pessoa pese. FONTE: bbc.com/portuguese/geral-39946583

domingo, 11 de janeiro de 2015

O MITO DO HÍMEN

O público indonésio criticou a polícia de seu país após a instituição Human Rights Watch ter divulgado um relatório que mostrava que o órgão realiza “testes de virgindade” em candidatas do sexo feminino no seu processo de recrutamento. A revolta é compreensível e muitos apontaram a injustiça da prática, argumentando que é sexista, dolorosa e traumatizante. A população também aponta que a virgindade é irrelevante para a capacidade de um oficial fazer o seu dever. Porém, poucos questionaram o aspecto mais dúbio desta prática angustiante: a validade do teste em si.

Problema global

O teste de virgindade não é exclusivo para a Indonésia. Mulheres em vários países são obrigadas a suportá-lo por razões que muitas vezes nada têm a ver com seus interesses. Turquia, Egito, Marrocos e Iraque, para citar alguns, tiveram seu quinhão do controverso teste de virgindade. Em um caso turco do início de 1990, uma estudante cometeu suicídio depois de passar por um teste de virgindade instruído pelo diretor de sua escola. A forma como ele é feito pode variar de um lugar para outro. No caso da Polícia Nacional da Indonésia, é realizado o “teste de dois dedos”. Em alguns lugares do Iraque, o exame é visual. A mulher é considerada virgem quando não há nenhum sinal visível de “defeito” no seu hímen. Contudo, não importa o método, há dois aspectos frequentemente utilizados para determinar a virgindade de uma mulher: hímen intacto e abertura vaginal apertada – nenhum dos dois é uma base confiável para tal conclusão.

A lenda do hímen

O hímen é uma membrana no canal vaginal e ainda não há um consenso sobre a sua função. Muitos acreditam que ele simplesmente não tem utilidade alguma para o corpo da mulher. Se a função desta membrana é considerada um mistério, a forma do seu estado virgem é um dos maiores mitos médicos existentes. Muitos acreditam que um hímen virgem se assemelha ou a uma membrana em forma de balão que cobre o canal vaginal, ou um pedaço de carne em forma de anel com uma borda lisa. Alguns acreditam que qualquer perturbação resultará na ruptura do hímen. Por isso, não é incomum aconselhar mulheres a terem cuidado ao andar de bicicleta ou ao usar absorventes internos. Na realidade, ele mais parece – usando as palavras de um médico que frequentemente realiza reconstrução do hímen – as pétalas de uma flor. Tem entalhes, pregas e fendas, mesmo em seu estado virgem, sendo flexível e com diferentes densidades. Alguns hímens são finos e alguns são mais espessos do que outros. No caso de uma penetração, o hímen pode ser rompido. No entanto, em muitas vezes, ele se estende e é deixado intacto. É por isso que sexólogos, ginecologistas e clínicos gerais muitas vezes relutam quando devem opinar se uma mulher é virgem ou não com base na condição de seu hímen. Médicos na Holanda se resumem à seguinte resposta: “Não há indícios que sugerem que a mulher em questão não é mais virgem”.

Suposição equivocada

O segundo aspecto que é frequentemente checado é o aperto da vagina. Há uma crença generalizada de que uma mulher que é sexualmente intocada tem uma abertura vaginal apertada por causa do hímen intacto e que um homem pode discernir isto durante a relação sexual. Esta é uma suposição equivocada, já que o diâmetro da vagina não é consequência desta membrana, e sim resultado da contração do músculo do pavimento pélvico. Quanto mais ele for contraído, mais estreito o canal vaginal é. Ainda é importante ressaltar que quando uma mulher está se sentindo ansiosa, principalmente no sexo, ela tensiona automaticamente esta região do corpo. Muitos médicos atribuem a isso o fato de uma mulher virgem ser frequentemente considerada “estreita” por seu parceiro.

Mais fábula do que fato

Qualquer tipo de teste de virgindade que se baseia na observação do hímen ou do aperto da vagina não é conclusivo, na melhor das hipóteses, ou é completamente inválido. A crença de que é mais fácil discernir o estado virgem de uma mulher do que de um homem é mais uma fábula que um fato científico. Infelizmente, é uma fábula na qual ainda se acredita e que é usada para subjugar as mulheres. Ninguém deve ser obrigado a suportar tal questionamento, independentemente da confiabilidade do exame. E isso que não entramos no mérito de questionar a validade do conceito de virgindade e o que ele representa. Afinal, levar em conta apenas o estado da vagina exclui outros tipos de sexo, como o oral e o anal, muito provavelmente por serem considerados historicamente “degradantes” e “impuros”, especialmente para as mulheres. Não há conceito universal claro de virgindade, e as pessoas deveriam poder definir marcadores significativos de intimidade por si próprias. Mas isso é assunto para outro texto. FONTE: iflscience.com/health-and-medicine/women-suffer-myths-hymen-and-virginity-test

domingo, 25 de maio de 2014

TPM: MITO OU FRESCURA ?

Ok, vão dizer que essa pesquisa foi feita por homens, mas não (pasmem!). A pesquisa realizada exclusivamente por psicólogas e psiquiatras da Universidade de Toronto, no Canadá, analisaram 41 estudos sobre TPM (tensão pré-menstrual) e mais dezenas de outros artigos sobre o assunto. E pra variar não encontraram nenhuma prova concreta que relacione o mau humor feminino às mudanças hormonais que ocorrem dias antes da menstruação. No total, apenas 13,5% dos estudos apontavam a existência da TPM. Alguns dos estudos até encontraram uma relação entre o mau humor e o ciclo menstrual, mas não era culpa exclusiva dos dias anteriores à menstruação, sendo que em outra fase do ciclo também havia provocado efeitos negativos no humor da mulher. As pesquisadoras acreditam que a TPM seja apenas uma lenda. Alguém aí concorda com isso? fonte:vocesabia

