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terça-feira, 30 de outubro de 2012

TIPOS DE TOXINAS

Os produtos tóxicos são classificados pelo tipo de malefício que provocam. Dividem-se em venenos sistêmicos, mutagênicos, carcinogênicos, teratogênicos ou toxinas comportamentais. As divisões compreendem apenas produtos danosos após entrarem no organismo e serem distribuídos pelo sistema circulatório. Essa classificação não inclui alguns produtos químicos altamente reativos, como ácidos e bases fortes, causadores de danos tão logo entram em contato com a pele ou olhos, por exemplo. Também exclui compostos capazes de provocar respostas alérgicas em determinados indivíduos. Alergia não é normalmente causada pela ação tóxica do produto. Um indivíduo sensível terá a reação alérgica como conseqüência de exposição a quantidades muito pequenas de determinado produto e a manifestação será típica desse indivíduo. Há, entretanto, produtos químicos denominados sensibilizantes porque produzem reações alérgicas em expressivo número de pessoas, a exemplo dos isocianatos usados para fabricação de poliuretana (1). Nesses casos, essa capacidade é levada em conta quando se estabelecem os limites máximos permitidos para exposição. Tabela 1: classificação das toxinas TIPO DE TOXINA/DEFINIÇÃO VENENOS SISTÊMICOS:interferem nos processos celulares, fazendo com que as células alterem suas funções ou morram, afetando os órgãos a que elas pertencem. TOXINAS QUE AFETAM O DNA MUTAGÊNICAS:interferem nos processos celulares, fazendo com que as células alterem suas funções ou morram, afetando os órgãos a que elas pertencem CARCINOGÊNICAS: podem causar danos ao DNA. TOXINAS QUE AFETAM O SISTEMA REPRODUTIVO TERATOGÊNICOS:aumentam a probabilidade da ocorrência de câncer; em geral são também mutagênicos ALTERADORES DE FERTILIDADE:causam anormalidades nos embriões. TOXINAS QUE AFETAM O SISTEMA NERVOSO:afetam as células do sistema reprodutivo sem produzir danos nas células cerebrais, interferem nos neurotransmissores, provocando alterações de comportamento, como perda de memória, irritação, sonolência etc. Os venenos sistêmicos são os mais facilmente reconhecidos. O envenenamento por esses produtos resulta em dano geral às células de um determinado órgão, seu “alvo”. Os sintomas aparecem como resultado do mau funcionamento desse órgão, embora geralmente células de outros órgãos também sejam afetadas. O “alvo” de cada veneno determina a sua denominação. Por exemplo, as toxinas que agem no fígado são chamadas hepatotoxinas, danos no sistema nervoso são produzidos por neurotoxinas e assim por diante. Conhecido o órgão “alvo”, seu monitoramento se torna possível por meio de exames médicos. A tabela 1 detalha a classificação das toxinas. Dos outros tipos de toxinas pode-se dizer que têm mecanismo de ação ainda mais complexo, dificultando sua caracterização, como ocorre, por exemplo, com os produtos mutagênicos e carcinogênicos. O estabelecimento da relação entre câncer e produtos químicos data do século XIX, devido às observações feitas pelo médico inglês sir Percival Potts, que notou a ocorrência de grande quantidade de casos de câncer de próstata entre os limpadores de chaminé. Suspeitando haver algo responsável pelos tumores na fuligem com a qual aqueles homens tinham intenso contato, propôs que se banhassem depois do trabalho. O subseqüente sucesso de sua sugestão estabeleceu o começo do presente entendimento da atividade carcinogênica de vários produtos químicos. Da mesma forma, somente quando os trabalhadores da sala de embalagem de uma fábrica de agrotóxicos na Califórnia perceberam ter em comum problemas de fertilidade é que foi descoberta a capacidade do dibromocloropropano de inibir a produção de espermatozóides. Classificam-se hoje tais compostos como alteradores de fertilidade. Outro exemplo trágico permite ilustrar a diferença do mecanismo de ação das toxinas mutagênicas e teratogênicas nos embriões: no caso destes, o perigo existe quando uma gestante é a eles exposta no momento em que algum órgão do embrião está se formando, podendo interferir no seu desenvolvimento. Exposição dos pais, homem ou mulher, a um produto teratogênico antes da concepção não tem maior significado. Mutagênicos, ao contrário, podem causar deficiências de nascença alterando o DNA do óvulo ou do espermatozóide antes da fertilização. Preocupações com produtos teratogênicos também são recentes. Datam de 1960, quando a droga talidomida foi largamente prescrita a mulheres grávidas na Europa e no Japão. Teratogênico potente, o efeito freqüentemente causado por este composto é a má formação de braços e pernas ou muitas vezes a completa ausência desses membros. Quando a dose do produto tóxico é suficientemente alta de modo a danificar imediatamente o órgão “alvo”, impedindo