Powered By Blogger

Total de visualizações de página

Postagens populares

terça-feira, 21 de abril de 2015

MATERIAL MAIS FORTE DA NATUREZA: DENTE DE LAPA TIRA O TÍTULO DA TEIA DE ARANHA

O mais forte material biológico no mundo rivaliza com a força necessária para transformar carvão em diamante. Ele não vem de uma das maiores criaturas, mas sim, dos pequenos dentes de um caracol do mar, a lapa. Até agora, a seda da aranha tinha reinado suprema como o material biológico mais forte. Mas, engenheiros do Reino Unido descobriram que os dentes que cobrem a língua da lapa (imagem destaque), um caracol aquático, tem uma resistência à tração cerca de cinco vezes maior do que a maioria das teias de aranha. O achado foi publicado no Journal of the Royal Society Interface. Lapas precisam de dentes super fortes, porque elas se penduram em rochas ao longo da beira-mar usando-os. Elas também usam os dentes para raspar algas das rochas para se alimentarem, muitas vezes pegando pedaços de rocha no processo. Os dentes são feitos de nanofibras minerais que fazem parte de uma matriz de proteína. O material é 100 vezes mais fino em diâmetro do que um cabelo humano, e pode suportar as tensões de até 3,0-6,5 gigapascais. Imagine um fio de espaguete segurando cerca de 1600 kg e você terá uma ideia, disse Asa Barber, principal autor.
Mas não espere ver em breve brocas ou coletes à prova de balas de dentes de lapa. Embora possa ser possível usar o material para fazer obturações dentárias, no futuro, os engenheiros estão mais interessados ​​em inventar seu próprio material inspirado no caracol do mar. FONTE: curioso.blog.br/post/dente-lapa-destrona-teia-aranha-material-forte-natureza/

sábado, 18 de abril de 2015

CONHEÇA NOVO MEDICAMENTO CONTRA O DIABETES

Pacientes que convivem com diabetes tipo 2 ganharam mais uma opção de tratamento para a doença. Acaba de chegar ao mercado um novo medicamento oral da classe dos inibidores de SGLT2, cujo mecanismo de ação permite a excreção do excesso de glicose pela urina. A empagliflozina (nome comercial: Jardiance), produzida pelos laboratórios Boehringer Interlheim e Eli Lilly, está sendo vendida ao preço médio de R$ 125(caixa com 30 comprimido). Testes clínicos realizados com 1616 pacientes de todo o mundo, mostraram que a empagliflozina também ajuda na redução do peso, uma vez que retira açúcar, ou seja, calorias do organismo. Pacientes que tomaram o medicamento na dose menor (10 mg) conseguiram perder 2,3 kg após 24 semanas de avaliação, e aqueles que usaram a dose maior (25 mg) emagreceram 2,5 kg no período.