terça-feira, 8 de abril de 2014

MITOS E VERDADES SOBRE ARRITMIA

1-O coração tem um ritmo adequado. VERDADE: o dos adultos pulsa, em média, entre 60 a 100 batimentos por minuto. "Indivíduos mais condicionados fisicamente, jovens e atletas, tendem a ter frequências mais lentas, chegando durante o sono a 30 batimentos sem denotar qualquer anormalidade", explica o médico Guilherme Fenelon, eletrofisiologista do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, acrescentando que o importante é que o coração acelere adequadamente quando necessário - por exemplo, em um treino de ginástica. Para entender melhor: o coração é formado por duas bombas com sistema elétrico próprio. Se a pessoa está adormecida, a necessidade de oxigênio na circulação é pequena, daí o ritmo mais devagar; durante uma atividade intensa, ao contrário, o tecido muscular requer mais oxigênio e a frequência sobe. 2-O sintoma mais comum da arritmia é a palpitação. VERDADE: as palpitações se manifestam como sensação de coração falhando, trancos ou batedeira no peito, explica o membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, Guilherme Fenelon. "Mas, na maioria das vezes, as palpitações não estão relacionadas a nenhuma arritmia, representando ansiedade." Outros sintomas são desmaio, falta de ar, cadência lenta ou irregular do coração, intervalo entre os batimentos, debilidade, tontura e dor de cabeça, sudorese e sensação de estar sem fôlego. Nos casos graves, há sinais como confusão psíquica, pressão baixa e angina (dor no peito). 3-Arritmia tanto pode ser benigna como indicar uma situação grave. VERDADE: a maioria é benigna, porém há algumas que podem originar desmaios e até morte súbita. "Em geral, são taquicardias (o coração bate muito rápido) que acometem corações doentes, com infartos prévios, insuficiência cardíaca ou outras moléstias que afetem o músculo do coração. Os desmaios também podem ocorrer quando o órgão bate muito lentamente por problemas no comando ou na condução do impulso elétrico que gera o batimento", explica o cardiologista Guilherme Fenelon. "São consideradas graves as arritmias que precedem a parada cardíaca, como fibrilação ventricular, ou as arritmias ventriculares sustentadas (que se mantêm por período superior a 30 segundos ou que levam a transtornos hemodinâmicos como hipotensão, desmaios ou síncopes). Quando aparecem em corações sem nenhuma alteração, dificilmente trarão problemas para estes pacientes, sendo consideradas benignas", completa a cardiologista Rica Buchler. 4-Alguns exames são indicados para diagnosticar a arritmia. VERDADE: os exames principais são o eletrocardiograma feito no consultório, o Holter de 24 horas (aparelho que grava os batimentos durante o dia todo) e o monitor de eventos, que possibilita acompanhar os pulsos por períodos prolongados. "Em alguns casos é possível lançar mão do estudo eletrofisiológico, que é um cateterismo cardíaco no qual se avalia a parte elétrica do coração. Muitas vezes, o tratamento é feito no mesmo procedimento por meio da ablação por cateter, que consiste na cauterização dos focos de taquicardia", explica o cardiologista Guilherme Fenelon. A médica Mariana Fuziy Nogueira de Marchi, do setor de cardiologia do Salomão Zoppi Diagnósticos, complementa dizendo que o ecocardiograma permite visualizar o sistema cardíaco, as válvulas e as demais estruturas, auxiliando no diagnóstico de doenças que podem levar a arritmias. 5-Há pessoas que têm tendência ao problema e, por isso, terão que conviver com ele, tomando medidas preventivas. VERDADE: algumas arritmias são crônicas e não têm cura, mas podem ser controladas com medicamentos e estilo de vida saudável. O eletrofisiologista Guilherme Fenelon, do Hospital 9 de Julho, recomenda controlar bem a pressão arterial, o diabetes (açúcar no sangue), o colesterol (gordura no sangue), a obesidade, não fumar e fazer atividades físicas regulares. Carla de Almeida, cardiologista especializada no tema, acrescenta que a maioria das arritmias precisa da uma alteração na anatomia do coração para ocorrer - o chamado "substrato da arritmia". "O substrato mais frequente é a cicatriz de um infarto do músculo cardíaco. Outras moléstias, como a doença de Chagas, também podem predispor ao problema. Além disso, existem os males genéticos e hereditários que, quando diagnosticados, requerem tratamento adequado. Cada caso deve ser particularizado para determinar a melhor conduta". 6-Prática de atividades físicas pode provocar o problema. MITO: a atividade física leve e moderada é benéfica para o coração e não provoca arritmias. Mas é sempre adequado fazer uma avaliação médica antes de iniciar um programa de exercícios, especialmente em se tratando de adultos, adverte Guilherme Fenelon. A cardiologista Rica Buchler sustenta que a prática por si só não causa nem provoca arritmias. "Estas ocorrem por cardiopatias pré-existentes não diagnosticadas ou não controladas adequadamente. Fica o alerta, porém: é preciso fazer avaliação física prévia antes de começar o exercício". 7-Prática de atividades físicas pode provocar o problema. MITO: a atividade física leve e moderada é benéfica para o coração e não provoca arritmias. Mas é sempre adequado fazer uma avaliação médica antes de iniciar um programa de exercícios, especialmente em se tratando de adultos, adverte Guilherme Fenelon. A cardiologista Rica Buchler sustenta que a prática por si só não causa nem provoca arritmias. "Estas ocorrem por cardiopatias pré-existentes não diagnosticadas ou não controladas adequadamente. Fica o alerta, porém: é preciso fazer avaliação física prévia antes de começar o exercício" 8-Café, chocolates e refrigerantes podem causar arritmia. VERDADE: o uso excessivo de bebidas e alimentos ricos em cafeína estimula em demasia o coração, podendo provocar algumas arritmias, diz o médico Guilherme Fenelon. "Para que isso ocorra, no entanto, a xantina (cafeína) deve estar em concentrações elevadas no sangue", pondera a médica assistente Mariana Fusiy Nogueira de Marchi, do Dante Pazzanese, concluindo que o uso moderado dificilmente causará problemas. 9-Pilotos, motoristas e operadores de máquinas pesadas precisam de cuidados especiais, pois são candidatos a sofrer com o problema. MITO: atividades profissionais de risco não estão associadas ao desenvolvimento de arritmia. "Entretanto, o tratamento das arritmias nesses grupos de pacientes precisa ser mais intenso, pois qualquer disfunção durante o exercício da profissão pode colocar em risco a própria vida e a de terceiros", defende o médico Guilherme Fenelon. A cardiologista Rica Buchler observa que os citados profissionais têm a mesma chance de apresentar arritmia que a população em geral. "Porém, como são atividades de risco, devem ser avaliados periodicamente. Se identificada a arritmia, precisam ser afastados e submetidos ao tratamento adequado para o quadro. E, quando tudo estiver bem, poderão retornar ao trabalho normalmente". 10-Obesidade é um dos fatores contribui para o distúrbio. VERDADE: obesidade é um fator de risco relacionado ao aparecimento da fibrilação atrial, uma das arritmias mais comuns, caracterizada por uma sequência de batimentos irregulares e com frequência variada. "Além disso, o índice de massa corporal aumentado também representa um perigo para doenças coronarianas, predispondo a outras arritmias", considera Carla de Almeida, do setor de cardiologia do SalomãoZoppi Diagnósticos. O eletrofisiologista Guilherme Fenelon completa dizendo que a obesidade é perigosa principalmente em pacientes com apneia do sono (que apresentam paradas na respiração). Importante: muitos remédios para emagrecer têm em suas fórmulas anfetaminas, hormônios tireoidianos, diuréticos e outros elementos que podem causar o distúrbio. Por isso, pessoas com alterações cardíacas não devem fazer uso desses remédios. 11-Esforço físico durante o ato sexual pode provocar arritmia. MITO: do ponto de vista das arritmias, o risco durante o ato sexual é o mesmo que de outros tipos de atividade física de mesma intensidade, sustenta o eletrofisiologista Guilherme Fenelon. "O ato sexual por si só não desencadeia o distúrbio. Pode, sim, agravar condições patológicas pré-existentes, como cardiopatias não diagnosticadas e arritmias não tratadas adequadamente", completa a cardiologista Rica Buchler. 12-Alguns medicamentos, como broncodilatadores, favorecem o surgimento da arritmia. VERDADE: a maioria desses remédios acelera o coração, propiciando o aparecimento de algumas arritmias, especialmente em pacientes que já tenham o problema, diz Guilherme Fenelon. "Os broncodilatadores estimulam o batimento cardíaco, aumentando sua frequência e algumas vezes levando a arritmias. Tais medicações, no entanto, não são contraindicadas, apenas precisam ser prescritas e acompanhadas por um médico. A automedicação deve sempre ser evitada", acrescenta a doutora em Ciências, Rica Buchler. 13-Drogas como crack e cocaína provocam o problema. VERDADE: tais drogas provocam grande estimulação do coração, podendo gerar arritmias graves e morte súbita. Conforme explica a cardiologista Carla de Almeida, o crack e a cocaína agem diretamente nas células cardíacas aumentando os batimentos e, indiretamente, diminuindo o espasmo dos vasos que levam o sangue ao coração. "Assim, à medida que o órgão precisa de mais oxigênio e nutrientes para funcionar, a oferta do sangue é reduzida. Esse descompasso gera áreas isquêmicas (com fluxo de sangue inadequado) que podem ser o substrato para arritmias graves". 14-Ansiosos e quem sofre de patologias como síndrome do pânico são mais propensas. MITO: indivíduos nessas condições muitas vezes apresentam sensação de palpitação e impressão de perigo iminente de morte, episódios fugazes que cessam espontaneamente. "Não raro, acabam procurando o serviço de emergência. E, ao realizar o eletrocardiograma, o exame se mostra normal ou, em alguns casos, é evidenciada taquicardia sinusal, condição benigna desencadeada pelo próprio quadro psicológico", destaca a cardiologista Mariana Fuziy Nogueira de Marchi, especializada em arritmia. 15-Ingerir bebidas alcoólicas causa arritmia. VERDADE: o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode desencadear arritmia - especialmente a fibrilação atrial - mesmo em pessoas com o coração normal e sem outros problemas de saúde. Isso porque o álcool leva a maior liberação de substâncias estimulantes. A médica Carla de Almeida, do setor de cardiologia do Salomão Zoppi Diagnósticos, faz uma observação: o risco aumenta quando se associa bebida alcoólica com as chamadas energéticas. "Estas últimas contêm cafeína e outros tipos de estimulantes que predispõem ao problema". 16-Fumar é um dos fatores de risco. VERDADE: tabagismo tende a acelerar o coração, favorecendo a disfunção. O fumo, além de estar relacionado com o desenvolvimento de doenças coronarianas, predispondo a aterosclerose, também vem sendo associado ao aparecimento de arritmias. Notou-se que quem fuma sofre maior perigo de apresentar fibrilação atrial quando comparado a quem nunca fumou. E os ex-tabagistas, apesar de terem mais riscos do que os que nunca fumaram, apresentam menor incidência de fibrilação atrial dos que permanecem tabagistas", considera Mariana Fuziy Nogueira de Marchi. 17-Em algumas situações, a arritmia cardíaca pode levar à morte súbita. VERDADE: a morte súbita é geralmente causada por taquicardias (aceleração dos batimentos) originadas nas cavidades de baixo do coração, chamadas ventrículos. "Essa desorganização da atividade elétrica faz com que o coração não consiga mais bombear sangue, levando à parada cardíaca. A principal causa é o infarto agudo, também conhecido como ataque cardíaco. Pessoas com moléstias graves do músculo do coração, como insuficiência cardíaca (coração fraco) ou doença de Chagas, ou que já tiveram infarto, também têm maior risco de morte súbita", explica o eletrofisiologista Guilherme Fenelon. 18-Há medidas e tratamentos preventivos para afastar o risco de arritmia. VERDADE: embora não existam medidas específicas para prevenir arritmias, sabe-se que tratar bem o coração diminui o perigo. Isso envolve ter vida saudável, boa alimentação, prática regular de atividades físicas, não fumar, beber com moderação e controlar fatores como pressão alta, diabetes, colesterol elevado e obesidade. 19-Alguns tipos de arritmia requerem tratamentos especiais. VERDADE: muitas vezes as arritmias não requerem tratamento e, quando este é necessário, podem ser utilizados medicamentos. Em algumas situações em que o coração bate muito devagar (bradicardia), o implante do marcapasso cardíaco é muito eficiente. "Diversos tipos de taquicardia (aceleração do coração) podem ser tratados e até mesmo curados pela ablação por cateter, que é a cauterização dos focos de arritmia. Tal terapia é particularmente eficaz e segura em pacientes com curtos circuitos no coração, que provocam taquicardias em pessoas jovens. Já nos casos em que o risco de morte súbita é muito alto, o Implante do Desfibrilador Interno (CDI) é uma alternativa bastante eficiente. É um tipo especial de marcapasso que monitora os batimentos do paciente e, ao detectar uma arritmia maligna, libera um choque ressuscitador", explica o especialista em Eletrofisiologia Clínica e Experimental Guilherme Fenelon. FONTE:

