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sábado, 27 de junho de 2015
SEU CELULAR E TABLET ESTÃO PREJUDICANDO SUA VISÃO
Todo mundo deve ter ouvido de sua mãe ou avó que deveria ficar mais longe da televisão ou do computador, para não “cansar as vistas”. Pois a sua mãe ou avó estava certa: usar computador ou televisão, e mais recentemente, celular smartphone e tablets, pode realmente estar prejudicando a sua visão.
domingo, 12 de abril de 2015
A MULHER QUE ENXERGA 100 VEZES MAIS CORES DO QUE UMA PESSOA NORMAL
Concetta Antico é uma pessoa especial. Por sofrer de uma mutação genética, a australiana é capaz de enxergar 100 vezes mais cores do que um ser humano comum. O nome dessa condição é tetracromatismo – basicamente, ela tem mais receptores de cores em seus olhos.
Para descrever uma folha, Antico diz: “É como um mosaico de cores. Na borda consigo ver laranja, vejo também um pouco de roxo e vermelho na região sombreada. Talvez você consiga ver verde escuro, mas eu noto violeta, turquesa e até azul”. Sua diferença para o resto das pessoas está nas células cone; já que possui quatro na região dos olhos, enquanto pessoas sem a mutação possuem três.
Essa célula é conhecida por absorver as ondas particulares de luz e transmiti-las ao cérebro. Uma pessoa comum consegue enxergar cerca de um milhão de cores, já no caso do tetracromata estima-se que esse número chegue aos 100 milhões. “É chocante para mim o quão pouco as pessoas podem ver”, diz Antico.
Por anos, pesquisadores não conseguiram definir a existência dessa condição genética. Mas com o tempo chegaram ao diagnóstico da mutação, como: a gigantesca maioria dos casos acontece com mulheres, por se tratar de uma alteração no cromossomo X. E esse é o caso da artista australiana.
Acredita-se que 1% da população mundial seja tetracromata, porém esse não é um diagnóstico fácil. De acordo com Kimberly Jameson, especialista que cuida do caso desde 2012, “a diferença entre um tetracromata e uma pessoa normal não é tão drástica como a de um daltônico para a visão comum”.
No caso da população sem tetracromatismo, existem três cores que dominam o espectro de visão da retina: vermelho, verde e azul. Já no caso de Antico, as pesquisadoras acreditam que está mais na linha de um “avermelhado, alaranjado e amarelo; mas ainda completamente incertos”.
“Se você possui uma célula cone extra na retina, isso complica a formação de sinal ao cérebro. Nós queremos saber como isso funciona”, diz Jameson. Os cientistas acreditam que essa mutação pode ser aperfeiçoada a partir da passagem de tempo. O nome científico dessa evolução é neuroplasticidade, com diz a cientista: “Uma possibilidade é que o sistema aprenda a usar esses sinais. A conexão cria seu próprio código na região do córtex”.
Mas apesar de existirem outras tantas pessoas no mundo com a mutação, poucas possuem essa excepcional percepção das cores, pois não treinaram seus cérebros para prestar atenção. No caso de Antico, há um significado para isso: “Eu era diferente de uma criança normal. Aos sete anos já pintava e era fascinada por cores”. Além disso, a artista possui um motivo especial para tentar entender a mutação: sua filha sofre de daltonismo. “Eu não achava que tinha alguma relação comigo. Mas ela é daltônica por minha causa”, conta Antico.
A cientista conta que a ajuda da pintora é essencial: “Se nós conseguirmos entender o potencial genético do tetracromatismo, nós poderemos compreender muitas coisas ainda não desvendadas sobre processamento visual”.
Além de colaborar com as pesquisadoras, a mulher espera abrir uma escola de arte para daltônicos, e também uma plataforma online para ajudar tetracromatas. “Eu quero me certificar de que, antes de morrer, vou ajudar a definir o tetracromatismo. Há muitos por aí e quero ajudá-los a encontrar um caminho”, finaliza a pintora.
