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domingo, 31 de agosto de 2014
O PESSIMISMO PODE IMPEDIR A EFICÁCIA DE REMÉDIOS
Pesquisadores descobriram que se o paciente acreditar que o remédio não vai funcionar, a profecia pode se realizar. Os benefícios dos analgésicos podem ser potencializados ou completamente neutralizados dependendo da expectativa do paciente. O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, também identifica quais áreas do cérebro são afetadas pelo pensamento positivo ou negativo.
Durante o estudo, os especialistas aplicaram calor nas pernas de 22 pacientes, que depois descreveram o nível de dor em uma escalas de 1 a 100. Eles estavam presos a um suporte intravenoso para que os médicos pudessem aplicar remédios secretamente. A média inicial do nível de dor foi registrada como 66. Depois os médicos aplicaram um analgésico potente, remifentanil, sem que os pacientes soubessem, e o nível de dor baixou para 55. Quando os pacientes souberam que estavam sob efeito do remifentanil, a média baixou mais ainda para 39. Depois, sem que a dose fosse modificada, os médicos disseram que o analgésico havia sido suspenso e que eles deveriam esperar dor, e então a média subiu para 64. Então, mesmo que os pacientes ainda estivessem recebendo o remifentanil, disseram sentir o mesmo nível de dor de quando estavam sem analgésico nenhum.
Irene Tracey, da Universidade de Oxford, disse à BBC: "É fenomenal. É um dos melhores analgésicos que temos e a influência do cérebro pode aumentar vastamente seu efeito ou neutralizá-lo completamente". O estudo foi conduzido com pessoas saudáveis, sujeitas a dor por um período curto. Pessoas com doenças crônicas que já tentaram outros remédios por anos podem ter uma experiência muito mais negativa.
Analisando as imagens dos cérebros dos pacientes, os cientistas descobriram que a expectativa do tratamento positivo foi associada com atividades nas áreas cingulo-frontal e subcortical do cérebro, enquanto as expectativas negativas levaram a uma atividade maior no hipocampo e no córtex frontal medial.
Os pesquisadores também dizem que esse estudo pode acabar com os experimentos médicos aleatórios que avaliam a eficácia de novos remédios, já que eles não levam em conta a expectativa dos pacientes. "É mais uma evidência de que nós só conseguimos o que esperamos da vida", diz George Lewith, da Universidade de Southampton.
FONTE:http://saude.hsw.uol.com.br/pessimismo-remedios.htm
CONHEÇA OS PRINCIPAIS MITOS SOBRE ALIMENTAÇÃO
Mito 1: BATATAS E PÃO ENGORDAM.
Fato: É exatamente o oposto. Legumes e pão (integral) são carboidratos de qualidade necessários para fornecer energia para cada parte do seu corpo, desde seu cérebro até seus músculos. O que causa problema é a maneira como você os come: passar manteiga em uma fatia de pão de trigo integral ou fritar a batata pode dobrar, triplicar ou quadruplicar as calorias.
Mito 2: BEBER UM COPO DE ÁGUA ANTES DE UMA REFEIÇÃO REDUZ O APETITE.
Fato: Sim e não. Água controla o apetite quando está misturada ao alimento, como em uma sopa, ou em uma bebida grossa. Aparentemente, quando a água está ligada à alimentação, a digestão é lenta. É por isso que mulheres em um estudo disseram que se sentiram mais satisfeitas com sopa de frango com arroz do que frango com arroz e um copo de água - mesmo com a sopa tendo 27% menos calorias! Uma exceção a essa regra: É fácil confundir fome e sede, por isso, se tiver vontade de comer alguma coisa, mas não sabe o que, beba um copo grande de água e aguarde alguns minutos. Você pode perceber que na verdade era isso o que seu corpo realmente queria.
Mito 3: MARISCO É RICO EM COLESTEROL.
Fato: Por um lado, é verdade. Apenas 3 gramas de camarão oferecem mais de um terço de seu colesterol diário. Mas há um outro lado surpreendente nessa história: camarão é pobre em gordura saturada - o tipo de gordura que se torna mau colesterol (LDL), aquele que entope as artérias - e tem um pouquinho de ômega-3, que é saudável para o coração. Na Universidade da Califórnia do Sul, pesquisadores descobriram que comer moluscos toda semana, tal como camarão, reduziu o risco de ataque cardíaco em 59 por cento!