MITOS E VERDADES SOBRE A HIGIENE ÍNTIMA

1-Calça jeans apertada provoca corrimento. VERDADE: o uso de calças jeans muito apertadas podem dificultar a adequada aeração da região genital e causar problemas na região. "Isso, sobretudo nos climas mais quentes, pode causar desconforto perineal pelo aumento da transpiração local, o que pode aumentar a ocorrência de dermatites nessa região e corrimento", afirma Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. 2-É necessário passar o fundo da calcinha ou fervê-la para evitar doenças. PARCIALMENTE VERDADE: não é preciso ferver a calcinha para evitar doenças, mas passá-la pode ser uma boa ideia. Mas, se for a primeira vez que for usar a calcinha, é melhor lavá-la antes, Além disso, existem outros cuidados especiais que se pode ter com as peças íntimas. "Usar sabão o mais neutro possível, evitar misturar com outras roupas, passar a ferro (ao menos o fundo da calcinha), e deixa-la em um local arejado para secar", recomenda Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. 3-Calcinhas não devem ser secas no banheiro. VERDADE: muitas mulheres têm como hábito lavar a calcinha durante o banho. O problema aí não está na lavagem, mas, sim, na secagem: "Se for lavar a calcinha durante o banho, não a deixe pendurada no banheiro, pois é um lugar úmido que favorece a proliferação de fungos. Logo ao terminar, leve-a a um local arejado para secar", explica Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. 4-O sabonete íntimo é igual ao sabonete comum. MITO: a diferença principal entre o sabonete comum e o íntimo está no pH: o comum tem um pH neutro, enquanto o íntimo tem um pH ácido. Isso faz com que os sabonetes íntimos tenham um grau de acidez semelhante ao da região genital, reduzindo as chances de irritação na vagina . 5-Absorventes perfumados podem provocar alergia. VERDADE: os produtos utilizados para deixar o absorvente perfumado podem causar irritação em algumas mulheres. "Naturalmente, não é toda mulher que terá alergia, mas especialmente aquela com sensibilidade maior. Assim, quanto menos perfume houver, melhor", diz Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. 6-Calcinha de algodão é melhor do que as com tecidos sintéticos. VERDADE: isso pela simples questão de facilitar a aeração do períneo. "As calcinhas 100% algodão facilitam a evaporação da umidade local, colaborando para manutenção do equilíbrio da região genital", afirma Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. 7-Lencinhos umedecidos para a região íntima podem ser usados todos os dia. MITO: apesar de práticos, não é recomendável a utilização diária dos lencinhos umedecidos para a região íntima, pois podem causar irritação e coceira. O melhor é deixá-los na bolsa e guardá-los para uma situação de emergência. 8-Dormir sem calcinha ajuda a prevenir infecção vaginal. VERDADE: a vagina é um local úmido que precisa de ventilação. Como no dia a dia é comum as mulheres usarem calças jeans e roupas sintéticas, a região não tem uma ventilação ideal. Resultado: a vagina fica abafada, facilitando a proliferação de bactérias e fungos. Assim, para prevenir irritação, ardência e infecções, por exemplo, é recomendável que se durma sem calcinha com a maior frequência possível. Também é importante evitar lingeries apertadas! 9-Absorvente interno pode provocar cólicas ou ferimentos. MITO: por ser de uso interno, muitas pessoas têm receio de utilizar esse tipo de absorvente. Mas a verdade é que são seguros e confortáveis. "Se usado corretamente, o absorvente não tem como provocar atrito, ferimento e muito menos cólica. Entretanto, se usado numa posição muito baixa (abaixo do 'anel' muscular da vagina), ele incomoda muito e pode, sim, levar a lesões da mucosa vaginal", explica Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. 10-Coceira vaginal é normal. MITO: coceira vaginal nunca é normal! Ela pode indicar uma série de problemas, como alergia, DSTs, processos irritativos por algum produto externo, parasitoses, infecção por HPV e doenças como psoríase e dermatites. Por isso, é importante investigar. 11-Usar papel higiênico perfumado causa irritação. VERDADE: tanto o perfume como a tinta do papel higiênico podem agredir a mucosa vaginal e irritá-la, especialmente em mulheres que tenham mais sensibilidade. E isso pode causar problemas como ardência, coceira, dor ao urinar e dor na relação sexual. Assim, o mais indicado é escolher os papéis brancos e sem perfume. 12-Ficar com o biquíni molhado por muito tempo causa corrimento. VERDADE: "Usar um biquíni molhado por muito tempo pode causar mais frequentemente irritação na vulva e nos genitais externos, principalmente na região da virilha", aponta Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. Isso porque a umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias. 13-Protetor de calcinha pode ser usado diariamente. MITO: muitas mulheres acreditam que o protetor de calcinha é uma ótima opção para se manterem secas e confortáveis. Mas a verdade é que o protetor, quando usado diariamente, deixa a região da vagina mais quente e úmida. "Isso favorece fungos e bactérias, além de diminuir as defesas vaginais. Como alternativa, o ideal é trocar de calcinha durante o dia", afirma Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. 14-Os pelos pubianos devem ser aparados regularmente. VERDADE: para manter a higiene, os pelos pubianos devem ser aparados de vez em quando, mas não com muita frequência, pois eles são um importante mecanismo de proteção dos genitais. "Eles devem ser aparados para não dificultarem a adequada aeração perineal, mas também não tanto que prejudique a proteção da região", explica Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. 15-Um fluxo que passa a ser muito intenso ou com maior duração pode ser indício da presença de um mioma. VERDADE: a intensidade e a duração do fluxo pode variar de mulher para mulher e até mesmo de ciclo para ciclo. Mas se a mudança é muito intensa, ou então se torna frequente, é preciso atenção, pois pode sim ser sinal de mioma ou ainda de outros problemas. "As mudanças devem sempre ser levadas ao conhecimento do ginecologista para melhor elucidação diagnóstica, muitas vezes com a necessidade de exames complementares", recomenda Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. FONTE:http://noticias.uol.com.br/