seu correto funcionamento, o indivíduo exposto morre. Esse nível de exposição é chamado dose letal aguda e é a medida fundamental para determinar a toxicidade de uma substância. São dados que podem ser obtidos na literatura especializada para os mais variados produtos químicos. Devido a diferenças constitutivas, a dose letal mínima pode variar de um indivíduo para outro. Os valores publicados são baseados em dados estatísticos obtidos em vários estudos. De forma geral, pode-se dizer que o estabelecimento dos parâmetros toxicológicos é muito difícil. Por exemplo, avaliações do potencial teratogênico tem de ser feitas usando cobaias em processo de gestação. As cobaias normalmente usadas, em geral pequenos roedores, são muito diferentes dos humanos nos aspectos reprodutivos. Assim, a extrapolação dos resultados de testes em animais para humanos é um dos grandes problemas dessas determinações. A referência 1 exemplifica de forma interessante a dificuldade: aspirina é potente teratogênico para pequenos roedores, enquanto a talidomida não é. Como já citado, efeitos exatamente opostos são observados nos seres humanos. O problema da extrapolação, aliado aos movimentos de proteção aos animais, estão levando ao estabelecimento de alternativas que incluem a realização de testes “in vitro”. Por exemplo, quando se procura determinar os efeitos de um produto químico em determinado tecido, podem ser usadas células deste mantidas em meio adequado. Testes iniciais de mutagenicidade são feitos rapidamente e de forma mais econômica, usando linhagens especiais de bactérias. Entretanto, na determinação da toxicidade sistêmica o uso de animais ainda é necessário. Nesses casos, a diferença de tamanho entre humanos e roedores é outro grande problema, ou seja, a constatação de que 1 mg de um determinado composto apresenta efeitos tóxicos em uma cobaia, não significa que o mesmo 1 mg causará efeito idêntico em um homem. Por isso, normalmente os dados toxicológicos são expressos em mg de composto por kg de peso corpóreo. Assim, 1 mg para uma cobaia de 250 g significa uma dose tóxica de 4 mg/kg. Em um homem com 70 kg de peso corpóreo, 280 mg serão necessárias para produção da mesma resposta tóxica. Obviamente, devido às já citadas diferenças entre cobaias e homens este não é um valor exato, mas constitui uma aproximação bastante útil. Para determinação da toxicidade dos produtos por inalação, nenhum ajuste de tamanho é necessário. Assume-se que cobaias e humanos respiram a quantidade de ar proporcional ao seu tamanho. A toxicidade por via respiratória é a de maior relevância na definição dos limites de exposição aceitáveis para os trabalhadores das indústrias químicas. Como já citado, no estabelecimento desses padrões, há que se considerar o tempo de exposição. Como se trata de exposição no ambiente de trabalho, as normas internacionais, em geral, consideram-na de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. Na legislação brasileira o tempo de exposição semanal adotado é de 48 horas semanais. A expressão dos dados toxicológicos envolve o uso de terminologia específica, detalhada a seguir. A primeira diferença importante está exatamente relacionada ao tempo de exposição. No caso da determinação da toxicidade aguda, estuda-se o efeito de uma única dose, em concentração maior. Por outro lado, a determinação da toxicidade crônica, envolve a administração de pequenas quantidades diárias, por um determinado período de tempo, em geral meses. A toxicidade crônica é, obviamente, a de maior importância quando se trata da saúde ocupacional. Em geral, o primeiro parâmetro medido quando se estabelece a toxicidade de um produto é a dose letal aguda. A metodologia estabelecida para determinação envolve os já mencionados problemas de extrapolação de dados, variações individuais etc. Por isso normalmente se adota como dose letal aquela capaz de causar a morte de 50% da população de cobaias usadas. Esse dado é expresso como LD50, advindo da sigla do termo inglês letal dose. Dessa forma, enquanto a LD50 oral de glicerol para ratos, em mg/kg, é 25,2 (1), no caso da dioxina, mais tóxica, essa dose cai para 0,022 (6). A dioxina também é, segundo a literatura especializada, carcinogênica e potente teratogênica (6). Também é encontrada na literatura toxicológica a denotação LDLO. Significa a menor dose necessária para matar um animal, ou lowest lethal dose. A especificação da toxicologia dos produtos cujo contato é feito por inalação é feita em termos da concentração no ar, em geral em ppm ou mg/m3. A dose letal por sua vez é designada LC50, ou lethal concentration, equivalendo àquela capaz de matar 50 % da população exposta. A tabela 2 ilustra os vários graus de toxicidade aguda por inalação e ingestão. FONTE:http://www.quimica.com.br/revista/qd384/higiene2.htm