Mito 4: HAMBÚRGUER E BATATAS FRITAS CONSUMIDOS OCASIONALMENTE NÃO VÃO TE MATAR.
Fato: Depende da sua definição de "ocasionalmente". Se ocasionalmente é toda sexta à noite e, em seguida, mais um pouco, bem, você pode estar sendo negligente. Mas, se isso significa algumas poucas vezes por mês, e você está em forma, com boas medidas (isto é, peso, tamanho da cintura, colesterol, pressão arterial), e você está consumindo legumes, grãos integrais, nozes e outros pratos nutritivos na maioria dos outros dias, sim, você vai viver. Mas poucos de nós são tão perfeitos. Se você ocasionalmente pisar na bola, tente compensar os efeitos de uma refeição gordurosa com uma caminhada de 90 minutos a pé depois.
Mito 5: AS MULHERES NATURALMENTE GANHAM PESO APÓS A MENOPAUSA.
Fato: Enquanto você pode culpar um monte de coisas pelos hormônios (desde acne até TPM), neste caso, a redução das atividades físicas é a causa mais provável. Estudos após estudos descobriram que as mulheres mais velhas que se exercitam regularmente e vigorosamente podem manter as suas medidas.
Mito 6: REFRIGERANTE DIET É PIOR DO QUE O CONVENCIONAL.
Fato: O ideal para todos nós seria consumir água, suco de frutas diluído e chá verde em vez de beber refrigerante (diet ou regular). Ambos os tipos aumentam os riscos de doenças nos rins e no coração, além de possuírem ácidos que corroem o esmalte do dente, favorecendo o surgimento de cáries.
FATO FINAL (este não é mito):
Manter o seu peso, cintura e índice de massa corporal em um nível desejável pode fazer você aparentar ser até 6 anos mais jovem.
fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/principais-mitos-da-alimenta%C3%A7%C3%A3o-0TER MUITOS AMIGOS NO FACEBOOK PODE CAUSAR ESTRESSE
Pesquisa sobre o uso do Facebook feita pela Universidade Edinburgh Napier com 200 estudantes mostra que as pessoas que mais têm amigos na rede social se sentem mais estressadas. O Facebook tem mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo. Segundo notícia da BBC, 12% dos estudantes disseram que não gostam de receber pedidos de amizade, enquanto 63% disseram que sempre adiam a confirmação do pedido. Mais de 10% disseram que se sentem ansiosos com o Facebook, e mais de 30% das pessoas disseram que se sentem culpadas por rejeitar pedidos de amizade na rede social.
Kathy Charles, líder do estudo, disse que os resultados levantaram muitos paradoxos. "Por exemplo, mesmo que haja uma grande pressão para aderir ao Facebook, há também uma ambivalência considerável entre os usuários sobre seu benefício", diz Charles. "E ainda descobrimos que justamente as pessoas com mais contatos na rede, que investiram mais tempo online, são as mais suscetíveis ao estresse".
Kathy Charles diz que a causa para o estresse pode ser a pressão que os usuários sentem para bolar atualizações sobre sua vida para um grande número de espectadores. "É como estar em um minicanal de notícias sobre a sua vida. Quanto mais pessoas veem seu feed de notícias, mais você pode sentir como se tivesse uma audiência". A pessoa é quase uma minicelebridade, e a pressão para produzir algo sobre si mesmo é grande.
A grande maioria das pessoas respondeu que a melhor coisa do Facebook é poder manter contato com os amigos, e muitas pessoas não querem sair da rede social por medo de perder informações sociais importantes ou ofender seus contatos. "Como os jogos de azar, o Facebook mantém o usuário em um limbo neurótico, sem saber se deve continuar lá caso perca alguma coisa boa", complementa a líder do estudo.
A pesquisa também descobriu que outras causas para o estresse incluem deletar os contatos indesejados, a pressão para ser criativo e divertido, e ter que usar a etiqueta apropriada com diferentes tipos de "amigos".
FONTE: http://tecnologia.hsw.uol.com.br/amigos-facebook-estresse.htm
O AÇÚCAR É REALMENTE MUITO RUIM PARA A SAÚDE?
