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sábado, 29 de março de 2014

ALTERAÇÃO GENÉTICA PODERIA AUMENTAR A VIDA HUMANA EM 500 ANOS

Viver até aos 500 anos poderá vir a ser uma possibilidade se o que funcionar para minhocas se aplicar aos seres humanos, sugere um novo estudo. Especialistas modificaram duas vias genéticas da minúscula minhoca de laboratório Caenorhabditis elegans e aumentaram a vida útil da criatura por um fator de cinco. “O que conseguimos foi aumentar em cinco vezes a expectativa de vida do animal”, disse o principal cientista do estudo Pankaj Kapahi, do Instituto Buck de Pesquisa do Envelhecimento, nos Estados Unidos. “As duas mutações desencadearam um ciclo de feedback positivo em tecidos específicos que amplificaram a vida. Basicamente, estes vermes viveram o equivalente a um humano viver entre 400 e 500 anos.” Enquanto a vida por centenas de anos possa ser uma tarefa difícil, a pesquisa levanta a possibilidade de tratamentos anti-envelhecimento com base em modificações genéticas, de acordo com o Kapahi. "Em anos anteriores, os pesquisadores de cancro focavam-se em mutações de genes individuais, mas, posteriormente, tornou-se evidente que diferentes mutações numa classe de genes estavam a dirigir o processo da doença", disse ele. "A mesma coisa está a acontecer provavelmente no envelhecimento", acrescentou. C. elegans, o primeiro animal a ter o seu código genético totalmente mapeado, tem sido largamente utilizado em estudos sobre o envelhecimento e longevidade. A nova pesquisa, publicada na revista Cell Reports, envolveu bloquear as moléculas-chave que afetam a ação da insulina e uma via de sinalização de nutrientes chamada alvo da rapamicina (TOR). Mutações únicas na via TOR eram conhecidas por prolongar a vida útil de C. elegans em 30%, enquanto as mutações de sinalização de insulina poderiam dobrar a quantidade de tempo de vida dos animais. Somando os dois, era de se esperar que a longevidade fosse estendida em 130%, mas o impacto combinado acabou por ser muito maior. A pesquisa pode explicar porque tem sido tão difícil identificar genes únicos responsáveis ​​pelas longas vidas de centenários humanos. "É bastante provável que as interações entre genes sejam fundamentais para essas pessoas viverem uma vida muito longa e saudável", disse Kapahi. Futuras pesquisas deverão usar ratos para ver se os mesmos efeitos ocorrem em mamíferos. FONTE: News.com.au

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