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O PERIGO ESTÁ NA CARA

Se você toma muito sol, sem proteção, corre sério risco. Se você faz parte dos 6% de brasileiros que afirmam nunca se expor ao sol, talvez possa ficar tranqüilo. Mas, se pega praia, vai à piscina, tira a camisa no churrasco, na pelada com os amigos ou quando corre no parque, comece a se preocupar. E caso esteja dentro do universo dos 70% de brasileiros que nunca usam protetor solar, pode entrar em pânico. Sim, esbaldar-se sob o sol pode ser tão arriscado quanto abusar de gorduras, ser sedentário, fumar ou fazer sexo sem camisinha. Você acha que o perigo de ter um câncer de pele é tão vago e improvável quanto o de um raio cair na sua cabeça? Não é. Aconteceu comigo. E, além de estatísticas e dados de especialistas, vou usar minha experiência para ajudá-lo a perceber o risco. Mas minha história eu descrevo mais adiante. “A principal causa do câncer de pele é a exposição prolongada e repetida à radiação solar ultravioleta”, afirma o dermatologista Luis Fernando Tovo, um dos organizadores do censo sobre pele realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cujos resultados foram divulgados no 21o Congresso Mundial de Dermatologia, em Buenos Aires, em outubro. Os raios que precipitam o aparecimento de lesões cancerosas são especialmente os UVB (de comprimento curto, com nível de energia que permite rápido bronzeamento, podem provocar queimaduras graves). Os UVA (de comprimento longo, com baixo nível de energia, demoram para causar queimaduras), por sua vez, são ótimos para bronzear, mas envelhecem a pele. A longo prazo, além de rugas e flacidez, podem causar câncer pelo efeito cumulativo. O câncer mais perigoso é o melanoma: foi ele que matou Bob Marley, por exemplo. Agressivo e de evolução rápida, é o que mais cresce no mundo: nos últimos dez anos, sua incidência aumentou 20%. Embora represente menos de 7% dos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer, tem notável facilidade de dar origem a metástases, ou seja, de se espalhar para outros órgãos, uma vez que uma célula cancerosa entre na corrente sangüínea ou linfática. O outro tipo, o carcinoma, é menos agressivo e raramente fatal. Na forma basocelular, aparece em 70% dos casos, tem crescimento lento e raramente se dissemina. Na forma espinocelular ou de células escamosas (25% das ocorrências), cresce mais rápido e lesões maiores podem levar a metástases. De todos os tipos de câncer, o de pele é mais comum no Brasil, com 25% dos casos. Felizmente também é um dos mais previsíveis. Segundo a dermatologista Ana Maria Pinheiro, professora da Universidade de Brasília (UnB), suas vítimas preferenciais são indivíduos de pele e olhos claros, sardentos, que ficam vermelhos rápido e se bronzeiam com dificuldade, com mais de 40 ou 50 anos. Quer dizer, esse costumava ser o perfil. Os dermatologistas notam um aumento das ocorrências em pacientes jovens. “Tornou-se comum receber no consultório caras de 30 anos com uma pinta no rosto que não desaparece”, conta o dermatologista Roger Ceilley, professor da Universidade de Iowa (EUA). E, quanto mais clara a pele, maior o risco. Em 2006, no Brasil, 61,8% dos pacientes eram brancos e apenas 6,8% eram negros. Estes levam uma vantagem natural, já que a melanina, pigmento que dá cor à pele, ajuda a protegê-la também.