MITOS E VERDADES SOBRE AS DORES MUSCULARES

1-Há doenças que provocam dores musculares. VERDADE: males reumáticos, como fibromialgia e espondilite anquilosante, podem causar dores sem qualquer tipo de traumatismo associado. "Elas ocorrem por um processo de contratura do músculo que limita a chegada de sangue ao local, causando dor. Outras vezes, a produção de substâncias inflamatórias agride quimicamente a célula muscular", explica Jomar Souza, especialista em Medicina do Exercício e do Esporte. A fibromialgia é uma síndrome não inflamatória caracterizada, entre outros sintomas, por dores musculares difusas; já a espondilite anquilosante é um distúrbio inflamatório que atinge a coluna e as grandes articulações, como as dos quadris e dos ombros. 2-Dor muscular pode detonar outros problemas, como inchaço, câimbras e fraqueza muscular. VERDADE: se ela é provocada por doenças neurológicas que atingem a placa mioneural, quer dizer, a junção do nervo com o músculo, é possível que provoque, sim, estes sintomas em conjunto. O ortopedista Moisés Cohen cita os atletas, especialmente, como passíveis de sofrerem com o problema. "A função muscular vai além do movimento: o músculo é responsável pelo ortostatismo (trabalho gradativo do corpo que leva uma pessoa a ficar na posição vertical, ou seja, em pé) e estabilização articular. Uma lesão no ventre muscular (porção carnosa e contrátil do músculo, constituída por fibras que se contraem) afeta a habilidade da contração, seja pela insuficiência mecânica ou pela dor. Tudo está interligado, e qualquer tipo de lesão traz consequências desastrosas no desempenho do atleta por evoluir de forma lenta e causar uma incapacidade física grave". 3-Atletas e pessoas que malham muito estão mais sujeitos a dores musculares. VERDADE: este grupo é mais suscetível por duas razões: eles exageram, e sentem o problema pela prática vigorosa; ou mudam de intensidade e carga, gerando dores e até lesões. "Outra grande 'vítima' é o atleta de fim de semana, que não faz nada de segunda a sexta-feira e quer, no sábado e no domingo, compensar a semana toda de ócio", salienta Jomar Souza, membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte. O fisioterapeuta Maurício Garcia completa dizendo que estas pessoas apresentam todos os riscos maximizados -- não só musculares como cardiovasculares, por exemplo. Já em relação ao esporte mais propenso a lesões, ele diz que é o futebol, com cerca de 60%. "As lesões por trauma direto, como contusões e lacerações, são mais comuns nas modalidades de contato, como o futebol. Já as lesões indiretas ocorrem principalmente em esportes individuais e de grande demanda de potência, caso do tênis". 4-Não é possível diferenciar a dor muscular simples de uma proveniente de lesão. MITO: no primeiro caso, ela costuma ser simétrica, atingindo ambos os lados do corpo - coxas e panturrilhas, por exemplo. "Já quando a dor é unilateral ou mais intensa em um dos lados, pode haver uma lesão associada. Deve-se, então, procurar o médico para diagnóstico", recomenda Jomar Souza, médico do esporte. 5-A lesão muscular é sempre do mesmo tipo. MITO: há diferentes graus, de acordo com a gravidade. Nas lesões de primeiro e segundo, a dor geralmente se localiza sobre o local machucado. "Ela é provocada por contração muscular ativa ou alongamento muscular passivo. Já nas de terceiro grau, o músculo é incapaz de produzir qualquer tipo de força. O indivíduo, então, tenta compensar tal deficiência usando outro grupo muscular. A dor, nestes casos, é variável: depende da profundidade do músculo lesado em relação à pele adjacente. Agora, em relação aos sinais: nas lesões de primeiro grau, nem sempre dá para perceber apenas examinando o paciente; já nas de segundo, é possível que ocorra edema, equimose e/ou hematoma; no terceiro grau, o prejuízo é sempre evidente e visível", fala o diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, Moisés Cohen. 6-Dores musculares podem estar associadas à postura incorreta. INCONCLUSIVO: desvios posturais de coluna desandam dores nos músculos paravertebrais, já que os mesmos ficam em uma posição alongada ou contraturada, considera o médico do esporte Jomar Souza. "Não podemos afirmar que a postura incorreta desencadeia a dor muscular, mas pensamos que os estabilizadores estáticos, como a congruência articular, os ligamentos e a cápsula articular, são sobrecarregados nessas situações. Nesse sentido, os músculos, que são estabilizadores dinâmicos, são solicitados com mais intensidade e, a médio prazo, podem levar à dor", acredita Moisés Cohen, professor da Unifesp . 7-O estresse e a tensão diários provocam dores musculares. VERDADE: isso acontece principalmente no músculo trapézio, que liga os ombros à região cervical. "Nos momentos de estresse, os nervos liberam substâncias químicas na sua junção com os músculos, levando a um processo de contratura com consequente dor", diz o médico do esporte Jomar Souza. "As condições psicossociais trazem muitas consequências físicas ao indivíduo - e os músculos não estão imunes. As condições regenerativas de uma sobrecarga são excedidas facilmente e, assim, os músculos ficam sujeitos à fadiga precoce", completa o fisioterapeuta Maurício Garcia. 8-Dá para tratar a dor muscular em casa, com pomadas e relaxantes locais. MITO: mesmo para minimizar dores aparentemente simples e corriqueiras, não se deve usar qualquer medicamento sem orientação médica. "Pomadas, anti-inflamatórios, relaxantes musculares - tudo isso precisa ser prescrito pelo especialista. Até a aplicação de bolsas de gelo ou de água quente, que ajudam, requer acompanhamento. Em um caso de lesão muscular, por exemplo, a água quente está contraindicada nas primeiras 48 horas após os sintomas, pois pode agravar o quadro", esclarece o médico do esporte, Jomar Souza. Para o ortopedista Moisés Cohen, o correto é, a partir do momento em que há dor ou suspeita de lesão, procurar imediatamente ajuda especializada para avaliar a extensão e intensidade do problema. "Remédios sem indicação, nem pensar. E nenhuma lesão muscular deve ser negligenciada". 9-Há vários tratamentos possíveis para as dores musculares. VERDADE: eles vão do simples alongamento, passando pela fisioterapia, até o emprego de medicamentos. "É preciso avaliar caso a caso", diz Jomar Souza. O uso de analgésicos e anti-inflamatórios entra no arsenal terapêutico para alívio da dor nos quadros de lesão, completa Moisés Cohen, professor e chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp. "Para o relaxamento muscular, o especialista lançará mão de drogas com efeitos miorrelaxantes. Outra opção de tratamento inicial são os anti-inflamatórios tópicos, que oferecem efeito analgésico local sem apresentar danos colaterais dos similares orais, sendo uma boa opção para minimizar a dor em idosos". 10-As massagens são recomendadas. INCONCLUSIVO: para Jomar Souza, médico do esporte, elas só devem ser cogitadas se for afastada a possibilidade de lesão muscular. "E, claro, se forem realizadas por profissional habilitado, de preferência com formação em fisioterapia." Maurício Garcia observa que tais manobras atuam nos músculos para relaxá-los ou estimulá-los, além de beneficiarem sua nutrição, já que detonam maior aporte sanguíneo. "No sistema linfático, a massagem ajuda no funcionamento dessa estrutura como um todo, esvaziando os dutos coletores de linfa (substratos indesejáveis no organismo) e favorecendo a circulação e a pele, diminuindo possíveis edemas. No sistema nervoso, age principalmente na região parassimpática, relaxando e regulando a liberação de mediadores químicos." 11-Se a dor vier acompanhada de inchaço, vale aplicar gelo. VERDADE: mas há uma ressalva: ele só deve ser usado por 20 a 30 minutos, sempre envolto em um pano úmido, para que não encoste na pele. "O gelo reduz a dor e o processo inflamatório. Entretanto, pessoas com distúrbios vasculares oclusivos precisam consultar o médico antes de recorrer ao método", salienta Jomar Souza. ?Os principais efeitos da crioterapia são a diminuição do desconforto (analgesia) e do espasmo muscular. Porém, há precauções que devem ser adotadas nesta terapia, como evitar regiões com grandes nervos superficiais (por exemplo, no lado externo do joelho, junto à cabeça do osso da fíbula) e nas áreas sensíveis, como extremidades de mãos e pés. E, claro, nunca dormir com uma bolsa de gelo junto a qualquer parte do corpo", completa o ortopedista Moisés Cohen. 12-Os exercícios físicos devem ser evitados enquanto a dor se mantiver. VERDADE: a dor é uma das formas que o corpo tem de se comunicar e avisar que alguma coisa não está indo bem. Além disso, ela inibe a ação muscular, o que pode trazer mais prejuízo para o processo. "A volta sempre deve ser gradual. O músculo, após a lesão, fica mais propenso a recidivas", sustenta o fisioterapeuta Maurício Garcia. 13-Não dá para prevenir as dores musculares. MITO: elas podem ser evitadas com um bom condicionamento físico, que englobe as áreas aeróbias e anaeróbias, exercitando a força muscular adequadamente. Manter um bom aquecimento e alongamento da musculatura esquelética também é imprescindível. "Tem que preparar o músculo para o esforço ao qual será submetido. Se a proposta for uma corrida de rua, por exemplo, o foco deverá ser a tolerância do organismo ao esforço; se for jogar futebol, a sugestão é investir em trabalhos de potência que favoreçam uma resposta eficiente. É bom levar em conta, também, que a força não é a única aptidão muscular possível: há a destreza, a resistência, o vigor, a velocidade. Sem falar na flexibilidade: um músculo ?elástico? favorece a prevenção de contraturas e estiramentos", diz o fisioterapeuta Maurício Garcia, lembrando que o repouso faz parte de uma boa performance. O médico do esporte Jomar Souza completa sugerindo que treinos pesados sejam sempre intercalados com outros mais leves, além de períodos de descanso. "Os alongamentos, igualmente, não devem ser esquecidos". 14-A alimentação influencia no aparecimento de dores musculares. VERDADE: "Dietas que restringem muito o uso de carboidratos, ou não têm uma quantidade adequada de proteínas, podem ser o gatilho para lesões musculares", garante Jomar Souza. Para quem não sabe o que deve priorizar à mesa, vale conversar com um nutricionista. "É possível que a desnutrição tenha uma relação com a incidência de dor muscular. Suplementos não vão prevenir que lesões aconteçam, mas é sempre bom cuidar da alimentação, ingerindo itens ricos em proteínas", conclui o ortopedista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Moisés Cohen. FONTE:http://noticias.uol.com.br/saude/