FONTE: megaarquivo.com/2015/04/11/11-276-a-mulher-que-enxerga-100-vezes-mais-cores-do-que-uma-pessoa-normal/
sexta-feira, 3 de abril de 2015
FALAR UMA 2° LÍNGUA PODE MUDAR A FORMA COMO VC VÊ O MUNDO
Está precisando ter a mente mais aberta? Matricule-se na escola de línguas mais próxima da sua casa. Segundo um novo estudo, falantes de inglês e alemão colocam ênfases diferentes sobre ações e suas consequências, influenciando a maneira como pensam sobre o mundo. O trabalho também constata que os bilíngues podem extrair o melhor de ambas as visões de mundo, podendo tornar o seu pensamento mais flexível.
Desde os anos 1940, cientistas cognitivos têm debatido se a sua língua materna influencia seu modo de pensar. A discussão tem sido reacendida nas últimas décadas, como um número crescente de estudos sugerindo que a linguagem pode levar os falantes a prestarem atenção em certos aspectos do mundo.
Falantes de russo são mais rápidos para distinguir tons de azul do que os falantes de inglês, por exemplo. E falantes de japonês tendem a agrupar objetos por material e não forma, enquanto os coreanos se concentram no quão firmemente os objetos se encaixam. Ainda assim, os céticos argumentam que tais resultados são artefatos de laboratório ou, na melhor das hipóteses, apenas refletem as diferenças culturais entre os participantes, algo que não teria relação com a linguagem.
No novo estudo, os pesquisadores se voltaram para as pessoas que falam vários idiomas. Ao estudar bilíngues, “nós estamos pegando esse debate clássico e virando-o de cabeça para baixo”, diz o psicolinguista Panos Athanasopoulos, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido. Ao invés de perguntar se os falantes de diferentes línguas têm mentes diferentes, eles se perguntaram se duas mentes diferentes poderiam existir dentro de uma pessoa.
Nova abordagem
Athanasopoulos e seus colegas estavam interessados em uma diferença especial na forma como falantes do inglês e do alemão tratam certos eventos. O inglês tem um conjunto de ferramentas que permite situar gramaticalmente ações no tempo: “I was sailing to Bermuda” (“Eu estava navegando para Bermuda”) é diferente de “I sailed to Bermuda” (“Eu naveguei para Bermuda ”). O alemão não tem esse recurso. Como resultado, os falantes alemães tendem a especificar os começos, meios e fins de eventos, mas os falantes de inglês muitas vezes deixam de fora os fins e concentram-se nos meios. Olhando para a mesma cena, por exemplo, um falante de alemão poderia dizer: “Um homem sai de casa e vai para a loja”, enquanto o de inglês apenas diria: “Um homem está andando”. Esta diferença linguística parece influenciar como os falantes das duas línguas interpretam eventos. Athanasopoulos e seus colegas pediram a 15 falantes nativos de cada idioma para assistir a uma série de vídeos que mostravam pessoas praticando caminhada, ciclismo, corrida ou dirigindo. Em cada conjunto de três vídeos, os pesquisadores pediram aos indivíduos para decidir se uma cena com um objetivo ambíguo (uma mulher caminha por uma rua em direção a um carro estacionado) era mais parecida com uma cena com uma meta clara (uma mulher entra em um prédio) ou uma cena sem objetivo (uma mulher caminha por uma estrada rural). Os falantes do alemão compararam cenas ambíguas com cenas com metas claras cerca de 40% da vezes, em média, em comparação com 25% entre os falantes de inglês. Esta diferença implica que os falantes do alemão são mais propensos a se concentrar em possíveis resultados das ações das pessoas, mas os falantes de inglês prestam mais atenção à ação em si. Falantes bilíngues, por sua vez, pareciam alternar entre essas perspectivas com base na linguagem mais ativa em suas mentes. Os pesquisadores descobriram que 15 alemães fluentes em inglês eram tão focados em uma meta quanto qualquer outro falante nativo, quando testados em alemão em seu país de origem. Mas um grupo similar de 15 bilíngues alemão-inglês testados em inglês no Reino Unido tinham, assim como como falantes nativos de inglês, foco na ação. Essa alteração também pode ser vista como um efeito da cultura, mas um segundo experimento mostrou que os bilíngues também podem mudar de perspectivas tão rápido quanto podem mudar de idioma.Enganando o cérebro