Ação do medicamento

1. Situação normal: Nos rins, estruturas chamadas glomérulos filtram as moléculas de glicose presentes no sangue. No entanto, ao passar pelos túbulos proximais, a glicose é reabsorvida graças ação da proteína SGLT2. Isso ocorre para evitar que organismo perca energia. 2. Com a empagliflozina: A droga age como inibidora da SGLT2. Dessa forma, em vez de serem reabsorvidas para o organismo, as moléculas de glicose são eliminadas pela urina. O mecanismo ajuda no controle do excesso de açúcar em pacientes com diabetes tipo 2. Diariamente,o medicamento permite a eliminação de cerca de 78 gramas de açúcar - o equivalente a 6 colheres de sopa ou 312 calorias. 3. Indicação: A empagliflozina pode ser utilizada sozinha, quando a mudança de hábitos de vida não é suficiente ou quando a metformina (antidiabético)leva à intolerância; ou como terapia adicional, quando diferentes classes de medicamentos não são suficientes. Outras vantagens da droga comprovadas em estudo foram o controle da pressão arterial e a redução dos níveis de triglicérides (tipo de gordura ruim presente no sangue) e de ácido úrico. Todos estes fatores ajudam a diminui o risco de complicações do diabetes, sobretudo de problemas cardiovasculares. No entanto, a empagliflozina aumentou o risco de infecções genitais nos pacientes. - Foram episódios únicos, de fácil tratamento - diz o endocrinologista Douglas Barbieri, gerente médico do grupo da Eli Lilly. Segundo o nefrologista Artur Beltrame, a empagliflozina tem perda de eficácia em pessoas com disfunção renal moderada a grave. - É um remédio que precisa de um rim bom, senão a glicose não chega até ele para ser eliminada - explica Beltrame, professor da Universidade Federal de São Paulo. Ainda não existem estudos comparativos da eficácia da empagliflozina em relação a outros inibidores de SGLT2, como a dapagliflozina e a canagliflozina, que estão há mais tempo no mercado. A nova droga foi testada com administração uma vez ao dia. Os melhores efeitos foram vistos em pacientes de 45 a 65 anos, com sobrepeso e hipertensão. Para pessoas acima de 75 anos, indica-se cuidado pela propensão à desidratação e à perda da função renal. FONTE: Jornal EXTRA

domingo, 12 de abril de 2015

ALIENS ESTÃO INTERFERINDO NAS ONDAS DE RÁDIO?

Uma busca rápida na internet é o suficiente para que você se depare com alguns casos bastante assustadores de sinais de rádio que dizem algo que não entendemos e não sabemos de onde estão sendo emitidos. E, obviamente, a questão não intriga somente meros mortais como nós. Nos últimos oito anos, astrônomos têm quebrado a cabeça para entender uma série de sinais de rádio estranhos provenientes de algum lugar no cosmos. E agora, o mistério se aprofunda. Um novo estudo mostra que as chamadas “explosões rápidas de rádio” (na sigla em inglês, FRB de fast radio burst) seguem um padrão matemático estranhamente específico, algo “muito difícil de explicar”. “Há algo realmente interessante que precisamos entender”, diz o coautor Michael Hippke, cientista do Instituto de Análise de Dados em Neukirchen-Vluyn, Alemanha. “Isto será ou uma nova [manifestação] física, como um novo tipo de pulsar, ou, no final, se conseguirmos excluir tudo o mais, um ET”.

Contato extraterrestre

Sinais alienígenas, sério mesmo? Apesar de tal possibilidade parecer uma abstração total, um importante cientista na busca por inteligência extraterrestre (SETI, na sigla em ingês) diz que não devemos descartar essa possibilidade. “Estas explosões rápidas de rádio poderiam concebivelmente ser ‘alertas’ de outras sociedades, tentando levar a uma resposta de qualquer vida inteligente que esteja equipada com tecnologia de rádio”, pondera Seth Shostak, astrônomo sênior e diretor do Centro para Pesquisa SETI, que não esteve envolvido no estudo. “Por outro lado, elas também poderiam ser fenômenos perfeitamente naturais e astrofísicos”.

Padrão matemático

Para a pesquisa, Hippke e seus colegas analisaram 11 explosões detectadas desde 2007, a última das quais foi capturada pelo radiotelescópio Parkes em maio de 2014. Os cientistas analisaram um recurso específico chamado de “medida de dispersão” – que representa o diferencial de tempo entre a detecção das frequências altas e baixas de uma explosão. Frequências baixas trafegam mais lentamente pela poeira espacial e, assim, levam mais tempo do que as altas frequências para chegar à Terra. Para sua surpresa, os estudiosos descobriram que a medida de dispersão de cada pulso era um múltiplo do número 187,5. Tal espaçamento uniforme “provavelmente não é produzido por algo como uma explosão de supernova”, afirma Hippke. “Todas as frequências deixam a nova ao mesmo tempo, e a medida de dispersão é criada pela passagem da poeira. Como a quantidade de poeira varia, a medida de dispersão pareceria aleatória”. Para ele, os pulsos provavelmente são gerados por uma fonte ainda não identificada aqui da Terra que emite ondas de rádio de curta frequência seguidas por aquelas de alta freqüência – talvez algo tão simples como uma estação base de telefonia móvel. Se a explicação não for essa, é possível que elas venham de um tipo de objeto cósmico novo e desconhecido no espaço profundo. Ou, para aqueles que gostam da ideia, alienígenas. FONTE: huffingtonpost.com/2015/04/02/radio-bursts-alien-signals_n_6984870.html