MITOS E VERDADES SOBRE OS RINS

1-A alimentação pode influenciar na saúde dos rins. VERDADE: o consumo excessivo de sal ou açúcar pode levar ao desenvolvimento de hipertensão ou diabetes, dois dos principais fatores que colocam em risco a saúde dos rins. Do mesmo modo, o consumo exagerado de proteína ou a baixa ingestão de água pode sobrecarregar o órgão. "Além disso, excesso de carne vermelha, ingestão de sucos ricos em frutose, baixa ingestão de frutas e grãos e baixa ingestão de cálcio podem prejudicar os rins", afirma o nefrologista Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). 2-Quem já teve pedra nos rins tem mais chance de ter outras. VERDADE: é muito comum que pacientes tenham pedra nos rins mais de uma vez na vida. "A calculose renal é a terceira doença mais comum do trato urinário, apresenta frequência cada vez maior, com grande possibilidade de recorrência", aponta a nefrologista Maria Alice Barcelos, do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho. 3-Chá quebra-pedra ajuda a eliminar o problema.MITO: o chá quebra-pedra pode exercer ações benéficas contra a formação do cálculo renal, entre elas, a aglomeração dos cristais presentes na urina, condição necessária para a formação da pedra. Assim, ele pode contribuir para a prevenção da formação de pedras nos rins, mas não para seu tratamento. "A alcunha 'quebra-pedras' é equivocada, pois o a planta não tem esse efeito", aponta o nefrologista Pedro Pinheiro. 4-Presença de sangue na urina pode indicar problema nos rins. VERDADE: "A presença de sangue na urina (hematúria) pode ser decorrente de doença renal ou outra patologia nas vias urinárias como cálculos, tumores e infecções", afirma a nefrologista Maria Alice Barcelos, do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho. Por isso, sempre que presente, o paciente deve procurar um médico. 5-Urina espumosa é sinal de alguma doença. VERDADE: quando a urina está mais espumosa do que o normal pode ser um sinal de perda de quantidades relevantes de proteínas na urina (proteinúria). "A função dos rins é excretar na urina as substâncias do sangue que estão em excesso, que são tóxicas ou que não nos tenham utilidade. As proteínas não se encaixam em nenhuma dessas três condições. Portanto, um rim que deixa passar proteínas para a urina é um rim que não está funcionando adequadamente", explica o nefrologista Pedro Pinheiro. 6-Alimentos ricos em cálcio causam pedra nos rins. MITO: cálculos renais têm cálcio em sua formação, porém não é recomendado diminuir a ingestão de cálcio visando evitar os cálculos. Isso porque o cálcio é muito importante para o organismo e, quando sua ingestão é insuficiente, o organismo recorre aos estoques encontrados nos ossos, o que pode levar à osteoporose. O que causaria o acúmulo de cálcio no organismo e, consequentemente, as pedras nos rins, é na verdade o consumo excessivo de sal. "O excesso de sal leva ao aumento da excreção do mesmo pelos rins e a uma maior perda urinária de cálcio, favorecendo a formação de novos cálculos", explica o nefrologista Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). 7-Anti-inflamatórios, antibióticos e analgésicos podem prejudicar os rins. VERDADE: uso prolongado ou em excesso desses medicamentos podem, sim, prejudicar os rins. "Esses medicamentos podem acarretar insuficiência renal, tanto aguda quanto crônica, muitas vezes de caráter irreversível, ou seja, sem possibilidade de recuperação da função renal e com necessidade de tratamento dialítico", alerta a nefrologista Maria Alice Barcelos, do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho. Por isso é importante ter cautela quando usá-los e evitar sempre a automedicação . 8-Comprometimento da função renal pode causar anemia. VERDADE: o rim produz um hormônio chamado eritropoietina, que é a substância responsável por estimular a medula óssea a produzir sangue. "Em fases avançadas da insuficiência renal crônica é muito comum a presença de anemia, devido à deficiência na produção renal de eritropoietina", explica o nefrologista Pedro Pinheiro. 9-Expelir a pedra nos rins dói como parto. MITO: a dor vai depender do paciente e da posição da pedra. "Geralmente, a eliminação do cálculo renal é extremamente dolorosa, mas numa porcentagem menor de pacientes, a eliminação espontânea da pedra pode ser assintomática", aponta a nefrologista Maria Alice Barcelos, do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho. De qualquer forma, mesmo quando dolorosa, não é como a dor do parto. 10-Acordar várias vezes durante a noite para urinar é sinal de problema nos rins. VERDADE: ir ao banheiro várias vezes durante a noite pode ser sinal de problema. "O fato de urinar várias vezes à noite pode ser decorrente de aumento de próstata, que se não tratado poderá levar à perda da função renal", alerta o nefrologista Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Também pode ser um dos sintomas da insuficiência renal crônica. 11-A cor da urina pode indicar problema nos rins. VERDADE: mudança na cor, e também no volume, na frequência e até no odor na urina, são uns dos primeiros sinais de que algo não vai bem não só nos rins, mas em qualquer local do trato urinário. "A urina mais avermelhada pode ser sinal de hematúrias (presença de sangue na urina), que pode indicar doença renal inflamatória, tumores, cálculos etc. Quando a urina está mais amarelada (concentrada) pode significar falta de ingestão de líquidos", explica a nefrologista Maria Alice Barcelos, do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho. 12-Cerveja ajuda a dissolver pedra nos rins. MITO: consumir cerveja não ajuda a dissolver ou eliminar as pedras nos rins - o mais indicado é consumir água e sucos de frutas naturais para manter o rim funcionando bem. "Alguns estudos sugerem que o consumo de cerveja ou vinho podem reduzir o risco de formação de novos cálculos renais, mas ainda não há nenhuma comprovação científica sobre isso", afirma nefrologista Pedro Pinheiro. 13-Hipertensão arterial e diabetes são fatores de risco para doença nos rins. VERDADE: hipertensão está associada à isquemia renal e diabetes está associada à diminuição da função dos rins, podendo levar à doença renal crônica. "Essas são as principais causas de doença renal crônica no mundo, sendo que na maioria das vezes podem levar à insuficiência renal crônica irreversível e com necessidade de diálise", alerta a nefrologista Maria Alice Barcelos, do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho. 14-Problemas nos rins causam dor nas costas. MITO: a dor nas costas não deve ser considerada um sinal de problema nos rins. A maioria das doenças renais não causa dor nas costas. Geralmente, essa dor é causada por outros problemas, como problemas osteoarticulares da coluna. "Problemas nos rins são habitualmente acompanhados por alterações na coloração da urina, febre, inchaços e pressão arterial elevada", aponta o nefrologista Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). 15-Problemas nos rins podem causar cansaço e perda do apetite. VERDADE: quando os rins não estão funcionando bem, a pessoa pode perder o apetite e se sentir mais cansada do que o normal. "O problema é que esses sintomas só costumam surgir em fases muito avançadas da doença renal, quando o único tratamento possível é a hemodiálise", explica o nefrologista Pedro Pinheiro. 16-Calculo renal causa impotência. MITO: nem o cálculo renal nem seu tratamento causam impotência. A impotência sexual pode ser causada por diversos fatores, como comprometimento vascular, distúrbios neurológicos, alguns medicamentos e até problemas psicológicos. "A calculose renal por si só não causa impotência sexual", afirma a nefrologista Maria Alice Barcelos, do Centro do Rim do Hospital 9 de Julho. 17-Sal em excesso colabora para a formação de cálculos renais. VERDADE: consumir sal em excesso contribui para uma maior eliminação de cálcio no organismo e, consequentemente, sua concentração nos rins - o que pode incentivar a formação de pedras, especialmente se a pessoa não estiver ingerindo água suficiente. "O excesso de sal leva ao aumento da excreção do mesmo pelos rins e a uma maior perda urinária de cálcio levando à formação de novos cálculos", explica o nefrologista Daniel Rinaldi dos Santos, da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Além disso, o consumo excessivo de sal pode levar à hipertensão, condição que também prejudica a saúde dos rins. 18-Inchaço no corpo é sinal de há algum problema com os rins. PARCIALMENTE VERDADE: "Algumas doenças renais, principalmente as doenças dos glomérulos, podem provocar inchaços generalizados, caso haja intensa perda de proteínas na urina", explica o nefrologista Pedro Pinheiro. Mas é também existem várias outras doenças que podem causar inchaço no corpo, como má circulação, insuficiência cardíaca ou doenças do fígado. Por isso é preciso investigar. 19- A ingestão de líquidos é importante para evitar a formação de cálculos renais. VERDADE: ingestão de líquidos, principalmente água, colabora com a diluição de sais na urina. "A ingestão de líquidos deve ser ao longo de todo o dia e mesmo antes de dormir, e deve ser adequado para propiciar uma diurese de pelo menos dois litros por dia, dando-se preferência para água e sucos de frutas naturais, evitando refrigerantes e sucos industrializados", recomenda o nefrologista Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). 20-O calor aumenta o risco de desenvolver pedra nos rins. VERDADE: calor intenso e falta de ingestão de líquidos podem favorecer o surgimento de pedras renais. Além disso, a pessoa sua muito, liberando líquido por outras vias que não a urinária. Levantamento do Centro de Referência da Saúde do Homem, em São Paulo, aponta que os casos de emergências por pedras nos rins aumentam 30% no verão. FONTE:http://noticias.uol.com.br/