Em outro grupo de 30 bilíngues de alemão-inglês, os pesquisadores mantiveram uma língua ocupada durante a atividade com os vídeos, fazendo os participantes repetirem sequências de números em voz alta em inglês ou alemão. Distrair uma língua parecia trazer automaticamente a influência da outra língua à tona. Quando os pesquisadores “bloquearam” o inglês, os sujeitos agiram como alemães típicos e acharam que vídeos ambíguos eram semelhantes ao que tinham uma meta. Com alemão bloqueado, os indivíduos bilíngues agiram como falantes de inglês e combinaram as cenas ambíguas com as incertas. Quando os pesquisadores surpreenderam os participantes mudando a linguagem dos números de distração no meio do experimento, o foco das pessoas sobre objetivos versus ações mudou junto com a linguagem. Os resultados sugerem que uma segunda língua pode desempenhar um importante papel inconsciente na elaboração da percepção. “Por ter uma outra língua, você tem uma visão alternativa do mundo”, explica Athanasopoulos. “Este é um avanço importante”, diz o cientista cognitivo Phillip Wolff, da Universidade Emory, em Atlanta, que não estava ligado ao estudo. “Se você é bilíngue, é capaz de entreter diferentes perspectivas e ir e voltar”, diz ele. “Isso realmente não tinha sido demonstrado antes”. Apesar disso, pesquisadores que duvidam que a linguagem desempenha um papel central no pensamento provavelmente permanecerão céticos. A psicóloga cognitiva Barbara Malt, da Universidade Lehigh, em Bethlehem, Pensilvânia, acredita que o ambiente artificial do laboratório pode condicionar as pessoas, fazendo com que confiem na linguagem mais do que normalmente fariam. “Em uma situação do mundo real, eu poderia encontrar razões para dar atenção à continuidade de uma ação e [também poderia ter] outros motivos para prestar atenção ao ponto final”, diz ela, descrente desta linha de pensamento. Para ela, tais mecanismos não existem somente em pessoas bilíngues e o simples conhecimento de outra linguagem não seria capaz de filtrar a maneira como enxergamos a realidade. fonte: news.sciencemag.org/brain-behavior/2015/03/speaking-second-language-may-change-how-you-see-worldsexta-feira, 16 de maio de 2014
COMO É A AREIA VISTA DO MICROSCÓPIO
Quando comparamos algo a um grão de areia geralmente queremos dizer que esse algo é pequeno ou insignificante, mas as fotografias microscópicas do Dr. Gary Greenberg visam transformar este estereótipo em sua cabeça. Suas fotografias de grãos minúsculos de areia ampliados até 300 vezes revelam que cada grão de areia pode ser bonito e original. Confira!
FONTE:Science Blux
terça-feira, 29 de abril de 2014
NEBULOSA ESCARLATE SÓ PODE SER VISTA À DISTÂNCIA
HIDROGÊNIO BRILHANTE:
Esta nova imagem obtida no Observatório de La Silla do ESO, no Chile revela uma nuvem de hidrogênio chamada Gum 41.
No seio desta nebulosa pouco conhecida, estrelas luminosas, quentes e jovens, emitem radiação que faz brilhar o hidrogênio circundante num tom escarlate muito distinto.
A região do céu austral na constelação do Centauro revela muitas nebulosas brilhantes, cada uma associada a estrelas quentes recém-nascidas que se formaram das nuvens de hidrogênio gasoso.