CONHEÇA NOVO MATERIAL QUE EVITA QUE CO2 SEJA LIBERADO NA ATMOSFERA

O material microencapsulado (em cima) e o processo de fabricação de cada esfera, onde 1 é a solução de carbonato, 2 o silicone curável com ultravioleta e 3 uma solução aquosa externa.

Captura de carbono

Como não existem ainda planos factíveis para capturar e retirar o CO2 da atmosfera, o melhor é evitar liberar o gás no meio ambiente. Isto é o que promete uma nova classe de materiais criados por uma equipe internacional de pesquisadores para serem usados principalmente nas chaminés das grandes usinas termoelétricas e das fábricas. As tecnologias de captura de carbono desenvolvidas até agora utilizam solventes à base de aminas cáusticas para separar o CO2 do gás que escapa pelas chaminés. Contudo, além de ser um processo caro, ele resulta em uma redução significativa na produção de energia da usina, além de produzir subprodutos tóxicos. A nova técnica emprega um solvente barato e ambientalmente benigno: o carbonato de sódio. Quando inserido nas microcápsulas, o composto aumenta em dez vezes a taxa de captura de carbono. Outra vantagem: enquanto as aminas tóxicas degradam-se com o uso, os carbonatos têm uma vida útil virtualmente ilimitada.

Microencapsulamento

O material é formado por microcápsulas feitas com polímeros porosos, cheias de absorventes líquidos, uma técnica que já vem sendo explorada para a criação de novos medicamentos. O encapsulamento permite combinar as vantagens dos meios sólidos e líquidos de captura de carbono. Além disso, as características do envoltório e do núcleo podem ser modificadas e otimizadas independentemente, dando flexibilidade para a adaptação da técnica a diferentes tipos de emissões. As microcápsulas, feitas de silicone fotocurável, são preenchidas com uma solução de bicarbonato de sódio combinado com um catalisador, para otimizar a captura do CO2. O dióxido de carbono é posteriormente liberado aquecendo o material, que pode então ser reutilizado. O próximo passo da equipe é viabilizar a fabricação do material microencapsulado em larga escala e testar sua eficiência em campo. Bibliografia: Encapsulated liquid sorbents for ?carbon dioxide capture. John J. Vericella, Sarah E. Baker, Joshuah K. Stolaroff, Eric B. Duoss, James O. Hardin IV, James Lewicki, Elizabeth Glogowski, William C. Floyd, Carlos A. Valdez, William L. Smith, Joe H. Satcher Jr., William L. Bourcier, Christopher M. Spadaccini, Jennifer A. Lewis, Roger D. Aines. Nature Communications. Vol.: 6, Article number: 6124. DOI: 10.1038/ncomms7124. FONTE: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=novo-material-evita-co2-seja-liberado-atmosfera&id=010125150406

CONHEÇA A BATERIA DE ALUMÍNIO QUE CARREGA EM APENAS 1 MINUTO

O protótipo da bateria de alumínio é rápido, flexível e muito durável.