Culpe a camada de ozônio Fazer um flashback para descobrir as raízes da expansão da doença é fácil. Tudo começou há uns 50 anos, quando o bronzeado deixou de ser um estigma social para virar moda. Antes, durante séculos, o branco-escritório foi considerado não só um charme, mas um traço nobre. “A pele bronzeada era característica das classes baixas, que faziam trabalho braçal sob o sol”, conta o dermatologista americano David Horne. “Foi apenas em nossa época que as pessoas começaram a deitar ao sol para ‘melhorar’ a aparência. E agora estão pagando por isso.” Esse também pode ser o preço que temos que pagar por causa das agressões ao meio ambiente: com o aumento do buraco na camada de ozônio, a radiação ultravioleta chega cada vez mais forte à Terra. “Cada 1% de diminuição da camada de ozônio representa um aumento de 4% no risco de ter câncer de pele”, revela o dermatologista Luis Fernando Tovo. Ou seja, as taxas mais altas de câncer são provavelmente resultado de uma combinação explosiva: mais gente passando mais tempo ao sol e a menor proteção do planeta contra os raios nocivos. Se você relaxa e esquece uma única vez de passar protetor solar na praia, já corre perigo, uma vez que os danos do sol na pele são cumulativos. “Uma queimadura que formou bolhas na infância pode dobrar seu risco de desenvolver a doença”, adverte o cientista irlandês William Gallagher, diretor de um estudo feito em 2005 pelo Instituto de Pesquisa Biomolecular e Biomédica UCD Conway, de Dublin, na Irlanda. Os pesquisadores examinaram o DNA de células cancerosas de um jovem com melanoma e descobriram uma associação entre a doença e uma estranha mutação produzida em um gene do cromossomo Y (presente apenas no sexo masculino). “Se o gene está desativado, os tumores que aparecem são menores e menos agressivos”, explica Gallagher. DNA danificado O desafio de Gallagher agora é descobrir se o gene é um gatilho ou apenas uma bandeira vermelha levantada quando o mecanismo do melanoma é ativado. E, caso seja um gatilho, como sugerem as evidências, qual o papel do sol para acioná-lo? Segundo a Fundação do Câncer de Pele dos EUA, 80% da radiação solar recebida durante a vida ocorre nos primeiros 20 anos, mas os efeitos só se manifestam bem mais tarde. Proteção solar regular na infância pode reduzir o risco da doença no mesmo patamar de 80%. “Seu DNA é danificado quando os raios do sol atingem as células”, diz Randall Roenigk, presidente do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Clínica Mayo (EUA). “O bronzeado não é nada mais do que isso – células danificadas tentando se reconstruir. Mas, com o passar do tempo, essas células ficam cansadas e já não se reconstroem bem.” Esse código genético será passado para as próximas gerações, colocando filhos e netos em risco. Tanto que, no levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia, 16,5% dos portadores tinham histórico de câncer de pele na família. Você está na zona de risco?A resposta é sempre “sim”. Mas, para descobrir seu grau de risco, responda a estas dez perguntas 1. Você é do sexo masculino? A pergunta é válida, meu caro, porque mulheres também lêem esta revista! E elas nunca tiram a camisa no parque ou durante o jogo de futebol, como nós costumamos fazer. 2. Você é branco? O câncer de pele faz discriminação racial. Os brancos têm dez vezes maior probabilidade de desenvolver câncer de pele do que os negros, porque a pigmentação escura funciona como uma proteção solar natural. 3. Você é ruivo? Caras com apelido de Ferrugem correm até quatro vezes mais risco. O pigmento do cabelo ruivo está presente em toda a pele e fornece menos proteção natural às radiações ultravioleta A e B do que o pigmento que produz cabelo escuro. 4. Você tem histórico familiar de câncer de pele? Como em outros tipos de tumores, a propensão ao câncer de pele pode passar de geração para geração. Um gene defeituoso é capaz de tornar galhos da árvore genealógica mais sensíveis ao sol. 5. Você sofreu queimadura de sol grave quando era criança? Se você se lembra de ter ficado alguma vez muito ardido, provavelmente foi uma queimadura grave. E somente uma queimadura na infância pode dobrar seu risco. 