A intensa radiação emitida pelas estrelas jovens excita o hidrogênio restante, fazendo com que este brilhe na cor vermelha típica das regiões de formação estelar.
Outro exemplo famoso do mesmo fenômeno pode ser observado na Nebulosa da Lagoa, uma enorme nuvem que brilha em semelhantes tons escarlates.
SÓ VISTA DE LONGE:
A nebulosa Gum 41, vista nesta imagem, situa-se a cerca de 7.300 anos-luz de distância da Terra.
As nuvens parecem ser muito espessas e brilhantes, mas não é este o caso. Se um hipotético viajante espacial passasse pelo meio desta nebulosa, muito provavelmente nem a notaria.
É que, mesmo de muito perto, a nebulosa apresenta-se tênue demais para poder ser detectada pelo olho humano, fato que ajuda a perceber como é que um objeto tão grande apenas foi descoberto em meados do século XX - a sua radiação expande-se de modo muito tênue e o brilho vermelho não se revela adequadamente no espectro visível.
Esta imagem foi produzida pela combinação de imagens captadas através de três filtros de cor (azul, verde e vermelho) e de um filtro especial que capta a radiação vermelha emitida pelo hidrogênio.
Gum 41 é, na realidade, uma pequena parte de uma estrutura muito maior chamada Nebulosa Lambda Centauri, também conhecida pelo nome mais exótico de Nebulosa da Galinha Fugitiva.
FONTE:INOVACAOTECNOLOGICA
segunda-feira, 28 de abril de 2014
OS GATOS POSSUEM VISÃO PSICODÉLICA
Com seus movimentos elegantes, os gatos são um símbolo do misticismo. Agora, essa reputação misteriosa ganha impulso com uma nova descoberta: os gatos domésticos conseguem enxergar coisas invisíveis aos nossos olhos.
Ao contrário dos seres humanos, os gatos e outros animais podem ver listras psicodélicas nas flores e formas brilhantes nas penas das aves. Para nossa sorte, também ignoramos as marcas de urina que salpicam a paisagem.
O segredo da “hipervisão” dos felinos é a detecção da luz ultravioleta (UV). Um novo estudo, publicado na revista Proceedings of the Royal Society B, descobriu que cães, gatos e outros animais conseguem enxergar a luz UV, geralmente invisível aos seres humanos.
“Há muitos exemplos de objetos que refletem a radiação ultravioleta, algo que somente os animais sensíveis aos raios UV conseguem ver”, explica o co-autor do estudo, Ronald Douglas. “Alguns exemplos são os padrões das flores, que indicam onde está o néctar, os rastros de urina que levam a uma presa, e as renas, que enxergam os ursos polares porque a neve reflete os raios UV, mas não sua pelagem branca”.
Portanto, uma rena, um gato ou um cão veriam um animal branco e peludo, como um coelho, saltando no meio de uma nevasca, enquanto a maioria das pessoas só veria um borrão branco.
O estudo determinou que gatos, cães, roedores, ouriços, morcegos, furões e ocapis são capazes de detectar níveis expressivos de raios ultravioleta.
“Há quase um século, sabemos que muitos invertebrados, como as abelhas, conseguem enxergar a luz ultravioleta”, explica Doulgas, acrescentando que aves, peixes, répteis e alguns anfíbios passaram integrar a lista nas últimas décadas.“No entanto, acreditava-se que os mamíferos não enxergavam a luz ultravioleta porque não têm os pigmentos visuais sensíveis a ela. Além disso, seu cristalino é semelhante ao humano, o que impede que a luz UV atinja a retina”.
Os pigmentos visuais são substâncias que absorvem a luz e a convertem na atividade elétrica transmitida pelos neurônios. No entanto, nem sempre eles são necessários para a sensibilidade à luz UV. De fato, a “mídia ocular” (partes transparentes do olho, como a córnea e o cristalino ) de certos animais transmite comprimentos de onda UV.