Rápida e durável

Pesquisadores das universidades de Stanford e Taiwan criaram uma bateria de alumínio que recarrega rapidamente, é muito segura e poderia ser fabricada a baixo custo. O protótipo recarrega completamente em apenas um minuto e suportou 7.500 ciclos de carga e recarga sem degradação - para comparação, uma bateria de lítio tem durabilidade prevista de 1.000 ciclos. "Nós desenvolvemos uma bateria recarregável de alumínio que pode substituir os atuais dispositivos de armazenamento, tanto as baterias alcalinas, que são ruins para o meio ambiente, quanto as baterias de íons de lítio, que ocasionalmente explodem em chamas," disse o professor Hongjie Dai. Para demonstrar a segurança da nova bateria, Dai furou o protótipo enquanto ele era usado, e ele não pegou fogo.

Bateria de alumínio

O alumínio é um material interessante para baterias porque é relativamente barato - é mais barato do que o lítio - e tem potencial para armazenar uma grande quantidade de carga. Mas ninguém até hoje conseguiu viabilizar uma bateria de alumínio que produzisse uma tensão suficiente e fosse durável. A solução encontrada pela equipe integra um eletrodo negativo de alumínio com um eletrodo positivo de um tipo especial de grafite. Os dois são mergulhados em um eletrólito de líquido iônico no interior de um invólucro recoberto por polímero. "O eletrólito é basicamente um sal que é líquido a temperatura ambiente, de forma que ele é muito seguro," disse Ming Gong, principal criador da bateria ao lado do seu colega Meng-Chang Lin.

Desafios a vencer

O alumínio se dissolve no eletrodo negativo, enquanto íons contendo alumínio migram para os espaços entre as camadas de grafite no eletrodo positivo. No recarregamento, dá-se o inverso, depositando-se o alumínio metálico de volta no eletrodo negativo. Mas nem tudo está pronto para que as baterias de alumínio cheguem às prateleiras. Apesar de muito durável e de conservar a tensão gerada ao longo de milhares de ciclos de carga e descarga, o protótipo gera uma tensão baixa, cerca de metade da gerada por uma bateria de lítio. Os esforços da equipe irão se concentrar agora nesse aspecto. Além disso, a "injeção" dos íons de alumínio entre as camadas de grafite faz o material se expandir, contraindo-se quando a energia é consumida. Por isso a equipe escolheu um invólucro flexível, mas será um desafio compatibilizar essa "bateria pulsante" com os invólucros rígidos dos aparelhos eletrônicos. "Fora isso, a nossa bateria tem tudo o mais que você poderia sonhar em uma bateria: eletrodos de baixo custo, boa segurança, carregamento de alta velocidade, flexibilidade e ciclo de vida longo. Eu a vejo como uma nova bateria em seus primeiros dias. É muito emocionante," disse o professor Dai. Bibliografia: An ultrafast rechargeable aluminium-ion battery. Meng-Chang Lin, Ming Gong, Bingan Lu, Yingpeng Wu, Di-Yan Wang, Mingyun Guan, Michael Angell, Changxin Chen, Jiang Yang, Bing-Joe Hwang, Hongjie Dai. Nature Physics. Vol.: Published online. DOI: 10.1038/nature14340. fonte: inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bateria-de-aluminio&id=010115150408