6. Você já fez bronzeamento artificial? Caso você já tenha pago uma única vez para ficar moreno, aumentou duas vezes e meia seu risco de desenvolver um carcinoma espinocelular e uma vez e meia de desenvolver um carcinoma basocelular. 7. Você é fumante ou ex-fumante? Não só seus pulmões saem perdendo. Fumar entre 11 e 20 cigarros por dia mais do que triplica o risco de desenvolver carcinoma de célula escamosa, segundo um estudo de 12 anos realizado com quase mil pessoas. 8. Você vive no alto da montanha? Quem mora em cidades altas têm 34% mais risco de sofrer uma queimadura solar. É fácil de entender: a grandes altitudes, o ar é mais rarefeito e, conseqüentemente, a radiação UV que você recebe é mais intensa. 9. Você tem sardas ou muitas pintas? Sardas raramente se tornam cancerosas, mas são sinal de um defeito de pigmentação que aumenta sua suscetibilidade ao sol. As verrugas, porém, podem sofrer mutação e se tornar melanomas. 10. Você fica muito tempo ao ar livre no trabalho? Quando seu corpo é bombardeado por radiação ultravioleta 40 horas por semana, 52 semanas por ano, existe um potencial incrível para danos à sua pele e ao seu DNA. RESULTADO: Se você respondeu “não” da primeira à última pergunta, seu risco é BAIXO. Se você respondeu “sim” a uma ou duas perguntas, seu risco é MÉDIO. Se você respondeu “sim” a três ou mais perguntas, seu risco é ALTO. Examine com cuidado sua pele uma vez ao mês. A prova do espelho Existe um instrumento fantástico para detectar câncer de pele no estágio inicial – e você tem um no banheiro. “De todos os tipos de câncer, esse é o único que se enxerga. Ao fazer a barba, os homens podem notar manchas e pintas no rosto”, diz o dermatologista Randall Roenigk. Aqui, começo a descrever minha história, pois graças ao espelho notei uma pinta estranha. Tive sorte de ter sido vítima do tipo menos agressivo, o carcinoma basal, e o tumor foi removido sem problemas. Uns dez anos depois, uma amiga, ex-fã do sol, não teve essa sorte. Vendo um programa feminino na TV, ela achou um melanoma parecido com uma pinta que tinha nas costas. Procurou um médico, mas já havia ocorrido metástase e o câncer matou-a em poucos meses. É bom frisar que minha geração (a mesma dela) foi durante décadas à praia sem protetor solar. Pior: as pessoas passavam óleo de coco ou uma mistura de Coca-Cola e urucum para se bronzear ao máximo. Comecei a reparar numa pinta rosada na região do maxilar, que eu agredia diariamente fazendo a barba. Meu relacionamento desconfiado com ela durou meses, até que um dia percebi uma mudança de cor e forma. Procurei meu pai, que era médico, e ele sugeriu que eu procurasse um especialista. A consulta foi rápida e o diagnóstico, lacônico: “Vamos retirar”. Meu pai fez a cirurgia e a biópsia acusou o câncer, ainda pequeno. Durante um tempo fiquei traumatizado: bastava descobrir uma pinta ou mancha e eu corria para o consultório. Hoje a neura passou. Atualmente, além da cirurgia, outros métodos de cura proporcionam bons resultados, como a crioterapia e a terapia fotodinâmica, nos tumores superficiais. A crioterapia consiste em congelar a lesão com um jato de nitrogênio líquido a 40 graus negativos. A terapia fotodinâmica, antiga técnica criada em 1904, foi agora reabilitada e aperfeiçoada: aplica-se um creme e depois uma luz: o princípio ativo sensibiliza o tumor e a luz o destrói. Mas o que vale é prevenir. Esperamos que você esteja careca de saber como. Expondo-se gradualmente ao sol, com protetor solar com fator no mínimo 15 das orelhas aos pés, e se enfiando sob o guarda-sol o máximo de tempo possível no horário crítico das 10 às 15 horas. “Mas esses cuidados não significam um passaporte livre para o sol”, observa o dermatologista Luis Tovo. Então, abra os olhos.