MITOS E VERDADES SOBRE REMÉDIOS

1-As pessoas se automedicam achando que têm conhecimento suficiente. VERDADE: automedicação significa tomar remédios por conta própria, sem orientação de um profissional especializado. Apesar de ser claramente uma atitude pouco sábia, é extremamente comum. "Vários fatores podem levar a isso. Talvez dois sejam os principais: o fácil e enganoso acesso a informações e a praticidade da conduta", acredita o psiquiatra e professor da Unifesp Moacyr Alexandro Rosa, diretor do Ipan (Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação). A internet, a televisão e outros meios de comunicação têm um papel importante para informar sobre como cuidar da saúde, mostrando notícias sobre novidades e avanços na medicina. "Contudo, não podem de forma alguma servir para um autodiagnóstico e muito menos a automedicação. Consultar um médico pode ser trabalhoso, tomar tempo e dinheiro. Muitas vezes não se consegue uma consulta rápida; em outras, o doutor pede exames que demoram para dar um resultado. Com isso, a terapia é lenta e 'adeus' àquela sonhada solução rápida. Não importa, nenhuma dessas dificuldades justificam a automedicação". 2-Descongestionantes nasais e anticoncepcionais são os fármacos mais consumidos sem prescrição. VERDADE: No Brasil, de acordo com a IMS Health, consultoria especializada em dados de saúde e que lança relatórios periodicamente, o item mais comercializado em 2012 foi um descongestionante nasal. Analgésicos e anticoncepcionais também constam na lista dos dez mais. 3-Certos medicamentos são livres de efeitos colaterais. MITO: para a maior parte das pessoas saudáveis, os medicamentos naturais ou fitoterápicos não têm contra-indicação. Entretanto, a pessoa deve consultar seu médico para usar qualquer fitoterápico, pois há possibilidade de interação entre os medicamentos. "Os fitoterápicos são erroneamente considerados desprovidos desses efeitos adversos. Na dose errada, causam principalmente problemas hepáticos e renais", alerta a farmacêutica Fernanda Chalabi. "Além disso, alguns componentes naturais influenciam em doenças crônicas. Por exemplo, a cáscara sagrada origina distúrbios de sódio e potássio na circulação sanguínea, e mesmo desidratação, sendo contraindicada na gestação pelo perigo de estimular contrações uterinas e durante a amamentação (pelo risco de causar diarreia no bebê). Outro exemplo é o ginkgo biloba, que pode causar dores de cabeça, reações alérgicas e até hemorragias", diz Lucas Zambon, médico de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas. Também é possível que a passiflora interaja com anticonvulsivantes e ansiolíticos, potencializando seus sinais negativos. 4-Não faz mal tomar ácido acetilsalicílico. MITO: trata-se de um anti-inflamatório que, a depender da dose utilizada, terá efeito analgésico e antitérmico. É habitual que indivíduos com problemas cardíacos a recebam como prescrição, porém, em doses bastante pequenas, normalmente em torno de 100 mg por dia, equivalente a um comprimido da versão infantil. "Nesta dosagem menor, exerce um efeito protetor contra infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, pois minimiza a formação de placas no interior das artérias, que são as causas desses eventos. Alguns dos revezes associados ao uso a longo prazo, ou em doses altas, são sangramentos digestivos, desenvolvimento de insuficiência renal e há até risco de morte em casos de intoxicação por exagero na quantidade. Por isso, quem usa cronicamente precisa de acompanhamento médico para monitorar esse tipo de ocorrência", alerta o médico de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas Lucas Zambon. "Cabe ao profissional, e somente a ele, conhecer a medicação e o paciente que irá usá-la, pesando riscos versus benefícios. Ter domínio sobre farmacologia, efeitos do remédio no organismo (farmacodinâmica) e do corpo sobre a medicação (farmacocinética), além de todos os problemas de saúde do paciente (vícios, medicações em uso e o problema atual que demanda o uso do fármaco em questão)", complementa o neurologista Flávio Sallem. 5-O ansiolítico Rivotril (clonazepam) é um dos medicamentos mais consumidos do Brasil. VERDADE: consta na lista dos dez mais. O neurologista Flávio Sallem sustenta que o Rivotril é realmente uma das medicações mais consumidas no país, mas não se encontra nas listas das mais usadas no mundo. "Sua fama se deve, entre outros fatores, à propaganda feita sobre o produto, ao conhecimento médico a seu respeito e aos seus efeitos. É usado no tratamento da ansiedade e da insônia, situações comuns entre nosso povo". Seus principais concorrentes são o Lexotan (bromazepam), Frontal (alprazolam) e Olcadil (cloxazolam). "Trata-se de mais uma consequência do estilo de vida atual e de uma sociedade que quer soluções milagrosas e de curto prazo", destaca o clínico geral Lucas Zambon, do Hospital das Clínicas de São Paulo. 6-Remédios para cortar apetite podem gerar psicose. VERDADE: o clínico geral Lucas Zambon, do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que para controlar a ansiedade e perder peso o ideal é mudar o estilo de vida, adequando a alimentação e realizando atividade física periódica. "O problema é que a maioria ou não quer ou não consegue impor tais alterações em seu cotidiano, optando por uma alternativa que ofereça, supostamente, um resultado mais rápido. Aí, quando querem perder peso, correm para alguma medicação 'facilitadora'. Em relação aos 'emagrecedores' de uma maneira geral, há risco de gerarem efeitos colaterais cardíacos, como arritmias, além de predisposição ao desenvolvimento de quadros depressivos ou de psicose, entre outros". Ele lembra que o Xenical é bastante procurado ainda, pois até pouco tempo podia ser comprado sem receita. Recentemente, porém, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tornou obrigatória a necessidade de receita para compra. "As vantagens do Xenical são mais do ponto de vista médico, dado o perfil de efeitos colaterais menos graves do que de outros medicamentos utilizados para emagrecer. Seus sinais se referem mais ao próprio trato digestivo, como diarreia, flatulência e dores abdominais", conclui. 7-Pessoas têm uma falsa impressão que estão cuidando da saúde ao ingerir remédios. VERDADE: é preciso lembrar sempre que as medicações são geralmente substâncias estranhas ao organismo, podendo ocasionar algum tipo de efeito colateral, que é uma resposta do organismo a este agente estranho. "Algumas são graves e até fatais. Também vale ter em mente que os fármacos podem ter duas funções diferentes: aliviar sintomas ou tratar doenças", considera o psiquiatra Moacyr Alexandro Rosa, especialista em transtornos mentais e diretor do Ipan (Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação). Ele explica que há um importante aspecto envolvido: a Aspirina é bastante empregada para dor de cabeça, por exemplo, dando alívio momentâneo. "Porém, se a causa do sintoma não for cuidada, uma medicação sintomática pode apenas mascarar uma doença, fazendo com que esta evolua e se torne cada vez mais difícil de ser tratada". O neurologista Flávio Sallem arremata: "Algumas doenças que se assemelham em suas fases iniciais respondem de formas diversas ao mesmo remédio. Voltando à dor de cabeça (cefaleia) como sintoma, ela pode estar presente em várias doenças, das mais benignas, como a tensional, às mais severas, como por sangramento cerebral. Agora imagine alguém com dor de cabeça deste último tipo se automedicar com Aspirina, aumentando a possibilidade de sangramento!". 