VIA LÁCTEA: UMA GALÁXIA COM 40 BILHÕES DE TERRAS

Na Via Láctea não há apenas uma Terra. Há 40 bilhões delas. O Kepler-186f, planeta fora do Sistema Solar muito semelhante ao nosso, descoberto no último dia 17, provavelmente será conhecido como o primeiro dessa espécie. Em um futuro próximo, contudo, muitos planetas assim, parecidos com a Terra, serão revelados pelos astrônomos. Com dimensões muito próximas às do mundo onde vivemos, o Kepler-186f deve ser rochoso e composto também de ferro, água e gelo, segundo cientistas. Isso significa que sua atmosfera também deve ser parecida com a nossa. Ele orbita a zona habitável de uma estrela anã – ou seja, uma faixa nem muito próxima e nem muito distante de sua fonte de calor e luminosidade, o que faz com que suas temperaturas não sejam extremas. Essa é uma das características que mais empolgou a comunidade científica: o planeta tem grandes chances de ter água na forma líquida, uma das condições fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta. “Essa descoberta mostra que realmente existem planetas do tamanho do nosso em zonas habitáveis”, afirma a astrofísica Elisa Quintana, principal pesquisadora da Nasa responsável pela revelação do Kepler-186f. “Estamos percebendo que há muitos como ele e, por isso, as chances de existir vida em outros planetas é muito alta.” Até 2010 ainda não havia confirmações de que outros lugares no espaço poderiam reunir as mínimas condições propícias à vida – água na forma líquida, energia e algum dos seis elementos fundamentais para a existência (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre). No entanto, com o lançamento de missões como a Kepler, há cinco anos, e o avanço de telescópios capazes de visualizar e enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão percebendo que, sim, há bilhões de planetas que exibem as mesmas características do nosso. E deles, o Kepler-186f é o mais semelhante à Terra até agora. Então por que, entre inúmeras possibilidades, seríamos os únicos privilegiados com a vida? Para a Nasa, vida é oficialmente definida como “um sistema químico auto-sustentado, capaz de sofrer evolução Darwiniana”. Não significa dizer que há animais ou civilizações como as criadas pelo homem em planetas afastados. Mesmo organismos muito simples, como vírus ou colônias de bactérias, significam vida para a Nasa e para as quase 150 missões em todo o mundo que buscam planetas fora do Sistema Solar. Em conjunto, eles tentam responder à questão que inquieta astrônomos desde a Antiguidade: estamos sozinhos no universo? Ainda não chegou a confirmação categórica de que existe vida fora da Terra. Mas o conjunto de evidências, que agora ganhou reforço com a existência do Kepler-186f, indica que a resposta está cada vez mais próxima. E talvez a pergunta a ser respondida nos próximos anos seja outra: que tipo de vida nos cerca? A descoberta de mundos – A divulgação do novo planeta mereceu a atenção de todo o mundo porque era aguardada desde a metade do século XX pelos cientistas. Foi nessa época, com o lançamento de telescópios como o Hubble, que os cientistas puderam, finalmente, ter imagens nítidas do cosmo. Com elas, perceberam que vivemos em um universo muito mais rico e cheio de planetas do que antes se imaginava. As novas informações indicaram a possibilidade da existência de diversos sistemas estelares, ou seja, que outras estrelas, além do Sol, têm planetas orbitando ao seu redor. A confirmação dessa hipótese, entretanto, só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram um planeta feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela, a 51 Pegasi. Assim, faz menos de 20 anos que sabemos que outros sistemas solares, como o nosso, podem povoar o universo. “Nossa galáxia tem cerca de 300 bilhões de estrelas e estamos rapidamente confirmando a noção de que todas têm planetas rochosos ao seu redor”, afirma o astrofísico Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, coautor da pesquisa que descreveu o Kepler-186f. “Resultados da missão Kepler têm nos mostrado que, quanto menor o planeta, mais comum é sua existência. Assim, parece-nos que planetas rochosos são muito frequentes. Ainda precisamos saber quantos deles estão em zonas habitáveis, mas as primeiras estimativas já mostram que o número também deve ser incrivelmente alto.” A última conta feita pelos cientistas, publicada em novembro de 2013 na revista Pnas, mostra que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso significa que só na Via Láctea podem existir 11 bilhões de planetas como o nosso. Se na conta entrarem os planetas ao redor de estrelas anãs, o número sobre para 40 bilhões. De acordo com os autores do estudo – entre eles Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um dos “caçadores de planetas” mais bem-sucedidos da astronomia moderna – o mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros). Ou seja, os astrônomos imaginavam que planetas como o Kepler-186f existiam aos bilhões, mas ainda não tinham visto nenhum. A cerca de 500 anos-luz do Sol, o novo planeta orbita uma estrela anã, o tipo mais comum em nossa galáxia – elas são mais de 70% das centenas de bilhões de estrelas. “Há pelo menos um século tínhamos ideias sobre os planetas fora do sistema solar e há mais de cinquenta anos desenvolvemos o conceito de zona habitável. Ainda não contávamos, no entanto, com telescópios potentes para fazer os experimentos e ter as confirmações que precisávamos sobre eles. Agora finalmente possuímos essa tecnologia”, afirma Kane. “Nos próximos anos, muitas descobertas devem ser feitas. Só nos dados da missão Kepler há várias, aguardando para serem reveladas.” Missões do futuro – A sonda Kepler, que forneceu os dados para a revelação do novo planeta, foi a grande alavanca para a explosão de novos planetas encontrados pelos cientistas nos últimos anos. Lançada em março 2009 pela agência espacial americana, ela tinha o objetivo principal de procurar planetas parecidos com o nosso, durante quatro anos. Seu telescópio e um sistema de imagens em alta definição são capazes de identificar mesmo planetas considerados pequenos, como a Terra. Em relação ao Hubble, a Kepler tem duas vantagens: capta mais estrelas em detalhes e faz imagens mais nítidas por possuir um filtro que diminui as interferências luminosas e detecta diferentes cores. Até agora, a maior parte dos planetas revelados por ela tem um tamanho intermediário entre a Terra e Netuno, quatro vezes maior que a Terra. A análise das informações dos três primeiros anos da missão já identificou 3 845 possíveis candidatos a planetas. Desses, 962 foram confirmados. Como outras missões de busca, a Kepler tem mais facilidade em identificar grandes planetas. Eles são mais visíveis e facilmente monitorados pelos telescópios em regiões longínquas do cosmo. Por isso, grande parte das descobertas são de super-Terras, planetas mais pesados e maiores que Terra, ou gigantes gasosos, bolas de gás como Júpiter, planeta de hidrogênio com massa equivalente à de 317 terras. Lugares assim, no entanto, exibem condições menos propícias à vida – os gigantes gasosos costumam ter uma atmosfera maciça, causando uma grande pressão que praticamente inviabiliza a existência de seres complexos, enquanto as super-Terras têm menor probabilidade de reunir as condições atmosféricas necessárias para garantir a presença de vida. Por isso, programas espaciais em todo o mundo investem maciçamente em telescópios potentes, capazes de captar planetas menores. Dados e imagens ainda mais precisos que os da missão Kepler – que encerrou a primeira fase de seu programa em 2013 e, no início da segunda fase, chamada K2, teve um problema com o sistema que “mira” o telescópio, mas continua em atividade – virão de programas como aquele que será lançado pela Nasa em 2017, com uma nova geração de telescópios. Nessa data, irá para o espaço o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) e o telescópio James Webb, substituto do Hubble. O Tess vai monitorar planetas ao redor de estrelas anãs, enquanto o James Webb pretende examinar a atmosfera desses planetas e procurar substâncias que só poderiam ser geradas por organismos vivos, como os seis elementos essenciais à vida (carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre). Possibilidade de vida – Quanto mais planetas são descobertos, maior é a probabilidade de achar planetas semelhantes ao nosso e, assim, os astrônomos acreditam que aumente também as chances de encontrar vida em outros lugares do universo. A definição de vida, porém, é algo complexo, que está longe de ser consenso entre os cientistas. O estudo da vida terráquea – o único tipo conhecido até hoje – mostrou que, apesar da grande biodiversidade terrestre, todos os seres são similares: são feitos de células ou, como os vírus, dependem delas; usam ácidos nucleicos como o DNA para armazenar e transmitir informação genética; e possuem um metabolismo similar. Mas não é