O açúcar pode matar você. Essa é a manchete que apareceu em toda a Internet após a publicação de um estudo recente publicado na revista JAMA Internal Medicine. Os estudos feitos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) analisaram a relação entre o consumo de açúcar e as doenças cardíacas. E o que os pesquisadores descobriram é bastante assustador. A dieta americana normal contém adição de açúcar suficiente para aumentar o risco de morte relacionada com o coração em 18%. E o que é pior, consumindo mais de 21% de calorias provenientes de açúcar adicionado (que equivale a 420 calorias em uma dieta de 2.000 calorias por dia), mais do que duplica o risco de morte por doença cardíaca. Não é a primeira vez que a adição de açúcar recebeu uma divulgação negativa. A pesquisa mostrou que muitas coisas doces podem levar à obesidade, diabetes tipo 2, doença arterial coronariana, declínio cognitivo e até mesmo câncer. Então, você deve se apressar para sua despensa ou geladeira e jogar fora tudo o que tem adição de açúcar?
O AÇÚCAR QUE MATA
Nem todo açúcar é ruim para você. Seu corpo precisa de carboidratos (amidos e açúcares naturais, como o que você encontra nas frutas e no leite), que são divididos em glicose para criar energia. O culpado por trás de doenças cardíacas e outros problemas de saúde graves é o açúcar adicionado - qualquer tipo de açúcar que foi adicionado aos alimentos ou bebidas durante o processamento ou preparação. Você encontrará açúcares adicionados em coisas como refrigerantes, bebidas energéticas, bebidas esportivas, sucos de frutas, sorvetes, doces, bolos, biscoitos doces, cereais, pão, iogurte com sabor, molho de salada e ketchup. Esses açúcares adicionam calorias em sua comida, mas pouco ou nenhum nutriente. Em comparação, os alimentos que contêm açúcares naturais tendem a ser rico em nutrientes, o que ajuda o corpo e retarda a absorção de açúcar.
AÇÚCARES ADICIONADOS DE FORMA DISFARÇADA
Costumamos comer alimentos com adição de açúcar, mesmo sem perceber. Isso porque ele é um adoçante sorrateiro, com muitos nomes. Na próxima vez que você olhar para o rótulo dos alimentos, preste atenção em ingredientes que terminam em “ose”, como dextrose, glucose, maltose e sacarose, bem como qualquer tipo de xarope, como por exemplo xarope de arroz, xarope de milho ou de malte. Alguns outros açúcares adicionados incluem mel (que pode ser um pouco mais saudável do que o açúcar refinado por causa de suas pequenas quantidades de fibras e nutrientes), melaço, sucos concentrados de frutas e suco de cana evaporado.
QUANDO É DEMAIS?
Tendo em conta que todas as formas de açúcar adicionado em alimentos processados é ruim para o corpo, qual a quantidade segura? Atualmente, nós simplesmente não sabemos. Não existe um número mágico para a quantidade de açúcar adicionado que é considerado "saudável”. A Associação Americana do Coração recomenda limitar açúcares adicionados a menos de 100 calorias por dia para a maioria das mulheres e 150 para a maioria dos homens. Para colocar as coisas em perspectiva, uma única lata de refrigerante contém cerca de 140 calorias de açúcar, o suficiente para colocar uma mulher em uma categoria de alto risco, se ela bebe uma lata de refrigerante por dia. A Organização Mundial da Saúde recomenda que os açúcares adicionados representem menos de 10% do seu total de calorias (menos de 200 calorias em uma dieta de 2.000 calorias).
Cabe a você decidir se irá cortar completamente açúcares adicionados. Mas se está preocupado que está comendo demais, considere algumas dicas da Associação Americana do Coração:
1. Comprar bebidas de baixa caloria ou sem açúcar.
2. Comprar frutas frescas ou suco natural.
3. Adicione frutas frescas para adoçar cereais ou aveia.
4. Ao cozinhar, corte de um terço à metade do açúcar das receitas.
5. Substitua o açúcar por compota de maçã sem açúcar nas receitas.
FONTE: hsw.uol.com.br/o-çúcar-é-realmente-muito-ruim-para-saúde
COMO FUNCIONAM AS TURBINAS EÓLICAS
Embora seja uma das formas mais antigas de geração de energia, usada principalmente para navegação e agricultura, a força que vem do vento e move as turbinas eólicas, ainda é subutilizada em larga escala. No Brasil, por exemplo, ela é responsável por apenas 2% da matriz energética -o conjunto de todos os métodos responsáveis pela produção da energia disponibilizada para consumido no país.