COMA CHOCOLATE PARA EMAGRECER

Segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o consumo moderado de certos tipos de chocolate – os mais puros – pode reduzir a deposição de gordura por caloria e compensar as calorias extras de seu consumo. Na pesquisa foram analisadas informações de 1.018 pacientes, homens e mulheres, sem problemas de diabetes, colesterol ou cardiovasculares. Os participantes responderam a perguntas sobre seus hábitos e os adultos que consumiram o chocolate com mais frequência tinham um IMC (índice de massa corporal) mais baixo que aqueles que consumiram chocolate menos frequentemente. Mas que fique claro que o chocolate vendido por aí tem muito açúcar e gordura e esse tipo não contempla o estudo – que não elimina a possibilidade que alguns chocolates elevem o índice de massa corporal.Por isso, prefira os chocolates amargos e meio amargos para se manter em forma. Fonte: MENSHEALTH

SAIBA COMO EVITAR A MORTE SÚBITA

Você já deve ter visto a notícia de um atleta que apagou no meio de uma partida. Mas não pense que eles são as únicas vítimas. Sedentários, caras que só jogam bola no fim de semana ou até mesmo quem treina direitinho – todos correm o mesmo risco de morrer de repente. “Muitas vezes, os sintomas de problemas cardíacos não são identificados e algum esforço sobrecarrega o coração, que para de bater – este é o mal súbito”, diz Renata Castro, cardiologista e especialista em medicina do esporte da clínica Vita Check Up Center, do Rio de Janeiro. Veja o que fazer para se safar: Entenda o inimigo: A arritmia (batidas do coração fora do padrão) é a maior causadora de mortes súbitas, e ela é causada por dois motivos principais. O primeiro é uma doença chamada cardiomiopatia hipertrófica, quando as paredes do coração ficam mais grossas propiciando arritmias. Outros fatores podem causar o mesmo problema. “Um infarto ou excesso de gordura no sangue pode bloquear artérias e levar o coração a bater fora de ritmo e até a parar”, explica Sergio Timerman, cardiologista e diretor do laboratório do treinamento e simulação de emergência cardiovascular do Instituto do Coração (Incor), de São Paulo. Quando o coração para, o sangue não circula e os órgãos param de funcionar por falta de oxigênio. A chance de sobrevivência nesse caso é próxima de zero. Reconheça o perigo Fique de olho em inconstâncias na velocidade do fluxo sanguíneo – toque o pulso com os dedos indicador e médio para sentir a pulsação. Alterações no ritmo, mesmo em repouso, podem ser sinal de arritmia. Também vale procurar o médico em casos de tontura, dor no peito e palpitação. Como nem sempre os sintomas aparecem, o melhor é fazer check-up todo ano. Fique esperto com o consumo excessivo de álcool, diabetes, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo. Esses maus hábitos e doenças atrapalham o sistema circulatório, entopem veias e sobrecarregam o coração. Se a genética não for favorável e a família tem histórico de doenças cardíacas, a chance de arritmia aumenta. Cuide da defesa e note na agenda: o eletrocardiograma em repouso deve ser feito anualmente. Se malha, faça também o teste ergométrico, que leva seu organismo ao limite e testa sua condição física. Fique de olho nos níveis de glicose e colesterol no sangue. 270 mil é o número aproximado de mortes súbitas no Brasil segundo pesquisa do Ministério da Saúde Fonte:MENSHEALTH