impossível a existência de outros tipos de vida espalhados pelo universo. Afinal, mesmo a Terra guarda muitos organismos que ainda são enigmas para os cientistas. Em 2010, pesquisadores da Nasa encontraram uma bactéria em um lago da Califórnia, nos Estados Unidos, que se comporta como um ser extraterrestre: não usava nenhum dos seis elementos fundamentais à existência, mas sobrevivia a partir de arsênio, um elemento altamente tóxico. “Sabemos que para surgir vida é necessária uma complexidade química mínima, ou seja, moléculas orgânicas e razoavelmente complexas, formadas a partir de elementos básicos. Mas sua origem pode exigir algumas condições especiais. Ainda estamos aprendendo como todos esses elementos se juntam para formar um sistema químico autossustentado, capaz de se reproduzir e evoluir”, explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP). Por isso, os cientistas ainda procuram corpos vivos no espaço de uma maneira “Terrocêntrica”, buscando as condições que proporcionaram o surgimento dos seres por aqui: presença de água líquida ou moléculas orgânicas complexas. “Mesmo a vida que conhecemos tem uma flexibilidade imensa a diferentes situações. Não é impossível imaginar um universo com muitos planetas, alguns mais quentes, outros frios, porém todos com organismos capazes de lidar com essas condições. Talvez em muitos desses planetas que estamos descobrindo as condições sejam extremas demais para atingir a multicelularidade, ou chegar a uma civilização tecnológica como a nossa. Mas, ainda assim, isso mostraria que a Terra não é privilegiada em ter vida”, afirma o cientista. Um cosmo próspero? – Quando se fala da existência de seres animados no espaço, normalmente os cientistas imaginam formas microscópicas, como as primeiras que provavelmente habitaram a Terra em sua origem. “Se houver vida, como ela funciona? Podemos estar próximo a um momento de descobrir sistemas vivos completamente novos, novas biosferas para conhecer e explorar. É quase como se estivéssemos no papel do naturalista inglês Charles Darwin, em 1800, a bordo do navio Beagle explorando novas terras e toda a sua riqueza”, diz Galante. Para a maior parte dos astrônomos envolvidos com a busca de planetas fora do Sistema Solar, é muito improvável que, em um universo tão cheio de constelações, planetas e sistemas estelares com condições próximas a nossa, a Terra seja o único lugar a ter desenvolvido organismos vivos. “Sabemos agora que planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea. Para nosso planeta ser o único com vida na galáxia, isso significa que a vida é algo incrivelmente raro – uma ocorrência em 40 bilhões. Mas, mesmo que a probabilidade seja apenas de 1 em 1 milhão de possibilidades, isso já significaria muita vida só nessa galáxia”, afirma o astrofísico Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Se essas hipóteses forem confirmadas nos próximos anos pelos cientistas, esses alienígenas, que podem estar na iminência de serem encontrados, causariam uma grande revolução científica, semelhante à provocada pelo astrônomo Nicolau Copérnico, quando ele formulou, no século XVI, a teoria de que o Sol é o centro do Sistema Solar. Teríamos de aprender que somos apenas mais um planeta – e minúsculo – cercado de bilhões de outros com seres diferentes. “Uma descoberta como essa teria impactos profundos. Até o momento, o conhecimento que temos parte da hipótese de que a Terra é o único lugar do cosmo onde a vida apareceu e evoluiu. Se for provado que a vida é uma consequência natural da formação de planetas nas zonas habitáveis, assim como foi provado que a formação de planetas é uma consequência natural da formação de estrelas, então isso significa que o universo é, literalmente, fértil em vida”, diz o astrofísico Stephen Kane. “O único desafio que permanecerá depois disso será descobrir como atravessar as vastas distância que nos separam desses outros seres.”
Kepler-438b e Kepler-442b. Candidatos a explonetas mais parecidos com a Terra já descobertos, eles orbitam estrelas anãs vermelhas, menores e mais frias do que o Sol. Enquanto a órbita do primeiro é de 35 dias, o Kepler-442b completa uma órbita em sua estrela a cada 112 dias. Com diâmetro apenas 12% maior do que o do planeta azul, o Kepler-4386 tem 70% de chance de ser rochoso, afirmam os pesquisadores, enquanto o outro, cerca de 30% maior do que a Terra, tem 60%. FONTE: megaarquivo.com/2015/04/11/11-274-uma-galaxia-com-40-bilhoes-de-terras/