Porém, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), esse tipo de geração de força deve crescer e muito nos próximos anos. A perspectiva é de que atinja em breve 6% do mercado uma vez que, em 2013, 60,5% dos leilões para entrega de energia futura tiveram a força dos ventos como fonte. A estimativa é que em 2014 cerca de R$ 23 bilhões sejam investidos na produção de energia eólica.
Veja a seguir como funciona o processo de produção de geração de energia a partir das turbinas eólicas.
Torre para produção de energia tem 3 partes
A turbina de energia eólica é montada em uma torre com eixo, pás de rotor e gerador.
As pás são o ponto de partida da geração da energia. Movidas pelo vento, elas transferem a força captada através do rotor. A transferência é feita através do eixo, que é conectado diretamente com o rotor. Dessa forma, quando o rotor gira, o eixo faz o mesmo movimento carregando a energia mecânica proveniente do movimento rotacional para o gerador.
O gerador usa a propriedade da indução magnética para produzir tensão elétrica, que é a força que vai mover a eletricidade de um ponto até outro. Na realidade, a geração de tensão é geração de corrente elétrica. Os geradores mais simples consistem em condutores de ímãs enrolados em forma de bobina. O eixo é conectado a um conjunto de ímãs que circundam a bobina.
Embora seja relativamente simples, todo o desenvolvimento do processo envolve diversos campos do conhecimento científico como meteorologia, aerodinâmica, eletricidade, engenharia civil, mecânica e estrutural, entre outros.
Para o bom funcionamento desse mecanismo, é preciso colocar a torre em um local aberto, onde rajadas de vento possam movimentar as pás do rotor. Afinal, são elas as responsáveis por iniciar todo o processo de produção de energia, que é transferida pelo eixo para o gerador produzindo eletricidade que, depois, através das linha de transmissão chegarão até o consumidor final.
Sistema autônomo necessita de outros equipamentos
Porém, quem quiser construir um sistema de pequeno porte para gerar energia própria, terá que contar com outros equipamentos além da torre.
Um banco de baterias é essencial. Ele é composto por uma ou mais baterias chumbo-ácido 12v seladas. Elas serão usadas para armazenar energia nos períodos de calmaria. Quando há ventos, a energia poderá ser diretamente enviada para o uso dos aparelhos elétricos, mas quando não houver disponibilidade, terá que ser usada a energia armazenada.
Outro apetrecho indispensável é o controlador de carga, para proteger as baterias de sobrecarga ou descarga excessiva. O inversor, um dispositivo eletrônico para converter a energia em corrente contínua para alternada, também é necessário. Ele vai permitir a utilização de eletrodomésticos convencionais.
Vários modelos de turbinas
Embora o mecanismo de funcionamento seja basicamente o mesmo, existem vários tipos de turbina. As de grande porte disponíveis no mercado, em sua grande maioria, possuem eixo horizontal e são tripás (possuem 3 pás de rotor). No entanto, existem também torres monopás, bipás, quadripás e multipás com eixo horizontal, além de máquinas de eixo vertical (Darrieus e Savonius), entre outros dispositivos. Mas, nesses casos, geralmente são máquinas de pequeno porte.
As máquinas mais comuns possuem eixo horizontal. Por isso, devem ter mecanismos que permitam que as pás estejam sempre em posição perpendicular ao vento. As turbinas de eixo vertical, ao contrário, captam a energia eólica sem precisar alterar a posição do rotor quando há mudança na direção do vento.
Turbinas eólicas de grande porte geralmente necessitam de uma velocidade mínima de vento de 6,5 a 7,5 metros por segundo para que possam gerar alguma energia. Já sistemas pequenos usados para fins particulares como bombeamento de água, por exemplo, podem ser economicamente viáveis com ventos de 3,5 a 4,5 metros por segundo.
Desde o final do século XX as turbinas eólicas são produzidas no Brasil. A empresa alemã Enercon instalou uma unidade na cidade paulista de Sorocaba. Em 2001, no Rio de Janeiro, a Enersud também começou a construir turbinas.
Força dos ventos é usada há milênios
A utilização dos ventos para a produção de energia é uma ferramenta da humanidade há pelo menos quatro milênios. Os primeiros dados históricos conhecidos sobre o uso desse tipo de energia são dos egípcios, que construíram velas para capturar a energia eólica e conduzir seus barcos pelos rios e mares.