8-Exagero na automedicação pode ser sinal de problema psicológico. VERDADE: o indivíduo liga a sensação de conforto ao seu uso e, por isso, deixá-lo provoca quadros de ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração e mal-estar. "É a dependência psicológica agindo, sem dúvida", diz a farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi. O nível educacional parece ter influência significativa, mas há outros gatilhos. "Muitas pessoas com nível cultural elevado têm o hábito da automedicação. Achar que quem o atende na farmácia sabe diagnosticar e orientar é um erro gravíssimo. Muitas vezes nem é farmacêutico e, mesmo este, apesar de seu conhecimento em farmacologia, não tem formação médica", alerta Moacyr Alexandro Rosa, diretor do Ipan. Importante: existe um quadro psiquiátrico clássico chamado de hipocondria, no qual as pessoas acreditam ter uma doença grave. "Nestes casos, pode haver automedicação ou não. Muitas vezes, procuram diversos médicos pois nenhum consegue 'descobrir' sua doença". A farmacêutica e bioquímica Fernanda Chalabi completa dizendo que, num país carente como o nosso, com saúde pública deficiente e planos de saúde caros e sem padrão de atendimento, o estado psicológico é muito importante. "É como se as condições do paciente melhorassem só porque ele está 'tomando alguma coisa'. É o chamado efeito placebo, ou seja, mesmo que o fármaco não seja indicado corretamente ou na dose certa, o simples fato de estar ingerindo-o já produz um efeito positivo". 9-Medicamentos podem gerar dependência. VERDADE: "Na dependência química, o medicamento começa a fazer parte do metabolismo do indivíduo. Geralmente, são remédios ou drogas ilícitas que conferem sensação de prazer e bem-estar agindo no Sistema Nervoso Central, mas com grandes danos ao organismo. A retirada de uma droga desse tipo promove sintomas característicos de abstinência que devem ser tratados como doença", enfatiza a farmacêutica e bioquímica Fernanda Chalabi. Para o neurologista Flávio Sallem, certas medicações podem se relacionar com algum grau de dependência química, como os opiáceos e opioides (morfina, dolantina e meperidina). Já outras, como antidepressivos, antipsicóticos e esteroides, trazem o perigo de sintomas muitas vezes graves com sua parada abrupta, o que não caracteriza dependência química. "Não deve ser confundida a dependência com o fenômeno de tolerância, ou taquifilaxia, observado com os benzodiazepínicos (famosos 'faixas preta'). Neste caso, com o passar do tempo e uso do fármaco, o paciente vai necessitando de doses cada vez maiores para conseguir o mesmo efeito que antes ocorria com porções menores da medicação. Isso ocorre por alterações químicas na membrana da célula". Existem dois tipos principais de dependência química: a que se refere a drogas lícitas e a relacionada a drogas ilícitas. "Apesar de ser um aspecto importante, a diferença não é apenas de cunho legal. No caso das drogas lícitas, o efeito entorpecente existe em graus variados, mas tende a ser menor do que o das drogas ilícitas. Como exemplo, dificilmente alguém comete um crime devido ao uso de ansiolíticos (medicações que podem causar dependência com uso prolongado)", salienta o professor da Unifesp, Moacyr Alexandro Rosa. "Já o uso de cocaína e similares mais facilmente se incorpora a comportamentos inadequados ou criminosos. E novamente chamo a atenção de que não é uma questão de legalidade. O álcool (substância lícita) também se associa a atitudes perigosas", diz Rosa, acrescentando que a automedicação com substâncias que causam dependência é mais rara, pois a compra destas requer receita médica especial. Isso não impede, mas limita bastante o problema. 10-Livrar-se da dependência química é mais difícil do que parece. VERDADE: medicamentos interagem com o metabolismo. A farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi cita o fumante como exemplo. "A nicotina já faz parte do organismo e, quando é retirada, origina quadros de ansiedade, levando o indivíduo a uma fuga no tabaco. É necessária muita forma de vontade e perseverança para deixar o vício". O mesmo pode acontecer em quem ingere ansiolíticos e analgésicos por conta própria. 11-É preciso orientação até para usar uma simples pomada para assadura. MITO: "No caso dessas pomadas, a probabilidade de causar algum tipo de reação é pequena, não sendo necessária a indicação médica, por isso mesmo é vendida livremente na farmácia. Mesmo assim, pode acontecer algum tipo de reação alérgica aos componentes da fórmula, que desaparece com a suspensão do uso", explica a farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi. 12-A alta tributação de remédios no Brasil não impede as pessoas de se automedicarem. VERDADE: segundo dados recentes, a tributação média no resto do mundo é de 6%. No Brasil é de 34%. Um exemplo: o analgésico Dorflex tem 27% de imposto embutido no seu preço. Do valor de R$ 12,10, teto estabelecido pelo governo federal, R$ 3,30 são tributos. Mas mesmo com uma tributação tão alta e alguns não conseguindo comprar sequer medicamentos necessários, pessoas continuam indo atrás de alívio em remédios sem prescrição e acompanhamento médico. 13-Remédios para emagrecer estão entre os que mais atraem consumidores. VERDADE: a obesidade já se tornou uma epidemia mundial e preocupa os órgãos de saúde pública, sendo considerada uma doença multifatorial. O aumento da oferta de alimentos processados, o estresse e o sedentarismo estão entre outros fatores causadores. "Em geral, as mulheres são consumidoras em potencial de medicamentos para emagrecer, nunca estão satisfeitas com o corpo e desejam sempre perder um ou dois quilos. No Brasil, sendo um país tropical, onde existe uma exposição maior do corpo, estar em forma é uma questão de aceitação social", observa a farmacêutica Fernanda Chalabi. "O país é um dos países onde o consumo de moderadores de apetite bate recordes", destaca o neurologista Flávio Sallem. Existem três principais grupos de remédios para emagrecer: anorexígenos, sacietógenos e inibidores de absorção de gorduras. Os anorexígenos inibem o apetite e têm em sua composição substâncias conhecidas como anfetaminas (que podem ser perigosas). O segundo grupo age no estímulo da sensação de saciedade: o indivíduo sente fome, mas com uma porção menor de alimentos fica satisfeito. O terceiro atua na inibição da absorção intestinal de cerca de 30% da gordura ingerida, entretanto só ajuda se a pessoa come pouco (se come muito, os 30% que deixam de ser absorvidos podem não ser suficientes para a perda de peso). 14-Tomar remédio sem orientação pode causar problemas graves. VERDADE: "Ingerir um medicamento inadequado para o problema ou de forma errada, como em dose ineficaz ou excessiva, pode mascarar os sintomas de uma doença mais séria ou até provocar distúrbios importantes como uma lesão hepática, por exemplo", adverte a farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi. 15-Produtos naturais para emagrecer, como quitosana, são seguros. PARCIALMENTE VERDADE: trata-se de um produto natural extraído de crustáceos com uma ação positiva no emagrecimento, pois inibe a absorção de gordura. "Mesmo assim, pode causar efeitos colaterais em indivíduos alérgicos a frutos do mar", diz a farmacêutica Fernanda Chalabi. Supostamente, apresenta um mecanismo de absorção de gordura que diminui o valor calórico das refeições. "No entanto, estudos não comprovaram sua eficácia cientificamente. Parece que sua ajuda no emagrecimento depende da dieta individual", completa. FONTE:http://noticias.bol.uol.com.br/