A MULHER QUE ENXERGA 100 VEZES MAIS CORES DO QUE UMA PESSOA NORMAL

Concetta Antico é uma pessoa especial. Por sofrer de uma mutação genética, a australiana é capaz de enxergar 100 vezes mais cores do que um ser humano comum. O nome dessa condição é tetracromatismo – basicamente, ela tem mais receptores de cores em seus olhos. Para descrever uma folha, Antico diz: “É como um mosaico de cores. Na borda consigo ver laranja, vejo também um pouco de roxo e vermelho na região sombreada. Talvez você consiga ver verde escuro, mas eu noto violeta, turquesa e até azul”. Sua diferença para o resto das pessoas está nas células cone; já que possui quatro na região dos olhos, enquanto pessoas sem a mutação possuem três. Essa célula é conhecida por absorver as ondas particulares de luz e transmiti-las ao cérebro. Uma pessoa comum consegue enxergar cerca de um milhão de cores, já no caso do tetracromata estima-se que esse número chegue aos 100 milhões. “É chocante para mim o quão pouco as pessoas podem ver”, diz Antico. Por anos, pesquisadores não conseguiram definir a existência dessa condição genética. Mas com o tempo chegaram ao diagnóstico da mutação, como: a gigantesca maioria dos casos acontece com mulheres, por se tratar de uma alteração no cromossomo X. E esse é o caso da artista australiana. Acredita-se que 1% da população mundial seja tetracromata, porém esse não é um diagnóstico fácil. De acordo com Kimberly Jameson, especialista que cuida do caso desde 2012, “a diferença entre um tetracromata e uma pessoa normal não é tão drástica como a de um daltônico para a visão comum”. No caso da população sem tetracromatismo, existem três cores que dominam o espectro de visão da retina: vermelho, verde e azul. Já no caso de Antico, as pesquisadoras acreditam que está mais na linha de um “avermelhado, alaranjado e amarelo; mas ainda completamente incertos”. “Se você possui uma célula cone extra na retina, isso complica a formação de sinal ao cérebro. Nós queremos saber como isso funciona”, diz Jameson. Os cientistas acreditam que essa mutação pode ser aperfeiçoada a partir da passagem de tempo. O nome científico dessa evolução é neuroplasticidade, com diz a cientista: “Uma possibilidade é que o sistema aprenda a usar esses sinais. A conexão cria seu próprio código na região do córtex”. Mas apesar de existirem outras tantas pessoas no mundo com a mutação, poucas possuem essa excepcional percepção das cores, pois não treinaram seus cérebros para prestar atenção. No caso de Antico, há um significado para isso: “Eu era diferente de uma criança normal. Aos sete anos já pintava e era fascinada por cores”. Além disso, a artista possui um motivo especial para tentar entender a mutação: sua filha sofre de daltonismo. “Eu não achava que tinha alguma relação comigo. Mas ela é daltônica por minha causa”, conta Antico. A cientista conta que a ajuda da pintora é essencial: “Se nós conseguirmos entender o potencial genético do tetracromatismo, nós poderemos compreender muitas coisas ainda não desvendadas sobre processamento visual”. Além de colaborar com as pesquisadoras, a mulher espera abrir uma escola de arte para daltônicos, e também uma plataforma online para ajudar tetracromatas. “Eu quero me certificar de que, antes de morrer, vou ajudar a definir o tetracromatismo. Há muitos por aí e quero ajudá-los a encontrar um caminho”, finaliza a pintora. FONTE: megaarquivo.com/2015/04/11/11-276-a-mulher-que-enxerga-100-vezes-mais-cores-do-que-uma-pessoa-normal/