Cerca de dois mil anos Antes de Cristo, o uso da força dos ventos foi estendido para a agricultura com o uso dos moinhos de ventos pelos babilônios, de acordo com alguns historiadores. Eles utilizavam a ferramenta para moer grãos. Outra corrente histórica relata o surgimento dos moinhos bem mais tarde, 200 anos antes do nascimento de Jesus, na Pérsia.
Independente da data da descoberta, a tecnologia para o uso da energia eólica foi largamente usada pelas antigas civilizações.
Sazonalidade é dificuldade para o uso da energia
Um dos problemas enfrentados para o uso da energia eólica e que transformou outras fontes em mais populares ao longo do tempo é a questão da sazonalidade. As condições climáticas afetam diretamente sua produção uma vez que dependendo das estações do ano venta-se mais ou menos e, mesmo durante o dia, há períodos mais intensos das rajadas. As condições do solo e a topografia do local também influenciam diretamente na frequência e distribuição dos ventos.
Mesmo assim, essa fonte de energia tem se mostrado economicamente viável tanto nos casos de sistemas de pequeno porte como em empreendimentos de maior porte, especialmente se comparados com os investimentos gigantescos feitos, por exemplo, para geração de energia através de hidroelétricas. Países como Alemanha e Dinamarca utilizam a energia eólica de forma expressiva em sua matriz energética.
fonte: hsw.uol.com.br/como-funcionam-turbinas-eólicas
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
MUDANÇAS CLIMÁTICAS SÃO DIFERENTES NOS HEMISFÉRIOS NORTE E SUL
Cientistas afirmam ser necessária uma melhor compreensão dos climas regionais, depois que pesquisas sobre as geleiras da Nova Zelândia revelaram que as mudanças climáticas no Hemisfério Norte não afetam diretamente o clima no Hemisfério Sul.
O problema já havia sido apontado por pesquisadores brasileiros em 2013, que mostraram imprecisões nos dados do IPCC em relação ao Hemisfério Sul.
E também foi uma das razões que fundamentaram a criação de um modelo brasileiro do clima global.
Mudanças climáticas regionais
O novo estudo mostrou que as mudanças climáticas futuras podem impactar de maneira diferente os dois hemisférios, ou seja, uma abordagem global generalizada pode não ser a melhor forma de abordar as questões climáticas que preocupam o mundo todo.
A pesquisa foi realizada por uma equipe da Universidade de Queensland, na Austrália, em colaboração com a Universidade de Griefswald, na Alemanha, a Organização de Ciência e Tecnologia Nuclear da Austrália e a Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, abordando tendências de longo prazo do clima, e não mudanças de curto prazo, como as envolvidas no aquecimento global antropogênico.
O professor Jamie Shulmeister afirma que o estudo forneceu evidências para a sobrevivência de glaciares (geleiras) significativos nas montanhas da Nova Zelândia no final da última era do gelo - um momento em que outras áreas de gelo estavam recuando.
"Este estudo inverte as conclusões anteriores que sugeriam que as geleiras da Nova Zelândia desapareceram ao mesmo tempo que o gelo no Hemisfério Norte," disse ele.
"Nós mostramos que, quando o Hemisfério Norte começou a aquecer no final da última era glacial, as geleiras da Nova Zelândia não foram afetadas.
"Essas geleiras começaram a recuar vários milhares de anos mais tarde, quando as mudanças no Oceano Antártico levaram ao aumento das emissões de dióxido de carbono e ao aquecimento.
"Isso indica que mudanças climáticas futuras podem impactar de maneira diferente os dois hemisférios, e que as mudanças no Oceano Antártico podem ser fundamentais para a Austrália e a Nova Zelândia," explicou o pesquisador.
Ainda não há estudos comparáveis que possam avaliar o impacto das mudanças climáticas locais para regiões de mesma latitude, como a América do Sul e a África.
Mudanças descompassadas
O IPCC - Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU - já havia admitido erros nas previsões sobre o aquecimento global em razão do uso de dados incorretos sobre sobre as geleiras do Himalaia.
A equipe australiana também descobriu que a extensão máxima das geleiras na Nova Zelândia ocorreu milhares de anos antes da máxima no Hemisfério Norte, o que demonstra que o crescimento e decrescimento das camadas de gelo não segue passo a passo nos dois hemisférios.
"As geleiras da Nova Zelândia responderam em grande parte às mudanças locais no Oceano Antártico, em vez de mudanças no Hemisfério Norte, como se acreditava anteriormente.