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

MITO OU REALIDADE:OS OLHOS NUNCA MENTEM

Muita gente acredita que, ao observar o movimento dos olhos de uma pessoa, é possível saber se ela está mentindo ou não. “A ideia é até ensinada em cursos de treinamento organizacional”, aponta a psicóloga Caroline Watt, da Universidade de Edimburgo (Reino Unido). Em estudo recente, ela e sua equipe colocaram o mito à prova e concluiram que, no fim das contas, a noção de que “os olhos não mentem” não se confirma. O estudo teve três partes. Na primeira, os pesquisadores pediram aos 32 participantes para que escondessem um aparelho celular e voltassem até eles. Em seguida, tiveram seus depoimentos gravados duas vezes (em uma delas, mentindo e, na outra, dizendo a verdade). Os vídeos, sem som, foram comparados por um grupo de avaliadores, que, apenas observando os olhos do participante, não souberam dizer quando ele estava mentindo. Seria uma falha dos avaliadores? Na segunda parte do estudo, 50 pessoas foram treinadas para reconhecer padrões de movimentação dos olhos. Ainda assim, elas não conseguiram identificar quem estava mentindo. Os cientistas ainda especularem que talvez as mentiras fossem muito “leves” – se fossem descobertas, não aconteceria nada demais. Assim, na terceira parte do estudo, os pesquisadores analisaram gravações de depoimentos feitos a policiais, nos quais a pessoa pedia que buscassem parentes ou amigos que haviam desaparecido. Na metade dos casos, a pessoa estava mentindo (conforme revelavam as investigações policias), mas os movimentos de seus olhos não revelava isso – eram praticamente iguais aos das pessoas que diziam a verdade em seus depoimentos. “Nosso estudo não encontrou base para essa ideia e sugere que está na hora de abandoná-la”, resume a psicóloga. Talvez ela funcione… em seriados policiais. FONTE:WebMD

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

GORDINHO SAUDÁVEL É UM MITO, DIZ PESQUISA

Defendida por uma corrente de endocrinologistas e nutricionistas, a ideia de que um indíviduo com sobrepeso possa ser um 'gordinho saudável' não passa de um mito, segundo uma nova pesquisa. O estudo, conduzido por cientistas canadenses com mais de 60 mil pessoas, mostrou que o excesso de gordura ainda traz riscos à saúde, mesmo quando os níveis de colesterol, pressão arterial e açúcar são normais. Divulgada na publicação científica "Annals of Internal Medicine", a pesquisa analisou resultados de mais de 1 mil outros estudos publicados sobre o tema. Os pesquisadores do Hospital Mount Sinai, em Toronto, terminaram por contradizer a máxima de que o excesso de peso não implicaria necessariamente em riscos para a saúde desde que os indivíduos se mantivessem saudáveis de outras maneiras. MITO O levantamento concluiu que pacientes com sobrepeso cujo coração foi monitorado por mais de 10 anos não apresentaram qualquer melhora na saúde. Os cientistas argumentam que os 'gordinhos', apesar de metabolicamente saudáveis, têm, provavelmente, fatores de risco subjacentes que pioram com o tempo. Responsável pelo estudo, Ravi Retnakaran disse à BBC: "Nossos resultados realmente colocam em dúvida a existência desse conceito obesidade saudável". "Os dados sugerem que tanto os pacientes que são obesos e metabolicamente doentes quanto os que são obesos, mas metabolicamente saudáveis têm risco elevado de morte por doenças cardiovasculares. Nesse sentido, a 'obesidade saudável' pode ser considerada um mito." A Fundação Britânica do Coração diz que a obesidade é um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares e as pesquisas mostram que não há nível saudável de obesidade. Para a enfermeira chefe de doenças cardíacas Doireann Maddock, "mesmo se os níveis de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue estiverem normais, a obesidade ainda pode colocar o coração em risco". Ela destaca a necessidade de uma mudança no estilo de vida em detrimento de uma preocupação exagerada com os fatores de risco individuais. "Além de acompanhar seu peso, se você parar de fumar, começar uma atividade física regular e mantiver a pressão arterial e o nível de colesterol a um nível saudável, você pode fazer uma diferença na redução de seu risco de doença cardíaca." "Se você está preocupado com seu peso e quer saber mais sobre as mudanças que você deve fazer , marque uma visita com o seu médico." FONTE: http://zip.net/bwlG6Y