“Essa habilidade permite que mais luz chegue à retina, uma vantagem para um felino noturno”, diz Douglas.
Ela também pode explicar por que os gatos são obcecados por objetos incomuns, como folhas de papel. Branqueadores ópticos são adicionados a papel, tecidos, cosméticos, detergentes e xampus para deixá-los mais claros. Como essas substâncias absorvem a luz do espectro UV, podem parecer diferentes ou se destacar aos olhos dos animais sensíveis aos raios ultravioleta.
As pessoas que substituíram o cristalino em cirurgias de catarata também conseguem ver parte da luz UV, ao contrário da maioria dos seres humanos.
“A suposição geral é que os raios UV são prejudiciais. Eu trabalho bastante no Ártico, onde os níveis de radiação UV são muito elevados, sobretudo na primavera e início do verão, quando ainda há muita neve e gelo. Como essas superfícies refletem 90% da luz UV, os animais são expostos por todos os lados. Se você não usar óculos de neve, seus olhos começam a doer em 15 minutos”, acrescenta Jeffery.
No entanto, estudos realizados com renas descobriram que a exposição contínua aos raios UV não geram qualquer tipo de incômodo.
Gatos, renas e outros animais capazes de detectar a luz UV talvez contem com algum tipo de proteção contra os danos visuais. A luz UV também contribuiria para a visão de imagens embaçadas.
“Se há uma coisa em que os seres humanos são bons, é em enxergar detalhes”, diz Douglas. “Talvez seja por isso que o nosso cristalino reflete a luz UV. Do contrário, veríamos um mundo mais borrado”.
FONTE:Animal Planet
quinta-feira, 3 de abril de 2014
CIENTISTAS CONSTROEM O 1° MAPA DE COMO O CÉREBRO ORGANIZA TUDO O QUE VEMOS
Nossos olhos podem ser a nossa janela para o mundo, mas como é que vamos fazer para que se tenha sentido as milhares de imagens que inundam nossas retinas a cada dia? Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, descobriram que o cérebro está “programado” a colocar em ordem todas as categorias de objetos e ações que vemos. Eles criaram o primeiro mapa interativo de como o cérebro faz esta organização.
O resultado foi obtido por meio de modelos computacionais de dados de imagens cerebrais coletadas enquanto pessoas assistiam horas de clipes de filme. Pesquisadores chamam de “um espaço semântico contínuo.”
Algumas relações entre as categorias fazem sentido (humanos e animais partilham a mesma “vizinhança semântica”), enquanto outros (corredores e baldes) são menos óbvios. Os pesquisadores descobriram que pessoas diferentes compartilham um layout semântico similar.
Mapas mostram como diferentes categorias de objetos vivos e não-vivos que vemos são relacionados um ao outro no cérebro “espaço semântico”.
Segundo Alexander Huth, estudante de doutorado em neurociência na Universidade de Berkeley e principal autor do estudo publicado na revista Neuron em 19/12/2012, foi possível compreender mais detalhadamente como funciona a organização do cérebro. Ele criou um visualizador do cérebro (click aqui e veja o visualizador) que demonstra, de forma mais detalhada a organização de um único cérebro humano.
Uma compreensão mais clara de como o cérebro organiza o seu campo visual pode ajudar no diagnóstico médico e tratamento de distúrbios cerebrais. Estes resultados também podem ser utilizados para criar interfaces cérebro-máquina, particularmente em sistemas de reconhecimento de imagem facial e outros.
“Nossa descoberta sugere que as varreduras do cérebro poderão em breve ser usadas para rotular uma imagem que alguém está vendo, e também pode ajudar a ensinar os computadores a melhor forma de reconhecer as imagens”, disse Huth, que produziu um vídeo e um site interativo para explicar a ciência do que os pesquisadores descobriram.
Os pesquisadores descobriram que as categorias de objeto ou ação que os seres humanos veem altamente organizados e que a sobreposição de mapas cobrem em torno de 20 por cento do cérebro.