"Este estudo destaca a necessidade de compreender o clima regional, em vez de um modelo global do tipo solução única que se aplica a todos," disse Shulmeister.
fonte:inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=mudancas-climaticas-diferentes-hemisferios-norte-sul
AS 10 DESCOBERTAS ESPACIAIS BIZARRAS E INESPERADAS
A aparente infinidade de espaço nunca deixa de surpreender a nós, leigos e meros mortais, com suas belas luzes e padrões hipnotizantes. No entanto, até mesmo os cientistas e astrônomos muitas vezes são pegos de surpresa com algumas das descobertas espaciais mais extremas. Veja:
10. O imenso anel de detritos
Uma estrela recém-descoberta, carinhosamente apelidada de IRAS 13481-6124, já está ajudando os astrônomos a descobrir como as estrelas gigantes nascem. Há diferentes classificações de estrelas, ainda que basicamente se resumam a “pequena” e “grande”. E o nosso sol está na sessão das coisas pequenas – fica em um dos menores subconjuntos de estrelas e não é nem mesmo grande o suficiente para morrer em uma explosão gloriosa, como todas as estrelas mais legais do universo. Ao invés disso, se entrega, indo embora com uma tosse fraca, em vez de um estrondo.
Algumas teorias sugerem que as estrelas maiores poderiam nascer da união das menores. Porém, a formação de IRAS aparenta ter sido muito semelhante com a de suas irmãs menores, tirando o crédito da ideia de fusões estelares.
Mesmo que IRAS ainda seja uma recém-nascida, já é um bebê gordo e saudável. Ela está localizada a 10 mil anos-luz de distância, na constelação de Centaurus, e está rodeada por um disco de detritos estelares – o estágio de nascimento de um possível sistema solar. É a primeira vez que os astrônomos foram capazes de observar um evento como esse, e uma estrela pesada (20 vezes a massa do nosso sol) e rica em metal como IRAS contém os elementos necessários para a formação de planetas, possivelmente até mesmo a vida.
9. O Grande Vazio
Espiar o espaço é como olhar para um caleidoscópio – nebulosas policromáticas e galáxias vibrantes espetacularmente únicas. Contudo, o universo constantemente coloca coisas inesperadas em nosso caminho, como o Vazio de Boötes, que é apenas um enorme pedaço de nada.
Batizado por sua proximidade com a constelação de Boötes, ele também é conhecido como o Grande Vazio e foi descoberto em 1981 por Robert Kirshner e seus colegas, que ficaram chocados ao encontrar um esferóide aparentemente vazio do espaço. Depois de muita análise, Kirshner e sua equipe só foram capazes de detectar reles 60 galáxias em uma área que abrange colossais 250 a 330 milhões de anos-luz.
Para uma área de tamanhas dimensões, o número esperado seria algo em torno de 10 mil galáxias. Em comparação, a própria Via Láctea tem pelo menos 24 vizinhos dentro de apenas 3 milhões de anos-luz.
Tecnicamente, esse vazio não deveria existir, já que teorias atuais só são preparadas para lidar com áreas “vazias” muito menores. A própria escala deste monstro de vácuo exige novas teorias, incluindo a ideia mais interessante e absurda: intervenção alienígena.
8. Uma colisão antiga de matéria escura
Há um problema com a nossa galáxia: ela está “tocando” como um sino e os astrônomos não têm certeza do porquê. Mas uma nova teoria sugere que esta anomalia é o resultado de uma perturbação maciça ocorrida há 100 milhões de anos. Esta perturbação veio na forma de uma colisão, ou com outra galáxia, muito menor, ou com uma bola da matéria escura.
Se esta teoria se sustentar, ela resolve um mistério galáctico: os hemisférios norte e sul da nossa galáxia não correspondem, com sua estrutura mudando claramente à medida que passa além do ponto médio da Via Láctea. Este desequilíbrio foi supostamente causado por ondas verticais, as quais eram o resultado de “satélites invisíveis de matéria escura” (como se fossem galáxias invisíveis) se deslocando pelo plano galáctico. Simulações de computador sugerem que essa dissonância vai sossegar relativamente em breve – faltam apenas mais 100 milhões de anos.
