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quarta-feira, 7 de maio de 2014
EM QUE ZONA DO CORPO SE MANIFESTA CADA EMOÇÃO?
Nossas emoções encontram-se duplamente relacionadas com nosso corpo e com o sentido figurado que culturalmente lhes imputamos. O nó na garganta do medo, as borboletas no estômago da paixão, a tristeza seca ou a fúria gelada são, ainda em sua dimensão metafórica, realidades físicas que nosso corpo experimenta, reações e sensações que em última instância possuem uma dimensão inegável nos órgãos e tecidos que também nos constituem.
Em uma visualização que poderia parecer simples, mas nem por isso é menos surpreendente, uma equipe de pesquisa da Universidade de Turku na Finlândia publicou os resultados deste estudo no qual algumas das emoções mais representativas da natureza humana são mostradas através de ummapeamento térmico, outorgando uma perspectiva diferente ainda que ao mesmo tempo familiar destes fenômenos.
Assim, o amor suscita uma onda de calor em todo nosso corpo, igual a felicidade, enquanto a ira e o medo fazem com que a energia corporal se concentre nas mãos e no peito, pois inconscientemente estamos nos preparando para uma briga. Outro destaque é o panorama da depressão: debilidade nas extremidades combinada com um desgosto que se sente sobretudo no estômago e na traquéia.
Estas imagens foram obtidas com 700 voluntários que foram observados enquanto liam e viam filmes e histórias destinadas a suscitar uma emoção em particular: após passar por este teste, os pesquisadores pediram aos participantes que indicassem as zonas do corpo onde tinham sentido uma sensação particular e com que cor associavam esta. Igualmente incluíram certa variação cultural para saber em que medida esta afetava a reação do corpo em cada grupo.
Os resultados foram publicados na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences e, de acordo com o diário inglês The Independent, que reproduz fragmentos do artigo, estes mostram padrões consistentes entre as sensações do corpo associadas com cada uma das seis emoções básicas.
Quanto aos possíveis usos destas conclusões, os pesquisadores sugerem que poderiam ajudar a entender melhor transtornos de humor como a depressão ou a ansiedade.
FONTE:mdig
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