domingo, 30 de setembro de 2012

TAMANHO DA CINTURA PREDIZ MELHOR RISCO DE DE DOENÇAS CARDÍACAS DO QUE O IMC

A parte ruim de estar acima do peso todo mundo conhece: há muito tempo os médicos sabem que a obesidade aumenta o risco de doenças cardíacas. A questão é que diversos estudos demonstraram que um elevado índice de massa corporal (IMC – relação entre peso e altura que define a obesidade) está associado com um menor risco de morrer de doença cardíaca e outras doenças crônicas, um fenômeno misterioso que tem sido conhecido como o “paradoxo da obesidade”. De acordo com uma nova pesquisa, o paradoxo é explicado pelo simples fato de que o IMC é uma medida muito falha de risco cardíaco. O tamanho da cintura oferece uma maneira muito mais precisa de predizer as chances de um paciente cardíaco morrer precocemente de um ataque cardíaco ou outras causas. Como em estudos anteriores, nos quais um IMC elevado foi associado com um menor risco de morte. Mas os pesquisadores descobriram que pacientes cardíacos com grande circunferência cintura-quadril – maior que 89 centímetros para as mulheres, ou 101 centímetros para os homens – eram 70% mais propensos a morrer durante o período de estudo do os com cinturas menores. A combinação de uma grande cintura e IMC elevado aumentou o risco de morte ainda mais. Os pesquisadores analisaram dados de quase 16.000 pacientes cardíacos que participaram de um de quatro estudos. Mais de um terço dos pacientes morreram durante os estudos, que variaram em duração de seis meses a mais de sete anos. Os cientistas controlaram idade, hipertensão, diabetes e outros fatores de risco para doenças cardíacas. Um IMC elevado foi associado com um risco 35% mais baixo de morte, mas quando os pesquisadores levaram em conta o tamanho das cinturas, uma cintura grande quase dobrou o risco de morte. A conclusão do estudo é, mais importante do que o peso, é a forma como a gordura é distribuída pelo corpo. Segundo os pesquisadores, medir o IMC não é inútil, mas é necessário ir além dele. Não é apenas a gordura; há a gordura boa e a má. E se ela está na barriga, ou em outros lugares. O IMC também não distingue entre gordura e músculo. Os pacientes cardíacos que levam uma vida sedentária podem ter uma queda no IMC conforme perdem massa muscular, enquanto os mais ativos podem ganhar peso e aumentar o seu IMC porque estão ganhando massa muscular magra. As descobertas também acrescentam peso para o debate em torno da relação de tipo de corpo e risco de desenvolver doenças cardíacas. Vários estudos têm sugerido que as pessoas com um corpo em forma de “maçã” (que acumulam gordura na barriga) são mais propensas a desenvolver doença cardíaca do que os com corpo em forma de “pera”. No estudo, os doentes do coração com corpos em forma de maçã e IMC na faixa normal estavam em maior risco de morrer mais cedo, o que significa que pacientes cardíacos com peso normal podem precisar perder peso na barriga. Por isso é tão importante que os cardiologistas meçam a circunferência da cintura dos pacientes, e não só seu IMC. E porque a gordura da barriga é tão ruim? Os cientistas dizem que ela tende a ser um sinal de gordura visceral (ou gordura que reúne em torno dos órgãos no abdômen). Essa gordura parece promover resistência à insulina e mau colesterol, e também pode aumentar a inflamação. E fique de olho: a genética desempenha um papel muito forte na cintura das pessoas. Os médicos estimam que cerca de 30% da população tem tendência a engordar em locais “indesejáveis”. Fonte:CNN