7. As menores e mais antigas galáxias
A história do nosso universo está escondida de nós, não só por vãos inimagináveis de tempo e distância, mas também por uma quantidade aparentemente interminável de matéria. O gás e a poeira subvertem os feixes de luz que servem como nossos únicos vislumbres do universo formativo. Mas, às vezes, a imensidão joga a nosso favor e os astrônomos podem ver efetivamente regiões do espaço que estão muito atrás de objetos maciços porque os fótons que passam por ali são deformados e ampliados. Isso é chamado de lente gravitacional, e está permitindo que a NASA veja mais galáxias pequenas, escuras e antigas do que nunca.
Utilizando o aglomerado de galáxias Abell 2744 como uma lente, os astrônomos recentemente fotografaram milhares de galáxias fetais que, aos 12 bilhões de anos, são quase tão antigas quanto o próprio universo. Apesar de Abell 2744 estar a apenas 3,5 bilhões de anos-luz de distância, o efeito de aumento é tão grande que nos forneceu a imagem mais profunda do universo já encontrada: o Primeiro Campo de Fronteira. Como a lente aumenta o tamanho aparente de objetos distantes em até 20 vezes, somos capazes de ver objetos realmente pequenos e apagados, situados quase no final do próprio espaço.
6. Filamento gigantesco de hidrogênio
Uma linha gigantesca de hidrogênio puro avistada no grupo de galáxias NGC 7448 tem intrigado cientistas. Localizada a 500 milhões de anos-luz de distância, a ponte de hidrogênio se estende em um comprimento de 2,6 milhões de anos-luz (bem mais de 20 vezes o tamanho da nossa Via Láctea) e conecta várias galáxias com seus apêndices verdes.
Os astrônomos não esperavam encontrar tal gigante gasoso e sua surpresa foi dupla: primeiro, essas grandes quantias de hidrogênio nunca são encontradas fora das galáxias, uma vez que existem dentro delas para oferecer material para o nascimento de estrelas. Em segundo lugar, o tamanho da coisa é perturbador, já que ela contém mais hidrogênio do que a Via Láctea e a Andrômeda combinadas – e Andrômeda é maior e mais generosamente povoada por estrelas do que a nossa casa galáctica.
Há várias explicações possíveis e a mais glamourosa sugere que estamos vendo o remanescente de uma colisão galáctica.
5. O planeta que não deveria existir
Kepler 78b é uma anomalia: ele não deveria existir. Como a lua de Júpiter, Io, Kepler 78b é um planeta infernal ornamentado com lava e fogo. No entanto, a sua dimensão ímpar, combinada com a sua órbita muito justa ao redor de sua estrela, tem causado um ligeiro tumulto na comunidade científica.
Os astrônomos não sabem como um planeta desse porte acabou tão perto de sua estrela-mãe, uma vez que não há teorias de formação planetária consistentes com essa realidade. E quando dizemos perto, queremos dizer ao alcance de um abraço, já que Kepler 78b está a apenas 1,6 milhões de quilômetros de distância de seu sol, fazendo com que um ano inteiro no planeta tenha menos de nove horas de duração.
Ele é apenas 1,2 vezes maior que a Terra e não é nem mesmo duas vezes mais massivo, tornando-o um dos planetas mais semelhantes ao nosso já encontrado. A sua localização assegura que está muito bem passado, com temperaturas na superfície podendo atingir 2.400 graus Celsius. Os dados também sugerem que sua estrela-mãe era muito maior em sua juventude, o que coloca a órbita atual de Kepler 78b confortavelmente dentro de seu ex-raio estelar. Por isso, o planeta, obviamente, não poderia ter se formado onde está agora, o que mostra a necessidade de novas teorias para tentar explicar a situação. Tudo o que se sabe com certeza é que o 78b em breve será devorado por sua estrela.
4. O aglomerado de estrelas maciço da Via Láctea
A apenas 25 mil anos-luz de distância, o Aglomerado dos Quíntuplos é uma das vistas mais espetaculares da Via Láctea. O aglomerado é semelhante a um jardim de infância cósmico cheio de estrelas de jovens e cintilantes. Esta área é muito densa, com estrelas muito próximas umas das outras.
E com essas distâncias curtas entre elas, foi criado um coquetel incendiário gasoso, que atinge temperaturas de 50 milhões de graus Celsius. O aglomerado também está localizado precariamente perto do centro da galáxia, onde o buraco negro supergigante Sagittarius A engole matéria com uma voracidade alarmante.