Mapas mostram como diferentes categorias de objetos vivos e não-vivos que vemos são relacionados um ao outro no cérebro “espaço semântico”.
Para a realização do experimento, a atividade cerebral de cinco pesquisadores foi gravada via Ressonância Magnética funcional. Eles assistiam duas horas de clipes de filme. Então era verificado o fluxo sanguíneo medido simultaneamente em milhares de locais em todo o cérebro. Os pesquisadores então utilizaram análise de regressão linear, e assim encontraram correlações em dados, para construir um modelo que mostra como cada um dos cerca de 30 mil locais no córtex responderam a cada uma das 1.700 categorias de objetos e ações vistas nos clipes de filme. Em seguida, eles usaram a análise de componentes principais, um método estatístico que pode resumir grandes conjuntos de dados, para encontrar o “espaço semântico” que era comum a todos os sujeitos do estudo. Os resultados são apresentados nos mapas coloridos, multidimensionais que mostram mais de 1.700 categorias visuais e suas relações entre si. Categorias que ativam as mesmas áreas do cérebro têm cores semelhantes. Por exemplo, os seres humanos são o verde, os animais são amarelos, os veículos são cor de rosa e violeta e os edifícios são azuis.
“Ao utilizar o espaço semântico como uma ferramenta de visualização, nós vimos imediatamente que as categorias são representadas nestes mapas incrivelmente complexas que abrangem muito mais do cérebro do que esperávamos”, disse Huth.
FONTE: UC Berkeley New Center
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
A FORMA COMO VOCÊ VÊ OS OUTROS DIZ MUITO SOBRE VOCÊ
É melhor pensar duas vezes antes de falar dos outros, porque suas palavras podem revelar muito sobre sua própria personalidade, mesmo aquelas características as quais você pode não estar ciente de que possui.
Essa é a conclusão de um novo estudo que afirma que a maneira como você vê os outros reflete muito sobre quem você é, incluindo tanto boas quanto más características.
Segundo os pesquisadores, ver os outros positivamente revela seus próprios traços positivos. Por outro lado, suas palavras podem revelar percepções negativas de outras pessoas que estão ligadas ao narcisismo, o comportamento anti-social, e até mesmo neura.
Os participantes do estudo, estudantes universitários, foram convidados a falar sobre as características positivas e negativas de outros estudantes com os quais estavam familiarizados.
Os pesquisadores descobriram que a tendência de uma pessoa de descrever outras de forma positiva é um indicador importante da positividade das características da própria pessoa. Fortes associações foram encontradas entre positivamente julgar os outros e o quão entusiástico, alegre, bondoso, cortês, e emocionalmente estável a pessoa se descreveu e foi descrita por outros.
Ver as pessoas de forma positiva também mostra o quanto as pessoas estão satisfeitas com suas próprias vidas e o quanto elas são queridas por outros. Os investigadores dizem que as percepções negativas de outras pessoas estão ligadas a níveis mais elevados de narcisismo e comportamento anti-social.
A simples tendência de ver pessoas negativamente indica uma probabilidade maior de depressão e transtornos de personalidade diferentes. Os pesquisadores dizem que encontrar maneiras de levar as pessoas a ver o outro de forma mais positiva pode promover a cessação de comportamentos associados com transtornos de personalidade.
Ser excessivamente negativo ao descrever alguém pode ser uma dica de que a pessoa é desagradável, infeliz, neurótica, ou tem outros traços negativos de personalidade.
Os investigadores encontraram fortes evidências de que a tendência de perceber positivamente os outros em nosso meio social é uma característica altamente estável que não muda substancialmente ao longo do tempo.
Segundo os autores, os resultados mostram que o que uma pessoa vê no outro é mais do que simplesmente a projeção da sua própria imagem. Mas pode mostrar muito de quem você é.
FONTE:WebMD
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