SEXO DOBRA EXPECTATIVA DE VIDA

Você provavelmente já devia saber que cenoura, brócolis e beterraba fazem bem para a sua saúde. Para alguns, isso pode até ser um motivo a mais para não ser saudável. Mas as descobertas que vamos anunciar aqui vão te deixar com muita vontade de ser saudável. Estudo realizado na Universidade Queens, em Belfast na Irlanda, publicado no British Medical Journal, analisou a vida sexual de cerca de 1000 homens de meia idade durante uma década. Após comparar as qualidades de vida de homens de idades próximas, chegou-se à conclusão de que aqueles que praticam mais sexo vivem até duas vezes mais que aqueles que não têm uma vida sexual ativa. Os benefícios de uma alimentação saudável e de exercícios físicos como yoga e levantamento de peso sempre são muito investigados. Porém, nunca se fez um estudo tão detalhado das vantagens de se ter uma vida sexual ativa. O sexo pode tonificar vários músculos do corpo, como a pélvis, a barriga e os braços. Diminui a pressão sanguínea, aumenta a circulação e combate o colesterol. Pessoas que praticam sexo com mais freqüência têm metade das chances de sofrer um infarto ou um derrame. Como se não bastasse, é a atividade física que mais queima calorias. Em apenas trinta minutos, 200 calorias podem ser eliminadas. E também diminui a fome, porque libera um tipo de anfetamina que regula o apetite. Isso sem falar em todo o relaxamento produzido pelo orgasmo, que ajuda a combater o stress, no fato de que funciona como uma espécie de analgésico natural, e ainda faz com que o corpo libere mais anticorpos que previnem tosses e gripes. Portanto, não é necessário gastar dinheiro com academia e nem com programas como cinema e teatro. Sexo é a melhor atividade de emagrecimento e entretenimento do mundo. Fonte: Natural News

VELOCIDADE DA CAMINHADA PODE PREVER A EXPECTATIVA DE VIDA

Pesquisadores encontraram uma associação bastante curiosa: a capacidade de uma pessoa para se mover reflete fortemente sua vitalidade e saúde. O estudo mostrou que aqueles que andavam um metro por segundo ou mais rápido viveram mais do que os outros da sua idade e sexo que andavam mais lentamente. A velocidade de caminhada de uma pessoa de idade pode ser um preditor útil de quanto tempo ela vai viver. No entanto, não adianta começar a correr ou andar mais rápido na esperança de viver mais tempo. Segundo os pesquisadores, cada corpo escolhe a velocidade de caminhada que é melhor para ele. A velocidade é um indicador de saúde. Começar a andar mais rápido não significa necessariamente que de repente você vai viver mais tempo. Ainda existem outros problemas de saúde subjacentes. Ainda assim, o estudo demonstrou que poderia confiantemente prever a taxa de sobrevivência de 10 anos de um grupo de pessoas com base em quão rápido eles caminhavam ao longo de uma faixa de 4 metros. A velocidade de caminhada das pessoas com expectativa de vida média era de cerca de 0,8 metros por segundo (cerca de 2,9 km/h) para a maioria das faixas etárias de ambos os sexos. As descobertas foram baseadas na análise de nove estudos anteriores que examinaram a velocidade de caminhada, sexo, idade, índice de massa corporal, histórico médico e taxa de sobrevivência de cerca de 34.500 pessoas. A velocidade de caminhada foi um preditor mais preciso da expectativa de vida do que idade ou sexo. Os números foram especialmente precisos para os maiores de 75 anos. Isso sugere que para os idosos, a velocidade de caminhada pode ser uma espécie de “sinal vital”, como a pressão arterial e a frequência cardíaca. A maneira de andar e a rapidez com que se pode caminhar dependem da energia, controle de movimento e coordenação de uma pessoa, que, por sua vez, exige o bom funcionamento dos sistemas múltiplos do corpo, incluindo os sistemas cardiovascular, nervoso e músculo-esquelético. Devido a isso, pesquisadores já tinham associado a velocidade de andar com a saúde de uma pessoa no passado. Os pesquisadores acreditam que essa descoberta vai ter muitas aplicações práticas. A velocidade de caminhada pode ser usada como ponto de corte para saber se a saúde geral de uma pessoa é normal para a sua idade. Segundo eles, é uma maneira rápida e barata para os idosos avaliarem a sua própria saúde. Da mesma forma, os médicos podem acompanhar e corrigir a qualidade de vida dos pacientes com base neste indicador. Andar a pé, velocidade e mobilidade serão maneiras úteis de avaliar se alguém está mantendo um estilo de vida saudável, ativo e independente. Fonte: LiveScience