Ainda que este seja o aglomerado mais massivo, denso e luminoso em nossa galáxia, ele fica praticamente invisível pela enorme quantidade de detritos no seu caminho. O centro da Via Láctea é obscurecido por manchas de gás incandescente e poeira. Assim, o Aglomerado dos Quíntuplos permaneceu escondido até 1990, quando os astrônomos puderam observar através desta “cobertura” usando imagens infravermelhas.
Entretanto, este objeto impressionante tem um tempo de vida determinado, já que está a uma curta distância do centro da galáxia e em breve será destruído pela fúria gravitacional. Então, pegue seu telescópio infravermelho mais potente e aprecie a vista enquanto ela dura (pelo próximo milhão de anos).
3. Um gigantesco sistema exosolar
Conforme a nossa enciclopédia estelar cresce, estamos descobrindo que muitas estrelas hospedam sistemas multiplanetários. Há 466 desses espécimes, embora quase a metade deles contenham apenas dois planetas. Sistemas mais novos são muito mais fáceis de identificar porque ainda retêm o calor residual da sua formação e um exemplo é a HR 8799. Esta grande estrela jovem abriga quatro gigantes gasosos que fazem Júpiter parecer insignificante. Por sorte, a distância dos planetas em relação à estrela garante que a sua assinatura de luz (visível no infravermelho) seja facilmente perceptível e não dominada pela luz de sua mãe.
E enquanto o menor membro deste sistema solar alienígena faz Júpiter parecer uma criança, o maior chega a ser até 35 vezes mais massivo do que o maior planeta do nosso sistema solar. Seu tamanho, idade e o fato de que o sistema está a apenas 130 anos-luz da Terra tornou HR 8799 relativamente fácil de detectar. Ver esses planetas gasosos gigantes a tal distância do centro solar abre novas teorias sobre como os planetas se formam, devido às diferenças observadas entre eles e os nossos planetas.
2. O cobertor da Via Láctea
A nossa Via Láctea está envolvida em um mistério cósmico enorme: certas partículas subatômicas, chamadas bárions, parecem estar faltando. Basicamente, devia haver muito mais coisas em nossa galáxia do que os cientistas já conseguiram detectar (e não estamos sequer falando de matéria escura).
Mas uma descoberta recente pode colocar um fim ao dilema, pois parece que a nossa galáxia está envolta por uma imensa nuvem de gás superquente. Ela forma um tipo de halo ao redor da Via Láctea, queimando a uma temperatura de 1 a 2,5 milhões Kelvin. O Observatório Chandra, em colaboração com o satélite europeu XMM-Newton e os Suzaku japoneses, foi capaz de observar alguns acontecimentos esquisitos em torno de nossa vizinhança solar. Coletivamente, eles deduziram que a galáxia está coroada por uma grande e inesperada quantia de gás fervente.
O halo de gás é de tamanho indeterminado, embora as diferentes agências espaciais concordem que ele é muito grande. As expetativas são de que este “cobertor” teria pelo menos várias vezes o tamanho da própria galáxia, potencialmente se estendendo muito além.
1. A maior radiogaláxia já descoberta
Radiogaláxias são incrivelmente agradáveis à vista. Elas receberam este nome por emitirem grandes quantidades de energia em comprimentos de onda de rádio e parecerem festas raves cósmicas gigantescas. Os jatos que explodem dos centros das galáxias são acelerados por buracos negros e esta atividade os torna alvos principais para os nossos radiotelescópios.
A maior das radiogaláxias é chamada J1420-0545 e estende-se através de embasbacantes 15 milhões de anos-luz do espaço. Isso equivale a 4,5 mega-parsecs de diâmetro. Porém, as galáxias de rádio vivem rápido e morrem jovens, com seus jatos ardentes e icônicos se decompondo mais ou menos após 10 mil anos – um período de tempo muito mais curto do que mesmo 1% do tempo de vida da galáxia.
Como estas galáxias emitem quantidades insanas de matéria e radiação, elas se esgotam muito rapidamente. Em pouco tempo (em escalas cosmológicas), elas simplesmente desaparecem e se tornam relíquias imperceptíveis. Embora muitas vezes este seja este o caso, isso não necessariamente significa a morte da galáxia, já que seu buraco negro central pode voltar à ativa, incendiando-a toda mais uma vez.
fonte:listverse.com/2014/08/26/10-bizarre-and-unexpected-space-discoveries/
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